Podem dizer o que for, mas sem dúvida o Homem-Aranha é o super-herói mais popular e representativo na cena da nona arte. Criado em 1962 por Stan Lee e Steve Ditko, o personagem já ganhou diferentes adaptações, e em multiversos incomuns que conectam em uma trama característica e envolvente, agradando fãs de 03 a 99 anos. Continuar lendo “‘Nas Teias do Aranhaverso’ – Um guia completo sobre a origem e as conexões no multiverso dos Aranhas”
Categoria jornalismo
[Cantinho Literário] Jackie Ormes – A primeira quadrinista negra

Ela era negra, viveu numa época bem distinta, onde não apenas os negros, mas as mulheres quase não tinham voz, mas independente disso, Jackie Ormes virou o jogo e se consagrou na primeira quadrinista e roteirista negra no século 20. Continuar lendo “[Cantinho Literário] Jackie Ormes – A primeira quadrinista negra”
Cantinho Literário entrevista Thiago Bechara
Primeiro de tudo, quero me desculpar por não ter tido Cantinho Literário semana passada, fiquei até envergonhada de ver a semana editorial aqui n’O Barquinho completa e não ver o meu ‘xodôzinho’, meu espaço literário, no qual divido minhas experiências, dicas, especiais com grandes autores e apresento novos autores literários.
Mas nesta semana aqui estou, firme e forte, para trazer para toda tripulação o ‘best’ da literatura, nesta semana como comentava algumas vezes, pelas redes sociais, que até o fim deste mês serão séries de entrevistas, com jornalistas, poetas, escritores e afins, que irão compor este finzinho de 2012, que logo logo se vai.
Nesta semana, abrindo o especial de entrevistas, será o jovem paulistano de 25 anos, mas que daqui dois meses fará 26 (fevereiro), o jornalista, escritor e poeta.
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e é pós-graduado em Jornalismo Cultural pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, Thiago já tem alguns livros publicados, um deles é o Encenações, lançado em 2004 pela Editora Zouk, com prefácio do jornalista Heródoto Barbeiro.
Mas sem mais delongas, conheçam um pouco deste jovem ‘colega’ (jornalista) de profissão, que ama o que faz, pois ele faz com todo amor e dedicação.
O jornalismo é uma ferramenta para a literatura, que é uma necessidade. E isso tudo foi sendo descoberto de maneira muito empírica na minha vida, já que meu sonho sempre foram os palcos, como ator e cantor. O texto falou mais alto e se impôs pouco a pouco, de maneira doce e irreversível. Quando falo em necessidade, não me refiro a nenhuma acepção transcedental da palavra, ou algo que o valha. Quero dizer pura e simplesmente que não sei dormir sem ler um bom livro, da mesma maneira que não sei acordar sem ter em mente algo para ser escrito. Mesmo que eu passe dias sem escrever, estou sempre gestando uma ideia ou a ternura por um sentimento que será registrado de alguma maneira. Seja num poema, num trabalho de pesquisa histórica, numa biografia, num conto, numa crônica, num romance, etc.
2. Música e poesia para você é… Música é a própria representação da vida. Tons, emoções, altos, baixos. Sempre necessária e desejada, parafraseando Gonzaguinha. Ninguém quer morrer. A não ser os suicidas. Será que quem diz não gostar de música tem uma tendência maior à pulsão de morte, seu tânatos Poesia é a retina do poeta. Tudo pode ser poesia, desde que seja visto assim. Parece muito simples, porque na verdade é. Pra quê complicar?
3. O que você acha do Jornalismo Cultural de atualmente? Falta algo ou está bom?
Sempre há aspectos positivos ao mesmo tempo que falta algo. E isso não é ruim. Se não faltasse, não haveria para onde nos expandirmos, evoluirmos, pesquisarmos, subvertermos. Bem entendido, quero mais é que continue sempre faltando algo, rs.
No Brasil, especificamente, temos alguns veículos cuja linha editorial se aproxima mais ou menos do que se entende por Jornalismo Cultural, na sua acepção original do New Jornalism. Quer dizer, pretendem se aproximar disso. No entanto, sinto falta de espaços realmente privilegiados, para grandes e saborosas reportagens, perfis, etc.
Há muita gente talentosa e capaz disso, mas esse viés acaba ficando mais restrito ao livro na maioria dos casos. No entanto, há razões concretas, financeiras, comerciais para vivermos este tipo de configuração, e acredito que o País vive um avanço gradativo nesse sentido.
4. Sabemos que você tem ‘N’ ganchos na área cultural, conte nos um pouco de seus projetos (passados, presentes e futuros), como seus livros, poemas, canções e afins…Minha linha de trabalho se divide, pelo menos por enquanto, basicamente em poemas, biografias e perfis, pesquisas históricas e contos. Meus dois primeiros livros foram de poesias (o primeiro independente, em 2002, e o segundo pela Ed. Zouk, 2004).
O terceiro já foi em 2010 pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, o perfil da atriz e diretora Imara Reis. Amei fazer. É um orgulho que tenho na vida, ser amigo da Imara e ter sido o “encabeçador” desse projeto. Do mesmo modo, acredito demais na importância da biografia da cantora Cida Moreira, que escrevi de 2008 a 2010 e será lançada pela mesma coleção no ano que vem. Concomitantemente ao livro da Imara, eu estava fazendo a biografia do compositor e cantor Luiz Carlos Paraná (1932-1970), primeiro trabalho de maior fôlego nessa seara, já que o biografado era falecido e eu tive a possibilidade de exercitar meu faro de pesquisador. Foi fabuloso.
Um marco na minha carreira e na minha vida, por diversas razões. Este livro saiu em julho de 2012. Há coisa de uma semana, foi impresso meu próximo trabalho, o livro “A linguagem corporal circense”, pela Ed. Phorte, para o qual fui contratado pela professora de Ed. Física Cristiane Cassoni, para executar o projeto que ela tinha em mente de aplicar pedagogicamente as técnicas circenses ao universo da educação Física. Sairá ano que vem, provavelmente, e colaboraram conosco mais dois professores ligados à arte circense.
Próximos projetos, não há segredos, rs. Livro de poemas inéditos pronto, livro de contos sendo escrito, primeiro romance começando a ser escrito, biografia da atriz Claudia Alencar sendo escrita, e ideias, muitas ideias. Mas além da literatura, estou encabeçando o projeto do programa “Memória Brasil”, na TV Geração Z (TV UOL – www.tvgeracaoz.com.br) que vai ao ar ao vivo, todas as quintas-feiras, às 16h, por esse site. Já foram entrevistadas personalidades como Karin Rodrigues, Claudia Mello, Elisabeth Hartmann, Tato Fischer, Phedra D. Córdoba, Imara Reis, etc.
5. O que significa arte literária pra você?
Ainda não descobri, rs. Talvez a possibilidade de um encontro meu com o mundo e do mundo comigo, por meio da autodescoberta. Nesse sentido, me veio a associação com o termo “religação”, que dá origem à ideia de religião. Religar. Aco que a arte em termos gerais é minha grande fé na existência de algo superior a nós no mundo.
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| Thiago Bechara com o professor Antonio Candido |
6. Qual seu estilo literário favorito?
Esperamos que tenham gostado em conhecer o Thiago, pois ele disponibilizou um tempo de sua vida, para nos conceder esta entrevista ao “O Barquinho Cultural” e nós ficamos muito grata por essa entrevista.
Não há apenas um. Também não sei definir exatamente o que me atrai, mas sei que meu olhar está muito mais interessada em questões psicológicas, dramas humanas, ou facetas cômicas da nossa vida cotidiana, do que em enredos estereotipados ou idealizados. Sou mais pé no chão e a literatura só me “pega” quando vejo refletido no universal, questões particulares que nos obrigam a buscarmos a nós mesmos.
7. Um músico favorito… Essa pergunta no Brasil é uma sacanagem, rs. Sobretudo porque amo músicos de fora também. Terei de superar sua limitação e dar mais de um nome (muito mais): Chico Buarque, Villa-Lobos, Maria Bethânia, Paulinho da Viola, Mercedes Sosa, Omara Portuondo, Liza Minelli, Clara Nunes, Gal Costa, Cida Moreira, Nelson Freire, Tato Fischer, etc.
8. Um autor favorito… Machado de Assis, Mário de Andrade, Clarice Lispector, Luigi Pirandello, Dostoiévski, Tchekhov, Humberto Werneck, etc, rs.
9. Thiago por Thiago… Aquariano, autêntico, neurótico, perfeccionista. Só sabe agir se acreditar, só sabe viver se for apaixonado. Ama o silêncio e seus amigos (incluindo os livros).
10. Thiago e o jornalismo cultural… Uma relação descoberta
11. Promova-se… Conte-nos um pouco de sua ideias, projetos, livros, de sua vida literária e onde podemos encontrar suas obras?
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| cararicatura de Thiago, feita por um artista de rua, próximo ao Teatro Frei Caneca |
Meu site (www.thiagobechara.com.br) é um bom lugar para quem se interessar, ficar sabendo de mais detalhes sobre meus trabalhos, projetos, ver fotos, assistir vídeos com entrevistas minhas ou os programas que apresentei até hoje. A maior parte dos meus trabalhos publicados pode ser encontrado na Livraria Cultura, mas vendo também pelo meu e-mail que é thiagobechara@ig.com.br
Contatos:
Site: www.thiagobechara.com.br
E-mail: Thiagobechara@ig.com.br
Esperamos que tenham gostado em conhecer o Thiago, pois ele disponibilizou um tempo de sua vida, para nos conceder esta entrevista ao “O Barquinho Cultural” e nós ficamos muito grata por essa entrevista.
Mas é isso ai tripulação, a maratona entrevista no Cantinho Literário está apenas começando, semana que vem tem mais e o próximo entrevistado já está mais que preparado será o poeta, músico e produtor cultural Jaime Matos.
Boa semana e até mais!
Por: Priscila Visconti
Cantinho Literário
Essa semana não será de dicas de livros, mas sim falaremos de um escritor, jornalista, premiado por diversos prêmios da língua portuguesa, membro da Acadêmia Brasileira de Letras e também um grande amigo do cineasta Glauber Rocha. Quem pensou em João Ubaldo Ribeiro acertou, pois ele será o homenageado dessa semana.
A ideia surgiu depois de assistir ao programa Roda Vida na TV Cultura, ai então brilhou uma lanterninha, para este especial, afinal, por aqui n’ O Barquinho, o jornalismo está sempre em primeiro lugar, pois não importa a editoria, mais se tem jornalismo no meio, então pode ter certeza que falaremos aqui. (Fomos o tipo de pessoas viciadas em jornalismo.. hehe)
João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro, nasceu em Itaparica, 23 de janeiro de 1941 é um escritor, jornalista, roteirista e professor brasileiro, formado em direito e membro da Academia Brasileira de Letras. É ganhador do Prêmio Camões de 2008, maior premiação para autores de língua portuguesa.
Ubaldo Ribeiro teve algumas obras adaptadas para a televisão e para o cinema, além de ter sido distinguido em outros países, como a Alemanha. É autor de romances como Sargento Getúlio, O Sorriso do Lagarto, A Casa dos Budas Ditosos, que causou polêmica e ficou proibido em alguns estabelecimentos, e Viva o Povo Brasileiro, tendo sido, esse último, destacado como samba-enredo pela escola de samba Império da Tijuca, no Carnaval de 1987. É pai do ator e VJ da MTV Bento Ribeiro.
Abaixo segue obras do escritor…
Romances
Setembro não tem sentido – 1968
Sargento Getúlio – 1971
Vila Real – 1979
Viva o povo brasileiro – 1984
O sorriso do lagarto – 1989
O feitiço da Ilha do Pavão – 1997
A Casa dos Budas Ditosos – 1999
Miséria e grandeza do amor de Benedita (primeiro livro virtual lançado no Brasil) – 2000
Diário do Farol – 2002
O Albatroz Azul – 2009
Contos
Vencecavalo e o outro povo – 1974
Livro de histórias – 1981. Reeditado em 1991, incluindo os contos “Patrocinando a arte” e “O estouro da boiada”, sob o título de Já podeis da pátria filhos
Crônicas
Sempre aos domingos – 1988
Um brasileiro em Berlim – 1995
Arte e ciência de roubar galinhas – 1999
O Conselheiro Come – 2000
A gente se acostuma a tudo – 2006
O Rei da Noite – 2008
Ensaios
Política: quem manda, por que manda, como manda – 1981
Literatura infanto-juvenil
Vida e paixão de Pandonar, o cruel – 1983
A vingança de Charles Tiburone – 1990
Dez bons conselhos de meu pai – 2011
Confira a entrevista concebida ao programa Roda Vida, da TV Cultura, do jornalista e escritor, João Ubaldo Ribeiro.
Bom é isso ai pessoal, esperamos que tenham gostado de mais uma ideia literária, pois aqui n’ O Barquinho, o jornalismo e o humanitarismo, tem sempre destaque pois nossas ideias, são sempre focadas no social e humano da sociedade.
Boa semana a todos e boa leitura.
[Plantão OBC] Me leva mundão em Minas
O jornalista Maurício Kubrusly esteve presente nas cidades mineiras de São Gonçalo do Rio Abaixo e Barão de Cocais. O jornalista famoso através do seu quadro “Me leva Brasil” do Fantástico, foi a grande atração do evento “O Sempre Papo”, o projeto que foi criado em 1986 que tem como objetivo o incentivo a leitura e a contribuição para a formação de cidadãos mais críticos.
Durante a o evento Kubrusly ainda destribuiu autógrafos e contou sobre sua vasta experiência e conhecimento de grandes partes do Brasil e do mundo: “Andando pelo mundo você vê coisas inacreditáveis”, disse o jornalista que depois da publicação do seu livro “Me leva Brasil” acabou de publicar o “Me leva mundão”. Vamos conferir?
Até daqui a pouco com mais plantão O.B.C







