[ESPECIAL] Jonalismo Literário

E ai Navegantes d’O Barquinho, estão curtindo este especial sobre jornalistas literário??

Esperamos que sim, pois estamos quase chegando em nossa reta final, pois semana que vem, fechamos com o grande e espetacular, ícone do jornalista literário e da literatura realista, uma grande influência para alguns de nossos repórteres aqui da redação o OBC, o grande Machado de Assis.

Mas até na próxima semana, ainda tem chão, por mais que este ano não está passando, está voando.. hehe
Esta semana será, o jornalista, autor literário e tendo uma simpátia ao anarquismos, que passou a trabalhar na imprensa socialista, com obras com grande êxito na literatura.

Estamos falando de Lima Barreto, que tinha o jornalismo já em seu DNA, pois seu pai era tipógrafo e sua mãe professora, isso aumentou mais sua paixão pela literatura.

Então, fiquem com nossa reta final do especial, Jornalismo Literário e curtam a grande história de Lima Barreto, que apesar de ter morrido quase jovem, com seus 41 anos, fez obras que irão durar por muitos e muitos anos.

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro a 13 de maio de 1881 e morreu na mesma cidade a 1.° de novembro de 1922. Filho de um tipógrafo da Imprensa Nacional e de uma professora pública, era mestiço de nascença e foi iniciado nos estudos pela própria mãe, que perdeu aos 7 anos de idade.
Fez seus primeiros estudos e, pela mão de seu padrinho de batismo, o Visconde de Ouro Preto, ministro do Império, completou-os no Ginásio Nacional (Pedro II), entrando em 1897 para a Escola politécnica, pretendendo ser engenheiro. Teve, porém, de abandonar o curso para assumir a chefia e o sustento da família, devido ao enlouquecimento do pai, em 1902, almoxarife da Colônia de Alienados da Ilha do Governador. Nesse ano, estréia na imprensa estudantil. A família muda-se para o subúrbio do Rio de Janeiro, Engenho de Dentro, onde o futuro escritor resolve candidatar-se a um cargo vago na Secretaria da Guerra, mediante concurso público, tendo passado em 2.° lugar e ocupado a vaga, por desistência do 1.° colocado, 1903.

Com o modesto salário, passa a residir com a família em Todos os Santos, em casa simples, e na qual, em 1904, inicia a primeira versão do romance Clara dos Anjos. No ano seguinte começa o romance Recordações do escrivão Isaías Caminha, publicado em Lisboa em 1909. Publica, também, uma série de reportagens no jornal Correio da Manhã. Inicia o romance Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, publicado apenas em 1919. Colabora na revista Fon-Fon e, com amigos, lança em fins de 1907 a revista Floreal, que sobreviveria com quatro números apenas, mas que chamou a atenção do crítico literário José Veríssimo. Nessa época, dedica-se à leitura na Biblioteca Nacional dos grandes nomes da literatura mundial, dos escritores realistas europeus de seu tempo, tendo sido dos poucos escritores brasileiros a tomar conhecimento e ler os romancistas russos.

Em 1910, faz parte do júri no julgamento dos participantes do episódio chamado “Primavera de sangue”, condenando os militares no assassinato de um estudante, sendo por isso preterido, daí para frente, nas promoções na Secretaria da Guerra. Em 1911, em três meses, escreve o romance Triste fim de Policarpo Quaresma, publicado em folhetins no Jornal do Comércio, onde escreve, e também na Gazeta da Tarde. Publica, em 1912, dois fascículos das Aventuras do Dr. Bogoloff, além de dois outros livretos de humor, um deles pela revista O Riso.

O vício da bebida começa a manifestar-se nele, porém não o impede de continuar a sua colaboração na imprensa, iniciando em 1914 uma série de crônicas diárias no Correio da Noite. O jornal A Noite publica em folhetins, em 1915, seu romance Numa e a ninfa, e Lima Barreto inicia longa fase de colaboração na revista Careta, em artigos políticos sobre variados assuntos. Nos primeiros meses de 1916 aparece em volume o romance Triste fim de Policarpo Quaresma, que reúne também alguns contos notáveis como “A Nova Califórnia” e “O homem que sabia javanês”, tendo boa acolhida por parte da crítica que vê em Lima Barreto o legítimo sucessor de Machado de Assis. Passa a escrever para o semanário político A.B.C.. Em julho de 1917, após internação hospitalar, entrega ao seu editor, J. Ribeiro dos Santos, os originais de Os Bruzundangas, sátiras, somente publicado em 1922, um mês após a morte do autor.

Candidata-se à vaga na Academia Brasileira de Letras, mas seu pedido de inscrição não é sequer considerado. Lança a 2. edição do Isaías Caminha e, em seguida, o romance Numa e a ninfa, em volume. Passa a publicar artigos e crônicas na imprensa alternativa da época: A Lanterna, A.B.C. e Brás Cubas, que publica um artigo seu, em que manifesta simpatia pela causa revolucionária russa. Após o diagnóstico de epilepsia tóxica, é aposentado em dezembro de 1918, mudando-se para outra casa na Rua Major Mascarenhas, em Todos os Santos, onde irá residir até morrer.

Em inícios de 1919, suspende a colaboração no semanário A.B.C., por ter a revista publicado um artigo contra a raça negra, com o qual não concordava. Põe à venda o romance Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, por ele próprio revisto e mandado datilografar pelo editor, Monteiro Lobato, tendo sido o único de seus livros a passar por tais cuidados normais de publicação, e pelo qual recebe bom pagamento e promoção, além do aplauso de velhos e novos expoentes da crítica, como João Ribeiro e Alceu Amoroso Lima. Nesse clima, candidata-se em segunda vez a uma vaga na Academia de Letras – desta vez, aceita, -, não conseguindo, porém, ser eleito, mas tendo o voto permanente de João Ribeiro. Sob o título “As mágoas e sonhos do povo”, passa a publicar semanalmente, na revista Hoje, crônicas ditas de folclore urbano, reiniciando a colaboração na Careta, em segunda fase, só interrompida por sua morte.

Em 1919, de dezembro a janeiro de 1920 é internado no hospício, devido a forte crise nervosa, resultando a experiência nas anotações dos primeiros capítulos da obra O cemitério dos vivos, memórias somente publicadas em 1953, juntamente com as do Diário íntimo, num mesmo volume. Em dezembro de 1920, concorre ao prêmio literário da Academia Brasileira de Letras para o melhor livro do ano anterior, inscrevendo o Gonzaga de Sá, que veio a receber menção honrosa. No mesmo mês é posto à venda nas livrarias o volume de contos Histórias e sonhos, e entrega ao editor F. Schettino, seu amigo, os originais de Marginália, reunindo artigos e crônicas já publicados na imprensa periódica e, que se perderiam, sendo o volume editado apenas em 1953, post mortem.

O Cemitério dos vivos tem um trecho publicado, em janeiro de 1921, na Revista Souza Cruz, sob o título “As origens”, memórias manuscritas não completadas pelo autor. Em abril, faz uma viagem à pequena cidade de Mirassol, no Estado de São Paulo, onde um médico amigo e escritor, Ranulfo Prata, tenta a regeneração clínica de Lima Barreto, mas em vão. Com a saúde já bastante abalada, a doença força a sua reclusão na casa modesta de Todos os Santos, onde os amigos vão visitá-lo e sua irmã Evangelina se desvela em cuidados por ele. Mas, sempre que pode, continua a sua peregrinação pela cidade que ama, reservando a leitura, a meditação e a escrita para casa, apesar da presença constante da loucura do pai, tornada real pelas crises cada vez mais repetidas.

Em julho de 1921, pela terceira vez, candidata-se à vaga na Academia de Letras, retirando, porém, a mesma, por “motivos inteiramente particulares e íntimos”. Entrega ao editor os originais de Bagatelas, no qual reúne a sua maior produção na imprensa, ou seja, a que vai de 1918 a 1922, em que evidencia com rara visão e clareza os problemas do país e do mundo do pós-guerra. Bagatelas, entretanto, só apareceria em 1923. Publica na Revista Souza Cruz de outubro-novembro de 1921 a conferência “O destino da literatura”, que não chegara a pronunciar na cidade de Rio Preto, próximo a Mirassol. Em dezembro inicia a segunda versão do romance Clara dos Anjos, terminado em janeiro seguinte. Os originais de Feiras e mafuás são entregues para publicação, mas somente em 1953 seriam editados.

Em maio de 1922, a revista O Mundo Literário publica o primeiro capítulo de Clara dos Anjos, “O carteiro”. Tendo a sua saúde declinada mês a mês, agravada pelo reumatismo, pela bebida e outros padecimentos, Lima Barreto morre em 1.° de novembro de 1922, vitimado por um colapso cardíaco. Em seus braços, é encontrado um exemplar da Revue des Deux Mondes, sua preferida e que estivera lendo. Dois dias depois é a vez de seu pai. Encontram-se sepultados no cemitério de São João Batista, onde o escritor desejou ser enterrado.

Em 1953, uma editora lançou alguns volumes inéditos de sua obra. Porém, somente em 1956, sob a direção de Francisco de Assis Barbosa, com a colaboração de Antônio Houaiss e M. Cavalcanti Proença, toda a sua obra em 17 volumes foi publicada, compreendendo todos os romances citados e também os títulos não publicados em vida do autor, e que são: Os bruzundangas, Feiras e mafuás, Impressões de leitura, Vida urbana, Coisas do reino de Jambon, Diário íntimo, Marginália, Bagatelas, O cemitério dos vivos e mais dois volumes que contêm toda a sua correspondência, ativa e passiva. Nas décadas seguintes Lima Barreto tem sido alvo de estudos, tanto no Brasil como no exterior. Suas obras, romances e contos, têm sido traduzidos para o inglês, francês, russo, espanhol, tcheco, japonês e alemão. Teses de doutoramento o tiveram como tema nos Estados Unidos e na Alemanha. Congressos e conferências foram realizadas em todo o Brasil, por ocasião do seu centenário de nascimento (1981), resultando inúmeros livros publicados, entre ensaios, bibliografias e estudos psicológicos do autor e sua obra. Há, presentemente, um desabrochar de interesse entre os novos escritores brasileiros em favor da obra de Lima Barreto, tido como o pioneiro do romance social, e cuja produção literária – vasta, em proporção ao número de anos que viveu – ganha, a cada dia, o merecido destaque que lhe é devido.





Principais obras:

1905 – O Subterrâneo do Castelo no Morro
1909 – Recordações do Escrivão Isaías Caminha
1911 – O Homem que Sabia Javanês e outros contos
1915 – Triste Fim de Policarpo Quaresma
1919 – Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
1920 – Cemitério dos Vivos
1920 – Histórias e Sonhos
1923 – Os Bruzundangas
1948 – Clara dos Anjos (póstumo)
1952 – Outras Histórias e Contos Argelinos
1953 – Coisas do Reino de Jambom

Por: @pii_littrell

[ESPECIAL] Jornalismo Literário

Vamos indo ao terceiro autor do especial, Jornalismo Literário…
Esperamos que estejam curtindo e curta o poeta e músico dessa semana, pois assim como das outras semanas, este autor não era jornalismo, mas por força do destino e por ter o espírito de mudança e revolução, ele acaba entrando no nosso jornalismo.
Estamos falando, de Mário de Andrade, que com certeza vocês já ouviram falar dele, nem se for quando passou em frente a biblioteca que leva seu nome, localizada no centro da cidade de São Paulo.
Então fiquem com nossa terceira semana, de especial e divirta-se na leitura, sobre a a vida desse grande autor, que ajudou a revolucionar o cenário de arte de atualmente.

 Mário Raul de Moraes, filhos de Carlos Augusto de Andrade e Maria Luísa de Almeida Leite Moraes de Andrade, paulistano, nasceu dia 25 de Fevereiro de 1893,  foi de poeta, romancista, musicólogo, historiador, crítico de arte, fotografo,professor e colunista.

Mário de Andrade, como era é conhecido, sempre trabalhou com arte, principalmente a música, mas ele também já foi envolvido na política, juntamente com o escritor e arqueólogo Paulo Duarte, um Departamento de Cultura para a unificação da cidade de São Paulo (Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura Municipal de São Paulo), onde Andrade se tornou diretor.
Andrade foi a força motriz, junto com o Oswald de Andrade, por trás da Semana de Arte Moderna, evento ocorrido em 1922 que reformulou a literatura e as artes visuais no Brasil.
Em 1922, ao mesmo tempo que preparava a publicação de Pauliceia desvairada,revista que Andrade trabalhou com Anita Malfatti e Oswald de Andrade na organização de um evento que se destinava a divulgar as obras deles a uma público mais vasta: a Semana de Arte Moderna, que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo entre os dias 11 e 18 de fevereiro. 
Além de uma exposição de pinturas de Malfatti e de outros artistas associados ao modernismo, durante esses dias foram realizadas leituras literárias e palestras sobre arte, música e literatura. Andrade foi o principal organizador e um dos mais ativos participantes do evento, que, apesar de ser recebido com ceticismo, atraiu uma grande audiência. Andrade, na ocasião, apresentou o esboço do ensaio que viria a publicar em 1925, a A Escrava que não é Isaura.
Os membros do Grupo dos Cinco continuaram trabalhando juntos durante a década de 1920, período durante o qual a reputação deles cresceram e as hostilidade por às suas inovações estéticas foram gradualmente diminuindo. Mário de Andrade trabalhou, por exemplo, na “Revista de Antropofagia”, fundada por Oswald de Andrade, em 1928. Mario e Oswald de Andrade foram os principais impulsionadores do movimento modernista brasileiro. De acordo com Paulo Mendes de Almeida, que era um amigo de ambos.
Mudou-se para o Rio de Janeiro para tomar posse de um novo posto na UFRJ, onde dirigiu o Congresso da Língua Nacional Cantada, um importante evento folclórico e musical. Em 1941 retornou para São Paulo e voltou ao antigo posto do Departamento de Cultura, apesar de não trabalhar com a mesma intensidade que antes.
Andrade morreu em sua residência em São Paulo devido a um enfarte do miocárdio, em 25 de fevereiro de 1945, quando tinha 52 anos. Dadas as suas divergências com o regime, não houve qualquer reação oficial significativa antes de sua morte. 
Dez anos mais tarde, porém, quando foram publicados em 1955, Poesias completas, quando já havia falecido o ditador Vargas, começou a consagração de Andrade como um dos principais valores culturais no Brasil. Em 1940 foi dado o seu nome à Biblioteca Municipal de São Paulo.
O trabalho do poeta, era ampliar seu trabalho sobre música e folclore popular, ao mesmo tempo 
organizar exposições e conferências. As missões resultaram um vasto acervo registrados em vídeo, áudio, imagens, anotações musicais, dos lugares percorridos pela Missão de Pesquisas Folclóricas, o que pode ser considerado como um dos primeiros projetos multimédia da cultura brasileira. O material foi dividido de acordo com o caráter funcional das manifestações: músicas de dançar, cantar, trabalhar e rezar. Trouxe sua coleção fonográfica cultura para o Departamento, formando uma Discoteca Municipal, que era possivelmente as melhores e maiores reunidas no hemisfério.
Segue abaixo suas obras oficialmente publicadas, já que ele era um poeta, músico, colunista e com alma de revolucionário, assim como eram os jornalistas da época, então, pode ser, que tenha algo perdido de Andrade, por este mundão de meu Deus, mas segue logo abaixo. 
Obras publicadas: 
Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, 1917
Pauliceia Desvairada, 1922 (tendo seu lançamento na Semana de 1922)
A Escrava que Não É Isaura, 1925
Losango Cáqui, 1926
Primeiro Andar, 1926
O clã do Jabuti, 1927
Amar, Verbo Intransitivo, 1927
Ensaios Sobra a Música Brasileira, 1928
Macunaíma, 1928 (obra mais conhecida do autor)
Compêndio Da História Da Música, 1929 (Reescrito como Pequena História da Música Brasileira, 1942)
Modinhas Imperiais, 1930
Remate de Males, 1930
Música, Doce Música, 1933 
Belasarte, 1934
O Aleijadinho de Álvares De Azevedo, 1935
Lasar Segall, 1935
Música do Brasil, 1941
Poesias, 1941
O Movimento Modernista, 1942
O Baile das Quatro Artes, 1943
Os Filhos da Candinha, 1943
Aspectos da Literatura Brasileira 1943
O Empalhador de Passarinhos, 1944
Lira Paulistana, 1945
O Carro da Miséria, 1947
Contos Novos, 1947
O Banquete, 1978 (Editado por Jorge Coli)
Dicionário Musical Brasileiro, 1989 (editado por Flávia Toni)
Será o Benedito!, 1992
Introdução à estética musical, 1995 (editado por Flávia Toni)

Cantinho Literário

Vamos continuar o especial Jornalismo Literário, pois ainda temos algumas semanas para acabar, já que este neste mês será totalmente em especial aos jornalistas da literatura brasileira.

Então para seguir, vamos continuar com um jornalista, que não viveu as épocas de chumbo da imprensa, mas mesmo assim conseguiu deixar sua marca no Jornalismo, na literatura e no mundo. 
Estamos falando de um jovem jornalista, o Daniel Piza, paulistano, do dia 28 de março de 1970, amava o que fazia e com diversos livros escrito, apesar de se formado em Direito, pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco da USP, seu amor pelo jornalismo era tanto, que na metade do curso, ele ingressou no Estado de São Paulo (1991-92), cobrindo especialmente a editoria de Cultura, onde foi repórter do Caderno2 e editor-assistente do Cultura. Trabalhou em seguida na Folha de S. Paulo (1992-95), como repórter e editor-assistente da Ilustrada, cobrindo especialmente as áreas de livros e artes visuais. 
Foi editor e colunista do caderno Fim de Semana da Gazeta Mercantil (1995-2000). Em maio de 2000, retornou ao Estado como editor-executivo e colunista cultural; desde 2004 assinou também uma coluna sobre futebol. 
Traduziu seis títulos, de autores como Herman Melville e Henry James, e organizou seis outros, nas áreas 
de jornalismo cultural e literatura brasileira e também escreveu a biografia do grande autor Machado de Assis, qual houve boas críticas pela grande imprensa.

Daniel, era casado com a também jornalista Renata Piza, mas no final de 2011 (30/Dezembro), ele faleceu devido problemas cardíacos, mas neste pouco tempo que viveu no jornalismo e no mundo, escrevendo obras com grande valor no Jornalismo Literário.
Pois Piza, foi um grande jornalista na área da cultura e seu legado será levado para o todo sempre, no caminho do Jornalismo, pois bons jornalistas, vão só em corpo, pois suas almas são eternizadas por longos anos. 

Abaixo segue suas principais obras:
1996 – As Senhoritas de Nova York – Descoberta de Pablo Picasso – FTD
2000 – Questão de Gosto – Ensaios e Resenhas – Record
2001 – Mundois – Bei
2003 – Ora, Bolas – Da Copa de 98 ao Pent – Nova Alexandria
2003 – Leituras do Brasil -Talent
2003 – Jornalismo Cultural – Contexto
2003 – Ayrton Senna – O Eleito – Ediouro
2003 – Academia Brasileira de Letras – Histórias e Revelações – Dezembro Editorial
2004 – Paulo Francis – Brasil na Cabeça – Relume Dumará
2004 – Perfis & Entrevistas – Contexto
2005 – Mistérios da Literatura – Poe, Machado, Conrad e Kafka – Mauad
2005 – Machado de Assis – Um Gênio Brasileiro – Imprensa Oficial
2007 – Contemporâneo de Mim –Dez Anos da Coluna Sinopse Bertrand Brasil
2008 – Aforismos sem Juízo – Bertrand Brasil
2010 – Amazônia de Euclides – LeYa

Site Oficial do Daniel Piza
Twitter de sua esposa Renata Piza – @Renata_Piza 
Bom é isso, espero que estejam curtindo este especial Jornalismo Literário..
Boa semana a todos

Cantinho Literário: Especial Jornaliterário

Para dar um diferencial dos diversos sites e blogs, sobre literatura e não cair na mesmice de dicas e resenhas de livros, como nós d’O Barquinho nos propusemos um especial sobre alguns escritores-jornalistas. Então não há nada mais proveitoso em homenagear esses escritores que também de alma jornalista.
Afinal, o dom e arte de escrever, vem de pessoas de mente aberta, coração puro e uma cabeça cheia de ideias.
Esperamos que curta está dica, e que a paixão pela literatura se aflore a cada dia, e o hábito pela leitura seja algo primordial nas vidas de todos.
Pois uma leitura bem aproveitada pode te levar a mundos mágicos e de extrema importância em suas vidas..

Bom divertimento na primeira semana do especial Jornaliterário, que vamos começar com o grande escrito Nelson Rodrigues, que nasceu em Pernambuco, mas cresceu e viveu toda a sua vida na cidade maravilhosa Rio de Janeiro, que foi lá que começou sua carreira jornalística, no jornal de seu pai, A Manhã, foi repórter policial durante longos anos, de onde acumulou uma vasta experiência para escrever suas peças a respeito da sociedade. 
Curtam um pouco da história e a vida jornaliterária de Nelson Rodrigues…
so enjoy in the literary!!!

“Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico(desde menino)”. — Nelson Rodrigues

Nascido na capital de Pernambuco e quinto de quatorze irmãos, Nelson Rodrigues mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança, onde viveria por toda sua vida. Seu pai, o ex-deputado federal e jornalista Mário Rodrigues, perseguido politicamente, resolveu estabelecer-se na então capital federal em julho de 1916, empregando-se no jornal Correio da Manhã, de propriedade de Edmundo Bittencourt.
Segundo o próprio Nelson em suas Memórias, seu grande laboratório e inspiração foi a infância vivida na Zona Norte da cidade. Dos anos passados numa casa simples na rua Alegre, 135 (atual rua Almirante João Cândido Brasil), no bairro de Aldeia Campista, saíram para suas crônicas e peças teatrais as situações provocadas pela moral vigente na classe média dos primeiros anos do século XX e suas tensões morais e materiais.
Sua infância foi marcada por este clima e pela personalidade do garoto Nelson. Retraído, era um leitor compulsivo de livros românticos do século XIX. Nesta época ocorreu também para Nelson a descoberta do futebol, uma paixão que conservaria por toda a vida e que lhe marcaria o estilo literário.
Na década de 1920, Mário Rodrigues fundou o jornal A Manhã, após romper com Edmundo Bittencourt. Seria no jornal do pai que Nélson começaria sua carreira jornalística, na seção de polícia, com apenas treze anos de idade. Os relatos de crimes passionais e pactos de morte entre casais apaixonados incendiavam a imaginação do adolescente romântico, que utilizaria muitas das histórias reais que cobria em suas crônicas futuras. Neste período a família Rodrigues conseguiria atingir uma situação financeira confortável, mudando-se para o bairro de Copacabana, então um arrabalde luxuoso da orla carioca.
Apesar da bonança, Mário Rodrigues perderia o controle acionário de A Manhã para o sócio. Mas, em 1928, com o providencial auxílio financeiro do vice-presidente Fernando de Melo Viana, Mário fundou o diário Crítica.
Como cronista esportivo, Nelson escreveu textos antológicos sobre o Fluminense Football Club, clube para o qual torcia fervorosamente. A maioria dos textos eram publicados no Jornal dos Sports. Junto com seu irmão, o jornalista Mário Filho, Nelson foi fundamental para que os Fla-Flu tivessem conquistado o prestígio que conquistaram e se tornassem grandes clássicos do futebol brasileiro. Nelson Rodrigues criou e evocava personagens fictícios como Gravatinha e Sobrenatural de Almeida para elaborar textos a respeito dos acontecimentos esportivos relacionados ao clube do coração. 
Nelson seguiu os seus irmãos Mílton, Mário Filho e Roberto integrando a redação do novo jornal. Ali continuou a escrever na página de polícia, enquanto Mário Filho cuidava dos esportes e Roberto, um talentoso desenhista, fazia as ilustrações. Crítica era um sucesso de vendas, misturando uma cobertura política apaixonada com o relato sensacionalista de crimes. Mas o jornal existiria por pouco tempo. Em 26 de dezembro de 1929, a primeira página de Crítica trouxe o relato da separação do casal Sylvia Serafim e João Thibau Jr. Ilustrada por Roberto e assinada pelo repórter Orestes Barbosa, a matéria provocou uma tragédia. Sylvia, a esposa que se desquitara do marido e cujo nome fora exposto na reportagem invadiu a redação de Crítica e atirou em Roberto com uma arma comprada naquele dia. Nelson testemunhou o crime e a agonia do irmão, que morreu dias depois.
Mário Rodrigues, deprimido com a perda do filho, faleceu poucos meses depois. Sylvia, apoiada pelas sufragistas e por boa parte da imprensa concorrente de Crítica, foi absolvida do crime. Finalmente, durante a Revolução de 30, a gráfica e a redação de Crítica são empastelados e o jornal deixa de existir. Sem seu chefe e sem fonte de sustento, a família Rodrigues mergulha em decadência financeira.
Foram anos de fome e dificuldades para todos. Pouco afinados com o novo regime, os Rodrigues demorariam anos para se recuperarem dos prejuízos causados pela tuberculose.
Ajudado por Mário Filho, amigo de Roberto Marinho, Nélson passa a trabalhar no jornal O Globo, sem salário. Apenas em 1932 é que Nélson seria efetivado como repórter no jornal. Pouco tempo depois, Nelson descobriu-se tuberculoso. Para tratar-se, retira-se do Rio de Janeiro e passa longas temporadas em um sanatório na cidade de Campos do Jordão. Seu tratamento é custeado por Marinho, que conquistou a gratidão de Nélson pelo resto de sua vida. Recuperado, Nelson volta ao Rio e assume a seção cultural de O Globo, fazendo a crítica de ópera.
No O Globo, foi editor do suplemento O Globo Juvenil, além de editar Nelson roteirizou algumas história em quadrinhos para o suplemento, dentre elas uma versão de O fantasma de Canterville de Oscar Wilde.
Em 1940 casou-se com Elza Bretanha, sua colega de redação.
A partir da década de 1940, Nelson divide-se entre o emprego em O Globo e a elaboração de peças teatrais. Em 1941 escreve A mulher sem pecado, que estreou sem sucesso. Pouco tempo depois assina a revolucionária Vestido de noiva, peça dirigida por Zbigniew Ziembinski e que estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com estrondoso sucesso.
O teatrólogo Nelson Rodrigues seria o criador de uma sintaxe toda particular e inédita nos palcos brasileiros. Suas personagens trouxeram para a ribalta expressões tipicamente cariocas e gírias da época, como “batata!” e “você é cacete, mesmo!”. Vestido de noiva é considerada até hoje como o marco inicial do moderno teatro brasileiro.
Em 1945 abandona O Globo e passa a trabalhar nos Diários Associados. Em O Jornal, um dos veículos de propriedade de Assis Chateaubriand, começa a escrever seu primeiro folhetim, Meu destino é pecar, assinado pelo pseudônimo “Susana Flag”. O sucesso do folhetim alavancou as vendas de O Jornal e estimulou Nelson a escrever sua terceira peça, Álbum de família.
Em fevereiro de 1946, o texto da peça foi submetido à Censura Federal e proibido. Álbum de família só seria liberada em 1965. Em abril de 1948 estreou Anjo negro, peça que possibilitou a Nelson adquirir uma casa no bairro do Andaraí e em 1949 Nelson lançou Doroteia.
Em 1950 passa a trabalhar no jornal de Samuel Wainer, a Última Hora. No jornal, Nélson começa a escrever as crônicas de A vida como ela é, seu maior sucesso jornalístico. Na década seguinte, Nelson passa a trabalhar na recém-fundada TV Globo, participando da bancada da Grande Resenha Esportiva Facit, a primeira “mesa-redonda” sobre futebol da televisão brasileira e, em 1967, passa a publicar suas Memórias no mesmo jornal Correio da Manhã onde seu pai trabalhou cinquenta anos antes.

Nos anos 70, consagrado como jornalista e teatrólogo, a saúde de Nélson começa a decair, por causa de problemas gastroenteorológicos e cardíacos de que era portador. O período coincide com os anos da ditadura militar, que Nelson sempre apoiou. Entretanto, seu filho Nelson Rodrigues Filho torna-se guerrilheiro e passa para a clandestinidade. Neste período também aconteceu o fim de seu casamento com Elza e o início do relacionamento com Lúcia Cruz Lima, com quem teria uma filha, Daniela, nascida com problemas mentais. Depois do término do relacionamento com Lúcia, Nelson ainda manteria um rápido casamento com sua secretária Helena Maria, antes de reatar seu casamento com Elza. 

Nelson faleceu numa manhã de domingo, em 1980, aos 68 anos de idade, de complicações cardíacas e respiratórias. Foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo. No fim da tarde daquele mesmo dia ele faria treze pontos na Loteria Esportiva, num “bolão” com seu irmão Augusto e alguns amigos de “O Globo”. Dois meses depois, Elza atendia ao pedido do marido — de, ainda em vida, gravar o seu nome ao lado do dele na lápide de seu túmulo, sob a inscrição: “Unidos para além da vida e da morte. E é só”.


Estreias das peças (todas no Rio de Janeiro)
A mulher sem pecado – 1941 – Direção: Rodolfo Mayer
Vestido de noiva – 1943 – Direção: Zbigniew Ziembinski
Álbum de família – 1946 – Direção: Kleber Santos
Anjo negro – 1947 – Direção: Zbigniew Ziembinski
Senhora dos Afogados – 1947 – Direção: Bibi Ferreira
Doroteia – 1949 – Direção: Zbigniew Ziembinski
Valsa nº 6 – 1951 – Direção: Milton Rodrigues
A falecida – 1953 – Direção: José Maria Monteiro
Perdoa-me por me traíres – 1957 – Direção: Léo Júsi
Viúva, porém honesta – 1957 – Direção: Willy Keller
Os sete gatinhos – 1958 – Direção: Willy Keller
Boca de ouro – 1959 – Direção: José Renato
O beijo no asfalto – 1960 – Direção: Fernando Torres
Bonitinha, mas ordinária – 1962 – Direção Martim Gonçalves
Toda nudez será castigada – 1965 – Direção: Zbigniew Ziembinski
Anti-Nélson Rodrigues – 1974 – Direção: Paulo César Pereio
A serpente – 1978 – Direção: Marcos Flaksman

Romances

Meu destino é pecar – 1944
Escravas do amor – 1944
Minha vida – 1944
Núpcias de fogo – 1948
A mulher que amou demais – 1949
O homem proibido – 1959
A mentira – 1953
Asfalto selvagem – 1959 (também conhecido como Engraçadinha)
O casamento – 1966
[editar]Contos
Cem contos escolhidos – A vida como ela é… – 1972
Elas gostam de apanhar – 1974
A vida como ela é — O homem fiel e outros contos – 1992
A dama do lotação e outros contos e crônicas – 1992
A coroa de orquídeas – 1992

Crônicas

Memórias de Nélson Rodrigues – 1967
O óbvio ululante: primeiras confissões – 1968
A cabra vadia – 1970
O reacionário: memórias e confissões – 1977
Fla-Flu…e as multidões despertaram – 1987
O remador de Ben-Hur – 1992
A cabra vadia – Novas confissões – 1992
A pátria sem chuteiras – Novas Crônicas de Futebol – 1992
A menina sem estrela – memórias – 1992
À sombra das chuteiras imortais – Crônicas de Futebol – 1992
A mulher do próximo – 1992
Nélson Rodrigues, o Profeta Tricolor – 2002
O Berro impresso nas Manchetes – 2007
O quadrúpede de vinte e oito patas
Telenovelas
Baseadas na obra de Nélson Rodrigues
A morta sem espelho – TV Rio – 1963
Sonho de amor – TV Rio – 1964
O desconhecido – TV Rio – 1964
O homem proibido – TV Globo – 1982
Meu Destino É Pecar – TV Globo – 1984
Engraçadinha… Seus Amores e Seus Pecados – TV Globo – 1995
A Vida Como Ela É – TV Globo – 1996

Filmes
Baseados na obra de Nélson Rodrigues
Somos dois – 1950 – Direção: Milton Rodrigues
Meu destino é pecar – 1952 – Direção: Manuel Pelufo
Mulheres e milhões – 1961 – Direção: Jorge Ileli
Boca de ouro – 1963 – Direção: Nelson Pereira dos Santos
Meu nome é Pelé – 1963 – Direção: Carlos Hugo Christensen
Bonitinha mas ordinária – 1963 – Direção: J.P. de Carvalho
Asfalto selvagem – 1964 – Direção: J.B. Tanko
A falecida – 1965 – Direção: Leon Hirzman
O beijo – 1966 – Direção: Flávio Tambellini
Engraçadinha depois dos trinta – 1966 – Direção: J.B. Tanko
Toda nudez será castigada – 1973 – Direção: Arnaldo Jabor
O casamento – 1975 – Direção: Arnaldo Jabor
A dama do lotação – 1978 – Direção: Neville d’Almeida
Os sete gatinhos – 1980 – Direção: Neville d’Almeida
O beijo no asfalto – 1980 – Direção: Bruno Barreto
Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Rezende – 1981 – Direção: Braz Chediak
Álbum de família – 1981 – Direção: Braz Chediak
Engraçadinha – 1981 – Direção: Haroldo Marinho Barbosa
Perdoa-me por me traíres – 1983 – Direção: Braz Chediak
Boca de ouro – 1990 – Direção: Walter Avancini
Traição – 1998 – Direcão: Arthur Fontes, Cláudio Torres e José Henrique Fonseca
Gêmeas – 1999 – Direção: Andrucha Waddington
Vestido de noiva – 2006 – Direção de Joffre Rodrigues
Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Rezende – 2009

Feliz Ano Novo pessoal!
(porque o ano só funciona depois do Carnaval aqui no Brasil.. hehe)
texto e captura das obras por: @pii_littrell

Cantinho Literário

90 anos da Semana que revolucionou a arte no Brasil

A semana de Arte Moderna de 22, que aconteceu em São Paulo, no ano de 1922, nos dias 13, 15 e 17 de Fevereiro, no Teatro Municipal da cidade, marcou a arte brasileira no país, rompenso o padrão estético da época.


Os artistas da época queriam mostrar a arte de uma forma mais livre e mais popular e não como era no século passado, em que a arte era elitizada e isso levou a uma nova visão das artes no Brasil.

As artes apresentadas nesta Semana 22, foi a literatura, música e artes plásticas e os grandes artistas da época participaram da Semana nomes consagrados do modernismo brasileiro, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade,Víctor Brecheret, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos, Tarsila do Amaral, Tácito de Almeida, Di Cavalcanti entre outros, e como um dos organizadores o intelectual Rubens Borba de Moraes que, entretanto, por estar doente, dela não participou.

A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda, para o modernismo.

O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos.
O adjetivo “novo” passou a ser marcado em todas estas manifestações que propunha algo no mínimo curioso e de interesse.

Naquela época, a Semana de 22 não foi muito bem aceita, pois era algo novo para a população da época, corre um boato de Heitor Villa Lobos, se apresentou de chinelo no Teatro Municipal, isso foi um choque para sociedade.

Eles achavam que isso era moderno demais, e não podia entrar no Teatro Municipal da cidade de chinelo ou usando roupas extravagantes, mas o que era de verdade, é que o artista, tinha uma joanete no pé, e estava infeccionado e por isso o uso do chinelo, mas com o passar dos anos, a semana de arte de 22, começou a ser a aceita e hoje, grande maioria dos artistas da literatura, música e artes plásticas, tem grande inspiração e admiração nos artistas da época  por isso, este ano de 2012, está data é lembrada por todos os amantes da arte, com muita devoção e inspiração.

Ingresso  (folder) da Semana de Arte Moderna de 1922

Por: @pii_littrell