
Nesta sexta-feira de feriadão nacional do dia da independência, vamos fazer um compilado de revistas independentes que entraram nesta semana no Catarse, com temas distintos, mas com algumas ideias correlativas. Dentre esses, falaremos de JIIN – de Felipe Watanabe e Matheus Lopes, Sombras do Recife – da Roberta Cirne e por fim, Necromancer – do casal fofíssimo da Omamori Studio, Sheila Bastos e Rodrigo Dilon. Continuar lendo “Terror, demônios e mundo sobrenatural invadem o Catarse”
Categoria projeto
[Total Flex] Conheça o projeto social que busca levar cultura por meio da literatura

O Instituto Estação das Letra, há mais de 20 anos aposta na cultura e arte, para democratizar a acessibilidade ao conhecimento. A associação têm caráter social privado e sem fins financeiros. Continuar lendo “[Total Flex] Conheça o projeto social que busca levar cultura por meio da literatura”
[Total Flex] Projeto Via Brasil fomenta o intercâmbio da cultura brasileira
2014 será o ano do Brasil, além dos eventos que acontecerão aqui em nosso país, que somará visibilidade por todo o Planeta, o país ainda será homenageado em outros países no mundo, como por exemplo, o intercâmbio da cultura brasileira, que acontecerá ao longo deste ano no Wexner Center, galeria de arte contemporânea da Universidade de Ohio (Estados Unidos), que está realizando uma iniciativa interdisciplinar intitulada Via Brasil.
O projeto visa apresentar a diversidade cultural da nação brasileira, promovendo uma troca internacional da universidade com a arte e cultura do Brasil. Além do mais, o Wexner Center há uma gama integrada que abrange diversos nichos da nossa cultural, como exposições, filmes, vídeos, educação, juntamente com programações complementares do departamento de artes cênicas, tendo por fim, promover a compreensão e apreciação da arte contemporânea brasileira.
A mostra exposta ao projeto é um resultado de quase três anos de pesquisa e viagens de curadores da universidade, passando pelas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Belo Horizonte, entre outros lugares, conhecendo o trabalho de artistas, curadores e críticos brasileiros. Uma investigação da cultura brasileira atual, através de uma perspectiva de costumes, mostrando uma ampla e vasta programação cultural no Brasil.
Para mais informações acesse o site do Ministério da Cultura, e confira os editais a serem apresentados durante o projeto.
[Cabine da Pipoca] 24 horas em Sampa!
Quantas histórias somariam em um vídeo em um único vídeo?
É isso que alguns alunos do curso dos alunos de Rádio e TV, da Universidade Anhembi Morumbi pensou quando desenvolveu a ideia do trabalho de conclusão de curso, o temível TCC, no projeto SP24.
A ideia é unir várias histórias, vivência, conhecimentos e experiências em 24h dos moradores da cidade de São Paulo, que poderão pegar sua câmera que pode ser uma profissional, digital ou até mesmo a do celular, e gravar a sua ida ao trabalho, a convivência com a família, a noite em uma festa, a sua arte, ideologias, enfim, o que você quiser compartilhar do período de vinte e quatro horas e julgar mais importante ou interessante.
Após a seleção das imagens, o grupo irá fazer uma montagem diferenciada, intercalando vídeos produzidos pelos habitantes da metrópole, valorizando as várias maneiras de como moradores da cidade, sem restrição de sexo, idade, cor, religião ou classe social, vivem as vinte e quatro horas do dia e visando o valor social de uma população que enfrenta constantes desafios, mas que se motiva pela admiração de onde vive.
Sinopse do projeto:
SP24 é um documentário experimental que mostra vinte e quatro horas da cidade de São Paulo pela visão de seus moradores. Com vídeos enviados pelos participantes através do website do projeto, a equipe faz uma montagem paralela exibindo em vinte e quatro minutos, as horas de uma sexta feira, passando por madrugada, manhã, tarde e noite. Durante a montagem, os participantes, pessoas reais e diversificadas, passam por pontos em comum, respondendo perguntas determinadas pelos diretores. Assim, tornando-se o protagonista do SP24 o participante tem a oportunidade de mostrar a sua individualidade em meio ao coletivo turbulento da cidade, mostrando variações pessoais e parte da rica miscigenação paulistana.
Organizadores do projeto:
A Ómega Produções é formada por alunos do último semestre de Rádio e TV da Universidade Anhembi Morumbi. O projeto em questão, o SP24, está sendo desenvolvido para o Trabalho de Conclusão Curso do ano de 2013.
E aí, curte documentário e principalmente adora a cidade em que vive, então coloca a cachola pra funcionar, pega sua câmera e manda bala nas ideias, pois os vídeos escolhidos estarão na conclusão final do trabalho e também irão ser remunerados pela equipe do projeto.
[Total Flex] Rua Augusta: A praia dos paulistanos
Todo mundo sabe que na cidade de São Paulo não tem praia, e nem um calçadão como há em Copacabana, no Rio de Janeiro. Porém, os paulistanos se viram como pode, ficam nos bares, nas calçadas, nas ruas, tudo para aproveitar seu happy hour, seu fim de semana ou aqueles momentos de folga.
Um dos locais bastante frequentados por aqueles que adoram curtir esses instantes é a Rua Augusta, um ápice de bares, baladas, teatros, casas de shows, entre outros locais para todo tipo de público se entreter e aproveitar seu desafogo diário e maluco da cidade de Sampa.
Visando nisso, o ator e produtor cultural Sérgio Carrera, 55, propôs um projeto para criar mais lazer e entretenimento nessa região, tão rica em distração, mas um pouco difícil na locomoção de carros e transportes públicos. Em entrevista ao Barquinho Cultural, Sérgio contou sobre a ideia do projeto, apoios, implantação, segurança, moradores e frequentadores da região.
Confira abaixo a conversa com tivemos com ele:
OBC – Como surgiu a ideia do projeto? Por quê?
Sérgio Carrera: As ideias não surgem de repente. Os Aliados do Parque Augusta já realizam o Pic Nic à Moda Antiga há três anos. Ele acontece em pleno asfalto da rua Augusta. Quando a ideia surgiu, nem acreditávamos muito que iríamos conseguir fechar a rua mais emblemática de São Paulo para realizar um picnic. E aí aconteceu. Fomos convidados a fazer parte da programação oficial da Virada Sustentável, que tem essa filosofia de ocupar os espaços públicos para o lazer e a diversão. A cada ano que passa mais adeptos ao nosso evento e, também, a cada dia que passa mais pic nics pela cidade. Isso me chamou a atenção do quanto as pessoas estão carentes e necessitadas de convívio social. Vivemos trancados em nossos bunkers residenciais, com medo da violência nas ruas. Quando as manifestações de junho ocorreram e as ruas e avenidas foram fechadas, como a Paulista, viu-se a galera curtindo o asfalto em seguida, seja de bike, skate, ou só sentadas papeando. Achei super legal isso. São essas as possibilidades das pessoas se conhecerem, compartilharem bons momentos e tornarem suas vidas mais prazerosas. Por que, então, não propor o fechamento de um quarteirão da própria Augusta, a Copacabana de Sampa, que mistura todas as tribos, a rua mais eclética, famosa e divertida? Assim surgiu a proposta do Calçadão da Augusta. E o mais bacana é que depois que a proposta foi lançada, fui descobrindo que isso já acontece em grandes cidades, como Londres, Nova York, com o Parque Suspenso que revitalizou o downtown e Bogotá, que virou referência de planejamento urbano, priorizando o individuo.
OBC – O projeto já foi apresentado à vereadores da região? Há apoio de algum deles? Há possibilidade do prefeito sancioná-lo?
SC: Eu apresentei informalmente ao subprefeito Marcos Barreto. O vereador Nabil Bonduki é favorável, mas preferi observar a reação do público ao projeto antes de percorrer a Via Sacra da burocracia e a resistência dos órgãos públicos para viabilizar as boas ideias para a cidade. Sempre acreditamos “na existência dourada do sol, mesmo que em plena noite, nos bata o açoite”. O percurso é árduo, mas sou guerreiro e determinado, vide o Parque Augusta – 10 anos de luta incansável!
OBC – O que os frequentadores da Rua Augusta pensam a respeito do calçadão? E do parque? E os comerciantes? E os moradores?
SC: A proposta mexe com os interesses particulares de alguns, mas grande parte recebeu a proposta com entusiasmo, exceto os moradores da quadra em questão. Porem, os argumentos usados inconsistentes e cheios de possibilidades hipotéticas, como se não pudesse voltar atrás se os benefícios não forem compensadores. Um dos benefícios seria salvar a Augusta da elitização. São diversos empreendimentos na rua, descaracterizando-a completamente. A Augusta sempre foi festiva e notívaga. Éla é famosa por isso, cartão postal da cidade, mas em breve se tornará uma rua residencial como outra qualquer. É isso que precisamos evitar. São vários coletivos lutando para impedir que isso aconteça: Em Defesa da Rua Augusta, Salve o Baixo Augusta, entre outros. Enfim, sempre haverá os pessimistas do contra. Não vê os que já estão protestando contra o Ibirapuera ficar 24h aberto, nos finais de semana? Por que não? Vamos experimentar, sair da mesmice, mudar paradigmas, conhecer o novo. A vida é isso. Quanto ao Parque Augusta, o desejo de vê-lo criado é unanime e surpreendentemente cresce cada vez mais aqueles que estão dispostos a tudo para defender a última área verde do Centro. A 5ª região mais seca da cidade.
OBC – Onde exatamente será implantado o calçadão? E o parque?
SC: Sugeri o quarteirão entre as ruas Antonia de Queirós e Marques de Paranaguá, por algumas razões: a possibilidade de desviar o trânsito sem grandes transtornos, pois há opções tanto para descer quanto para subir. Outra razão é que neste quarteirão acontece o maior agito, pois concentra ali quase 20 bares e baladas no momento. O Parque Municipal Augusta será o portal do Calçadão da Augusta, pois está localizado na Augusta, entre as ruas Caio Prado e Marques de Paranaguá. Quem tem um pouco mais de visão urbana, consegue perceber que a região pode ganhar um imenso boulevard diversificado, começando na Avanhandava, com restaurantes e já calçada, conectando-se com o Cultura Artística, emendando com o point teatral da Praça Roosevelt, passando pela rua Gravataí, que pode virar um calçadão também, chegando ao verdejante Parque Augusta, portal do Calçadão Festivo e Boêmio da Augusta. Percebe o quanto poderá ficar especial esta região?
OBC – Como será desviado o tráfego de carros e ônibus da região? Não irá “tumultuar” algumas linhas de ônibus?
SC: Na verdade, a proposta visa estimular as pessoas a saírem sem carro. Vem aí o METRÔ CONSOLAÇÃO, que poderá funcionar 24h nos finais de semana. Mas, de qualquer maneira, o motorista terá várias opções para descer, via Frei Caneca, Bela Cintra, Consolação e 9 de Julho. Para subir, o motorista terá a Consolação e a 9 de Julho, por onde já passam a maioria das linhas de ônibus. Além do que, ônibus só trafega até meia noite em São Paulo.
OBC – E a segurança? Afinal, com o calçadão e o parque mais pessoas frequentarão a região, todavia necessitará de mais guardas fazendo a ronda, certo?!?
SC: Segurança precisa existir sempre, seja com o Parque ou com o Calçadão. É um dever do poder público nos garantir esta segurança. Acho até que estas opções garantiriam uma segurança maior, pois concentram a galera. Acho que regiões povoadas são menos perigosas que zonas desertas. Com relação ao Calçadão, evita-se o risco, inclusive, de atropelamento de pedestres que chegou na Augusta quase aos mesmos índices da Av Paulista, que tem o triplo de pistas.
OBC – Há indícios de quando começará a implantação do projeto?
SC: Vejo que há um novo movimento em prol de uma cidade mais humana e habitável, voltada para o indivíduo, e não só em São Paulo. Lutas por Parques, coletivos em defesa de área verde, protestos contra a verticalização desenfreada, bairros defendendo praças, reivindicações de mais ciclovias na cidade, mobilidade etc. Isso me deixa otimista, mas conheço o caminho das pedras. São dez anos de luta árdua e incansável pelo óbvio – A criação do Parque Augusta. Mas costumo dizer que mais valioso que a conquista é o percurso para alcançá-la. Este que nos enriquece como pessoas e nos traz os verdadeiros valores para criarmos uma sociedade mais digna e igualitária.
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Alguns ativistas em prol ao parque pelo menos uma vez por mês, como o próprio Sérgio citou na entrevista durante a “Virada Sustentável” pela região, mobilizando a participação de todos, dando uma aula prática de cidadania ecoando em coro os dizeres: “queremos o nosso parque!”.
Após a realização do manifesto, tudo é relatado e publicado em um blog [acesse aqui], onde também ajuda a compartilhar a ideia na implantação do Parque Augusta.
Por: Patrícia Visconti









