[Cantinho Literário] Maio é o mês da literatura Brasileira

Na quarta-feira passada, dia 1º de maio, foi celebrado o dia da literatura brasileira, uma área rica, mas pouco devastada por alguns brasileiros, que preferem ler livros estrangeiros e acabam esquecendo a nossa rica e formosa literatura, pois é graças a José de Alencar e Machado de Assis, que a literatura no Brasil, ganhou destaque no mundo e também a Acadêmia Brasileira de Letras, que é onde se encontra todos os grandes autores do Brasil, pois a arte literária no Brasil possui papel de destaque na esfera cultural do país: todos os principais jornais do país dedicam grande parte de seus cadernos culturais à análise e crítica literária, assim como o ensino da disciplina é obrigatório no Ensino Médio.

Aliás, falando no José de Alencar, o dia da literatura brasileira ficou no dia 1º de maio, devido seu aniversário, o cearense que nasceu no primeiro dia de maio, no ano de 1829,Alencar foi o primeiro autor a escrever uma obra que revelava o Brasil como o país realmente era, tendo o índio e o sertão como suas principais referências, além de escrever romances, foi cronista, ensaísta, dramaturgo e atuou como advogado, jornalista, deputado e ministro da justiça. Dentre suas obras mais conhecidas estão: ”O Guarani” (1857), “Iracema” (1854) e “Lucíola” (1862). O autor faleceu em 1877, aos 48 anos, no Rio de Janeiro.
A literatura brasileira, considerando seu desenvolvimento baseada na língua portuguesa, faz parte do espectro cultural lusófono, sendo um desdobramento da literatura em língua portuguesa. Faz parte também da Literatura latino-americana, a única em língua portuguesa. Ela surgiu a partir da atividade literária incentivada pelos jesuítas após o descobrimento do Brasil durante o século XVI. 
Bastante ligada, de princípio, à literatura metropolitana, ela foi ganhando independência com o
tempo, iniciando o processo durante o século XIX com os movimentos romântico e realista e atingido o ápice com a Semana de Arte Moderna em 1922, caracterizando-se pelo rompimento definitivo com as literaturas de outros países, formando-se, portanto, a partir do Modernismo e suas gerações as primeiras escolas de escritores verdadeiramente independentes. São dessa época grandes nomes como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, João Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Cecília Meireles.

[Cantinho Literário] Sem idade e limite para Cora Coralina

Nesta semana o homenageado da vez, será a autora goiana, que teve seu primeiro livro publicado no ano de 1965, quando ela tinha 76 anos, seu nome é Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, mas ela era conhecido como Cora Coralina, era assim que ela assinava seus poemas, textos e livros.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Conheça um pouco esta mulher, que provou que nunca é tarde, para realizar um sonho, basta acreditar nele e ter muita força de vontade. 
Cora Coralina (1889-1985) foi uma poetisa brasileira, responsável por belos poemas, seu nome de batismo era Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas. Nasceu em Goiás e tornou-se doceira, ofício que exerceu até os últimos dias. Famosos eram os seus doces de abóbora e figo no lugar que morava.
Cora Coralina já escrevia poemas em 1903 e chegou a publicá-los no jornal de poemas femininos “A Rosa”, em 1908. Em 1910, foi publicado o seu conto “Tragédia na Roça” no “Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás”, usando o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911, Fugiu com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem teve seis filhos. É convidada a participar da Semana de Arte Moderna, mas é impedida pelo seu marido.
Já em São Paulo, em 1934, trabalhou como vendedora de livros na editora José Olimpio,que lança seu primeiro livro em 1965 “O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais”. Em 1976, é lançado o livro “Meu Livro de Cordel” pela editora Goiana. Mas o interesse do grande público é despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980.
Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG e foi eleita com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores, como intelectual do ano de 1983, ela morreu em Goiás Velho, aos 95 anos.
Veja abaixo algumas obras de Cora Coralina:

Estórias da Casa Velha da Ponte (contos)

Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais (poesia)
Meninos Verdes (livro)| Meninos Verdes (infantil)
Meu Livro de Cordel
O Tesouro da Casa Velha
A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu (infantil)
Vintém de Cobre
As Cocadas (infantil)

[Cantinho Literário] Contação de história com o grupo Sassareana

Esta semana não tive muito tempo de caçar muito, então vou deixar à vocês, uma contação de história que acontecerá no dia 27 de abril, na Livraria Novo Sete, com o grupo Sassareana, que junto da criançada vivenciará as aventuras e fantasias do livro “A Ilha do Mistério” (Ed. Brinquebook). O evento é gratuito e vai acontecer no Galpão da Livraria a partir das 16h.
O grupo de recreação Sassareana é composto por Sassa (educadora, recreacionista, formada em educação física e pós-graduada no curso de recreação e lazer), Renata Araujo (pedagoga, arte-educadora e contadora de histórias) e Ana Raquel (pedagoga, arte educadora e contadora de histórias).
Segue abaixo a sinopse do livro “A ILHA DO MISTÉRIO”, para dar uma familiarizada no que vai acontecer no sábado, que é um entretenimento divertido e educativo para as crianças.
No livro, escrito por Paul Adshead, o leitor é introduzido à Ilha do Mistério, por meio de um mapa, juntamente com algumas dicas — entre elas, encontrar um diário na casa da árvore. Nele estão as respostas para um enigma: o autor do diário encontrou na ilha um casal de uma espécie em extinção e resolveu devolvê-lo ao seu habitat, no intuito de criar uma colônia de procriação. Como não pôde carregar a fêmea, solicita a ajuda do leitor para que a resgate e a leve para junto do macho.
Serviços:
LIVRARIA NOVESETE – Vivencia do Livro “A ILHA DO MISTÉRIO” com o grupo Sassareana
Dia: 27 de Abril, às 16h
Capacidade: 100 lugares
Duração: 50 minutos
Idade: livre para todas as idades
Preço: Grátis
Endereço da Livraria NoveSete:
Rua França Pinto, 97, Vila Mariana (próximo da Estação Ana Rosa do Metrô)
Fone: 11 5573-7889
Por: Priscila Visconti (caçando novas ideias para agradar toda a tripulação d’O Barquinho)

[Cantinho Literário] Querido Diário

Quando éramos pequenos escrevíamos nossos acontecimentos do dia em nossos diários.

Agendas pessoais, que podem não ser de importância  aos olhos dos terceiros, mas de parâmetro pessoal vale muito, pois é são fatos da nossa vivência, rotina, momentos que marcaram nossa vida e queremos recordar por anos e anos, toda vez que lermos aquela história.

Pessoas que relatam seu dia-a-dia são mais criativas e produtivas, além de terem mais imaginação em relação ao mundo real, visando um mundo mais otimista e amplo, diferente daquele que não lê, e muito menos escreve.
Com a internet, os diários virtuais ganharam nova cara, e claro, nova maneira de se escrever, com os blogs e fotologs, onde além de relatar os acontecimentos diários, as pessoas também publicam suas fotos e imagens favoritas, podendo assim compartilhar com seus amigos as suas histórias.

Há diários que viram grandes best sellers, outros já são mais históricos, ou seja, mostram fatos históricos se suma importância para a evolução e conhecimento da humanidade, mas no geral, eles são cadernetas pessoais que traduzem uma sociedade atual.

No entanto, quem ainda não começou descrever sobre sua vida, pense mais a respeito, pois com certeza seus pensamentos relatará sua própria biografia.

Agora diga-nos, qual a sua biografia favorita?

Até a próxima, com muito mais literatura para todos!

Cantinho Literário entrevista o escritor Sylvio Panza

A páscoa passou, o carnaval já ficou para trás e hoje estreia a primeira entrevista de 2013 aqui n’O Barquinho Cultural, com uma literatura totalmente para o público infantil, já que neste mês se celebra o dia da literatura infantil no dia 18 de abril.
Não pense que só terá esta entrevista, para comemorar o dia da literatura infantil, nós estamos com diversas ideias para toda tripulação do OBC, afinal, queremos o melhor para todos e por isso que tentamos resgatar tudo que existe de bom no mundo cultural.
Mas sem mais delongas, fiquem com a entrevista do escritor infantil, Sylvio Panza, que foi bastante atencioso em aceitar a responder algumas ‘perguntinhas’ sobre o mundo mágico da literatura infanto-juvenil.
So let’s go to children’s literature…

1. O que é arte literária para você?
A arte literária vai além de colocar ideias no papel. É um ato de passar e formar pensamentos.
E isso é uma grande responsabilidade, pois o livro depois de editado segue por caminhos que o autor não tem mais controle. Vejam que, mesmo quando o escritor morre a sua obra continua contando o que ele escreveu. Na literatura infantil, na qual atuo, esta responsabilidade é ainda maior, pois as crianças têm o impulso natural de achar que o que está escrito nos livros é inquestionável.
2. Qual seu estilo literário favorito?
Sem dúvidas, a literatura infantil. Gosto muito também de ficção.
3. Por quê escrever para o público infanto-juvenil?
No meu caso aconteceu de ser uma linguagem natural em minha escrita.
Mesmo quando escrevo para adultos e adolescentes tenho que me policiar para que o texto não fique muito lúdico e pedagógico, pois cada faixa etária tem seus gostos e interesses característicos. Também tenho um forte empatia com as crianças e o seu universo, o que facilita na criação de histórias infantis. 
4. Você acredita que incentiva os jovens a se interessarem por literatura, através de seus projetos, ideias, e seus livros? 
Percebo que sim, ao ouvir os comentários das crianças, dos educadores e dos pais nas escolas que visito.
Isto é muito gratificante e fico bastante atento aos resultados destes meus trabalhos, pois o objetivo principal é exatamente o de estimular o gosto pela leitura.
5. Qual seu livro favorito?
Em função da minha profissão eu leio muitos livros, tanto para “abastecer” meu cérebro com ideias, quanto em pesquisas enquanto estou escrevendo um livro. Por conta disto não tenho um livro específico para citar como favorito. Um livro é bom quando marca a sua vida de alguma maneira, pela emoção ou pelo aprendizado.
6. Qual seu autor favorito?
Meu primeiro autor favorito foi Monteiro Lobato, que pude ler muito quando era criança, ao
ganhar uma coleção muito bonita com seus livros. De lá para cá são muitos os escritores que passei a admirar.
Para citar os que estou apreciando com mais atenção atualmente vou destacar o Mia Couto (escritor africano) e o sempre genial Veríssimo. 
7. Uma música que te faz inspirar, na hora que você está escrevendo?
Na verdade quando estou escrevendo eu prefiro o silêncio. Desligo o som e a tv.
O que me ajuda a inspirar são os sons da natureza: o canto dos pássaros, o vento, etc.
8. Promova-se… Conte-nos um pouco de sua ideias, projetos, livros, de sua vida literária e onde podemos encontrar suas obras?
Tenho me dedicado às visitas e palestras nas escolas, para falar sobre o processo de criação literária e para que as crianças possam conhecer um escritor pessoalmente.
No meu site ( www.futurosleitores.com.br ) tem um pouco sobre o meu trabalho, minha bibliografia e outras informações. 
9. Deixe um depoimento para os leitores e seguidores do site e também uma frase que te traz inspiração para sua vida…
Há quinze anos, quando o meu primeiro livro ainda estava para ser publicado, o editor me perguntou se eu já havia feito a revisão conceitual do meu texto. Como eu não tinha a mínima ideia do que era esta revisão, ele me ensinou algo que tem sido útil até os dias de hoje, não apenas no universo literário: revisão conceitual é a avaliação do quanto se está sendo útil, dos possíveis efeitos, enfim,  do impacto que será gerado com o que se está fazendo.  Não vou deixar uma frase, mas uma ideia, a da revisão conceitual em nossas vidas.     
10. Deixe seus contatos, para que os leitores do site, possa conhecer mais suas obras…
Quero agradecer a atenção dada à literatura e mandar um grande abraço à todos.
Meus contatos são:
Mídias Sociais: Facebook | Twitter 
Fone: (11) 96767-0658
Por: Priscila Visconti (trazendo o melhor da literatura para toda tripulação d’O Barquinho Cultural)