[Cantinho do Som] As Memórias do Choro Paulista

Nesta segunda-feira iremos dar um novo foco no nosso Cantinho Literário, iremos unir música e literatura em uma única pauta, afinal música também é pesquisa, é arte e cultura, assim como a literatura e o choro.
Um dos primeiros estilos musicais cosmopolita nacional, que tem como característica exclusiva um ritmo específico, mas pela maneira solta e sincopada de tocar, repleta de ornamentos e improvisações, dando ao estilo uma vasta variações do gênero, entre os principais podemos citar,  o maxixe, o samba, a polca e a valsa, dando origem, assim, ao ‘’samba-choro’’, à ‘’polca-choro’’ e à ‘’valsa-choro’’ (com relação ao maxixe, não é utilizada a expressão “maxixe-choro”, mas apenas ‘’maxixe’’). Além disso, há choros de andamento rápido e choros mais lentos (apelidados “varandões”).

Baseado nesse estilo musical, o professor universitário na área de ciências sociais, economista, pós-graduado em Sociologia e mestre em políticas de educação, José de Almeida Amaral Júnior publicou o livro “Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo“. Contendo duas partes básicas, a publicação traz em seu primeiro instante uma pesquisa bibliográfica narrando o contexto histórico socioeconômico e cultural qual formou-se o choro. Além de haver verbetes sobre personagens, desde seu início, em meados do século 19 até os primórdios do século 20, período qual foi consolidado e chegou em solo brasileiro, relatando também a chegada no gênero em São Paulo.
Na segunda parte do livro, traz 40 entrevistas com músicos, pesquisadores e personagens participantes das rodas de choro em diversos pontos da cidade, com o propósito de envolver memórias do início do século passado à diferentes gerações, expondo de forma sistemática depoimentos pessoais sobre suas vidas, carreira, experiências, locais e aspectos do choro de São Paulo, metrópole cosmopolita que abriga influências de todo o país e do mundo.
Uma obra que resultou quatro anos de pesquisa, totalizando 532 páginas, tendo o prefácio do produtor e diretor Fernando Faro. Valorizando a cultura popular brasileira e apoiando a educação musical nas escolas.

Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo” encontra-se disponível pela Editora Livro Novo, com distribuição pela Livraria Cultura; – [e-mail] – O lançamento oficial da obra será no dia 29 de setembro, na Praça das Artes, região central de São Paulo.

Aguarde que em breve realizaremos uma entrevista com o autor do livro “Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo“, o professor universitário José de Almeida Amaral Júnior.

E por falar em aguardar e em choro, também no próximo domingo, 29, acontecerá o “Praça do Choro“, em comemoração aos 60 anos de carreira de Izaías Bueno de Almeida. Com shows de Quintal Brasileiro, Lulinha de Alencar, Proveta e Toninho Carrasqueira, além do próprio músico homenageado.

Izaías de Almeida conquistou essas seis décadas com muito êxito e mostrando no carioca Jaboc do Bandolim um digno representante do choro paulista, uma forte influência italiana, com uma “pegada” mais sentimental de tocar, origens do bandolim napolitano, além de frases e improvisos arrebatadoras.

O músico têm o grupo mais tradicional em atividade do gênero em São Paulo, obtendo como referência por seu refinamento e qualidade musical, agregando inúmeras apresentações tanto no Brasil quanto no exterior.

Conjunto  Atlântico  de  Antônio  Dauria é o grupo de Izaías, que têm como seus fundadores, o próprio no bandolim e seu irmão Israel  Bueno  de  Almeida, o Israel 7 Cordas (violão),  que  o  criaram  com  o  objetivo  de  preservar  o gênero,  conservando suas  raízes.  A  formação  atual  conta  ainda  com Marco Bailão (violão  de  6  cordas), Getúlio Ribeiro (cavaquinho) e Tigrão (pandeiro).

SERVIÇO

“Praça do Choro”

60 ANOS DE IZAÍAS E SEUS CHORÕES

Shows: Izaías e Seus Chorões, Quintal Brasileiro, Lulinha de Alencar, Proveta e Toninho Carrasqueira.
Lançamento do Livro: Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo
Local: Praça das Artes
Endereço: Avenida São João, 281 – Centro – São Paulo.
Dia: 29 de setembro (domingo)
Horário: a partir das 16h,
ENTRADA FRANCA

[Cantinho Literário] A Vida do Seu Madruga

Para os fãs de Chaves, está à venda um novo livro, que em verdade é em homenagem ao rei e mestre Seu Madruga, “O Diário do Seu Madruga”. 
O livro escrito pelo gaúcho Antonio Felipe Purcino, o livro conta de uma forma ficcional e livremente inspirada nos roteiros de Roberto Gómez Bolaños, a história do Seu Madruga, pelo ponto de vista do próprio Madruguinha.

Os fatos como a mudança do Seu Madruga para a vila, o nascimento da Chiquinha e a viagem para Acapulco estão lá, que logo mais terá uma entrevista exclusiva com o autor, que estamos preparando para toda tripulação do site.
A venda exclusivamente online, em formato impresso ou em e-book, clicando aqui;
O Diário do Seu Madruga – Por: Antonio Felipe Purcino
“O Diário do Seu Madruga conta, de maneira ficcional, a história do Seu Madruga, um dos mais queridos personagens da série “Chaves”, a partir da visão do próprio Madruguinha. 

Ao longo de 25 anos, o Seu Madruga conta sua história, relembra acontecimentos de sua vida, o que inclui momentos como o nascimento da Chiquinha, sua chegada à vila, a viagem a Acapulco e muitas coisas mais.”

[Cantinho Literário] Querido Diário

Quando éramos pequenos escrevíamos nossos acontecimentos do dia em nossos diários.

Agendas pessoais, que podem não ser de importância  aos olhos dos terceiros, mas de parâmetro pessoal vale muito, pois é são fatos da nossa vivência, rotina, momentos que marcaram nossa vida e queremos recordar por anos e anos, toda vez que lermos aquela história.

Pessoas que relatam seu dia-a-dia são mais criativas e produtivas, além de terem mais imaginação em relação ao mundo real, visando um mundo mais otimista e amplo, diferente daquele que não lê, e muito menos escreve.
Com a internet, os diários virtuais ganharam nova cara, e claro, nova maneira de se escrever, com os blogs e fotologs, onde além de relatar os acontecimentos diários, as pessoas também publicam suas fotos e imagens favoritas, podendo assim compartilhar com seus amigos as suas histórias.

Há diários que viram grandes best sellers, outros já são mais históricos, ou seja, mostram fatos históricos se suma importância para a evolução e conhecimento da humanidade, mas no geral, eles são cadernetas pessoais que traduzem uma sociedade atual.

No entanto, quem ainda não começou descrever sobre sua vida, pense mais a respeito, pois com certeza seus pensamentos relatará sua própria biografia.

Agora diga-nos, qual a sua biografia favorita?

Até a próxima, com muito mais literatura para todos!

[Cabine Literária] O Clube de Leitura de Jane Austen

Quem nunca sonhou em montar um clube do livro?

Pois bem, é sobre isso que iremos falar aqui n’ O Barquinho Cultural, não pense que a editoria do Cantinho Literário, mudou de dia, não esta é editoria de cinema, a nossa Cabine da Pipoca, que por tanto tempo ficou nas mãos da nossa querida Estelinha.

Mas no começo desta semana, a internauta, parceira, com seu blog, Resistências e porque não dizer, uma das membro de um mini clube do livro que fazemos através do bate-papo do Facebook, Lucila Neves, (veja também sua página da rede do Facebook) nos enviou como quem não quer nada, um filme um tanto quanto interessante, pois mostra a história de pessoas comum, que se encontram por  intermédio de um livro, então elas montam um clube do livro, fazendo o roteiro do filme ir da comédia, drama e também romance.

O nome deste filme é O Clube de Leitura de Jane Austen, é um filme norte-americano de drama romântico lançado em 2007, escrito e dirigido por Robin Swicord, com roteiro adaptado do romance do mesmo nome de Karen Joy Fowler, que é focado em um clube de discussão de livro formado especificamente para discutir os seis romances escritos por Jane Austen, que ao se aprofundarem na literatura de Austen, os membros do clube encontram-se lidando com experiências de vida que se assemelham aos temas dos livros que estão lendo.
Vejam abaixo a sinopse do filme:

“O clube do livro é criação de Bernadette, uma cinquentona seis vezes divorciada, que se agarra à ideia quando conhece Prudie, uma afetada professora de universidade de Língua Francesa, nos seus 20 e tantos anos e casada, em um festival de cinema de Jane Austen. Sua ideia é ter seis membros e discutir todos os seis romances de Jane Austen, com cada membro recebendo o grupo em sua casa uma vez por mês.


Aceitos também no clube estão: Sylvia, uma bibliotecária que se separara recentemente de seu marido, o advogado Daniel, depois de mais de duas décadas de casamento; Allegra, de 20 e tantos anos, lésbica, filha de Sylvia; Jocelyn, uma solteira maníaca por controle e criadora da raça de cachorros Rhodesian Ridgeback, que tem sido amiga de Sylvia desde a infância; e Grigg, um fã de ficção científica que foi amarrado no grupo por Jocelyn com a esperança de que ele e Sylvia formem um casal compatível.

Com o passar dos meses, cada um dos membros desenvolve características similares àquelas dos personagens de Austen e reagem aos acontecimentos em suas vidas da mesma maneira que seus homólogos ficcionais fariam. Bernadette é a figura matriarcal que sonha em ver todos encontrar a felicidade. Sylvia apega-se à sua crença na benignidade e devoção, e, afinal, se reconcilia com Daniel. Jocelyn renega seus próprios sentimentos por Grigg enquanto brinca de cupido para ele e Sylvia. Prudie, sobrecarregada com a falta de atenção de seu marido Dean, e uma mãe maconheira, de espírito livre e atitudes hippies (um produto da contracultura dos anos 1960), encontra-se tentando desesperadamente não sucumbir aos seus sentimentos por seu atraente aluno Trey. 

Allegra, que tende a encontrar seus amores quando se envolve em atividades que desafiam a morte, sente-se traída quando descobre que sua atual namorada, a aspirante a escritora Corinne, tem usado a vida de Allegra como base para seus contos. Grigg está atraído por Jocelyn e enfeitiçado por sua falta de interesse nele, marcada pela falha de Jocelyn em ler os livros de Ursula K. Le Guin com os quais ele tem esperança de cativar sua afeição. Ele também serve de contraponto cômico para as tomadas muito sérias entre Jocelyn e Prudie.”

O Clube de Leitura de Jane Austen
Data de lançamento: 21 de setembro de 2007
Direção: Robin Swicord
Lançamento em DVD: 5 de fevereiro de 2008
Duração: 106 minutos
Trilha sonora: Aaron Zigman

Elenco
Maria Bello como Jocelyn | Emily Blunt como Prudie |
Kathy Baker como Bernadette
Hugh Dancy como Grigg | Amy Brenneman como Sylvia | Maggie Grace como Allegra
Jimmy Smits como Daniel | Marc Blucas como Dean |
Lynn Redgrave como Mama Sky
Kevin Zegers como Trey | Nancy Travis como Cat Harris | Parisa Fitz-Henley como Corinne | Gwendoline Yeo como Dr. Samantha Yep

Assista abaixo, na integra o filme “O Clube de Leitura de Jane Austen”:

Para saber mais informações sobre o filme acesse o site oficial.
Mas é isso, está atrasado, pois não subi no dia certo do Cabine, afinal estou me adaptando ainda em pautar a editoria de cinema, porque ainda atrapalho um pouco, ai acabo esquecendo de subir o texto, mas relaxem que logo eu pego jeito da ‘coisa ‘ e meto bala na ‘bagaça’.
Boa fim de semana à todos e até a próxima sexta-feira com mais Cabine da Pipoca, que nesta semana virou a Cabine Literária.Por: Priscila Visconti

Cabine da Pipoca

por Estela Marques



Conheço – e você certamente conhece também – pessoas que idolatram uma obra após assistir sua adaptação dos livros para o cinema. Um importante teórico da comunicação chamado Marshall McLuhan disse um dia que a exploração de todos os sentidos atrai mais a atenção humana do que o uso de um ou dois. A ideia deste mocinho explica e me permite compreender a afirmação que fiz no começo desse texto. Nessa tentativa ousada de atrair maior quantidade de pessoas, existe a possibilidade de nem sempre os roteiristas dos filmes conseguirem representar tão bem a obra que adaptaram. Este não foi o caso de O Caçador de Pipas.

Muito embora o filme resuma bastante a obra, dê menos atenção do que deveria a um dos momentos mais emocionantes do romance de Khaled Hosseini – a infância de Amir e Hassan – e falhe no detalhe da ausência de uma interação maior entre as personagens, críticas afirmam que o livro foi fielmente representado no longa de Marc Forster. 
Um dos destaques da adaptação, senão o maior, é a semelhança entre a descrição das personagens com os atores da afegã Cabul (cidade da primeira parte do romance) escolhidos para cada papel. Fala-se, inclusive, que durante as filmagens o próprio Khaled desconstruiu a ideia que tinha das personagens ao descrevê-las em seu livro quando observou pessoalmente seus intérpretes. Espetáculo à parte foram as cenas do torneio de pipas, como destaca Luisa Valle em texto para o Globo Online. Também chama atenção o cenário usado nas filmagens, que trouxeram para as telonas dos anos 2000 um oriente médio de acordo com seus conflitos vividos nos anos 1970 e, mais tarde, em 1990. 
Apesar de concordar com McLuhan quanto à sua afirmação sobre obras e os sentidos humanos, completo seu raciocínio com um porém. Sim, a exploração de uma grande quantidade de sentidos nos é bastante envolvente, mas romances bem escritos e detalhadamente contados exploram além do sensorial: nossa imaginação. Não há nada mais divertido, gostoso e desafiador do que construirmos cada cena descrita nas linhas bem traçadas de um livro. E O Caçador de Pipas, com certeza, faz isso por nós mil vezes.