OBC Awards 2012

Mais um ano chega ao fim, com alegria e realizações, perdas e tristezas, assim resume-se 2012.

Ano de surpresas e novidades, perdas de personalidades que deixarão saudades, e na previsão apocalíptica não amedrontou nenhuma idade.

Aos livros que lemos, aos filmes que assistimos, remete-se a tudo que vivemos e aos amores que tivemos.
E neste ano que nos despede, guardamos apenas as boas lembranças, com carinho, afeto e esperança, de 2013 possamos brindar com alegria e bravura, mas nunca deixando a ternura.

Visando aos momentos retrospectivos de 2012, a equipe de O Barquinho Cultural escolheu os melhores deste ano. Os hits, as leituras, as personalidades, etc.

Então se liga, que segue abaixo a segunda edição do ‘OBC Awards’:

Livro: 50 Tons de Cinza – E L James
Autor: Maurício de Souza
Novidades: Tecnológicas: Samsung Galaxy SIIIO

Atriz: Kristen Stewart
Ator: Andrew Garfield
Filme: As Vantagens de Ser Invisível
Programa de TV: Carrossel

Parceria Musical: Rihanna e Chris Brown
Banda: One Direction

Show do Ano: Rolling Stones 50 Years
Álbum: Tudo Tanto – Tulipa Ruiz
DVD: Diogo Nogueira ao vivo em Cuba
Cantora: Gaby Amarantos
Cantor: Justin Bieber


Hit na Web: Gangnam Style – Psy
Música do Ano: Ai Seu Eu te Pego – Michel Teló


E no próximo ano, continuamos mais cult, mais pop, mais perto de você, aproximando o mundo cultural da sociedade da razão.
Feliz Ano Novo à todos os navegantes e amigos do OBC e até 2013!
Staff
O Barquinho Cultural

Cantinho Literário entrevista Jaime Matos

E aí tripulação, estão prontos para mais uma saga de entrevistas aqui n’O Barquinho Cultural, pois 
hoje é tem entrevista em nossa embarcação e o entrevistado da vez é do paulistano de Capão Redondo, que é poeta, músico e um com uma extensa carreira na área cultural, ele é Jaime Matos, filho de um baiano e uma paulista.
Teu perfume
Tem muito feromônio
Até meus anjos estão flertando
Seus demônios
Por: Jaime Matos
Vamos conhecer um pouco desse literário que tem muita cultura para repassar a todos os seres humanos…

1. O que significa arte literária pra você?

A literatura pra mim é uma grande fonte de informações. Sempre é mágica na sua essência quanto mais livros leio, aprendo todo dia.
O corpo precisa de um alimento, o celebro também precisa de informações pra melhorar o seu conhecimento. Quando dormimos também nos alimentamos, a literatura do sono é o sonho. A literatura pra minha é o alimento do conhecimento, o grande passaporte pro mundo.

2. Música e poesia para você é…

Na pizza da cultura e da arte, se eu fosse um pizzaiolo minha pizza seria meio a meio, metade Poesia e metade Musica. Ambas andam juntas. Sou compositor quando minhas musicas são cantadas, e são poesias minhas musicas quando são lidas.
3. Qual seu estilo literário favorito?

Não tenho definição, mas gosto de Fernando Pessoa, Zê da Luz, Carlos Drummond , Castro Alves , Jose de Alencar e muitos outros.
4. um músico favorito… João Bosco
6. um autor favorito… Jose Saramago
7. Sarau pra você é…

Pra mim o sarau é a maior rede social de poetas em comum. É o encontro de pessoas que comungam a palavra, mostrando as suas manifestações pela voz, pelo texto, no conteúdo das suas experiências pelas suas vivencias. Os poetas põem sempre a alma no papel. 
Todas as pessoas que vão a um sarau querem mostrar os seus trabalhos e ver obras de outros poetas ou artistas que participam do grupo.
As pessoas pensam que redes sociais são facebook, twitter e outras formas de comunicação.
Na realidade as redes sociais são “ferramentas de comunicação” Exemplo: Um tipo de rede social é um Sarau dentre muitas , a verdadeira rede de pessoas.
8. Jaime por Jaime…

A vida é um grande palco onde atuamos sempre, aprendendo, rindo, chorando, vivendo da melhor maneira, usando sempre o bom senso e boa vontade, procurar nunca prejudicar os outros e a si mesmo.
9. Jaime o mundo literário…

Talvez hoje o Sarau pela literatura seja uma moda, enquanto ela existe vamos aproveitar pra sugar toda sua melhor essência. Muitos aparecem poucos resistem e se mantêm.
10. Promova-se… Conte-nos um pouco de suas histórias, idéias, projetos, da sua
vida literária e onde podemos encontrá-las?
Nascido no capão redondo, criado na Bela Vista, meu pai um bom baiano, minha mãe uma linda paulista. Antigamente quando fazia uma letra de musica assinava com Jaime Borbagato, era uma maneira de ser lembrado usava um chapéu na cabeça e morava na região da zona sul. Hoje já não
assino como borbagato, assino como Jaime Matos.
Sou formado “em marketing, compositor, musico e Personal Dance – Fui bolsista da Academia Jaime Aroxa”, trabalho como representante comercial e divulgador cultural. 
Já Participe de uma coletânea com dois textos chamada “Poetas do Sarau Suburbano” Ritmo e Poesia, organizado por Alessandro Buzo. Participei também de áudio book chamado “Play na Poesia “.
11. Deixe seus contatos:
Twitter: @jaimeborbagato
Facebook: Jaime Matos
Jaime Matos é um grande exemplo em cultura, poesia e sarau e para quer gosta deste estilo livre de literatura, não pode deixar de frequentar pelo menos uma vez na vida a um sarau.
Esta arte literária, de estrutura simples, mas com conteúdo nobre, que mostra a cultura de país, estado, cidade, bairro ou rua, como ela é, sem interrupções de nada, pois o verdadeiro promotor cultural, é aquele que não se importa de organizar uma grande festa, com famosos e muitos holofotes ou então organizar uma roda literária para poucas pessoas em um cômodo de sua casa.
Pois ser um divulgador da cultura pop, pois a cultura pop não é só Lady Gaga, Beyonce e Britney Spears, cultura pop é a banda de rock que ensaia na garagem todos os dias, a menina ensaiando alguns passos de dança na pracinha do bairro e também os grupos de ‘rappers‘ que se encontram em lugares estratégico da cidade para mostrar seu ‘beat box‘ em uma competição com muito hip-hop e diversão.
Isso é promover a cultura pop, sem destrinchar uma parte dela e levá-lo para o público que não gosta só de efeitos, imensos lugares e preços altos.
Já que abrimos esta entrevista com uma sentença, nada mais digno de encerra o Cantinho Literário com uma frase do poeta, então fiquem com Jaime Matos abaixo.
Boa semana a todos e até a próxima, que aliás,  semana que vem não haverá entrevista, pois terá especial semana de Natal aqui no Cantinho Literário.
Até mais…
Por: Priscila Visconti (mostrando a cultura pop como um diamante não lapidado pelo homem)

Cantinho Literário entrevista Thiago Bechara

Primeiro de tudo, quero me desculpar por não ter tido Cantinho Literário semana passada, fiquei até envergonhada de ver a semana editorial aqui n’O Barquinho completa e não ver o meu ‘xodôzinho’, meu espaço literário, no qual divido minhas experiências, dicas,  especiais com grandes autores e apresento novos autores literários.
Mas nesta semana aqui estou, firme e forte, para trazer para toda tripulação o ‘best’ da literatura, nesta semana como comentava algumas vezes, pelas redes sociais,  que até o fim deste mês serão séries de entrevistas, com jornalistas, poetas, escritores e afins, que irão compor este finzinho de 2012, que logo logo se vai.
Nesta semana, abrindo o especial de entrevistas, será o jovem paulistano de 25 anos, mas que daqui dois meses fará 26 (fevereiro), o jornalista, escritor e poeta.
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e é pós-graduado em Jornalismo Cultural pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, Thiago já tem alguns livros publicados, um deles é o Encenações, lançado em 2004 pela Editora Zouk, com prefácio do jornalista Heródoto Barbeiro.
Mas sem mais delongas, conheçam um pouco deste jovem ‘colega’ (jornalista) de profissão, que ama o que faz, pois ele faz com todo amor e dedicação.

1. O que Jornalismo e literatura significa em sua vida?

O jornalismo é uma ferramenta para a literatura, que é uma necessidade. E isso tudo foi sendo descoberto de maneira muito empírica na minha vida, já que meu sonho sempre foram os palcos, como ator e cantor. O texto falou mais alto e se impôs pouco a pouco, de maneira doce e irreversível. Quando falo em necessidade, não me refiro a nenhuma acepção transcedental da palavra, ou algo que o valha. Quero dizer pura e simplesmente que não sei dormir sem ler um bom livro, da mesma maneira que não sei acordar sem ter em mente algo para ser escrito. Mesmo que eu passe dias sem escrever, estou sempre gestando uma ideia ou a ternura por um sentimento que será registrado de alguma maneira. Seja num poema, num trabalho de pesquisa histórica, numa biografia, num conto, numa crônica, num romance, etc.
2. Música e poesia para você é…  Música é a própria representação da vida. Tons, emoções, altos, baixos. Sempre necessária e desejada, parafraseando Gonzaguinha. Ninguém quer morrer. A não ser os suicidas. Será que quem diz não gostar de música tem uma tendência maior à pulsão de morte, seu tânatos  Poesia é a retina do poeta. Tudo pode ser poesia, desde que seja visto assim. Parece muito simples, porque na verdade é. Pra quê complicar?
3. O que você acha do Jornalismo Cultural de atualmente? Falta algo ou está bom?
Sempre há aspectos positivos ao mesmo tempo que falta algo. E isso não é ruim. Se não faltasse, não haveria para onde nos expandirmos, evoluirmos, pesquisarmos, subvertermos. Bem entendido, quero mais é que continue sempre faltando algo, rs. 
No Brasil, especificamente, temos alguns veículos cuja linha editorial se aproxima mais ou menos do que se entende por Jornalismo Cultural, na sua acepção original do New Jornalism. Quer dizer, pretendem se aproximar disso. No entanto, sinto falta de espaços realmente privilegiados, para grandes e saborosas reportagens, perfis, etc. 
Há muita gente talentosa e capaz disso, mas esse viés acaba ficando mais restrito ao livro na maioria dos casos. No entanto, há razões concretas, financeiras, comerciais para vivermos este tipo de configuração, e acredito que o País vive um avanço gradativo nesse sentido.
4. Sabemos que você tem ‘N’ ganchos na área cultural, conte nos um pouco de seus projetos (passados, presentes e futuros), como seus livros, poemas, canções e afins…
Minha linha de trabalho se divide, pelo menos por enquanto, basicamente em poemas, biografias e perfis, pesquisas históricas e contos. Meus dois primeiros livros foram de poesias (o primeiro independente, em 2002, e o segundo pela Ed. Zouk, 2004). 
O terceiro já foi em 2010 pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, o perfil da atriz e diretora Imara Reis. Amei fazer. É um orgulho que tenho na vida, ser amigo da Imara e ter sido o “encabeçador” desse projeto. Do mesmo modo, acredito demais na importância da biografia da cantora Cida Moreira, que escrevi de 2008 a 2010 e será lançada pela mesma coleção no ano que vem. Concomitantemente ao livro da Imara, eu estava fazendo a biografia do compositor e cantor Luiz Carlos Paraná (1932-1970), primeiro trabalho de maior fôlego nessa seara, já que o biografado era falecido e eu tive a possibilidade de exercitar meu faro de pesquisador. Foi fabuloso. 
Um marco na minha carreira e na minha vida, por diversas razões. Este livro saiu em julho de 2012. Há coisa de uma semana, foi impresso meu próximo trabalho, o livro “A linguagem corporal circense”, pela Ed. Phorte, para o qual fui contratado pela professora de Ed. Física Cristiane Cassoni, para executar o projeto que ela tinha em mente de aplicar pedagogicamente as técnicas circenses ao universo da educação Física. Sairá ano que vem, provavelmente, e colaboraram conosco mais dois professores ligados à arte circense. 
Próximos projetos, não há segredos, rs. Livro de poemas inéditos pronto, livro de contos sendo escrito, primeiro romance começando a ser escrito, biografia da atriz Claudia Alencar sendo escrita, e ideias, muitas ideias. Mas além da literatura, estou encabeçando o projeto do programa “Memória Brasil”, na TV Geração Z (TV UOL – www.tvgeracaoz.com.br) que vai ao ar ao vivo, todas as quintas-feiras, às 16h, por esse site. Já foram entrevistadas personalidades como Karin Rodrigues, Claudia Mello, Elisabeth Hartmann, Tato Fischer, Phedra D. Córdoba, Imara Reis, etc.
5. O que significa arte literária pra você?
Ainda não descobri, rs. Talvez a possibilidade de um encontro meu com o mundo e do mundo comigo, por meio da autodescoberta. Nesse sentido, me veio a associação com o termo “religação”, que dá origem à ideia de religião. Religar. Aco que a arte em termos gerais é minha grande fé na existência de algo superior a nós no mundo.
Thiago Bechara com o professor Antonio Candido
6. Qual seu estilo literário favorito?

Não há apenas um. Também não sei definir exatamente o que me atrai, mas sei que meu olhar está muito mais interessada em questões psicológicas, dramas humanas, ou facetas cômicas da nossa vida cotidiana, do que em enredos estereotipados ou idealizados. Sou mais pé no chão e a literatura só me “pega” quando vejo refletido no universal, questões particulares que nos obrigam a buscarmos a nós mesmos.
7. Um músico favorito…  Essa pergunta no Brasil é uma sacanagem, rs. Sobretudo porque amo músicos de fora também. Terei de superar sua limitação e dar mais de um nome (muito mais): Chico Buarque, Villa-Lobos, Maria Bethânia, Paulinho da Viola, Mercedes Sosa, Omara Portuondo, Liza Minelli, Clara Nunes, Gal Costa, Cida Moreira, Nelson Freire, Tato Fischer, etc.
8. Um autor favorito… Machado de Assis, Mário de Andrade, Clarice Lispector, Luigi Pirandello, Dostoiévski, Tchekhov, Humberto Werneck, etc, rs.
9. Thiago por Thiago…  Aquariano, autêntico, neurótico, perfeccionista. Só sabe agir se acreditar, só sabe viver se for apaixonado. Ama o silêncio e seus amigos (incluindo os livros).
10. Thiago e o jornalismo cultural… Uma relação descoberta 
11. Promova-se… Conte-nos um pouco de sua ideias, projetos, livros, de sua vida literária e onde podemos encontrar suas obras?
cararicatura de Thiago,
feita por um artista de rua,
próximo ao  Teatro Frei Caneca
Meu site (www.thiagobechara.com.br) é um bom lugar para quem se interessar, ficar sabendo de mais detalhes sobre meus trabalhos, projetos, ver fotos, assistir vídeos com entrevistas minhas ou os programas que apresentei até hoje. A maior parte dos meus trabalhos publicados pode ser encontrado na Livraria Cultura, mas vendo também pelo meu e-mail que é thiagobechara@ig.com.br

Contatos:


Esperamos que tenham gostado em conhecer o Thiago, pois ele disponibilizou um tempo de sua vida,  para nos conceder esta entrevista ao “O Barquinho Cultural” e nós ficamos muito grata por essa entrevista.
Mas é isso ai tripulação, a maratona entrevista no Cantinho Literário está apenas começando, semana que vem tem mais e o próximo entrevistado já está mais que preparado será o poeta, músico e produtor cultural Jaime Matos.
Boa semana e até mais!

Cantinho Literário entrevista João Gomes

Mas antes de começarmos, fiquem com um pensamento de nosso entrevistado…
“leitura é sinônimo de necessidade e não obrigação.” –  João Gomes
Essa semana em nosso Cantinho Literário, não será especial, nem releases de livros e tão pouco dicas literárias, nesta semana terá um entrevista, que já fazia alguns meses que estávamos ‘ensaiando’ para fazer, mas nunca tínhamos tempo de partir para ação, mas até que enfim, este dia chegou, antes que o ano acabasse a entrevista desse jovem menino, mas com uma bagagem literária de dar inveja a qualquer um. 

Este menino é João Gomes, um estudante do ensino médio, escritor de contos, poesias e histórias eróticas, que vive em Recife e coleciona jornais, catálogos de exposições e adora ler poesia, com grande amor nos textos da Clarice Lispector. João, ama a cultura, pois ele gosta da arte de se expressar através das palavras, pois em um futuro ele pretende democratizar a literatura e formar muitos leitores. 

Se este menino conseguir democratizar a todos com a arte da literatura, nos do Cantinho Literário, queremos estar lá, para aplaudir e reforçar mais essa democratização, pois quem lê compreende mais os seres humanos e se torna pessoas mais sábias. 
Confiram abaixo a entrevista de João Gomes e não esqueçam de conferir seus blogs no final da entrevista para conhecer mais o garoto.
1. Conte-nos um pouco da sua vida literária, pois apesar de bem jovem, você já possui livros publicados e projetos realizados, conte-nos um pouco sobre a sua vida e carreira na literatura?
Minha vida literária, de uns tempos pra cá, deu uma subida tanto em questão crítica como receptiva. Apesar do meu estilo literário Dercy de ser eu ainda consigo agradar muita gente. 
Boa parte dos meus escritos fala, também por amor à anatomia da coisa e pelo tema, de pau. Diria que o pau é a minha paixão maior. 
Mas, antes de tudo isso, busco ser criativo no que escrevo e passar, como pede a literatura, emoção no leitor. Acho que é essa emoção e também identificação com o que se está lendo que o leitor retorna e busca outras leituras na mesma fonte, afinal não há nada melhor do que um fuxico, ou reflexão, sobre nós mesmos. 
Depois da criação da página de leituras Lugar do Leitor, que é um blog que edito desde março de 2011, idealizei agora em agosto uma editora virtual para publicar minhas inquietações e as ideias dos amigos. 
Acho que se expor é, para quem escreve, de extrema importância e o retorno do gostei ou não gostei do leitor vinda com uma cítrica crítica é o que lhe faz progredir na arte de emocionar com palavras. 

2. O que é a arte literária para você? 
Literatura, pra mim, é a arte de emocionar com palavras, é a arte de dar sustos em quem lê ou, no mesmo caminho dado, suavizar, mostrando as sutilezas de um mundo tão chocante e tão difícil de compreender que é o nosso. Porque a vida da gente é muito estreita, muito só naquilo. 
A literatura faz a gente chegar a outras vidas, descobrir becos mais largos e sair do estado em que estamos. A literatura faz com que a gente transcenda, nos faz chegar, quando não no nosso interior, às terras distantes. Isso, todavia, quando é literatura das boas. 
Quando o texto é ruim a gente não chega nem na esquina. Literatura, pelo menos a minha, é o texto deixado pelo o amado na porta da geladeira, é a emoção em ler aquelas linhas e saber que aquilo foi escrito com o coração, sendo ela a sua voz. 
3. Seus autores favoritos são… e Por quê? 
Quando falo em literatura brasileira, gosto muito de ler Fernanda Young, Clarice Lispector, Marcelino Freire, Mario Prata, Fabrício Carpinejar, Michel Laub, Rubem Fonseca, André de Leones, Adrienne Myrtes e Luisa Geisler. Ah, gosto desses citados por cada um ter sua própria voz narrativa e a coragem de inovar literariamente sem ter medo. Escritor não deve ter medo. 
Quando vou falar de poesia, porque todos que citei acima são da prosa, eu fico com Drummond, Millôr Fernandes, Paulo Leminski, Cida Pedrosa e Elisa Lucinda. 
Mesmo com todo esse meu amor revelado pela poesia, eu curto muito romance policial, desde que Jô não seja o autor. Quando vou para a literatura estrangeira são poucos que aparecem, isso sem querer citar os clássicos, mas sempre dou preferência à literatura brasileira. Ela sim é a minha paixão. 
Na estrangeira fico com o norte-americano Sidney Sheldon, por já ter lido quase todos os seus romances, e o irlandês John Boyne, autor de O menino do pijama listrado, por curtir a reprojeção da nossa História transformada em ficção. 
4. Um livro favorito? 
Essa me desculpe, mas vai ser difícil responder. Quase tudo que eu leio eu favorito e, justo por favoritar, busco cada vez mais amar o escritor. Seria chato dizer algo agora e depois, como sempre ocorre, modificar e dizer que não, não é aquele o melhor e não digo isso porque veio outro e entrou na lista. Mas, se fosse pra dizer agora, ficaria com A hora da estrela de Lispector. 
Digo porque o texto me humanizou demasiadamente e me fez, como escrevi outra vez num microconto, cair sobre mim mesmo. É o equivalente de você perder um dente, porque após da leitura você sai diferente. Muito diferente. 
Isso se dá muito pela minha preocupação com o social, com o humano. Afinal, também sou um.
5. Um gênero literário…? 
Meu gênero preferido, depois da poesia, é o conto. Quando arrisco escrever, fico mais com ele. Acho que toda minha obra deveria se encaixar no lego da prosa, mas insisto na poesia, onde vejo que as peças não se prendem direito. 
Não entendo isso, mas justo por não entender é que eu continuo. Acho que quando eu entender demais o negócio, eu paro. Paro mesmo. 
Tenho medo de ficar acadêmico e começar a escrever uma prosa que minha avó, se sua visão lhe deixasse voltar a ler, espera encontrar. Meu negócio é a linguagem, é o risco, é a contemporaneidade e a possibilidade de inaugurar olhares. 
Quando escrevo literatura, fecho todas as gramáticas. Mas, tanto como escritor e leitor, fico com o conto. 
6. Você acredita que incentiva os jovens a se interessarem por literatura, através de seus projetos, ideias, blogs (seu pessoal e o Lugar de Leitor) e seus livros? 
Não. A minha jovialidade de nada ajuda, pois uma boa parte dos meus amigos de minha mesma idade não está nem aí para leituras. Pelo que percebo, se muito, leram em toda a vida um único livro e às vezes nem isso.
Claro que por conta da amizade, quando escrevo as minhas crônicas, deixo no mural deles, mas não sei se de fato leem. Quem lê sempre retorna, comentando. 
Uma coisa que percebo é que, quando eles leem, sempre é texto meu, quando é de outro escritor, porque também edito blogs literários, a resposta que me chega é sempre a desculpa do ‘é muito longo e cansa a vista’. Aceito e não os forço, afinal leitura é sinônimo de necessidade e não obrigação. 
Mas, em minha opinião, os jovens de hoje não leem porque não encontraram ainda o livro certo, pois, como experiência de leitor, acredito que há uma enorme diferença entre caracteres soltos numa página que chega a cansar, de fato, a vista e vida, aquilo que nos assusta e nos ensina a cada página virada.

7. Deixe um depoimento para os leitores e seguidores do site e também uma frase que te traz inspiração para sua vida…
Consumam, sem nunca se encher, de cultura. Leiam tudo que caírem no colo de vocês, mas prefiram sempre conteúdo que quantidade.
Se quiserem se tornar escritores, comecem com o básico, vão com calma, pois o cu ainda é virgem e não é recomendável empurrar e dizer tudo de uma só vez. “Não somos obrigados a publicar mil páginas, milhares de palavras, montanhas de papel. Basta um bom texto, um único e bom texto, com incrível sinceridade,” já diz Raimundo Carrero. 
Deem sempre a cara à tapa e recebam todo tipo de crítica, pois só cabe a gente escolher o que é válido ou não. 
Costumo dizer que a única crítica que aceito na minha vida é a literária. E, é claro, falo desde todo já nela: a crítica de arte. De vida deixa pros mais íntimos. Ah, a vida é como ela é e não como gostaríamos que fosse e, bichinho, pode amarrar seu bode que com a minha cabra ninguém fode. As duas me inspira muito, me deixa suado até. E, assim, merda aduba. A gente vai cagando e adubando a vida, e assim chegaremos lá. 
Minha ousadia é o que mais me completa, é o que me faz querer tomar sempre um novo banho para tentar me limpar. Em vão. 
8. Venda seu peixe e promova seus livros, projetos e blogs… 
Eu sou um maluco que arranjo tempo pra tudo. Edito, no total, quatro blogs e colaboro também com outro. Não vou falar do conteúdo de cada um, deixarei o link e fico aguardando vocês por lá:
Eu João Gomes (blog pessoal): joaogomesblog.wordpress.com 
Diário Sujo(blog literário): diariosujo.wordpress.com 
Lugar do Leitor (blog de minhas leituras): lugardoleitor.blogspot.com 
Editora A Verba (editora virtual): editoraaverba.blogspot.com
Blog das 30 pessoas (blog ao qual colaboro): blogdas30pessoas.blogspot.com.br 
E para encerrar, fiquem com uma gravação dos poemas do livro “Testosterona Sussurrado”:

E aí… Curtiram mais essa entrevista do nosso Cantinho Literário, demais o João não acham? E o mais bonito é que ele se preocupa com o social como um todo e não olha apenas para si mesmo e isso é raro ver um adolescente de 15 anos, que tem uma visão tão humanitária.Por isso, que nós d’O Barquinho Cultural, queremos parabenizar á ele e continuar a promover e divulgar sempre seu trabalho, pois o mundo precisa de pessoas mais humanas e sensatas na vida.Isso ai pessoal até semana que vem com mais literatura aqui na embarcação.Por: Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Querido John

Como o corre do dia a dia, não pude elaborar meu texto dessa semana aqui n’O Barquinho, mas espero que todos os seguidores e leitores de nossa tripulação entenda e ‘curta’ esta resenha que fiz do Querido John, pois quero compartilhar com todos o que estou lendo, na verdade já acabei de ler, mas espero que gostem dessa dica. 
Semana que vem, não perca… Pois terá entrevista aqui n’O Barquinho, com o jovem escritor de Recife, João Gomes, então não percam o texto da semana que vem, que está imperdível. 

So.. let’s go to the literature…

Livro: Querido John
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Ano: 2010

John Tyree é um jovem rebelde que morava com seu pai, um carteiro, colecionador de moedas rara e bastante tímido com as pessoas, eles moram na cidade litorânea de Wilmington, na Carolina do Norte.
John ao se formar do colégio, quase ficando em todas as matérias e suspeitando que a escola só o deixou se formar pelo seu mal comportamento e queria se livrar dele, mas ele não tinha planos para ir para faculdade, pois a únicas coisas que queria quando completasse 18 anos, era ter um carro, um emprego e coisas materiais, isso era o que o jovem rebelde mais queria em sua vida.
Durante sua adolescência, John nunca quis entrar para o exército e só andava com os ‘vagabundos’, que tinham trabalhos ruins, saíam todas as noites para beber cerveja, não tinham o mínimo de responsabilidade e gastava todo o salário que ganhava com coisas fúteis e banais.
O jovem John namorou dezenas de mulheres, mas nenhum namoro sério, a não ser Lucy, uma jovem que estudava na UNC Wilmington, ela era um ano mais velha que ele, mas o o relacionamento de meses, não durou pois ela queria trabalhar em Nova Iorque quando se formasse e John só queria curtir a vida sem pensar no amanhã.
Depois da separação com Lucy, John começou a refletir sobre sua vida e decide ir para o exército, isso foi no ano de 1997 com 20 anos. No exército, John treinava bastante, o qual fez ele amadurecer bem, já que ser soldado, tem que haver muita disciplina e responsabilidade.
Mais amadurecido e com algum tempo de exército, John volta a Wilmighton, mas não era definitivo, eram apenas férias, assim como ele havia tido nos aos anteriores que estava no exército.
Foi nesta época de sua licença, que John conheceu a doce e bela, Savannah Lynn Curtis, o qual tiveram um grande romance e ele estava pronto para recomeçar a sua vida, pois a atração entre ambos era mútua e crescia repentinamente a cada dia e a transformava em amor, no qual faz Savannah espera-lo concluir seus deveres militares, para esse romance se aflorecer mais e mais.
Porém os atentados do 11 de Setembro mudariam a vida de todos e as suas, pois John teria que escolher entre seu amor por Savannah e se país, o patriotismo falou mais alto, pois ele foi defender sua pátria no Afeganistão, deixando para trás seu grande amor. Mas enquanto ele defendia seu país, também via seu amor por Savannah desaparecendo pouco a pouco, pois ela pouco escrevia para ele e tampouco o telefonava.
Logo após os atendados aos Estados Unidos e no Afeganistão, já estourou a guerra no Iraque, a qual John havia sido recrutado para à ir e a cada dia que passava ele se dedicava mais ao exército e Savannah se comunicava menos com ele.
Em Março de 2005, seu pai teve seu segundo ataque cardíaco, o qual fez John voltar para a casa, mas seu pai não aguentou e acabou falecendo, pois sua saúde estava muito mal e ele estava bem fraco, que mal conseguia andar, a qual John havia que o carregá-lo da sala para o quarto.
Depois da morte de seu pai, John arrumou toda a papelada do óbito e também dos bens de seu pai, ele não havia muita coisa, seus bens mais preciosos era as moedas e o seu filho John Tyree.
John vendeu quase todas as moedas de seu pai, ficando apenas com a favorita, a qual seu pai havia herdado de seu avô e uma foto, a primeira foto que eles haviam tirado juntos quado John era pequeno, em uma feira de moedas a tempos atrás. E assim John seguiu viagem com seus pertences de seu pai em seu carro, partindo para Lenoir, que acabou parando em um bar na pequena cidade, que foi lá que ficou sabendo da Savannah.
Ela morava em Old Mill Road, mas ao vê-la o rapaz percebeu que ela estava casada com seu melhor amigo o Tim, que havia perdido seus pais em um acidente de carro e estava sozinho com seu irmão, que tinha problemas especiais, ele era autista, Alan, os dois ficaram bem próximos após a morte dos pais de Tim, que acabaram se casando.
John estava feliz por encontrar Savannah, mas ao mesmo tempo estava queria sumir e nunca mais vê-la, mas mesmo não estando juntos fisicamente, o jovem percebeu que eles ainda poderiam estar próximos, pois na primeira vez que quando John voltou para o exécito, quando estava com Savannah, eles haviam feito um pacto de olhar para lua, cada vez que sentisse saudades um do outro.
Em seu último dia na pequena cidade onde Savannah morava, John foi até próximo ao rancho e a ficou observando e a viu sair para fora de casa, encostando a porta, cruzando os braços e olhando fixamente a imagem da lua cheia.
Inundada pelas memórias libertas não desejando nada além de fazê-la saber que eles estavam juntos, por um breve instante, mas cada vez que olhassem para a lua seria como estivessem juntos novamente.