Arquivo da categoria: literatura

[Cantinho Literário] A Vida de Danilo Gentili

Está um pouco atrasado, mas cá estou publicando meu texto a bordo do nosso Barquinho, pois mesmo passando um dia, não esqueci desta embarcação que nos leva ao mundo totalmente cultural e alternativo, esta semana vamos sair do lado romântico da literatura e ir para o cômico da arte literária, então se liga na dica, pois quem perder… Agora é Tarde!

O apresentador mais jovem de talk show, Danilo Gentili, lançou seu terceiro livro no mês passado, dia 29/junho, com uma noite de autógrafos na livraria Cultura, no conjunto nacional, na Avenida Paulista.

O livro do apresentador, humorista e empresário, conta um pouco da história da sua vida, mas com uma ‘pitada’ de humor, quem já assistiu algum show stand up do rapaz, vai poder rir de novo com o livro e quem nunca viu ou assistiu seu programa (Agora é Tarde), na Band, vai poder conhecer um pouco de seu humor jovem, original e desencanado.

Esse livro é terceiro de sua carreira, os antecessores de “Vida”,  “Como se tornar o pior aluno da escola” e o “Politicamente Incorreto”, obteve uma vendagem de muito exito, fazendo com quem Danilo ficasse reconhecido em todo Brasil.

Para mais informações acesse o site oficial do Danilo, ou então o twitter (@DaniloGentili) ou a  fanpage e saiba mais informações sobre eventos, show, que ele irá participar e também fica por dentro do acontece em seu late show Agora é Tarde.

[Cantinho Literário] Você mais próximo do mundo literário

Você curte música, poesia e literatura?
Então, você não pode deixar de escutar o mais novo programa radiofônico, que mais funciona como uma revista eletrônica, pois trata destes assuntos e ainda preta serviço a comunidade, interagindo e integrando-a no meio literário, afinal cultura e literatura é para todos, e não só para aqueles que podem pagar.
Divulgando livros, saraus, recitais, canções e CDs, a rádio, o programa “Megafone”, dará vez a todos os artistas independentes que buscam seu lugar ao Sol, dando voz e vez também aos ouvintes, deixando-o eles fazer a programação.
O programa Megafone está no ar todas as segundas-feira, das 14 às 16 horas, na rádio Cantareira FM, (87,5 – SP).
Apresentação: Carlos Galdino
Telefone: (11) 3911-2580
Contatos acima para participar e se interagir no programa, por telefone ou pelo facebook do próprio Galdino.
Agora você não tem desculpa para se afastar da literatura, pois se você não vai até ela, ela vai até você, por meio do veículo mais popular do Brasil, o rádio.

[Cantinho Literário] Rock n’ roll no estilo mais literário

Com o dia mundial do Rock chegando, vamos ancorar nosso barquinho em uma festa bem Rock n’ Roll esta semana, com post incríveis de nossos repórteres na semana mais Rock n’ Roll do ano. Então, se preparem, pois hoje é dia de rock, bebê!
Como já havíamos feito uma introdução sobre bandas e cantores que tiveram livros publicados ao longo de sua carreira, então agora vamos ancorar em outra parte da literatura, muitos podem até dizer que pouco tem haver com o gênero musical, porém diz muito sobre a forma de dizer, afinal, Rock n’ Roll é mais que um estilo de música, mas um jeito de viver.
Vocês já imaginaram na vida em que alguns poetas, literários e escritores viviam, enquanto estavam vivos? Era muito rock n’ roll! Um exemplo é o jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro, que neste ano completaria 100 anos, se estivesse vivo, Nelson Rodrigues.
Os escritores, poetas, jornalistas de décadas atrás, sabiam curtir a vida no bom estilo rock n’ roll, pois suas idéias e inspirações começam a surgir com um copo de Whisky e um bom charuto cubano, sim claro esses eram os escritores ‘top’ da época, que quando fumavam queriam sempre o melhor, mas nem todos fumavam charutos ou cigarros, tinham alguns que viviam na boêmia mais não usava nenhum tipo de drogas, afinal só utilizavam drogas, quem queria, pois tinham escritores e poetas, que tinha uma vida noturna, já que isso é comum para quem cria, mas não utilizava drogas nenhuma.
Essa vida sexo, drogas e rock n’ roll dos escritores ainda continua, pois todos escritores, poetas, jornalistas e afins, ainda mantém a vida boêmia, mas com responsabilidade, afinal o ser literário são as pessoas mais rock n’ roll do mundo. 
Porque ser rock n’ roll é ter estilo e atitude e não apenas usar preto e tirar foto fazendo poses e tipos no espelho, ser do rock vai muito além disso, por isso que o literário sabe viver este estilo, hoje em dia eles vivem com mais responsabilidade dos poetas de antigamente, mas a essência e o estilo rock n’ roll continua vivo e forte no estilo literário.

[Cantinho Literário] Hey ho let’s go…

Começando a semana temática, em que todas as editorias d’O Barquinho será totalmente especial ao dia mundial do Rock, dia 13/Julho, e o rock n’ roll não é só música, pois o rock é estilo, e pode ter certeza que todos aqui em O Barquinho tem, e muito. Vamos começar, como já dizia Joe Ramone.. Hey ho let’s go!
C’mon peeps come to Rock n’ Roll’s week, porque essa semana é dia de Rock, bebê.

No mês passado (19/Junho) a banda Kiss, lançou sua auto biografia, a banda que já está na estrada a quase 40 anos, lançou um livro nada convencional, pois a obra que foi recebeu o nome de “Monster“, mede nada menos que um metro de comprimento e tem 80 cm de largura, contendo de uma compilação de 126 imagens históricas do grupo, incluindo algumas de apresentações bastante importantes.
De acordo com eles, esta é a segunda melhor experiência que alguém pode ter com a banda. Só vem depois de ver uma apresentação ao vivo deles.
Mas outras bandas assim como a Kiss, também já teve sua auto biografia, como Led Zeppelin, Queen, Bon Jovi, Iron Maiden, Metallica, The Beatles, o rei Elvis Presley entre diversos outros artistas que fazem o bom e velho rock n’ roll.
Então para entrarmos no clima e na pegada Rock n’ Roll, curta ai um pouco do rei Elvis Presley, que particularmente se eu fosse da era Elvis, com certeza iria me descabelar por ele, afinal ele realmente era lindo e super talentoso, agora fiquem com Love me Tender, do rei do rock, Elvis Presley.
(Literature is Rock n’ Roll too, babyyyyy… \m/)

[Cantinho Literário] Flip 2012: Literatura e história em um único lugar

Na última terça-feira do dia 4/Julho, aconteceu a Feira Literária de Paraty, a Flip 2012 e contou com 40 autores de 14 países, como brasileiros, franceses, portugueses e os de língua espanhola como da América Latina e do Sul e também espanhóis.

O homenageado da festa desse ano foi o grande autor e poeta Carlos Drummnond de Andrade, que completaria 112 anos neste ano, se estivesse vivo, mas além disso, a feira contou com inúmeras tendas, em que havia fóruns literários, lançamentos de livros, workshop, palestras com autores convidados e encontros literários com turistas, autores e amantes da literatura.

A feira que aconteceu até domingo dia 8/Julho, já é um marco para cidade, pois além de rendar lucros para a cidade, também promove a pacata e tranquila cidade histórica de Paraty.
Para mais informações sobre do que aconteceu na festa literária, confira o site oficial da feira e um vídeo abaixo sobre que a Flip transforma nesta semana literária em Paraty.

Como semana passada não expressei aqui n’O Barquinho, sobre a maravilhosa conquista do CORINTHIANS, na Libertadores 2012…Vai Corinthians minha vida!!!

Boa leitura e boa semana a todos

Priscila Visconti(Aqui é Corinthians, véio!)

[Cantinho Literário] Começa esta semana a Flip 2012

Esta semana, no dia 4 de julho (terça-feira), começa a Feira Literária Internacional de Paraty, ou simplesmente a Flip. Com muitas atrações de literatura, poesias e o melhor de Carlos Drummond de Andrade,que literário algum irá se arrepender.

Em sua 10ª edição e para comemorar os seus 10 anos, a festa irá homenagear o grande poeta Carlos Drummond de Andrade que este ano de 2012 completaria 102 anos e também conta com a curadoria do jornalista Miguel Conde e com a presença de Silviano Santiago na conferência de abertura.
Além disso, a FLIP irá lançar dois livros e um DVD comemorativo, durante os cinco dias da Festa haverá uma exposição com fotos de Walter Craveiro, que registrou todas edições da Flip, montada ao livre em dispositivos luminosos. A cidade de Paraty, com seus grupos musicais e cênicos, também se mobiliza para celebrar os dez anos da Flip.
Para anunciar o início das festas a Banda Santa Cecília sairá pelas ruas do centro histórico e todas as igrejas tocarão seus sinos. Banda e Bonecos criados por artistas e artesãos da cidade saem para festejar a Flipinha e as cirandas locais se apresentam em diferentes momentos da festa, inclusive no show de abertura.
Nos d’O Barquinho estamos nos organizando para deixar nossos leitores mais informados possíveis, traremos a vocês flash os melhores momentos da festa de abertura e encerramento, então se liga em nossa embarcação, pois faremos o possível e impossível para mostrar o que está acontecendo na Flip 2012.
Boa semana e boa leitura a todos

[Cantinho Literário] Prêmio revela novas obras da literatura brasileira

Já que hoje é segunda-feira e dia de ancorar nosso barco no mundo literário, então vamos dar uma dica bem legal, principalmente para os escritores de plantão.
Você escritor de todo do Brasil, que sonha em ter suas obras publicadas por uma editora, não pode perder a chance de se inscrever no Prêmio SESC de Literatura, nas categoria conto e romance.
E tem mais, além de ter seu livro publicado pela editora Record e terá a obra integrada no grupo das novas promessas literárias da língua portuguesa, além dos vencedores participarem da cerimônia de premiação na Academia Brasileira de Letras, festivais, feiras e eventos como a Flip – Festa Literária Internacional de Paraty.
O que está esperando para se inscrever?
Confira o regulamento no site, para mais informação.

[Cantinho Literário] Especial Machado de Assis

Essa semana será uma singela homenagem ao mestre da literatura brasileira e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, Joaquim Maria Machado de Assis, ou simplesmente Machado de Assis, que  faria aniversário na última quinta-feira dia 21 de junho.

Filho de Francisco José de Assis, um mulato que pintava paredes, e Maria Leopoldina da Câmara Machado, lavadeira portuguesa dos Açores, nascido em 21 de junho de 1989, o menino pobre do morro do livramento, no Rio de Janeiro, não terminou os estudos, parou de estudar na quarta para quinta série, ao menos pisou em uma universidade e aos 10 anos de idade Machado de Assis fica órfão de mãe e seu pai viúvo tão logo perdera a esposa casou-se com Maria Inês da Silva em 18 de junho de 1854, que cuidaria do garoto quando Francisco viesse a morrer um tempo depois.
Mas sua ambição pela literatura era tanto, que mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender. Consta que, em São Cristóvão, conheceu uma senhora francesa, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de Francês. Contava, também, com a proteção da madrinha D. Maria José de Mendonça Barroso, viúva do Brigadeiro e Senador do Império Bento Barroso Pereira, proprietária da Quinta do Livramento, onde foram agregados seus pais.

Machado de Assis, sempre obteve paixão pela literatura e isso fez com que ele torna-se jornalista, mesmo não tendo ensino superior, pois nesta época também não existia faculdade de jornalismo e também Machado não tinha nem mesmo o ensino completo, mas sua ganância era maior e o fez escrever para diversos periódicos, como Marmota Fluminense (Rio de Janeiro), O Paraíba (Petrópolis, RJ),Correio Mercantil (Rio de Janeiro),O Espelho (Rio de Janeiro), Diário do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), Semana Ilustrada (Rio de Janeiro), O Futuro (Rio de Janeiro), Jornal das Famílias (Rio de Janeiro), O Globo (Rio de Janeiro),Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro),(Rio de Janeiro),Revista Brasileira (Rio de Janeiro),A Estação (Rio de Janeiro) e o Jornal do Commercio (Rio de Janeiro).

Fundador da cadeira nº. 23, e escolheu o nome de José de Alencar, seu grande amigo, para ser seu patrono. Por sua importância, a Academia Brasileira de Letras passou a ser chamada de Casa de Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras, foi inspirada na Academia Francesa, que o grupo de intelectuais da Revista Brasileira idearam e fundaram, em 1897, junto ao entusiasmado e apoiador Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras, com o objetivo de cultuar a cultura brasileira e, principalmente, a literatura nacional.

Unanimente, Machado de Assis foi eleito primeiro presidente da Academia logo que ela havia sido instalada, no dia 28 de janeiro do mesmo ano. Como escreve Gustavo Bernardo, “Quando se fala Machado fundou a Academia, no fundo o que se quer dizer é que Machado pensava na Academia. Os escritores a fundaram e precisaram de um presidente em torno do qual não houvesse discussão.” No discurso inaugural, Machado aconselhou aos presentes: “Passai aos vossos sucessores o pensamento e a vontade iniciais, para que eles os transmitam também aos seus, e a vossa obra seja contada entre as sólidas e brilhantes páginas da nossa vida brasileira.”

Foi casado com a jovem simpática e culta Carolina Augusta Xavier de Novais, em que permaneceram casados até a morte de sua esposa em 1904, ela era portuguesa, mas faleceu no Rio de Janeiro ao lado de seu marido, que eles não tiveram filhos, mas pós a morte de Carolina, Machado de Assis escreveu um poema em homenagem a seu grande amor, veja o poema logo abaixo:

A Carolina

Querida! Ao pé do leito derradeiro,
em que descansas desta longa vida,
aqui venho e virei, pobre querida,
trazer-te o coração de companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
que, a despeito de toda a humana lida,
fez a nossa existência apetecida
e num recanto pôs um mundo inteiro…
Trago-te flores – restos arrancados
da terra que nos viu passar unidos
e ora mortos nos deixa e separados;
que eu, se tenho, nos olhos mal feridos,
pensamentos de vida formulados,
são pensamentos idos e vividos.

Mas com a morte de sua esposa, o jornalista e escritor, entra em uma depressão profunda e em 1906, escreve seu último testamento. O primeiro, escrito em 30 de junho de 1898, deixava todos seus bens à esposa Carolina. Com a morte dela, pensou numa partilha amigável com a irmã de Carolina, Adelaide Xavier de Novais, e sobrinhos, efetuando este segundo e último testamento em 31 de maio de 1906, instituindo sua herdeira única “a menina Laura”, filha de sua sobrinha Sara Gomes da Costa e de seu esposo major Bonifácio Gomes da Costa, nomeado primeiro testamenteiro. Em suas últimas semanas, Machado de Assis escreveu cartas a Salvador de Mendonça (7 de setembro de 1908), a José Veríssimo (1 de setembro de 1908), a Mário de Alencar (6 de agosto de 1908), a Joaquim Nabuco (1 de agosto de 1908), a Oliveira Lima (1 de agosto de 1908), entre outros, demonstrando ainda estar lúcido.
E no dia 29 de setembro de 1908, às 3h20 da manhã, no Rio de Janeiro, cidade em que nasceu e viveu, morre Machado de Assis de na boca, mas em sua certidão de óbito relata que morrera de arteriosclerose generalizada, incluindo esclerose cerebral, o que, para alguns, figura questionável pelo motivo de mostrar-se lúcido nas últimas cartas já relatadas.

Confira as obras que o mestre escreveu e nos deixou para continuarmos a levar o nome e as obras dele para as futuras gerações, pois seus livros, poemas e versos, podem ser antigos, mas ainda continua mais atual como nunca.

Romances
Ressurreição, (1872)
A mão e a luva, (1874)
Helena, (1876)
Iaiá Garcia, (1878)
Memórias Póstumas de Brás Cubas, (1881)
Casa Velha, (1885)
Quincas Borba, (1891)
Dom Casmurro, (1899)
Esaú e Jacó, (1904)
Memorial de Aires, (1908)
Coletânea de Poesias
Crisálidas, (1864)
Falenas, (1870)
Americanas, (1875)
Ocidentais, (1880)
Poesias Completas, (1901)
Coletânea de contos
Contos Fluminenses, (1870)
Histórias da Meia-Noite, (1873)
Papéis Avulsos, (1882)
Histórias sem Data, (1884)
Várias Histórias, (1896)
Páginas Recolhidas, (1899)
Relíquias da Casa Velha, (1906)
Peças de teatro
Hoje Avental, Amanhã Luva, (1860)
Queda que as mulheres têm para os tolos, (1861)
Desencantos, (1861)
O Caminho da Porta, (1863)
O Protocolo, (1863)
Teatro, (1863)
Quase Ministro, (1864)
Os Deuses de Casaca, (1866)
Tu, só tu, puro amor, (1880)
Não Consultes Médico, (1896)
Lição de Botânica, (1906)
Contos selecionados
“A Cartomante”
“Miss Dollar”
“O Alienista” (†)
“Teoria do Medalhão”
“A Chinela Turca”
“Na Arca”
“D. Benedita”
“O Segredo do Bonzo”
“O Anel de Polícrates”
“O Empréstimo”
“A Sereníssima República”
“O Espelho”
“Um Capricho”
“Brincar com Fogo”
“Uma Visita de Alcibíades”

“Verba Testamentária”
“Noite de Almirante”
“Um Homem Célebre”
“Conto de Escola”
“Uns Braços”
“A Cartomante”
“O Enfermeiro”
“Trio em Lá Menor”
“O Caso da Vara”
“Missa do Galo”
“Almas Agradecidas”
“A Igreja do Diabo”
É isso ai, espero que que tenha gostado da homenagem, póstumas, mas ‘tá valendo’, para o mestre Joaquim Maria Machado de Assis que foi e é um dos grandes incentivadores para  muitos jornalistas e escritores.

Boa semana a todos e boa leitura

[Cantinho Literário] Entrevista

O Cantinho Literário, está bombando e pensávamos que essa editoria não iria muito longe, mas aqui estamos com mais uma entrevista, que dessa vez é o escritor e professor de filosofia, Renato Pessoa, 26 anos, ele é um jovem escritor nascido em São Paulo, mas um cearense de coração.
Então, sem mais delongas vejam a abaixo a entrevista que o Renato concedeu à nosso site O Barquinho Cultural.

1. O que é ser literário para você?

Escrevo porque preciso, constantemente, me justificar no mundo. Viver não basta. Viver, aliás, é muito pouco. É preciso inventar. A dimensão do literário, assim como qualquer outra dimensão da arte, serve-me para enganar um tanto a morte, desfazer um pouco a banalidade de estar vivo. Ser literário é a maneira mais proxima que eu tenho de projetar um sentido de estar no mundo.
2. Conte-nos um pouco sobre sua carreira literária. 

Comecei a escrever muito cedo, ainda na nascente adolescência, quando conheci a obra de Fernando Pessoa, de Ferreira Gullar e o Romance de Graciliano Ramos. Autores até hoje muito caros à minha formação literária. Meu primeiro livro, de poemas, eu o escrevi em 2002, chamava-se NA DISPERSÃO DAS HORAS, e não cheguei a publicá-lo, dado a evidente imaturidade da obra. A poesia sempre foi minha estima, uma constante em minhas experimentações linguísticas. Em 2011 publiquei O CORPO ARCAICO, uma espécie de antologia, com poemas de diversas fases de minha produção, o que resultou em um livro plural, com poemas, muitas vezes, distintos entre si em forma e contéudo. Este ano publiquei SOLIDÃO SINGULAR, escrito em nove meses, e um tanto mais coerente e limpo em relação ao CORPO ARCAICO.
3. Qual a sua maior maior inspiração como escritor?

A vida, naturalmente. A vida e o que há de mais belo e triste nela. Suas frestas, suas lacunas, seus excrementos. Mas também suas curas, suas vitórias, seus deslimites. Um artista, qualquer artista, tem a vida como matéria suprema. Podemos fugir da morte. Basta escrever um bom romance, pintar um bom quadro, compor uma música, fazer cinema, ser mártir. Da morte, já sabemos, há salvação. O que não podemos fugir, de modo algum, é da vida. O que me encanta e o que me estranha, é a vida. Ela mesma, em si, como obrigação de tudo animar. Só a vida é urgente. E, como vivente e escritor, estou condenado a ela.
4. Arte e literatura, o que isso significa para você?

Ferreira Gullar uma vez disse que a arte existe porque a vida não basta. Compartilho com ele a mesma noção. A literatura e a arte – embora eu não perceba nenhuma diferença entre ambas – existem porque a vida é pouca, e não basta.
5. Você acha que as escolas de ensino fundamental e médio, estão fraquejando no ensino literário.
O que falta para reverter essa situação? 
Como professor de filosofia tenho observado, na prática, a apatia e a indiferença de muitos alunos com a leitura, sobretudo dos clássicos. No entanto, é um mito dizer que nossos jovens não leem. Nunca se vendeu e produziu tantos livros para jovens, nunca os best-sellers foram tão cultuados e consumidos por jovens. isso virou uma indústria imensamente rentável. O que ocorre, porém, nas escolas, é que, em muitos casos, o ensino da literatura é mecanicista, que precisa seguir um roteiro específico, um conteúdo programático engessado, que segue o mesmo padrão programático das demais disciplinas, isto é, a finalidade é apenas projetar o aluno de uma série a outra, burocratizando o precesso de aprendizagem. É necessário, portanto, um ensino da literatura cujo fundamento seja o despertar para a leitura, ou antes, o urgente exercício crítico que é o ato de ler e decodificar o mundo através das palavras e dos conceitos. É preciso também uma política pública de incentivo cultural, criando uma nação de leitores. No Brasil ainda se discute a importância da leitura, quando, na verdade, deveríamos estar discutindo a qualidade. Precisamos mudar essa paisagem. E a mudança deve começar dentro da escola, portanto, mudando a perspectiva que a educação estatal entende a literatura, isto é, a situação só mudará, de fato, quando a literatura for entendida, dentro das escolas, como uma atividade artistica cuja função é o deleito e o senso crítico, e não como mera matéria de um programa escolar obrigatório.
6. Para você, ser escritor no Brasil é valorizado, ou deveria haver mais incentivo a esta profissão?

Creio que ser escritor, no Brasil, já foi menos valorizado. Nos últimos anos os editais, os inúmeros prêmios literários, o acompanhamento da mídia, demonstram que, ao menos agora, podemos respirar um pouco um certo otimismo. Mas falta muito. O Brasil é, historicamente, um país de poucos leitores, e, embora essa realidade venha mudando, ainda resta muito a discutir, a sugerir, a demandar. 
7. Uma frase que te defina. 

“Nada de poder, um poquinho de saber e o máximo possível de sabor” (Roland Barthes)
8. Um pensamento para finalizar. 
Deixarei, naturalmente, um pequeno poema do meu novo livro.
MALABARISMO 
O poema é um pássaro 
que galopa no ar
sem sair da terra. 
É isso ai pessoal, espero que tenham gostado da entrevista do jovem escritor Renato Pessoa, que graças ao João Gomes, dono do blog “Lugar do Leitor“, conhecemos um pouco do trabalho do Renato e ai tivemos a oportunidade de convidá-lo para a entrevista no nosso Cantinho Literário, afinal, este site é para apresentar caras novas da cultura e é isso que queremos mostrar a nossos leitores.
Boa leitura e semana a todos
Por: Priscila Visconti<a a="" href="http://twitter.com/pii_littrell&quot; priscila="" visconti

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Cantinho Literário

Neste fim de semana, dia 10 de junho, foi dia da nossa querida língua portuguesa, um idioma falando atualmente por cerca de 250 milhões de pessoas é a quinta mais falada no mundo.

Os países de língua portuguesa, são aqueles que foram descobertos pela colônia de Portugal, é um dos únicos da Europa, pois tem há Ilha da Madeira e o Arquipélogo de Açores,  que também  falam o idioma, na parte americana do mapa o Brasil foi o privilegiado de falar esta língua tão romântica e poética  e do outro lado do mapa, há alguns países da africanos que falam o português, como, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Não oficialmente, o português também é falado por uma pequena parte da população em Macau (território chinês que foi até 1999 administrado pelos portugueses); no estado de Goa, na Índia (que foi possessão portuguesa até 1961) e no Timor Leste, na Oceania (até 1975 administrado pelos portugueses, quando então foi tomado pela Indonésia, atualmente é administrado pela ONU) e nos países do Mercosul, o português virou ensino obrigatório, já que na América ele é o terceiro idioma mais falado.
Confiram abaixo um pouco da história da nossa Língua Portuguesa…
A a língua portuguesa estar assim espalhada pelos continentes deve-se à política expansionista de Portugal, nos séculos XV e XVI, que levou para as colônias essa língua tão rica, que se misturou a crenças e hábitos muito diversos, e acabou simplificada em vários dialetos. São chamados de crioulos os dialetos das colônias européias de além-mar.
A língua portuguesa tem origem no latim vulgar, oral, que os romanos introduziram na Lusitânia, região situada ao norte da Península Ibérica, a partir de 218 a.C..

Com a invasão romana da Península Ibérica, em 218 a.C., todos aqueles povos, exceção dos bascos, passaram a conviver com o latim, dando início ao processo de formação do espanhol, português e galego. Esse movimento de homogeneização cultural, lingüística e política é denominado romanização. Até o século IX, a língua falada era o romance, um estágio intermediário entre o latim vulgar e as modernas línguas latinas, como o português, o espanhol e o francês. Essa fase é considerada a pré-história da língua.

Do século IX ao XII, já se encontram registros de alguns termos portugueses em escritos, mas o português era basicamente uma língua falada. Do século XII ao XVI foi a fase arcaica e do século XVI até hoje, a moderna. O fim do período arcaico é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516. O português em Os Lusíadas, de Luís de Camões (1572), tanto na estrutura da frase quanto na morfologia (o aspecto formal das palavras), é muito próximo do atual.
Bom é isso pessoal, espero que a partir de agora, o nosso idioma seja mais valorizado e respeitado, pois atualmente, isso não raro ver algo tratando a nossa língua com carinho e respeito, então pensem bem antes de falar e cuide do bem mais precioso que temos, a nossa amada língua portuguesa.
Boa  sorte e boa semana a todos