Não é de hoje que São Paulo é o centro do cenário pop-rock no país, principalmente da cena alternativa, que vem crescendo em exorbitância atualmente, não apenas no pop-rock, mas de diversos outros gêneros, são relativamente várias bandas se formando por toda a capital paulita. Como os paulistanos da Banda Judith, que uniu professor e alunos em uma única paixão, a música.
Nos vocais apresentando o professor universitário, Antonio Pires e na sequencia integram a banda os seus alunos, Nadia Pannaroni (bateria) e Marcelo Silva (guitarra), além dos jovens músicos Rock Barbieri (baixo) e Camilla Fidelis (backing vocal).
A banda foi formada em 2013, com um propósito de mostrar uma nova gradação a música popular brasileira, com canções de rimas significativas e com conteúdo, em refrões e letras com temas atuais, e que refletem na vivência de cada ouvinte ao escutá-la, pois música boa é aquela que entra pelos ouvidos e entra diretamente em seu consciente, e não vira chiclete impertinente.
O repertório do grupo são todos em português, com composições próprias e vários estilos interligados ao gosto pessoal da banda, entre eles estão, o pop, rock, R&B, MPB, etc, mostrando um novo frescor, com uma eferverscência contagiante e marcante em suas canções, transbordando arte e poesia por onde passam.
Conheça um pouco da Banda Judith no primeiro videoclipe, “Popstar”:
Para saber mais sobre a Banda Judith acesse o site da banda, ou então siga-os nas redes sociais, e lá poderá conferir agenda, lançamentos de singles, fotos e vídeos da galera.
Como prometido(veja +), conversamos com o Kio Olivieri, voz e violão da banda Voz em Dó, e ele nos contou um pouco sobre a banda, o início, as influências, carreira, prospectivas para o futuro, e claro, muita música, afinal esse é nosso assunto favorito.
Confira abaixo a nossa entrevista com o Kio:
1- A quanto tempo existe a banda?
A banda existe a apenas 9 meses. Uma gestação musical.
O Barquinho Cultural – Quais as influências do Voz em dó? Por que?
Kio Olivieri: Cada integrante tem suas influências, que vão desde a MPB até o Heavy Metal. As que predominam em nosso contexto geral são: Engenheiros do Hawaii, O Teatro Mágico, Los Hermanos, entre tantos. Acredito que são nossas influências por serem, naturalmente, também o que gostamos de ouvir.
OBC – Vocês já possuem singles lançados, quantos e quais? E quanto ao álbum, já há previsão de lançamento? KO: Sim. Em março deste ano lançamos o nosso primeiro EP, chamado ‘Voz em Dó – menor’. Um trocadilho bem colocado, acredito. O EP conta com cinco canções que estão disponíveis para download em nossa página no Soundcloud.
Quanto ao álbum, estamos com um pouco mais de calma. A ideia inicial era lançá-lo em Novembro deste ano, mas preferimos deixá-lo para o ano que vem. Queremos fazer algo grandioso, completo. Algo que converse com nossos shows em questão de estética, cenário e etc.
Não há prazo exato, mas para gerar manchete, Junho de 2015. (rs)
OBC – Vocês compõem as próprias canções, certo… Vocês acreditam que para um músico que está começando agora, é mais fácil cantar covers, para serem reconhecidos primeiro, ou já apresentar seu repertório próprio, para agregar a uma determinada nuance musical, antes de ingressar a um estilo próprio?
KO: Olha, a pergunta é boa e fácil de ser respondida.
Sim, é mais fácil o músico começar a caminhada fazendo covers e versões. Mais do mesmo para garantir o coro da canção.
Nós optamos pela música autoral porque não queremos atalhos. Nunca apresentamos um cover em nossos shows. Nem sequer temos algum ensaiado. Respeitamos quem o faz, mas preferimos ir contra a corrente.
OBC – Como um artista se mantêm firme e forte, em uma carreira tão volátil quão essa que vocês vivem, que hoje vocês podem estar por cima, amanhã já há outro neste lugar? Por quê?
KO: O mercado independente é muito complicado, mas muito amplo. Engana-se quem acha que ele está abandonado. Bandas se ajudam e se comunicam. Há uma relação bacana. O maior problema é achar lugares para se apresentar e ser respeitado como profissional.
Temos que nos manter sempre atualizados e sempre com novas ideias. Manter uma relação bem próxima ao nosso público e fazer com que isso seja agradável para todos.
Ascensão e queda dependem muito de qual lado você está. Às vezes não estar na grande mídia não quer dizer que você está indo mal. Assim como estar na grande mídia não significa que você está bem. Relativo.
OBC – Quais são as expectativas da banda para o futuro? Shows, singles, EPs, álbuns…
KO: Este ano faremos nosso primeiro aniversário e estamos planejando um espetáculo lindo. Será dia 8 de Novembro, no teatro Alma D’alma, em São Paulo. Vai rolar gravação de DVD e outras surpresas.
O álbum fica para 2015. Poderíamos fazer algo para este ano, mas acho que antes, temos muita gente para alcançar com nosso EP. Um passo por vez.
Quanto a agenda, nos apresentaremos sábado agora (09.08) no Feeling Music Bar, na Vila Mariana em SP. O Show será às 18h. Mais informações estão em nossa página oficial no Facebook.
Assista abaixo a gravação do show de lançamento do EP ‘Voz em Dó – menor’, que aconteceu em Março/2014, no Hangar 110, em São Paulo:
Como o Kio comentou acima em nosso bate-papo, o grupo se apresenta neste sábado (9), no Feeling Music Bar, sediado na Rua Domingo de Morais, Vila Mariana, zona sul de São Paulo.
Os meninos foram uma performance mostrando seus singles, sucessos e novidades da banda. Além da Voz em Dó, também rolará shows com as bandas Depois do Fim, Persia, Trimotor, Flutue, ForLove e Arcade.
SERVIÇO
Voz em Dó de volta a Feeling
Data: 09/Agosto/2014
Horário: a partir das 17h
Local: Feeling Music Bar
End: Rua Domingo de Morais, 1739 – Vila Mariana
São Paulo/ SP
Entrada: R$20,00 (antecipado) | R$25,00 (na porta)
Mais info: AQUI
E para conhecer mais sobre a Voz em Dó, acesse as redes da banda e interaja com os garotos, pois além de ouvir um som de primeiro conhecerá artistas natos, que vivem fazem arte com amor e dedicação aos seus fãs.
Marina Wisnik, cantora, compositora, atriz e arte-educadora. A música sempre fez parte de sua vida, mas a escrita é sua paixão sem extinção.
Aos 13 anos começou a fazer palíndromos (frases que, ao lidas também de trás para frente, conservam o mesmo significado). O primeiro criado por Marina foi: LÁ VOU EU EM MEU EU OVAL!
Arquivo pessoal
Ainda na adolescência, aos 15, ingressou na Cia de Teatro Uzina Uzona, onde atuou na peça “Bacantes!”, no Teatro Oficina, com direção de Zé Celso Martinez Corrêa.
Formada em Letras, pela Universidade de São Paulo (USP), trabalhou como arte-educadora em projetos associados à literatura e outras linguagens, foi nesta época que Marina publicou seu primeiro livro de palíndromos “SÓS”, pela Editora Oficina Raquel.
Os anos passaram, e a música voltou à sua vida, aos 27, ela começou a criar melodias, harmonias e letras, organizando assim seus pensamentos e sua forma de expressar, nascendo seu primeiro álbum, intitulado “Na rua agora”.
Foto de: Diego Ciarlariello
Após amadurecimentos e parcerias com grandes da música popular brasileira, como Marcelo Jeneci, Jonas Tatit e Eric Rahal e entre outros, a cantora começou a realizar shows intimistas em São Paulo, e para entrar no estúdio e gravar seu primeiro compacto foi um pulo, com produção do próprio Jeneci e junto com Yuri Kalil. Em 2012, “Na rua agora”, estava pronto para agregar aos ouvidos dos bons ouvintes, sendo bem recebido pelas críticas dos grandes veículos,de São Paulo e do Brasil, e também pelo público em geral.
Foto de: João Livra
Sua voz soprano, mas com leves toques de grave traz a leveza da canção e eleva o ouvinte a outra dimensão, fazendo com que a letra adequar a linguagem rotineira da vida de qualquer individuo, pois são letras intimistas, mas ao mesmo tempo é influencia à todos ouvintes que possuem a mente aberta, mas antes de tudo a alma e coração.
Além do mais, Marina ministra oficinas de criação poética em lugares como Centro Cultural São Paulo, Casa do Saber, entre outros. Publicou em 2013 a segunda edição do seu livro de palíndromos, SÓS. O livro-objeto, composto por 28 lâminas de palíndromos serigrafados em diferentes papéis, foi lançado pela Editora Livra.
Conheça um pouco mais desta cantora, com voz de diva e alma de artista, acesse o site oficial da Marina e ouça um pouco de seu trabalho. Abaixo, escute a música “Elevado”, primeiro single do último álbum da cantora ‘Váz’, lançado em maio deste ano.
Após quatro anos desde o último álbum lançado, o aclamado – “Grande Presença!” -, os gaúchos do Acústicos & Valvulados lança seu mais novo projeto, “Meio Doido e Vagabundo – O Fino do Rock Mendigo”, o sétimo disco da banda e o primeiro difundido no formato digital.
Banda influenciada pelo estilo Rockabilly, rock, punk e “Chalaça Total” – gíria criada pela própria banda -, A&V traz riffs de guitarra a todo vapor, com bateria afiada, como em suas letras, com ditam sobre o cotidiano e a vivência diária das ruas, dos bares, da cidade e daqueles que vêem o mundo numa visão diferenciada do senso comum. Dando relevância sempre à música, sendo o combustível dos grupo na hora de compôr e tocar, sem seguir modas ou rótulos, sendo apenas uma banda que ama e vive música 24 horas por dia.
E há 23 anos o A&V e uma bagagem de um pouco mais de 1.500 shows, a banda faz parte de um seleto grupo de resistência do Rock Brasileiro, defendendo essa bandeira “nem que seja mendigando”, conforme brincam os integrantes do grupo. Desde cedo sempre explorando um universo de sons obscuros tirados de LPs e K7s que poucos conheciam ou tinham interesse em conhecer, pérolas da Sun Records, bolachões importados dos mestres Chuck Berry, Buddy Holly, Eddie Cochran, Jerry Lee Lewis, entre outros tantos.
Isso que eles apresentam em esse novo disco, algo grandioso, impactante nos timbres e arranjos. Produzido pela própria banda, mixado e masterizado pelo uruguaio Sebastian Carsin, no Estúdio Hurricane, em Porto Alegre, o grupo preservou dinâmica de usar bases “ao vivo”, e incrementou a poção valvulada com peso e força.
Experimente dar volume, nem que seja nos fones de ouvido, pra sentir na pele a essência rock punk de viver!
Confira abaixo o resultado dessa essência under e muito Rock Punk, no primeiro single “Efeito”, do novo álbum da Acústico & Valvulados:
Integrantes:
Rafael Malenotti – Vocal
Alexandre Móica – Guitarra e Vocal
Paulo James – Bateria
Daniel Mossmann – Guitarra
Diego Lopes – Baixo e Vocal
Luciano Leães – Teclado
Para saber mais sobre o novo trabalho do A&V, e até mesmo fazer o download de “Meio Doido e Vagabundo – O Fino do Rock Mendigo”, acesse o OneRPM e baixe na íntegra ou faixa a faixa, do disco da banda.
Ela tem apenas 18 anos, e já é considerada a cantora revelação contemporânea para 2014.
A paulistana Bruna Moraes é cantora e compositora concluiu seu primeiro álbum autoral, intitulado “Olho de Dentro” no passado.
O álbum contou com a produção musical de Pedro Baldanza, experiente contrabaixista que já tocou com grandes artistas da MPB como Elis Regina, Ney Matogrosso, Zizi Possi e Sá & Guarabira.
Sua música traz brasilidade popular descrita nas canções, embasado com uma voz doce e sutil, que remete a menina, que ela é, mas com firmeza e personalidade de quem sabe o que quer. Além de mesclar poesia em suas músicas.
A artista começou sua carreira ainda criança, aos 11 anos, com 14, já compunha as próprias canções e aos 18, lançou seu primeiro compacto autoral, com predominância em composições próprias, como “Zoio de Fora” e “Iansã”, uma homenagem a Chico Buarque, uma de suas grandes influências, com a regravação de “Sem Fantasia”, e fecha com uma música inédita do compositor Taiguara, “Levante do Borel”.
Uma artista que propaga a arte em várias nuances, mas sempre focada e determinada em seus objetivos, uma novidade na música popular brasileira, que traz todo o frescor e essência moderna, mas não esquecendo de sua origem e influências.
Ouça abaixo um dos singles compostos pela Bruna “Zóia de Foia”: