[Cantinho Literário] Eu Me Chamo Antônio – Poesias de boteco juntas em uma obra literária

1524790_698600503533804_5266229796905500508_n

Essa semana não vai ser dicas de livros, nem apresentação de novos autores, e também não será nenhum especial de escritores renomados, como semana passada foi do William Shakespeare.

O Cantinho Literário de hoje será de uma obra lançando à três anos atrás, em outubro de 2012, que não tem um enredo, mas sim poemas distribuídos em suas páginas, para expressar o conhecimento que o autor do livro, Pedro Gabriel queria passar,entendo o português através a cada palavra lida, já ele não é brasileiro, mas sim nascido em N’Sjamena, na África, capital do Chade.

10300779_698597643534090_875880052051957318_n

O livro “Eu Me Chamo Antônio” é uma narrativa que transita por todas as fases de um relacionamento amoroso, com um estilo simples e acessível, mas nem sempre óbvio, o leitor acompanha os encontros e desencontros de Antônio. Além de perceber uma irreverência no tom de versos e trocadilhos como, “Invista nos amores à primeira vista”.

10360407_698615706865617_5280862326733617198_nOutras emoções são apresentadas de forma singela, quando há uma separação, por exemplo, “Você, distante, diz tanto sobre mim”. Enquanto a angústia, sentimento que faz parte da instabilidade de qualquer casal, também é citada no livro, “Na dança do amor – dor pra cá, dor pra lá”.  Antônio é um personagem sensível e verossímil, talvez seja por isso que os leitores cultivem a dúvida sobre até onde vai a linha tênue que separa a realidade da ficção.

Pedro faz das suas palavras o seu brinquedo, fazendo da sua diversão se tornar trabalho depois de adulto, pois ele se tornou publicitário e quando deu por si, já estava virando um aspirante a escritor e com um projeto de um livro.

11701036_892903460770173_4735366313543435412_nTudo isso começou como uma página no Facebook, que Pedro Antônio, publicava fotos de guardanapos de bares rabiscados com poemas, então esses pensamentos e ideias gerou seu primeiro livro, “Eu Me Chamo Antônio”, lançando no ano de 2013, pela editora Intrínseca.

Contatos do escritor Pedro Antônio

Site | Twitter | Facebook | E-mail

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] William Shakespeare – O poeta da tragicomédia

William Shakespeare

Nessa semana aqui no Cantinho Literário, abrimos para os leitores, que nos deram ideias e sugestões sobre algumas obras e autores, que mais ou menos, cerca de duas ou três semanas, vamos usar essas ideias da nossa tripulação, pois foram bastante legais e nos ajudou a iluminar nossas cabecinhas lerdinhas e cansadas.

Nessas semana vamos usar a ideia da tripulante Isabele Teixeira, lá de Manaus, estado do Amazonas, que nos deu a sugestão de Hamlet, então pegamos essa ideia e transformamos em um especial sobre William Shakespeare. Um grande escritor, dramaturgo e poeta, não só para a Inglaterra, mas para todo o mundo o mundo, já que sua obra ainda vive em todo canto do planeta, basta ir à alguma biblioteca ou livraria e buscar por Shakespeare, que lá estará alguma obra do escritor.

hamlet-william-shakespeare-2-728

William Shakespeare era um poeta inglês, de Stratford-upon-Avon, nascido em 23 de abril de 1564, que se cansou um tanto jovem, apenas com 18 anos, com a jovem inglesa Anne Hathaway, no qual deve três filhos, a primogênita Susana e os gêmeos Hamnet e Judith.

Entre os anos de 1585 e 1592 Shakespeare começou a ter êxito em sua carreira como ator, escritor como um dos proprietários da companhia de teatro que se chamava Lord Chamberlain’s Men, mais tarde mudou de nome e passou a se chamar King’s Men. Porém, grande parte de suas obras com sucesso, foram escrita entre 1590 e 1613.

As primeiras peças que ele escreveu foram as comédias, que era baseadas em eventos e personagens históricos, o fazendo a levar ao ápice da sofisticação e do talento artístico até o século 16, depois dessa fase mais na comédia, Shakespeare parte para a tragédia, em que inclui títulos como Hamlet, Rei Lear e Macbeth, consideradas
algumas das obras bastante importante na língua inglesa.

25

Já na fase final de sua carreira, sua obra era classificada como tragicomédia ou romances, foi uma fase na qual ele colaborou com outros dramaturgos. Várias peças foram publicadas em edições com variados graus de qualidade e precisão, durante sua vida.

No ano de 1623, John Heminges and Henry Condell, dois atores e antigos amigos de Shakespeare, publicaram o chamado First Folio, uma coletânea de suas obras dramáticas que incluía todas as peças (com a exceção de duas) reconhecidas atualmente como sendo de sua autoria.

As obras de William Shakespeare aclama genialidade, vitorianos e romantismo, ou como George Bernard Shaw reverenciava chamando de “bardolatria”, e também foi adota e redescoberta repetidamente por vários momentos dos anos, em diversos contextos culturais, políticos e em todo o mundo.

Shakespeare_grave_-Stratford-upon-Avon_-3June2007

Desde a sua morte, em 23 de abril de 1616, aos 51 anos, na cidade onde nasceu em Stratford-upon-Avon, na Inglaterra William Shakespeare é contemplado e lido em todo o mundo, pois suas obras foram traduzidas para vários idiomas, principalmente em português, em que podemos buscar em bibliotecas, livrarias, ou até mesmo na internet.

Por isso quem curte literatura inglesa e não conhece muito da obra do poeta, vai gostar suas obras, já que ela passeia por diversos gêneros, como a tragédia, o drama, comédia, o romance e claro poemas, afinal Shakespeare era um ótimo poeta.

Confira abaixo algumas das principais obras de William Shakespeare:

Comédias

Sonho de uma Noite de Verão
O Mercador de Veneza
A Comédia dos Erros
Os Dois Cavalheiros de Verona
Muito Barulho por Nada
Noite de Reis
Medida por Medida
Conto do Inverno
Cimbelino
A Megera Domada
A Tempestade
Como Gostais
Tudo Bem quando Termina Bem
As Alegres Comadres de Windsor
Trabalhos de Amores Perdidos
Péricles, Príncipe de Tiro

Tragédias

Tito Andrônico
Romeu e Julieta
Júlio César
Macbeth
Antônio e Cleópatra
Coriolano
Timão de Atenas
Rei Lear
Otelo, o Mouro de Veneza
Hamlet
Tróilo e Créssida
A Tempestade

Dramas históricos

Rei João
Ricardo II
Ricardo III
Henrique IV, Parte 1
Henrique IV, Parte 2
Henrique V
Henrique VI, Parte 1
Henrique VI, Parte 2
Henrique VI, Parte 3
Henrique VIII
Eduardo III

frase-eu-aprendi-que-tudo-o-que-precisamos-e-de-uma-mao-para-segurar-e-um-coracao-para-nos-entender-william-shakespeare-115591

Por Priscila Visconti
(PS: Se ligam que na próxima semana, tem mais dicas literárias, com ajuda da nossa tripulação)

[Cantinho Literário] Contando história com Rodrigo Libânio

imagem_release_463223

Essa  semana no Cantinho Literário será um outro lado do meio literário, ao invés de falarmos de escritores, livros (resenhas) ou então, darmos dicas literárias, vamos dar a vez para os contadores de histórias, que também são bastante importante para a sociedade.

Pois ajuda a levar o mundo da literatura para vários lugares, principalmente para aqueles que mais tem carência, por não ter acesso à uma biblioteca, livraria ou um centro cultural, então desde que surge o contador de história.

Esse contador é o Rodrigo Libânio, que já trabalha nessa área a mais de 15 anos, que passou de hobby para profissão, pois ele se sentia tão bem fazendo esse serviço, que começou a levar essa profissão de contador como profissão, mas claro, que ele teve ajuda, pois graças a sua mãe, pedagoga e educadora, que fez ele mudar os ramos convencionais do mercado, pela contação de história.

Rodrigo trabalha com diversos temas, principalmente os infantis, como A Pequena Sereia, Chapeuzinho Vermelho, Hércules, Histórias de Natal, Soldadinho de Chumbo e Romeu e Julieta.

imagem_release_463225Suas apresentações são para todos os públicos, mas principalmente para os profissionais da área de educação, para eles contarem histórias para seus alunos e filhos, mas também é uma forma de apresentar o teatro de sombras, teatro de brinquedos e teatro com objetos, entre outras técnicas que servem com o apoio ao processo educacional.

A grande missão de Libânio é educar, encantar, doar e multiplicar a literatura com a sociedade, visitando não só escola, mas faculdade, centros cultural, biblioteca, através de seminários e palestras, para contar histórias à todos.

O maior prêmio que Rodrigo já recebeu foi, o aprendizado que sua mãe passou, como arte educador. – “Tudo que sei sobre contar histórias, eu aprendi com ela e ponto final!”

Mas além de contar histórias, Rodrigo Libânio, é ator e já tem livros publicados, sua primeira publicação foi, Eu gosto muito da minha vó, minha avó é muito legal, eu gosto muito dela.

imagem_release_463226

Por isso quem quiser conhecer mais sobre o trabalho de Rodrigo Libânio, acesse os contatos do contador de história abaixo:

Site | Facebook | E-mail

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Flip 2015 – O mundo mágico da literatura

IMG_0018

Neste domingo dia 5 de junho foi o último dia da 13ª Festa Literária Internacional de Paraty, que começou na última quarta-feira (1º), sendo uma semana respirando literatura, contos e história em uma cidade charmosa à beira mar, mais parece sair de um livro, que é a cidade de Paraty, no Estado do Rio de Janeiro.

A Flip 2015, contou com a presença da equipe d’O Barquinho Cultural, prestigiando, caçando novos autores e pautas para enriquecer e animar nossa tripulação e celebrar a literatura.

IMG_0075

Neste ano o homenageado foi o paulistano Mário de Andrade, que além de haver obras e poemas do escritor por toda a festa, havia uma representação ao vivo do autor, que foi representado pelo ator Paschoal da Conceição, o Doutor Abobrinha, do Castelo Rá Tim Bum, quem foi criança na primeira meta dos anos 90 deve se lembrar de quem estamos falando.

IMG_0093Além de outros autores já renomados, mas também muitos novos escritores, que foram para a Festa Literária de Paraty para apresentar suas obras aos amantes de literatura, já que havia no evento uma casa para novos escritores, no qual ajudava a publicar novas obras, pois só quem está na batalha atrás de apoio literário, sabe o quanto é difícil, por isso a Flip montou esse espaço para os novos escritores.

Resumindo, a Festa Literária Internacional de Party 2015 foi uma história literária a beira mar, repleta de detalhes e tranquilidade, já que a cidade de Paraty transmite paz, sossego e faz você virar um personagem de uma história literária, daqueles bem típico do escritor estadunidense Nicholas Sparks, que é uma literatura atual e traz a tranquilidade, o romance e paz, sem a correria e estresse das grandes cidades.IMG_0076

A Flip 2015 é a festa mais literária de toda a América Latina, te leva para o mundo da fantasia sem ao menos sair do lugar, é como se fizesse uma viagem no mundo dos livros, mas na vida real.

Mas, por hoje é só, até a Flip 2016, que deve vir com fantasias e muitas surpresas tão boas quão as atrações deste ano de 2015. Flip 2016, aqui vamos nós, embarcando no mundo da literatura e fantasia!

IMG_0009

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Mario de Andrade – O poeta paulistano que marcou A Semana de Arte de 22

mario-de-andrade

O problema com o Explore ainda continua, por isso estou aceitando ajuda com meu PC, para não atrasar os posts aqui no Cantinho Literário, pois tenho muitas  pautas para caçar e muitos novos escritores para descobrir, que estão espalhados por esse mundão chamado INTERNET e por esses motivos, vamos no clássico da literatura e falar um pouco sobre o poeta, escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista e ensaísta, Mário de Andrade.

Mário Raul de Moraes Andrade, era paulistano e foi um dos pioneiros da poesia moderna ao lado de Oswald de Andrade, Tarsíla do Amaral entre outros, sendo uma das figuras principais do movimento de vanguarda de São Paulo, A Semana Arte Moderna de 22, se tornando o polímata nacional do Brasil.

Andrade fazia ensaios fotográficos, no qual ele cobria para ampla variedade de assuntos, desde literatura, história e até no cenário musical, que eram divulgados  nos pequenos e grandes veículos da imprensa da época.

Ele já trabalhou como professor de música e colunista de jornal, publicou seu maior romance, Macunaíma, em 1928, mas continuou a publicar obras sobre  música popular brasileira, poesia e outros temas de forma desigual, sendo interrompido várias vezes devido a seu relacionamento instável com o governo brasileiro.

Sempre polêmico em suas obras, como Amar (1927) e Macunaíma (1928), ele foi um dos primeiros escritores a gerar um escândalo na época, contando a história de  um adolecente e uma mulher madura, uma alemã contratada pelo pai do jovem. O segundo, desde sua primeira edição, é apresentado pelo  autor como uma rapsódia, e não como romance, é considerado um dos romances capitais da literatura brasileira.

Já Macunaíma vem do trabalho etnográfico do alemão Koch-Grünberg, conforme relata o próprio autor. Koch-Grünberg, no livro Von Roraima zum Orinoco, recolheu lendas e histórias dos índios taulipangues e arecunás, da Venezuela e Amazônia brasileira.

A partir desses materiais, Andrade criou o que ele chamou rapsódia, um termo ligado a tradição oral da literatura. O livro editado por Tele Ancona Lopes possui  extenso material sobre o intertexto deste livro.

Mas no final de sua vida, se tornou o diretor-fundador do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo formalizando o papel que ele havia desempenhado durante muito tempo como catalisador da modernidade artística na cidade e no país.

Mário de Andrade deixou um legado de poesia, música e muita cultura, não só para a cidade de São Paulo, mas para todo o Brasil, pois a Biblioteca Municipal  de São Paulo, foi trocado de nome na década de 60, se tornando Biblioteca Mário de Andrade de São Paulo.

Além de vários poemas, no qual ele sempre marcava seu
amor pela cidade na qual ele nasceu e morreu. O escritor faleceu em sua casa em São Paulo, no dia 25 de fevereiro de 1945, aos 51 anos, devido a um enfarto no coração.

frase-ja-nao-tenho-tempo-para-mediocridades-mario-de-andrade-107206

Por Priscila Visconti
(só espero que até semana que vem,
eu esteja com um navegador descente.
)