[Cantinho Literário] Monteiro Lobato – O grande mestre da literatura infantil no Brasil

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Nesse final de semana, dia 18 de abril, foi o dia do livro infantil, mas como já falamos sobre essa data aqui no Cantinho Literário, vamos falar sobre a pessoa que influenciou esse dia, o autor de grandes obras litrárias infanto-juvenil, que são sucesso até hoje entre fãs e admiradores de literatura brasileira. Quem pensou no Monteiro Lobato, acertou, pois ele é o escritor da vez aquo n’O Barquinho Cultural.

José Bento Renato Monteiro Lobato, nasceu no dia 18 de abril de 1882, no interior de São Paulo, a cidade de Taubaté e faleceu no dia 4 de julho de 1948. Lobato foi um dos maiores escritores brasileiros do século 20, pois ele foi editor de livros inéditos e também fez importantes traduções, ficando popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária.

A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e
O Picapau Amarelo (1939).

Monteiro Lobato era formado em Direito, atuava como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô, diante de um novo estilo de vida, ele passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles no livro Urupês.

Naquela época o Brasil, não havia tantos recurso para editoração de livros, eram editados em Paris ou Lisboa, mas Monteiro Lobato começou nessa área de editoração em terras brasileiras, sendo um dos primeiros escritores e editores no país, com isso ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.

Mas esse notável escritor brasileiro era bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado, podendo se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil.

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Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e ideias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sábia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos.Escreveu ainda outras incríveis obras infantis, como: A Menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, e A Chave do Tamanho.
além de livros infantis, Monteiro Lobato também escreveu outras obras, como: O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e O Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo, no Brasil, apenas por empresas
brasileiras.

Confira as obras de Monteiro Lobato abaixo:

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Coleção Sítio do Picapau Amarelo
1921 – O Saci
1922 – Fábulas
1927 – As Aventuras de Hans Staden
1930 – Peter Pan
1931 – Reinações de Narizinho
1932 – Viagem ao céu
1933 – Caçadas de Pedrinho
1933 – História do Mundo para as Crianças
1934 – Emília no País da Gramática
1935 – Aritmética da Emília
1935 – Geografia de Dona Benta
1935 – História das Invenções
1936 – Dom Quixote das crianças
1936 – Memórias da Emília
1937 – Serões de Dona Benta
1937 – O Poço do Visconde
1937 – Histórias de Tia Nastácia
1939 – O Picapau Amarelo
1939 – O Minotauro
1941 – A Reforma da Natureza
1942 – A Chave do Tamanho
1944 – Os doze trabalhos de Hércules (dois volumes)
1947 – Histórias Diversas

Outros livros infantis
1920 – A menina do narizinho arrebitado
1921 – Fábulas de Narizinho
1921 – Narizinho arrebitado (incluído em Reinações de Narizinho)
1922 – O marquês de Rabicó (incluído em Reinações de Narizinho)
1924 – A caçada da onça
1924 – Jeca Tatuzinho
1924 – O noivado de Narizinho (incluído em Reinações de Narizinho, com o nome de O casamento de Narizinho)
1928 – Aventuras do príncipe (incluído em Reinações de Narizinho)
1928 – O Gato Félix (incluído em Reinações de Narizinho)
1928 – A cara de coruja (incluído em Reinações de Narizinho)
1929 – O irmão de Pinóquio (incluído em Reinações de Narizinho)
1929 – O circo de escavalinho (incluído em “Reinações de Narizinho, com o nome O circo de cavalinhos)
1930 – A pena de papagaio (incluído em Reinações de Narizinho)
1931 – O pó de pirlimpimpim (incluído em Reinações de Narizinho)
1933 – Novas reinações de Narizinho
1938 – O museu da Emília (peça de teatro, incluída no livro Histórias diversas)

Traduções
Contos de Grimm,
Novos Contos de Grimm,
Contos de Andersen,
Novos Contos de Andersen,
Alice no País das Maravilhas,
Alice no País dos Espelhos,
Robinson Crusoé,
Contos de Fadas
Robin Hood.

 

Livros para adultos
O Saci-Pererê: resultado de um inquérito (1918)
Urupês (1918)
Problema vital (1918)
Cidades mortas (1919)
Ideias de Jeca Tatu (1919)
Negrinha (1920)
A onda verde (1921)
O macaco que se fez homem (1923)
Mundo da lua (1923)
Contos escolhidos (1923)
O garimpeiro do Rio das Garças (1924)051
O Presidente Negro/O choque das Raças (1926)
Mr. Slang e o Brasil (1927)
Ferro (1931)
América (1932)
Na antevéspera (1933)
Contos leves (1935)
O escândalo do petróleo (1936)
Contos pesados (1940)
O espanto das gentes (1941)
Urupês, outros contos e coisas (1943)
A barca de Gleyre (1944)
Zé Brasil (1947)
Prefácios e entrevistas (1947)
Literatura do minarete (1948)
Conferências, artigos e crônicas (1948)
Cartas escolhidas (1948)
Críticas e outras notas (1948)
Cartas de amor (1948)

[Cantinho Literário] ÔNIBUS-BIBLIOTECA – Literatura acessível para todos

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Essa semana no Cantinho Literário, vamos fala de um projeto que já existe há mais de 70 anos e foi criado pelo escritor Mario de Andrade, quando era  diretor do Departamento de Cultura, naquela época.

Esse projeto que leva livros, periódicos, saraus, oficinas literárias, entre diversão e entretenimento, é o projeto Ônibus-Biblioteca, que passa todos os dias, menos as segundas-feira que eles trabalham, em 72 bairros da cidade de São Paulo, com o objetivo de fomentar a leitura, enquanto um direito, e disseminar o livro, ambos essenciais à prática da cidadania.

A Secretaria Municipal de Cultural de São Paulo, tratou de manter esse projeto vivo, para tornar a literatura acessível à toda população em que não tem acesso há bibliotecas físicas.

Em toda a cidade são 12 ônibus equipados com um acervo de 1.000 livros infanto-juvenis e adultos de diversos gêneros, além de jornais e revistas, percorrem os extremos paulistanos.

Os moradores podem pegar exemplares emprestados e devolver ou renovar na semana seguinte, quando o ônibus faz uma nova parada.
Cada ônibus cumpre seis roteiros diferentes por semana, de terça a domingo, das 10hs às 16hs. E geralmente vêm acompanhados de alguma atração cultural.

Por isso quem quiser levar o ônibus para seu bairro, ou então quer conhecer mais sobre o projeto, confiram as informações abaixo e veja um pouco sobre esse Projeto Ônibus-Biblioteca.

Aliás, quem quiser fazer doação de livros para o ÔNIBUS-BIBLIOTECA, eles também aceitam qualquer tipo de livros, revistas, quadrinhos e outras coisas, pois qualquer forma de promover a literatura e a cultura, é bem vinda nesse projeto.

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História do Projeto Ônibus-Biblioteca

Segundo a Prefeitura de São Paulo, o primeiro ônibus surgiu há mais de 70 anos, quando o escritor e primeiro diretor do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, Mário de Andrade, justificou ao então Prefeito Fábio Prado a necessidade de viabilizar o projeto de implantação de uma unidade móvel para levar livros à população: a Biblioteca Circulante.

A Ford construiu e doou um modelo de caminhonete-biblioteca que passou a visitar periodicamente lugares como o Largo da Concórdia, Jardim da Luz e a Praça da República, proporcionando aos frequentadores o contato com os livros. Este serviço foi interrompido em 1942 devido à necessidade de racionamento de
combustível na II Guerra Mundial.

Em 1979, por meio de convênio com o Instituto Nacional do Livro, o serviço foi retomado com uma perua Kombi adaptada. Em novembro de 2008 o projeto tomou um novo fôlego com a doação de veículos feita pela Secretaria Municipal dos Transportes (SPTRANS) e quatro novos veículos de cor amarela, com uma fotografia do primeiro carro-biblioteca estampado no vidro traseiro, passaram a circular na cidade de São Paulo. Além da caracterização dos novos veículos, foi contratada a Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) para fornecer motoristas e uma programação mensal de encontro com autores.

CONTATOS
Sede
Rua Taquari, 549 – Mooca
CEP: 03166-000
São Paulo/SP.

Coordenador dos Serviços de Extensão
João Batista de Assis Neto
(11) 2291-5763

Contatos e sugestões
smb_onibusbiblioteca@yahoo.com. br
jneto@prefeitura.sp.gov.br

Mais informações
Site e Facebook do projeto ÔNIBUS-BIBLIOTECA

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Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] A Biblioteca da Mell – Um sonho que se tornou realidade

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Essa semana aqui no Cantinho Literário, não será só para promover apenas um autor ou livro, mas sim, uma história que era um sonho que virou realidade.

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A história é a da pequena Mell, de oito anos, que através de uma carta para a tia Fafá, ela deu início a realização de seu sonho, que era montar uma pequena biblioteca, mas essa pequena ideia, de repente se tornar uma grande, em que dezenas de pessoas abraçam a ideia de forma tão esplêndida que nem a própria garota, acredita no tamanho sucesso realizado.

11113928_1430077787292771_9020677863228221984_nA Biblioteca da Mell, como é conhecida, é uma ONG divulgada em redes sociais (Facebook, Instagram e Whatsapp), que está se transformando em realidade, pois já vem contando com diversas pessoas, que estão ajudando a idealizar e divulgar mais essa ideia.

Que era apenas um sonho da Mell, em querer compartilhar a literatura, milhares de pessoas, como crianças, adultos e que tiverem o interesse em sentar e ler um livro, pois sua vontade de montar uma biblioteca, e seus familiares já  percebiam antes mesmo da menina entrar na escola, mas com a ajuda da sua tia, ela conseguiu montar uma biblioteca virtual, que já tem apoio com diversas ONG em Mata Grande/Alagoas.

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Se você gostou da história da Mell e quer fazer alguma doação de livros ou então, divulgar a biblioteca da garota, que já tem projeto de sair da internet e  se tornar algo físico, basta ligar para o número (82) 9125-5138, ou então para seu tio Marcos Assunção, que mora em Maceió (82) 9979-5959.

Mais informações acesse as redes da Biblioteca da Mell e saiba de mais novidades sobre esse incrível projeto:

Facebook Instagram

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] 8ª edição do Festival da Mantiqueira, em São Paulo

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A oitava edição do Festival da Mantiqueira já tem data para esse ano de 2015, que será realizado entre os dias 10 a 12 de abril, em São José dos Campos, no Expo Sul Vale Shopping, com entrada gratuita.

Mas já vem as perguntas… O que é esse Festival da Mantiqueira, já que nunca falamos dele aqui no Cantinho da Literatura, pois bem, aqui estamos nós para explicar, o que, quando, onde e quem criou este evento.

O Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura, já tradicional evento literário do Governo do Estado de São Paulo, chega à oitava edição com um time de autores representativo da literatura nacional, com escritores de mais variados estilos, segmentos e gêneros literários reúnem-se no Festival da Mantiqueira
para dialogar e debater assuntos que se entrelaçam até encontrar, que nesse ano, o tema central desta edição: Todos os Cantos.

O tema foi escolhido pelo curador do evento, do escritor Luiz Ruffato, e define a a identidade do evento deste ano, trazendo à tona a pluralidade da produção literária nacional. Mais uma vez realizado no clima aconchegante e intimista do distrito de São Francisco Xavier.

Esse ano haverá mais uma edição do “Esquenta Mantiqueira”, que foi um sucesso no ano passado (2014), e que foi expandido nesse ano, que será no dia 7 de abril em São Paulo e dia 9, em São José dos Campos, pois dessa forma, a Secretaria da Cultura do Estado dá continuidade às ações de valorização da literatura e celebra mais uma vez a diversidade da produção artística no Brasil, levando a cultura para os mais variados cantos.

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O Festival conta ainda com uma tenda da Saraiva, que montará uma livraria para compra de livros e sessões de autógrafos após as mesas, veja abaixo mais atividades do evento:

Palestras
O Festival da Mantiqueira oferece também atividades teóricas voltadas para estudantes e profissionais de biblioteca previamente inscritos, como a oficina “Contação de histórias e a formação do leitor”, no sábado e domingo, às 12h30, com Cinthia Siqueira. O encontro irá abordar a narrativa oral enquanto atividade privilegiada para a formação de leitores.

Infantil
Para os pequenos, no sábado, às 15h30, o Coreto recebe o espetáculo “Mário e as Marias”, da Cia. Lúdicos de Teatro Popular. A peça, inspirada na vida e obra de Mário de Andrade, conta a história do menino Mário, que recebe de presente dos pais um par de óculos muito especiais, que permite enxergar o Brasil de uma forma surpreendente.

Música
Além do show de Renato Teixeira na sexta, o público pode conferir, no sábado, às 12h30, a apresentação do Quarteto Dell’Arte: Cordas Encantadas. O projeto “Cordas Encantadas” é formado por dois violinos, viola, violoncelo e violão, e toca uma seleção de músicas do universo dos filmes, desenhos e games, arranjadas para os instrumentos de cordas.

Fundação Cultural Cassiano Ricardo
A Fundação promove, na Sala de Palestras, conversas com escritores da região. Participam dos encontros nomes como Jorge Pessotto, Fernando Lopes e JB Magalhães. A programação musical específica da FCCR conta ainda com o cantor e compositor Deo Lopes, que apresenta canções resultadas de uma pesquisa do escritor Moacyr Pinto, autor do livro “Eu tenho o meu sonho”. Pelas ruas da cidade, o grupo Seresteiros do Vale interpreta canções históricas entre valsas, sambas, chorinhos, boleros, entre outros ritmos.

Esquenta em São Paulo
O Esquenta Mantiqueira, nos moldes da edição anterior do Festival, será realizado no Teatro Sérgio Cardoso, desta vez no dia 07 de abril (terça-feira), com a proposta de abranger o público interessado que não pode ir à São Francisco Xavier. A entrada é gratuita.

Às 19h30, o poeta Ferreira Gullar abre o Festival em São Paulo com a celebração do aniversário de “Poema Sujo”, um dos mais consagrados e traduzidos da literatura brasileira, além de ser uma espécie de autobiografia crítico-afetiva na carreira do autor.

O encontro, intitulado “Poema Sujo – 40 anos depois” será mediado pelo apresentador e jornalista Manuel da Costa Pinto. Gullar escreveu a obra em 1975, no período em que esteve exilado em Buenos Aires. No ano seguinte, contrabandeado para o Brasil pelas mãos de Vinicius de Moraes, o poema foi publicado, tornando-se uma obra-prima da literatura universal.

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Depois de cinco anos sem lançar inéditos, o poeta lança entre abril e maio sua “Autobiografia Poética” (editora Autêntica). A obra será composta por um depoimento inédito de Gullar sobre sua formação como poeta, além de uma série de ensaios sobre poetas como Rimbaud e Cesar Vallejo, e um caderno de fotos.

Esquenta em São José dos Campos
Pela primeira vez, a cidade de São José dos Campos também recebe um Esquenta Mantiqueira, dia 09.04, às 19h30, no Expo Vale Sul (Vale Sul Shopping).

O evento fica por conta do cronista e poeta gaúcho Fabrício Carpinejar, que comanda a mesa “Viver de Literatura”. O escritor conversa com o público sobre como é viver de literatura no Brasil. A atividade, pensada especialmente para o público universitário, é também aberta ao público em geral e fará emissão de certificado acadêmico.

A pré-inscrição está aberta e deve ser feita até 20.03 (ou até o preenchimento de todas as vagas), no site do Festival da Mantiqueira. A inscrição será confirmada por e-mail até 25.03.

Fabrício Carpinejar é cronista, jornalista e professor, e tem 26 livros publicados, entre eles “Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus – Crônicas de Amor e Sexo” (Bertrand Brasil, 2012) e “Canalha!” (Bertrand Brasil, 2009). Carpinejar é também apresentador do programa A Máquina, da TV Gazeta.

Abaixo, confira a programação completa do VIII Festival da Mantiqueira nas três cidades. A programação e outras informações sobre o Festival também podem ser conferidas no site www.festivaldamantiqueira.com.br.

Em São Francisco Xavier (distrito de São José dos Campos)
Tenda literária e coreto
Sexta-feira (10.04)
20h Conferência de Abertura com Affonso Romano de Sant’Anna, “O Amor na Poesia Ocidental” Tenda Literária
21h Show – Renato Teixeira

Sábado (11.04)
11h Mesa “A Literatura Infantojuvenil já é Adulta”, com Ferréz e Lúcia Hiratsuka. Mediação Cristhiano Aguiar Tenda Literária
12h30 Quarteto Dell’Arte – Cordas Encantadas Coreto
14h Mesa “Para onde aponta o romance”, com Edney Silvestre, Simone Campos e Paulo Scott. Mediação: João Cezar de Castro Rocha – Tenda Literária
15h30 Mario e as Marias – Cia Lúdicos de Teatro Popular Coreto
16h30 “A sobrevivência do Conto”, com Marçal Aquino, Tércia Montenegro e Sidney Rocha. Mediação: João Cezar de Castro Rocha – Tenda Literária
18h30 Mesa “Pois é, Poesia…”, com Nicholas Behr, Heitor Ferraz Mello e Iacyr Anderson Freitas. Mediação: Cristhiano Aguiar – Tenda Literária
20h Sarau da Montanha Tenda Literária

Domingo (12.04)
11h Mesa “As várias máscaras da dramaturgia”, com Mario Prata, Grace Passô e Sergio Goldemberg. Mediação: Cristhiano Aguiar – Tenda Literária
13h Mesa “A Crônica para Além do Cotidiano”, com Fabrício Carpinejar, Cidinha da Silva e Luiz Henrique Pellanda. Mediação: João Cezar de Castro Rocha – Tenda Literária
15h30 Mesa “Prêmio São Paulo de Literatura”, com Veronica Stigger e Marcos Peres – Tenda Literária

Infantil
Sábado (11.04)
11h30 Contação de histórias: “Onde as histórias se escondem”. Com Maria Amália Biblioteca Solidária
Atividades Educativas

Segunda-feira (06.04)
19h30
Quarta-feira (08.04)
14h30 Oficina “Zooreal – inventando histórias animais”. Com Maria Amália
(para estudantes previamente inscritos) EMEF Mercedes Rachid Edwards

Sábado e Domingo (11.04 e 12.04)
11h30 “Contação de histórias e a formação do leitor”. Com Cinthia Siqueira
(para profissionais de biblioteca previamente inscritos) – Sala de Palestras
Programação Fundação Cultural Cassiano Ricardo

Sábado (11.04)
10h O Pretérito das Horas, com Jorge Pessotto. Mediação: Rita Elisa Sêda – Sala de Palestras
13h A Machina de Fazer Poesia, com Fernando Lopes. Mediação: Alcemir Palma – Sala de Palestras
15h30 Santa Cruz, com JB Magalhães. Mediação: Moacyr Pinto – Sala de Palestras
21h30 Eu Tenho Meu Sonho – Deo Lopes – Coreto
23h Serenata – Seresteiros do Vale – Ruas de São Francisco Xavier
Domingo (12.04)
10h Breve História de Estadas e Partidas, com Oswaldo Almeida Jr. Mediação: Wallace Puosso e Charles Lima – Sala de Palestras
14h30 Casa das Coisas, com Alcimar de Souza Lima. Mediação: Guilherme Ferreira – Sala de Palestras
Em São Paulo
Esquenta Mantiqueira

Quinta-feira (09.04)
19h30 Palestra “Viver de Literatura”, com Fabrício Carpinejar Expo Vale Sul

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VIII Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura, em São Francisco Xavier
Data: 10, 11 e 12.04.2015 (sexta, sábado e domingo)
Local: Praça Cônego Antonio Manzi, centro de São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos (138 km de São Paulo e 59 km de São José dos Campos).
Entrada: Gratuita
Capacidade:
– Tenda Literária: 400 pessoas
– Biblioteca Solidária: 90 pessoas
– Sala de Palestras: 150 pessoas
Como chegar: De São Paulo, siga para São José dos Campos pela Via Dutra BR-116 ou pela Rodovia Carvalho Pinto SP-70. De São José dos Campos, o principal acesso é pela SP-50, estrada velha de Campos do Jordão, até chegar à cidade de Monteiro Lobato. Siga pela SJC-150, Estrada Vereador Pedro David até São Francisco Xavier.

Esquenta Mantiqueira, em São Paulo
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista
Data: 07.04.2015
Mesa: “Poema Sujo, 40 anos depois”, com Ferreira Gullar. Mediação: Manuel da Costa Pinto
Horário: 19h30
Número de lugares: 144
Entrada: Gratuita
Telefone: 3288-0136

Esquenta Mantiqueira, em São José dos Campos
Expo Sul Vale Shopping
Endereço: Av. Andrômeda, 227
Data: 09.04.2015
Mesa: Viver de literatura, com Fabrício Carpinejar
Horário: 19h30
Entrada: Gratuita
Site: www.festivaldamantiqueira.com.br

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Fanzine – Informação e entretenimento de um jeito livre e sem regras

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Salve salve tripulação d’O Barquinho Cultural, hoje é dia de literatura e dia de falarmos sobre fanzines, vamos explicar para vocês o que é uma fanzine, como ele é feito e o que contém editoração prática e simples de fazer e ler, pois não tem regras para editar um.

O fanzine (ou zine para os íntimos) é toda publicação feita pelo fã, seu nome vem da contração de duas palavras inglesas e significa literalmente “revista do fã” (fanatic magazine), alguns estudiosos do assunto consideram fanzine somente a publicação que traz textos, informações, matérias sobre algum assunto.

Quando a publicação traz produção artística inédita seria chamada revista alternativa. No entanto, o termo fanzine se disseminou de tal forma que hoje engloba todo tipo de publicação que tenha caráter amador, que seja feita sem intenção de lucro, pela simples paixão pelo assunto enfocado.

As publicações que trazem textos diversos, histórias em quadrinhos , reprodução de HQ’s antigas, poesias, divulgação de bandas independentes, contos, colagens, experimentações gráficas, enfim, tudo que o editor julgar interessante e o resultado da iniciativa e esforço de pessoas que se propõem a veicular produções artísticas ou informações sobre elas, que possam ser reproduzidas e enviadas a outras pessoas, fora das estruturas comerciais de produção cultural.

Mas o que todos eles têm em comum é o fato de não serem distribuídos em bancas ou livrarias e de terem tiragens limitadas. Isto é: os fanzines são raros. Somado com o fato do seu conteúdo ser exclusivo (você não encontra em mais nenhum outro lugar), o fanzine acaba se tornando especial.

Os fanzineiros, como são chamados quem monta fanzines, aborda informações de sua especialidade, pois o tema abordado, praticamente nos fanzines sobre qualquer tema que você puder imaginar, como ficção-científica, música, literatura, culinária, aeronaves, e inúmeros outros, abordados sob as mais diversas
formas como contos, poesias, documentários, quadrinhos e entre outros.

Fanzines

Esses fanzineiros fazem reuniões com outros apaixonados por essa editoração, para trocarem ideias, informações e figurinhas sobre os fanzines, essas feiras reúnem fanzineiros de diversas regiões do país, divulgando seus trabalhos e também comercializando as suas publicações, já que não há ‘zine’ em bancas de jornais ou livrarias. Mas geralmente acontecem dentro de convenções temáticas, que está atraindo cada vez mais leitores no país.

Mas os fanzines é resultado da iniciativa e esforço de pessoas que se propõem a veicular produções artísticas ou informações sobre elas, que possam ser reproduzidas e enviadas a outras pessoas, fora das estruturas comerciais de produção cultural.

Assista abaixo um vídeo de como montar um fanzine:

 

Por Priscila Visconti (preparando novidades em versão ‘zine’, pra nossa tripulação)