[Cantinho Literário] “Verte Verso” – O primeiro livro de poesia de Augusto Matos

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Esta semana será especial com o autor da vez afinal, como já sabem, aqui no site promovemos novas facetas da cultura brasileira e mundial, pois há muitos artistas espalhados por esse mundão de meu Deus, que só precisam de uma luz, ou então de um repórter, para mostrar a todos os amantes das artes as suas obras. E, nesta semana, será a vez do escritor e poeta Augusto Matos.

10405630_693451640753590_4364881378916554799_nAugusto é paulistano, mas mora em Campinas e se formou em Letras, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e trabalha atualmente como revisor de português em um órgão público de São Paulo. Ele sempre foi focado com área cultural, pois para Matos, favorece mais o intelecto e foca em um ser detrimento do ter, em uma sociedade que valoriza mais o ter do que o ser.

Bastante romântico e contextualizado caracterizam seus textos, mais humanos e sociais, fazendo com que se torna um cavalheiro, educado, romântico e sedutor, para contemplar e interagir qualquer mulher, por isso seus textos são bastante admirados pelo público feminino, pela sua sutileza e romantismo. Com diversos de textos e poemas publicados em sua página do Facebook, com muitos compartilhamentos e curtidas, com destaque para o consagrado Recanto das Letras.

Mas em sua vida ele se descobre a cada momento do dia, pois segundo Matos, “Deus nos provém e protege nossos dons, por meio da Sua unção, Ele é o manancial e a convergência da Criação. O ser humano pode ir muito mais longe do que se possa imaginar! Entretanto, vencer a si próprio imagino ser a mais difícil luta da vida, conquistar a superação de adversidades internas e externas, transcender as limitações intermitentes, por vezes possibilitadoras do tornar-se cisne…”

1910408_693447974087290_4977072781297673262_n“Verte Verso” é seu primeiro livro de poesias lançado, que demostra suas inclinações para o designer e a estética, proporcionando poemas que destinam apreciação, sendo um mergulho no meio poético, fazendo com que o imaginário, lado emotivo, reflexões e outras sensações, fiquem mais afloradas.

Por isso quem gosta de poesia e tem um lado mais sensível, não pode deixar de ler esse livro, pois essa publicação são poemas que retrata a vida do autor, como a luta, conquista, superação interna e externa, que são transformados com simples palavras, rimas, métricas, em versos poéticos, no Verte Verso, primeiro livro poesias, de Augusto Matos.

Sinopse:

10629610_693447990753955_2682895184857590478_nVerte Verso vem a proporcionar um derramamento de poemas, o livro torna-se vertedouro de ímpares versos que se destinam à pura apreciação, um ensejo ao mergulho no universo da Poesia, manancial promissor, propício ao imaginário, às torrenciais reflexões, às garoas oníricas, às idealizações cristalinas, ao escorrer de emotivas lágrimas, à filtragem de sensações, ao refrigério do pensamento, ao Verbo propiciador do milagre da água transformada em vinho, à saciedade de parte da sede de conhecimentos pela literatura, ao fluido sanguíneo das doces veredas do coração, ao vaporizar nos desejos, ao ciclo da matéria na experiência metafísica da leitura.

Informações e descrição da obra
Categoria(s): Poesia
Idioma: Português
Edição/Ano: Primeira Edição/2014
Numero de paginas: 80

Mais informações:
Verte Verso | Augusto Matos

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Projeto “Leitura no Vagão”, incentiva usuários do metrô lerem nos trens

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Salve salve galerinha, dessa vez não vou indicar nenhum autor, nem dar dicas de livros e tampouco falar sobre cursos literários, mas sim quero apresentar um projeto que está incentivando cada vez mais os usuários do metrô a largarem o celular e lerem mais nos trens, afinal quem lê estimula o cérebro e mexer toda hora no telefone, sem proposito algum, só para não olhar na ‘cara’ dos outros, só aliena e estimula o egoísmo nas grandes metrópoles.
Por isso, se liguem nessa ideia, pois com certeza os amantes da literatura, vai aderir ao projeto e participar da troca dos livros.

Quem pega metrô nos grandes centros das capitais brasileiras, está sempre com o livro dentro da bolsa para distração da viagem, e foi pensando nisso que o desenvolvedor de Software Luís Fernando Tremonti, teve a ideia de criar o projeto “Leitura no Vagão”, que pretende incentivar os usuários do Metrô a deixar o celular de lado para ler um livro em seus deslocamentos.

A ideia do projeto também é que os leitores usuários do metrô, tiram selfies com seus livros e compartilhem em suas redes, como Twitter, Facebook ou talvez no Instagram, com a hastag #leituranovagão e contar um pouco do livro que estiver lendo. O curador do projeto, o Luís Fernando, também espalha livros pelos bancos dos trens, além de sortear algumas publicações para os seguidores das páginas, esperando que, depois da leitura, os contemplados “esqueçam” o livro dentro de um vagão para que outras pessoas tenham acesso a ele.

O “Leitura no Vagão” chega no mesmo momento em que outro projeto de leitura foi desativado. Em 2004, o “Embarque na Leitura”, coordenado pelo Instituto Brasil Leitor, inaugurou uma pequena biblioteca na Estação Paraíso. Em que emprestava livros gratuitamente aos usuários do transporte público. A ideia deu certo e outras cinco unidades foram abertas (Tatuapé, Linha 12 – Safira; Luz, Linha 4 – Amarela; Largo Treze, Linha 5 – Lilás; Santa Cecília, Linha 3 – Vermelha e na estação Brás, da CPTM). O Metrô contabilizou 700 mil empréstimos para 50 mil usuários cadastrados. Mas todas as unidades foram fechadas em dezembro do ano passado.

Pois segundo o gerente do projeto, “Embarque na Leitura” acabou por falta de incentivo e patrocínio dos grandes, como os governantes e empresários. Por isso quem quiser participar do projeto “Leitura no Vagão”, pode entrar em contato com Luís, através das páginas oficiais e conferir quais livros serão deixados nos trens do metrô e como pode participar para deixar livros, afinal é melhor fazer trocas de livros e renovar sua cultura literária, pois assim incentiva a leitura em sua cidade.

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Para mais informações acesse as redes do Leitura no Vagão:
E-mail: leituranovagao@gmail.com
Twitter: https://twitter.com/leituranovagao
Facebook: https://www.facebook.com/leituranovagao

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Casa das Rosas oferece cursos para novos escritores com o CAE

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Depois de um final de semana bastante triste, que tivemos, com a morte do mestre Don Chespirito, estamos aqui, demorou um pouco para ver uma pauta, pois estava um pouco sem tempo, devido a correria que estamos tendo com o frila fixo que fazemos.

Mas, para não deixar nossa tripulação na mão, segue aqui mais uma publicação do nosso Cantinho mais literário de todo cyber sete mares da Web. Então, entra em nossa tripulação e sejam bem-vindos à mais uma viagem a literatura.

Essa é uma singela dica para os novos escritores que querem publicar seu primeiro livro e não tem apoio e nem ideia de como começar esse processo literário, então a Casa das Rosas, que é um dos grandes centros de literatura, aqui em São Paulo, criou o CAE – Centro de Apoio ao Escritor, que contribui para a criação literária em todas as etapas e gêneros.

A proposta do CAE é proporcionar aos escritores iniciantes e também às pessoas que queiram escrever e publicar suas obras literárias, com capacitação técnica e recursos de profissionais.

No CAE são oferecidas diversas atividades gratuitas ao longo do ano:

. Oficinas de Criação
. Curso Livre de Preparação de escritores: CLIPE ANUAL e CLIPE JOVEM (semestral – 14 a 18 anos)
. Palestras de especialistas em assuntos ligados ao livro
. Seminários
. Encontros de autores representativos do Estado de São Paulo
. Projetos de residência e intercâmbio literário
. Saraus
. Acesso ao Anuário de Poesia Brasileira
. Atendimento e orientação a escritores principiantes, estimulando a reflexão sobre a literatura na atualidade e
– Veja também neste Site: Circuitos literários, Concursos, Dicas de leitura, Links, Pequeno Manual do Escritor e faça o seu Cadastro para receber a
nossa programação.

PRÓXIMOS EVENTOS DO CAE:

– FÓRUM DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA PROJETOS CULTURAIS
Quinta-feira, 4 de dezembro, às 19h30
com Raphaela Melsohn e Leonardo Akio
No fórum serão debatidas alternativas para viabilização de projetos culturais por meio de financiamento colaborativo, com exemplos sobre as etapas para a realização de um projeto e a captação de recursos.

Veja mais em: http://www.casadasrosas.org.br/agenda/frum-de-captao-de-recursos-para-projetos-culturais-

– PEGUE LIVROS!
Sábado, 13 de dezembro – 12h
Na comemoração dos 10 anos da Casa das Rosas, o Centro de Apoio ao Escritor promove a doação de centenas de livros de diversos gêneros e autores, para leitores de todas as idades e gostos. Cada visitante poderá escolher e levar até 3 livros, gratuitamente.

Veja mais em: https://www.facebook.com/events/717793341639705/

Então para quem quiser ter sua obra literária publicada, esta é uma dica simples que nós O Barquinho Cultural, estamos apresentando à vocês, afinal nunca é de menos novos autores na literatura, pois os mais velhos estão indo e precisa de novas ideias ocupar o espaço vazio que vai ficando quando os grandes escritores se vão.

Isso ai boa semana à todos e até semana que vem, que prometemos fazer algo mais íncrivel e com mais tempo, já que atualmente estamos só na ‘pauleira’ da correria.

Até mais…

Por Priscila Visconti
Tkx: Casa das Rosas

[Cantinho Literário] Prêmio Jabuti 2014 – A premiação mais importante da literatura

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Salve salve galerinha, tudo bem… Não sei se estou precisando de férias, ou de um ajudante, porque não estou tendo cabeça para criar boas e novas pautas, para o Cantinho Literário, porque de que adianta ter milhões de colaboradores’ no site, se apenas duas fazem as coisas, mas um dia isso vai mudar e nós do OBC, vamos ter nosso legítimo valor.

Mas essa é outra história e vamos ao que interessa e vamos falar de literatura, que hoje vamos falar um pouco, do Prêmio de mais importância na literatura, que é o Prêmio Jabuti. Foi lançado em 1959, foi idealizado por Edgard Cavalheiro quando presidia a Câmara Brasileira do Livro.

Desde a primeira premiação, o Jabuti foi se aprimorando e, ao longo dos anos, foi ganhando novas categorias. Hoje contempla desde romances a livros didáticos e desde livros de ilustração a projetos gráficos. O escritor a receber mais vezes o prêmio foi Dalton Trevisan, tendo sido premiado quatro vezes na categoria Conto, em 1960, 1965, 1995 e 2011.

Desde o ano de 2012, o conselho curador do evento, que é composto por notáveis das áreas de literatura, ciências humanas e área científica e tem a função de acompanhar as etapas do Prêmio de analisar e deliberar sobre casos omissos. Além de ser responsável pela formação do corpo de jurados.

Neste ano integram o Conselho de Curadores de 2014, Marisa Lajolo, Antônio Carlos de Moraes Sartini, Frederico Barbosa, Luis Carlos de Menezes e Márcia Lígia Guidin.

A Professora Marisa Lajolo, é a única mulher, escolhida como curadora do Prêmio Jabuti, deste ano, ela é mestre e doutora pela USP, tem Pós doutorado na Brown University. É professora de Literatura na Universidade Presbiteriana Mackenzie e na Unicamp. Publicou vários livros – geralmente sobre escritores & livros alguns dos quais receberam prêmios.

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Segue abaixo as categorias de premiação de 2014:
Capa
Concepções e desenvolvimentos gráficos de capas ou sobrecapas de livros como elementos autônomos.
Ilustração
Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
Ilustrações de obras destinadas a crianças, pré-adolescentes ou adolescentes.
Arquitetura e Urbanismo
Pesquisas, ensaios, textos profissionais, acadêmicos ou científicos sobre temas relacionados a Arquitetura e Urbanismo.
Artes e Fotografia
Biografia
Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
Ciências Humanas
Ciências Naturais
Ciências da Saúde
Comunicação
Contos e Crônicas
Didático e Paradidático
Direito
Economia, Administração e Negócios
Educação
Gastronomia
Infantil
Juvenil
Poesia
Psicologia e Psicanálise
Reportagem
Romance
Teoria / Crítica Literária
Projeto Gráfico
Tradução
Tradução de Obra de Ficção Inglês-Português

Mais informações sobre o Prêmio Jabuti de Literatura:
Site: http://jabuti.hospedagemdesites.ws/
Facebook CBL: https://www.facebook.com/camaradolivro
Twitter CBL: https://twitter.com/CBL_oficial

Por Priscila Visconti (precisando de férias)

[Cantinho Literário] Os 10 grandes jornalistas literário dos últimos tempos

lit Estava um pouco perdida, sem ideia de pauta e também com preguiça de criar uma pauta exclusiva de algumas ideias que já tenho selecionada para publicar aqui no site, então resolvi pegar algo ‘meio que pronto’. Sabe, nesta segunda-feira não estou muito legal. Mas, como vocês sabem meu amor imenso pelo jornalismo e estou sempre buscando tudo sobre essa área.

Então fuçando, fuçando e fuçando, encontrei o site Jornalismo Literário e vi uma pesquisa um tanto que interessante, que tem diversos jornalistas de grande importância no mundo, como o Gay Talese, Raymond Mungo e o incrível Truman Capote e claro. Por isso, tinha que passar isso à vocês, amantes de literatura e também do jornalismo, afinal o que seria jornalismo sem a arte literária, não haveria o romantismo que une as letras, transformando em belas palavras e destrinchado na notícia, reportagem ou então em uma bela crítica.

Confira abaixo os 10 jornalistas literários segundo o Prof. Dr. Silvio Demétrio, que é jornalista e Doutor em Ciências da comunicação, pela Escola de Comunicações e Artes – ECA/USP: “Organizado pelo Prof. Dr. Silvio Demétrio, o texto a seguir apresenta uma rápida introdução e biografia de grandes nomes do Jornalismo Literário no mundo. A pesquisa foi realizada durante uma Oficina de Jornalismo Literário realizada em Cascavel (PR). Segundo Demétrio, ”obviamente a lista não se pretende exaustiva – ela é apenas uma introdução a alguns dos principais nomes do JL”.” – pelo site Jornalismo Literário.

Tom Wolfe Tom Wolfe logo cedo manifestou sua inclinação para oTom-Wolfe-travels-in-transemdia jornalismo ao escrever sozinho uma biografia de Napoleão Bonaparte com apenas 8 anos de idade. Sua carreira no jornalismo começa em 1957. Enquanto escrevia sua tese de doutorado na Universidade de Yale, Wolfe foi contratado como repórter do Springfield Union, na cidade de Springfield, Masschussets.

Em 1959 Wolfe já está trabalhando como repórter do Washington Post. Vai para Nova York em 1962 para trabalhar no New York Herald Tribune. Ao cobrir como free lancer uma corrida de automóveis em pista de terra no interior dos EUA para a revista Squire, Wolfe passou uma noite inteira datilografando em fluxo contínuo suas impressões da pista de corrida. Enviou o material bruto para o editor Byron Dobell, que simplesmente publicou as anotações de Wolfe na íntegra. Foi a entrada de Wolfe para o estrelato como dândi do que mais tarde ele mesmo iria batizar de New Journalism. A seguir Wolfe vai publicar The Eletric Coll-Aid Acid Test – uma reportagem de fôlego profundo sobre o escritor Ken Kesey e o grupo de artistas performáticos que ficou conhecido como os Merry Pranksters. Em 1974 organiza em parceria com Edward Warren Johnson a coletânea de narrativas de não-ficção “The New Journalism” – uma grande amostra de textos de vários jornalistas que tinham em comum um estilo que fundia reportagem jornalística com técnicas de narração literárias.

610_capote_introTruman Capote Famoso e freqüentador das altas rodas da sociedade nova- iorquina, Truman Capote é quem inaugurou o New Journalism com A Sangue Frio (In Cold Blood). Prodígio e precoce, Capote escrevia disciplinadamente por no mínimo três horas por dia desde os 11 anos de idade. Outra dado peculiar sobre sua personalidade era a capacidade aguçada de memorizar diálogos. Ingressou muito cedo no jornalismo.

Com apenas 17 anos Capote já publicava suas matérias na Harper’s Bazaar. Sua fama vem com a ficção Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo), que mais tarde será adaptado para o cinema impulsionando a fama de seu autor. Numa manhã de novembro de 1959 Capote se depara com uma nota sobre o assassinato de uma família inteira no interior do Kansas. Ao se deslocar para as paisagens desoladas das plantações do Kansas, Capote vai produzir durante os próximos 5 anos um trabalho jornalístico exaustivo na investigação da chacina.

O resultado é In Cold Blood – livro-reportagem publicado em quatro partes pela New York e que vai dar origem ao estilo da prosa de não-ficção mais tarde batizada por Tom Wolfe de New Journalism.

MTE5NTU2MzE2Mzg3NTA5NzcxHunter Thompson De longe a figura mais instigante, irreverente e encantadora de toda a aventura do New Journalism.

Hunter Thompson foi a própria contracultura traduzida numa forma de escrita absolutamente livre no jornalismo. Thompson foi o criador do chamado Gonzo Journalism – um estilo de jornalismo que se constitui por negar qualquer forma pré-definida do que possa vir a ser considerado como jornalismo.

O Gonzo Journalism é a subversão total das convenções jornalísticas, além da liberdade absoluta que o repórter se inclui no próprio relato e também de abrir digressões labirínticas em qualquer direção. Tudo isto é possível desde que se tenha o gênio de Hunter Thompson para encontrar numa corrida de cavalos no Kentucky material suficiente para compor um retrato da decadência da sociedade do sul dos EUA.

Depois desta primeira reportagem, a revista Rolling Stone o contratou para uma série de reportagens sobre gangues de motoqueiros. A experiência produziu duas coisas, em primeiro lugar a coletânea dessas reportagens deu origem ao livro “Hell”s Angels – Uma Estranha e Terrível Saga” – no qual Thompson escreve num estilo típico do New Journalism.

Em segundo lugar a reportagem resultou numa série de hematomas e machucados decorrentes da surra que Thompson levou quando alguns integrantes da gangue começaram a discordar da publicidade que as matérias estavam projetando sobre os motoqueiros por todo o país. Em seguida Thompson vai lançar Fear na Loathing in Las Vegas (traduzido na edição brasileira por Las Vegas na Cabeça) – seu livro-reportagem mais conhecido e adaptado já na década de 90 para as telas de cinema sob a batuta do diretor Terry Gillian.

O pai do Gonzo Journalism suicidou-se em fevereiro de 2005 depois de uma série de cirurgias na região da bacia e que não conseguiram eliminar as fortes dores que vinha enfrentando já há alguns anos. Em função dessa dores Thompson tinha um jeito muito particular de caminhar e que acabou marcando suas últimas aparições em público. Além de Hell’s Angels, Medo e Delírio em Las Vegas, também foram lançados no Brasil seus A Grande Caçada aos Tubarões, Rum Diary – O Diário de um Jornalista Bêbado e Screw Jack.

610_mailer_aboutNorman Mailer: Morto recentemente em novembro do ano passado, Mailer foi ganhador por duas vezes do prêmio Pulitzer com reportagens desenvolvidas segundo as convenções do New Journalism.

O primeiro Pulitzer veio em 1968 com a publicação de Os Exércitos da Noite (Armies of the Night) – uma grande reportagem desenvolvida em forma de livro que narra a aventura do próprio Mailer na grande passeata que tinha como plano protestar contra a guerra do Vietnan e que aconteceu em outubro daquele ano.

Os participantes da Marcha Sobre o Pentágono cercaram de mãos dadas o prédio central do comando do exército americano. Mailer foi um dos personagens que articulou essa marcha juntamente com os integrantes da SDS (Students for a Democratic Society), os Weathermen (grupo de ativistas radicais que irá entrar logo depois para a cladestinidade) e a banda Fugs, que tinha como integrantes os poetas Ed Sanders e Tuli Kupfberg. Nessa grande reportagem literária Mailer cria o “terceiro ponto de vista” que consiste em projetar-se enquanto jornalista como personagem da própria reportagem.

Mailer se torna personagem de Mailer ao se referir a si mesmo em terceira pessoa- o efeito é da ordem do estranhamento, logo do distanciamento crítico do leitor decorrente da exposição auto-referente dos artifícios de linguagem por parte do jornalista.

O segundo prêmio Pulitzer – premiação máxima da imprensa americana – vem com A Canção do Carrasco ( The Executioner’s Song). Grande parte de seus livros-reportagem foi editada no Brasil. Mailer também foi fundador de um dos ícones do jornalismo alternativo na américa, o Village Voice, publicação voltada para cultura e política editada em Nova York.

stephen-crane-jornalismo-literc3a1rio-blogStephen Crane: Jornalista e escritor americano que morreu muito jovem (28 anos) no final do século XIX. Sua morte aconteceu em decorrência de uma pneumonia que arruinou o estado de saúde de Crane depois de sua mais famosa experiência como repórter do New York World – jornal que pertencia ao mega- empresário da comunicação americana de então, William Randolf Hearst. Neste trabalho como correspondente da guerra de Cuba contra o domínio espanhol no final do século XIX, Stephen Crane se ofereceu para trabalhar na tripulação de uma embarcação que iria levar armas para os revoltosos cubanos. Eis que navegando em direção à ilha o Commodore, embarcação na qual estava Crane, é alvejado por uma esquadra espanhola. O Commodore naufraga e Crane fica à deriva durante mais de trinta horas num barco salva-vidas junto com mais três outros sobreviventes do naufrágio.

Do incidente Crane lavra “The Open Boat”, uma reportagem publicada pelo jornal no qual era correspondente. Pouco tempo depois o mesmo relato vai parar numa coletânea de contos de Crane, fazendo com que grande parte da recepção de sua matéria a tomasse como um conto. As qualidades da prosa de Crane são literárias mas voltadas para a representação de um evento real. Esse compromisso é o fundamento principal do jornalismo literário.

sontagSusan Sontag: Nascida em Nova York, assim como Norman Mailer, Susan Sontag também se graduou em Harvard. Sua participação no jornalismo americano dos anos 60 principalmente foi intensa e estrondosa.Tais características a colocaram como musa da nova esquerda militante naquela época e também do movimento feminista.

A publicação de “O Que Está Acontecendo em Hanoi” toda sua verve crítica se volta para a denúncia dos abusos e da insanidade da participação americana no conflito do Vietnam. Uma boa compilação de seus escritos de não-ficção está em “Radical Will”, cuja tradução (A Vontade Radical) saiu pela editora Cia das Letras no Brasil. No final da década de 70, depois de viver as dificuldades de um câncer, saiu vitoriosa para escrever A Doença Como Metáfora – ensaio jornalístico no qual Sontag se supera.

Uma década depois, já nos anos 80, ela vai escrever aquilo que é será expansão dos mesmos argumentos de seu livro sobre o câncer, agora voltados para a questão da Aids e Suas Metáforas.

Sontag aborda em ambos os ensaios a dimensão simbólica das doenças que são vistas de forma estigmatizada pelo senso comum.

gay-talese-015Gay Talese: Outro grande nome gerado pelas experiências estilísticas do New Journalism é, sem dúvida, o desse ex-aluno do curso de Jornalismo da Universidade do Alabama.

Talese começou ainda na década de 50 como redator na sessão de obituários do New York Times. Eventualmente conseguia publicar algumas reportagens ainda sem assiná-las, como a que fez sobre o aniversário da Times Square, ao entrevistar o responsável pela projeção dos letreiros eletrônicos com as manchetes dos jornais que existia na famosa praça de Nova York.

Hoje Talese é professor de jornalismo na Universidade do Sul da Califórnia. Seu artigo mais importante foi o que escreveu sobre Frank Sinatra, no qual narra as dificuldades em conseguir uma entrevista com o cantor. A reportagem com o título de Frank Sinatra Está Resfriado é uma síntese das principais técnicas empregadas pelos novos jornalistas. Um dos artifícios mais característicos de Talese são as cenas in medias res, expressão que em latim siginifica “no meio das coisas”. Abre-se uma narrativa inserindo o leitor diretamente para dentro da ação e, aos poucos, a narrativa passa a desvelar os significados que tornam possível sua compreensão num nível mais aprofundado.

Raymond Mungo: No estudo realizado por Michael Johnson publicado em 1971, o New Journalism é apontado como um estilo específico de litraymond-mungo-jornalismo-literc3a1rio-blogeratura de não-ficção desenvolvido tanto por figuras como Tom Wolfe e Norman Mailer, que são vultos da grande imprensa americana, como também por um tipo de jornalismo que se desenvolveu em meios alternativos, especialmente na imprensa universitária.

Michael Johnson assim inclui como vertente do New Journalism o Jornalismo Underground, fenômeno que em alguns traços se aparenta com a efervescência brasileira da imprensa nanica durante os anos da ditadura.

Nos EUA a imprensa Underground tinha como foco a luta contra a guerra do Vietnam. Raymond Mungo foi o principal jornalista dessa vertente. Fundador do Underground Press Syndicate e da Liberation News Service, é autor de um dos mais bem construídos retratos dessa geração: Famous Long Ago.

IF. Stone: Santo padroeiro de toda a rebeldia que animou o que de melhor se produziu no jornalismo americano do século XX. De isidore-feinstein-stone-jornalismo-literc3a1rio-blogorigem judaica, Isidore Feinstein Stone é o exemplo do self made man americano. Publicou durante muito tempo seu IF Stone Weekly, jornal que era referência obrigatória no meio de toda cultura de contestação desde os anos que precederam a II Guerra Mundial até as lutas pelos direitos civis dos negros nos anos 60, chegando a se colocar como uma das poucas vozes de dissonância diante do desprezo yuppie pelas causas sociais durante os amargos anos Reagan na década de 80.

Stone morreu em 1989 e acumulou um grande número de prêmios internacionais de imprensa. No Brasil foi editada a tradução de O Julgamento de Sócrates e também um de seus artigos numa coletânea de textos publicados pela revista da nova esquerda americana The Nation. Sua voz lendo um de seus artigos sobre a crise de Cuba nos anos 60 pode ser ouvida no álbum Howl, do vanguardista conjunto de cordas Kronos Quartet.

Michael Herr: Quem assistiu a Apocalipse Now de Francis Ford Coppola já michael_herr_01teve algum contato com uma narrativa desse correspondente de guerra da revista Esquire, a cidadela de papel do New Journalism.  Escreveu os monólogos narrativos do personagem vivido por Martin Sheen no filme foi Herr.

Ele é o autor do premiado Dispatches, de 1977, no qual narra suas memórias do tempo em que foi correspondente na guerra do Vietnam. Sua proximidade com o cinema também o levou a escrever em conjunto com Stanley Kubrik o roteiro de Full Metal Jacket. Evidentemente sua prosa tem como característica uma forte habilidade em evocar imagens a partir de impressões subjetivas. Claro que isso é só uma mostra e é segundo o Prof. Silvio Demétrio, pois existem diversos jornalistas, da área de literatura, que faltou nessa lista, como o grande, maravilhoso e poderoso Machado de Assis, entre outros que somaram e somam a cada dia no jornalismo.

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Até semana que vem com mais literatura aqui na nossa embarcação!
Por Priscila Visconti
Tkx: Jornalismo Literário