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[Cantinho Literário] Literatura latina perde um grande mestre

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Na última quinta-feira (17), a literatura latina americana, perdeu um grande mestre da arte literária, Gabriel García Márquez, faleceu no México, onde morava, vítima de uma pneumonia, devido à um câncer que atingia seus pulmões, gânglios e fígado.

Gabo, como era conhecido, foi um grande escritor reinventando o realismo, mas com um ar mais fantástico, ele foi um escritor,  jornalista, editor, ativista e político colombiano.  Considerado um dos autores mais importantes do século XX, foi um dos escritores mais admirados e traduzidos no mundo, com mais de 40 milhões de livros vendidos em 36 idiomas.

833144Márquez foi laureado com o Prêmio Internacional Neustadt de Literatura em 1972, e o Nobel de Literatura de 1982 pelo conjunto de sua obra, que entre outros livros inclui o aclamado Cem Anos de Solidão. Foi responsável por criar o realismo mágico na literatura latino-americana, viajando muito pela Europa.

No jornalismo Gabo trabalhou para o jornal El Universal, em 1949 foi para Barranquilha e trabalhou como repórter para o jornal El Heraldo. Neste mesmo período participa de um grupo de escritores para estimular a literatura e em 1954 passa a trabalhar no El Espectador como repórter e crítico.

Em 1958 trabalhou como correspondente internacional na Europa, retorna a Barranquilha e casa-se com Mercedes Barcha com quem tem dois filhos, Rodrigo (cineasta bastante conhecido no México) e Gonzalo.

Em 1961 vai para Nova Iorque para trabalhar como correspondente internacional, mas suas críticas a exilados cubanos e suas ligações com Fidel Castro o fizeram ser perseguido pela CIA e com isso muda-se para o México. Em 1994 funda juntamente com seu irmão, Jaime Abello, a Fundação Neo Jornalismo Ibero-americano.

Seu filho Rodrigo García, deve ter ido para área do cinema, pois seu pai, também tinha bastante influência no cinema, como direção, por isso que Rodrigo foi para esta área, pois Gabo estudou no Centro experimental de cinema em Roma, participou diretamente de alguns filmes tais como Juego peligroso, Presságio, Erendira, entre outros. Em 1986 fundou a Escola Internacional de Cinema e Televisão em Cuba, para apoiar a carreira de jovens da América Latina, Caribe, Ásia e África. Em 1990 conheceu Woody Allen e Akira Kurosawa, diretores pelos quais teve admiração.

Na literatura, e seu exito maior, Márquez alcançou grande repercussão em todos seus livros, que refletiam sobre os rumos políticos da América Latina, pois ele sempre foi um militante fervoroso da América Latina e sempre defendeu com todas as forças os latinos. Mas Gabo teve como seu primeiro trabalho o romance “La Hojarasca” publicado em 1955. Em 1961 publica “Ninguém escreve ao coronel”.

A obra Relato de um náufrago, muitas vezes apontada como seu primeiro romance, conta a história verídica do naufrágio de Luis Alejandro Velasco e foi publicado primeiramente no “El Espectador”, somente sendo publicada em formato de livro anos depois, sem que o autor soubesse. O escritor colombiano possui obras de ficção e não ficção, tais como Crônica de uma morte anunciada e O amor nos tempos do cólera. Em 1967 publica Cem Anos de Solidão, o livro que narra a história da família Buendía na cidade fictícia de Macondo, desde sua fundação até a sétima geração -, considerado um marco da literatura latino-americana e exemplo único do estilo a partir de então denominado “Realismo Fantástico”.

As suas novelas e histórias curtas fusões entre a realidade e a fantasia, o que levaram ao Nobel de Literatura em 1982. Em 2002 publicou sua autobiografia Viver para contar, logo após ter sido diagnosticado um câncer linfático. Marquéz apontou como o seu mestre o escritor Norte-Americano William Faulkner.

79558Obras:
O enterro do diabo: A revoada (La Hojarasca) (1955)
Maria dos prazeres
Relato de um náufrago
A sesta de terça-feira
Ninguém escreve ao coronel (1961)
Os funerais da mamãe grande
Má hora: o veneno da madrugada
Cem anos de solidão (1967)
A última viagem do navio fantasma
Entre amigos
A incrível e triste história de Cândida Eréndira e sua avó desalmada
Um senhor muito velho com umas asas enormes
Olhos de cão azul
O outono do Patriarca
Como contar um conto (1947-1972)
Crônica de uma morte anunciada (1981)
Textos do caribe
Cheiro de goiaba
O verão feliz da senhora Forbes
O Amor nos tempos do cólera (1985)
A aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile
O general em seu labirinto
Doze contos peregrinos (1992)
Do amor e outros demônios (1994)
Notícia de um sequestro
Obra periodística 1: Textos Andinos
Obra periodística 3: Da Europa e América
Viver para contar
Memória de minhas putas tristes
Obra Jornalística 5: Crónicas, 1961-1984

Prémios e condecorações:
Prémio de Novela ESSO por “má hora:o veneno da madrugada” (1961)
Doutor Honoris Causa da Universidade de Columbia em Nova Iorque (1971)
Medalha da Legião Francesa em Paris (1981)
Condecoração Águila Azteca no México (1982)
Nobel de Literatura (1982)
Prémio quarenta anos do Círculo de jornalistas de Bogotá (1985)
Membro honorário do Instituto Caro y Cuervo em Bogotá (1993)
Doutor Honoris Causa da Universidade de Cádiz (1994)

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Confira abaixo um curto vídeo da história de Gabriel Garcia Márquez:

Por Priscila Visconti (que volta semana que vem, com mais literatura aqui no nosso Cantinho)

[Cantinho Literário] O pequeno vilarejo de Fábio Rodrigues

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Esta semana o escritor será um conhecido, já pelos navegantes do boletim, pois este jovem escritor e jornalista, já nos ajudou bastante aqui n’O Barquinho Cultural, com suas reportagens, artigos, crônicas e poemas de sua própria autoria, mas nem tudo na vida é para sempre e ele seguiu seu caminho em novos projetos e um deles é a divulgação de seu livro, “Marcílio Dias nos corações: A história de um vilarejo”, que é o resultado do trabalho de conclusão de curso, que não mora na vila, não tem parentes e tampouco conhecia a história do lugar.

993002_339293432863925_1793823495_nO escritor desta semana aqui no OBC, é nosso querido amigo Fábio Rodrigues de 22 anos, um jovem amante da escrita, de Canoinhas, Santa Catarina, se formou em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pelo Centro Universitário de União da Vitória e depois ingressou em especialização em Jornalismo Literário, e no ano de 2012, escreveu o livro-reportagem “Marcílio Dias nos corações: a história de um vilarejo” como Trabalho de Conclusão de Curso. O livro recebeu sua primeira edição no ano seguinte, pelo Conselho Editorial da Uniuv e lançado em abril pelo Conselho Editorial Uniuv e Clube de Autores, o livro é o primeiro registro da história da comunidade que já foi grande centro econômico no município.

O livro está estruturado em blocos com pequenas narrativas, com diálogos, metáforas, descrições e onomatopeias. Com “Marcílio Dias nos corações”, o leitor consegue viajar no tempo e visualizar cada lugar descrito, cada personagem-entrevistado.

“Marcílio Dias nos corações: a história de um vilarejo” é resultado do trabalho de conclusão de curso de Rodrigues, que não mora na vila, não tem parentes e tampouco conhecia a história do lugar.

O livro está disponível pelo site, ou então com o próprio autor;

Sinopse:
Marcílio Dias nos corações narra a história do vilarejo que fica a 4 quilômetros do centro de Canoinhas (SC).
Utilizando recursos da literatura, o autor conduz uma viagem ao passado, com referências do cotidiano da vila e da cultura dos primeiros moradores.

O leitor consegue identificar ambientes, conhecer personagens e viver momentos da história sem sair de casa.

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Trailer do livro:



Contatos do ecritor e jornalista Fábio Rodrigues:
Blog pessoal
Twitter
Facebook

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Literatura é a cura para a vida

“A escrita é terapia para quem lê e para quem escreve, o que em nosso tempo, não é pouca coisa.”
(por: @FebredeRato)

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Para mantermos o ritmo na divulgação de novos artistas, vamos seguir nosso rumo, promovendo mais um jovem poeta, Josué Rowstock, 20 anos, de Santa Maria, Rio Grande do Sul, ou como ele assina seus textos, J. Rowstock.

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J. Rowstock é um escritor “spunk punk violento” e sua escrita é libertária e terapêutica, se diz um beatnik sem ter dormido na montanha da desolação, contudo se encontra no deserto de Mojave na poesia, nas ruas através dos contos, nas notícias pela crônica, pois ele vive para escrever, pois sua vida é baseada em suas leituras, poemas e análises textual, porque a escrita é uma terapia para a vida.

Rowstock já ganhou divervos prêmios , é coordenador do projeto Febre de Rato, que é o blog, onde ele publica seus textos, poemas, dicas e movimentos da literatura.

Ele é formado em Letras, pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, cidade na qual mora e toda sua vida é ao redor da literatura e por isso, uma vez por mês, J. estará aqui, mostrando seus anseios literários, como um colaborador do Cantinho Literário.

Mas não pensam que vamos parar de promover esses novos talentos da literatura, isso jamais irá acontecer, afinal estamos aqui para divulgar e promover a cultura alternativa, para que todos saibam que neste Brasil e mundo a fora, há diversos artistas trancados em seu quarto, produzindo e montando suas ideias, como o J.Rowstock, que vive 24 horas do seu dia, no mundo literário.

Sinceridade Literária
“É impressão minha, ou realmente existem escritores que enfiam agulhas em si mesmos para terem uma boa história para contar? Ou uma infame poesia para ser escrita…

É lamentável e nada mais do que mediocridade mentir para o leitor. E não estou falando de literatura fantástica, pois estes ainda cultivam uma imaginação enorme, simplesmente estou falando desses tipos que agora sofrem,bebem sem ter vontade de beber, tomam porres de vinho e acreditam que esses alfinetes pingados na pele vão dar boas histórias.

Meu amigo, se tua história não for sincera, todo este teu “drama” não valerá de nada e já sugiro que volte sua escrita para os concursos literários e premiações ou tente uma vaga na Casa dos Poetas. Afinal, existem palavras para todos, existem muitos escritores, mas poucos são os que dão a sua alma para o diabo, quero dizer, o negócio.”

Veja abaixo os livros premiados de Rowstock:
– Coração de Tinta
-Nos olhos negros da Solidão
-Os javalis não Transpiram
-Das histórias de Clarisse
-De tudo e mais um Pouco
-Poesias Cotidianas.
Gênero Plural (misto)

Clique aqui para comprar seus livros:

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Confira mais informação do jovem, J.Rowstock:
E-mail – febrederato@hotmail.com
Blog – http://febrederato9.webnode.com/sobre-nos/
Facebook projeto – https://www.facebook.com/febre.derato
Facebook pessoal – https://www.facebook.com/jrowstock

Por Priscila Visconti

[Cyber Literário] Wikipedia em versão de livro real

Essa vai para os fãs e ‘fuçadores’ da enciclopédia eletrônica mais completa de toda internet, a Wikipedia, que irá transformar toda suas páginas digitais, em páginas reais, em um livro com mais de mil páginas.
A editora alemão planeja, através de financiamento coletivo, para realizar uma manobra que muitos podem considerar ser impossível: criar uma versão impressa da Wikipedia, a biblioteca online que utiliza a plataforma Wiki de fóruns.

Por isso, a PediPress está querendo arrecadar mais de US$ 50 mil (cerca de R$ 118 mil) para imprimir a versão com todos os artigos na língua inglesa e a previsão da editora é de que todo o conteúdo do site resultaria em mais de mil volumes do livro, com 1,2 mil páginas.
Os R$ 118 mil seriam suficientes para imprimir as versões, fabricar uma estante grande o suficiente para abrigar a criação e transportar o experimento até o Barbican Center, onde acontecerá a Wikimania.
Esta versão impressa da Wikipedia, haverá uma capa dura, impressos em preto e branco e em papel totalmente ecológico. A PediPress, será apresentado em agosto ainda deste ano, durante a feira Wikimania, em Londres, que irá reunir grandes colaboradores da ferramenta.
Introducing the Wikipedia Books Project:

PS: Desculpa pela demora do Cantinho Literário, mas é que esta semana foi meio ‘cheia’ para mim e olha que nem fui pular carnaval, foi trabalhando em casa mesmo, fazendo serviços do lar, mas prometo que isso não irá acontecer mais, pois irei tentar ‘subir’ os textos do cantinho, toda a segunda, que o desta semana, está meio pra ‘Cyber Literário’.Retirado de: O Tempo

[Cantinho Literário] Acadêmia Sueca do Nobel de Literatura informa os candidatos para 2014

Acadêmia Sueca do Nobel de Literatura, informou nestas últimas semanas, que já tem 210 escritores concorrendo à premiação de 2014 e apenas 36 foram nomeados pela primeira vez. Que o anúncio do vencedor será no mês de outubro ainda deste ano.

A lista do ano passado contava com 195 candidatos, da qual saiu a vencedora do prêmio, a canadense Alice Munro, laureada pelo status de “mestre do conto contemporâneo”. Porém o comitê do Nobel de Literatura terá cerca de dois meses para eliminar a metade do número de candidatos, que após passar por várias etapas serão reduzidos a cinco finalistas.
Deste grupo sairá o vencedor, que anualmente costuma ser anunciado no início do mês de outubro, assim como acontece com os demais prêmios de prestígio.
A Academia Sueca envia anualmente, em setembro, entre 600 e 700 cartas a pessoas e instituições qualificadas para indicar candidatos ao prêmio.

Saiba mais sobre o Prêmio Nobel de Literatura:

A premiação é concedida anualmente pela Academia Sueca desde 1901, que é considera normalmente o conjunto da obra de um autor vivo, sempre com um caráter fortemente político o que tem gerado polêmica pela falta de transparência no processo de escolha.

A divulgação do autor premiado é feita geralmente no início de outubro de cada ano. Até hoje apenas José Saramago foi laureado em 1998 como autor de
língua portuguesa.
A contista canadense Alice Munro, 82 anos, foi a vencedora do Nobel de Literatura de 2013 com um prêmio de 1,25 milhões de dólares.
Para conhecer os vencedores de todas as edições anteriores do Prêmio Nobel de Literatura, clique aqui.
Por Priscila Visconti (espero que ganhe uma mulher novamente)

[Cantinho Literário] "O Gosto do Cloro" – Solidão e timidez no interior de uma piscina pública

Com o calor que está fazendo em todo o Brasil, só consigo pensar em água e minha cabeça ‘tá meio travada’ com tanto calorão, por isso que nesta semana aqui no Cantinho Literário será uma super dica do livro “O Gosto do Cloro”. 
Pois além de ter piscina, para tentar afagar o fogo deste verão, também há superação e os anseios de uma paixão tímida, permeada pelos ecos e ruídos da água.
Sinopse: No interior de uma piscina pública, um jovem com problemas na coluna começa a nadar para melhorar a sua saúde. Sem experiência, sofre entre corpos anônimos para conseguir algum progresso no esporte. 

Durante uma de suas tentativas fracassadas de dar algumas braçadas, conhece uma garota que decide ajudá-lo na empreitada, dando dicas para melhorar a sua técnica. Semana após semana, aula após aula, a amizade entre os dois começa a crescer, e o herói não tarda a desenvolver uma afeição que deseja extrapolar as paredes da piscina. 
As inseguranças do nadador desajeitado vão se tornando ao poucos os anseios de uma paixão tímida, permeada pelos ecos e ruídos da água. Através de um roteiro com pinceladas de melancolia e uma bela paleta de azuis, verdes e outras cores lavadas pelo cloro, Bastien Vivés compõem um retrato lírico da solidão e das dúvidas do indivíduo moderno.
Abaixo confira uma resenha do livro, escrita pela Doutora em Letras pela PUC-Rio, Laura Erber, para conhecer mais sobre a história do jovem inibido e tímido do livro, ilustrado por Vives Bastien. 
Um artista francês que usa o silêncio e a individualidade da natação como metáfora para a solidão dos personagens. Com um roteiro, com pinceladas de melancolia e uma bela paleta de azuis, verdes e outras cores lavadas pelo cloro.
“Tudo se passa numa piscina, mas não há nada aqui que evoque a transparência luminosa dos quadros de David Hockney. Também não há, no protagonista, nada que evoque a tragédia do conto “O nadador”, de John Cheever, ou a imagem magnetizante que Burt Lancaster imprime no personagem da versão cinematográfica de Frank Perry.

“O gosto do cloro”, premiado romance gráfico do francês Bastien Vivès, cria uma atmosfera opaca, espécie de clausura aquática onde dois jovens se encontram por pura casualidade. Desengonçado, inábil e tímido, o nadador de Vivès vai à piscina por recomendação do fisioterapeuta. Numa economia de traços, em massas de azuis e verdes carregados de cinza, as imagens configuram um ambiente fechado, o cenário perfeito para um relato breve sobre solidões convergentes. 

Nada de especialmente romântico ou inusitado nessa paisagem típica de uma grande cidade, onde anônimos interrompem sua estressante rotina para se exercitarem. A história é simples e os personagens são retratados no cotidiano de suas vidinhas: duas figuras frequentam raias contíguas de uma piscina pública. 

Um dia começam a conversar, flertam, se questionam sobre passado e futuro, o que é supérfluo e o que amam realmente, marcam um encontro e depois perdem-se de vista. 

Ele é um sedentário em busca de alívio para a coluna estropiada, ela é uma ex-competidora que agora só nada por prazer. 

Ambos parecem viver o momento que precede a vida adulta, ainda informes, sonhadores, sem profissão definida, oscilando entre a aflição e o tédio. Ilustrações sóbrias e elegantes contrastam com texto pouco elaborado 

Com minúcia, mas sem detalhes excessivos, Vivès capta o corpo num traçado delicado e preciso, que retrata as tormentas do protagonista. Ao contrário de muitos autores da sua geração, utiliza com parcimônia a dinâmica de plano e contra-plano apropriada do cinema, prefere a visão de longe, deixando os personagens como que desamparados no espaço. 

O silêncio predomina e, quando a palavra irrompe, é ora na forma de uma interlocução trivial ou no exclamativo “merda!” do protagonista, menos sinal de exaltação do que um tique repetido que traduz bem a economia verbal desses jovens sonhadores. 

Há, no entanto, algo intrigante no forte contraste entre imagem e texto deste livro: enquanto as imagens são sóbrias, elegantemente elaboradas, revelando a maturidade do estilo visual do autor-desenhista — ele tinha 24 anos quando o livro foi lançado —, ao fim fica a sensação de que talvez a história poderia ter sido contada sem palavras, ou que o texto poderia ter sido mais elaborado. 

Pode-se supor que Vivès tenha optado pelo banal para revelar a pobreza expressiva dos personagens, lançando sobre eles um olhar impiedoso, mas essa inflexão crítica é contrariada pela delicadeza das imagens. 

A história dos romances gráficos é recente. Começa no final dos anos 1970 e tem como marco a série “Maus”, em que os ratos, gatos, porcos e cachorros de Art Spiegelmann retratam as desventuras de um prisioneiro judeu nos campos de concentração alemães. A maior parte dos romances gráficos se situa numa zona cinzenta — tributários da história em quadrinhos tanto quanto dos modelos narrativos do romance — e o livro de Vivès não foge à regra. 

Face ao boom editorial e o crescente interesse que o gênero vem ganhando no meio literário, espera-se que os novos autores sejam capazes de articular a força das imagens a textos vigorosos — mesmo quando optarem pelo registro cotidiano desbocado ou por uma linguagem desencantada. Caso contrário, nos deixarão com a sensação de um descompasso não deliberado entre visualidade sofisticada e texto pouco ambicioso.”






O Gosto do Cloro
Editora: Barba Negra
Categoria: Artes / Pintura e Desenho
PS: Na próxima semana terá especial escritor-jornalista, com Stefan Zweig, que escolheu o Brasil, para viver até o final de sua vida, por isso não percam na próxima semana, pois vocês irão se surpreender com a história de Zweig.

[Cantinho Literário] Em março acontece a Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha 2014

No mês de março deste ano, acontece a Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, na Itália, que acontece nos dias 24 a 27/03, terá como país homenageado o Brasil, a exemplo da Feira de Frankfurt, que aconteceu em outubro de 2013.

Esta será uma oportunidade para as editoras fortalecerem suas redes de contatos, fecharem novos negócios com a compra e venda de direitos autorais e conhecerem as tendências do setor.
O projeto Brazilian Publishers (BP), uma parceria da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), estará em Bolonha com 28 editoras associadas  em um espaço coletivo de 192 m².
Acompanhe a programação pelo site, clique aqui
Conheça as editoras participantes de 2014:
Editora Elementar
Editora Dedo de Prosa
Girassol
Companhia das Letras
Edições Escala Educacional/Editora Lafonte
FTD
Pallas
Cosac Naify
Cortez
Dash Editora
Solisluna
Editora Original (Panda Books)
Globo Livros
Jujuba Editora
Edições SM
Editora Ática
Editora Scipione
Editora Positivo
Todolivro Distribuidora
Editora Rideel
Callis Editora
Editora Melhoramentos
Autores Associados
Mar de Ideias
DSOP
Mauricio de Sousa
Fama
Editora Napoleão
Próximo as datas da Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, divulgaremos mais novidades sobre a feira;

[Cabine da Pipoca] A Menina Que Roubava Livros chega aos cinemas

Nesta sexta-feira, 31 de janeiro, estreou nos cinemas, um best-seller da literatura internacional, “A Menina que Roubava Livro”, que é um dos livros mais admirados do mundo juvenil, que teve sua adaptação para as telas da sétima arte.
As gravações começaram no mês de fevereiro, do ano passado (2013) e no elenco já definido temos alguns nomes de peso, como Geoffrey Rush e Emily Watson. Ao que parece o clássico drama retratado no livro de Markus Zusak receberá uma grande produção para conquistar todos nas salas de cinema pelo mundo e a trilha sonora, conta com a criação de John Williams.

A Menina que Roubava Livros conta a história, narrada por uma voz sombria, de Liesel que precisa 
ir morar com uma nova família na Alemanha da Segunda Guerra após sua mãe ser acusada de comunismo, aprendendo a cada dia a amar e ser amada, vive de seus sonhos e da vivência dos que tem ao seu redor. Uma longa lista de vidas se misturam com a dela e, desafiando quem já viu as maiores barbáries do planeta e trabalhou para os mais diversos vilões da história mundial, contagia, mostrando que a vida pode, deve e merece ser vivida dia após dia.
A jovem atriz Sophie Nélisse ganhou um dos papéis mais concorridos dos últimos anos. Com uma 
sensibilidade de gente grande, transforma cada olhar em palavra conduzindo o público brilhantemente para as profundezas da razão e emoção contidos em cada parágrafo 
dessa bela história.
O livro é infinitamente mais detalhista, tanto em relação à história dos personagens quanto a todo o contexto mundial, tendo os nazistas em evidência. Mas isso não quer dizer que esse trabalho deixa muito a desejar. A Menina que Roubava Livros é um belo filme, onde a tática do feijão com arroz adotada deu certo. O diretor seguiu o máximo que pôde todas as linhas e idéias de Markus Zusak e transportou para as telonas, principalmente, a emoção o que amarra a história e prende a atenção do espectador do começo ao fim.
Veja abaixo a equipe do filme, “A Menina que Roubava Livros” abaixo:

Diretor – Brian Percival

Atores e atrizes

Geoffrey Rush
Personagem: Hans Hubermann

Emily Watson
Personagem: Rosa Hubermann

Sophie Nélisse
Personagem: Liesel Meminger

Ben Schnetzer
Personagem: Max Vanderburg

Nico Liersch
Personagem: Rudy Steiner

Heike Makatsch
Personagem: Liesels Mutter

Gotthard Lange
Personagem: Gravedigger

Carina N. Wiese
Personagem: Barbara Steiner

Roger Allam
Personagem: Erzähler/Tod

Rainer Bock
Personagem: Bürgermeister Hermann

Barbara Auer
Personagem: Ilsa Hermann

Roteiro – Michael Petroni

Autor da obra original – Markus Zusak

Equipe técnica

Compositor – John Williams

Co-produção – Studio Babelsberg

Produção – Fox 2000 Pictures

Distribuidor brasileiro (Lançamento) – FOX FILMES

Produção – Sunswept Entertainment

Distribuidor no exterior (Lançamento) – Fox

Sinopse: A Menina Que Roubava Livros conta a história de Liesel, uma garotinha extraordinária e corajosa, que foi viver com uma família adotiva durante a Segunda Guerra, na Alemanha. Ela aprende a ler, encorajada por sua nova família, e Max, um refugiado judeu, que elas escondem embaixo da escada. 

Para Liesel e Max, o poder das palavras e da imaginação se tornam a única escapatória do caos que está acontecendo em volta deles. 

A Menina Que Roubava Livros é uma história sobre a capacidade de sobrevivência e resistência do espírito humano.

Assista o trailer de “A Menina que Roubava Livros”:

PS: Desculpa a demora em subir o Cabine da Pipoca, mas nestes dois últimos dias, tivemos alguns problemas técnicos pra resolver… hehe

Por Priscila Visconti (ansiosa pra assistir este best-seller da literatura mundial) 

[TOTAL FLEX] Sábado é dia de "esquecer" um livro!

Sábado é aniversário da maior cidade do país, São Paulo, e além do mais, é dia de compartilhar a leitura e literatura pelas ruas da capital paulista e de todo o Brasil. Visando nisso o paulista Felipe Brandão resolveu unir o útil ao agradável, então criou a campanha “Esqueça um Livro”.

O projeto nasceu inspirado no conceito BookCrossing, criado nos Estados Unidos no início de 2000, que visa unificar a leitura e a urbanidade, convocando todos os moradores da cidade a deixar um livro em algum local público, fazendo-o que com outra pessoa encontre-o, leia e abandone novamente, amplificando assim o acesso à leitura e fazendo os livros circularem, ao invés de ficarem apenas nas estantes e prateleiras acumulando pó, ao invés disso, propaga-se a leitura e novas histórias são contadas, tornando a leitura um hábito rotineiro quão escovar os dentes.
O evento deste sábado acontecerá não apenas em São Paulo, cidade onde Felipe idealizou o projeto e está ratificado, mas por todo o país, já que qualquer pessoa pode “esquecer” seu livro, basta fotografar e divulgar nas páginas do projeto.
Em São Paulo, será esquecido 600 títulos de uma vez na Paulista. O ponto de encontro será em frente do Conjunto Nacional, às 14h, e para o demais Estados, basta deixar um livro. Lembrando de deixar uma breve dedicatória em uma das páginas, e difundir a leitura àqueles que pouco leem, fazendo-o com o Brasil seja um país de leitores e não se alienados por uma programação fútil e medíocre que circula perante a grande massa, já que atualmente este não é um hábito tão comum entre os brasileiros.
Hoje em dia a média de leitura da população brasileira é de seis minutos por dia, sendo que metade desses moradores não leu nenhum livro durante os últimos três meses e 75%, nunca pisaram em uma biblioteca. Um dado alarmante e triste, já que com o tempo livro e a cabeça vazia a ignorância social e o diálogo entre as massas sobre ações mais oportunas são nulas, pois aquele que não lê, mal se expressa, sendo assim, remeterá em assuntos chulos e insignificantes, desinteressando-se dos fatos de suma importância e tornando alvos certeiros para a alienação e demência da sociedade.
Leia, compartilhe e agregue esse tipo de valor à sua vida, pois o conhecimento é único, esse ninguém tira de você!
Para mais informações acesse o blog da campanha e compartilhe seu livro:
Confirme sua presença na página de eventos da campanha >> AQUI!

[Cantinho Literário] Loja abandonada vira biblioteca pública nos EUA

Salve salve tripulação mais cultural de toda internet, tudo tranquilo com vocês?

Esperamos que sim, pois estamos de volta ao mar cibernético mais cultural da web, com o diversas novidades, dicas e entrevistas do mundo da cultura, com algumas modificações em nossa equipe e tentando renovar o layout do site, para que ele fique com uma cara mais ‘clean’ e moderno.

Mas vamos ao que interessa, pois hoje é apenas o primeiro dia de 2014 aqui no OBC, que já começa com mudanças, assim como aqui no site.

Essa nota estava guardando desde quando saímos de férias e já havia prometido, que quando voltássemos iria falar sobre ela, então ‘se liga na parada’, porque essa ideia é boa e bastante útil.

A empresa Meyer, Scherer & Rockcastle transformou uma antiga loja Walmart abandonada na cidade de McAllen, Texas, em uma biblioteca de 124.500 metros quadrados, isso é o tamanho de 2,5 campos de futebol, sendo a maior biblioteca pública de um único piso dos EUA. A reforma derrubou o teto antigo e as paredes do edifício, deu ao que sobrou uma demão de tinta branca e começou a trabalhar adicionando espaços envidraçados, detalhes arquitetônicos que aumentavam a luminosidade interna e muitas fileiras de livros.

A McAllen Pubilc Library tem uma sala acusticamente separada para jovens, 16 espaços para reunião, 14 salas de estudo e 64 laboratórios de informática. Além disso, espaços anexos incluem um auditório, uma galeria de arte, um sebo e um café.

Atualmente existe um grande numero de lojas abandonada nos Estados Unidos, que, durante as últimas décadas, ficam largadas em espaços enormes à espera de novos donos. Mas ao menos um desses terrenos ganhou utilidade e se transformou na maior biblioteca pública do país.

Isso seria uma grande ideia para a reutilização de prédios abandonados pelos grandes centros urbanos de todo o Brasil, pois antes uma biblioteca, que leva cultura e entretenimento à todos, do que um monte de entulho que só enfeia e não serve para nada no país.

Para mais informações sobre a McAllen Pubilc Library, acesse o site da biblioteca:

msrdesign.com
www.mcallenlibrary.net