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[Total Flex] Os blocos de rua fazem a festa no Carnaval de São Paulo

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O Carnaval 2017 está chegando, já é na próxima semana, e para fazer o esquenta neste fim de semana começa a saída de vários blocos de ruas, do centro a zona sul, passando pela zona norte e zona leste, serão diversas opções para aqueles que curtem esbaldar a folia pelas da capital paulista, será 391 blocos ao todo durante todo o carnaval, 28% a mais do que no ano passado, além de dois palcos com atrações culturais na região do Anhangabaú e Largo da Batata. A festa começa nesta sexta-feira, 17, e se prolonga até o dia 5 de março, e todos os blocos são gratuitos e muito nem precisam de abadá. Continuar lendo [Total Flex] Os blocos de rua fazem a festa no Carnaval de São Paulo

[Total Flex] A 12ª edição da Virada Cultural vai descentralizar as atrações e antecipar a abertura da festa

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No próximo fim de semana, respectivamente 20, 21 e 22 de maio, acontecerá a 12ª edição da Virada Cultural, com grandes novidades neste ano de 2016, desde sua abertura na sexta-feira, até a descentralização dos palcos e movimentos culturais, que ganhará vez também nos bairros periféricos, integrando ainda mais a população à cultura popular e independente paulistana e brasileira. Continuar lendo [Total Flex] A 12ª edição da Virada Cultural vai descentralizar as atrações e antecipar a abertura da festa

[Total Flex] A arte OCUPA a OUVIDOR 63

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Não é de hoje que São Paulo é uma cidade multi, multi no tamanho, mas manifestações sociais, na arte e populacional, basta andarilhar pela capital paulistana que a cada esquina encontra-se algo novo, diferente e irreverente, para mudar os ares dessa selva de pedras.

10527326_726936164038676_6571153279441746832_nNas artes não é diferente, são centenas de artistas espalhados pelas ruas, mas com pouco estímulo e incentivo à eles, fazendo com que muitos têm de levar seus trabalhos para as ruas, e conseguir alguns centavos para seu sustento.

Visando nisso, um grupo de artistas resolveu ocupar desde o dia 1º de maio, o prédio da Rua Ouvidor número 63, um prédio de 13 andares de propriedade do CDHU, desocupado há dez anos, tornando àquele lugar não apenas um centro cultural, mas sim a residência destes artistas, que na maioria das vezes vem de outro Estado, para conquistar seu espaço da cidade grande, e não possuí um lugar para morar.

São diversas atividades artísticas, desde mús10372074_690904634308496_4067142248056251736_nica, artes plásticas, cênicas, fotografia, dança, desenho, etc, todos juntos com o mesmo propósito, transformar o ócio de pedra em residência artística e cultural para a cidade. Limparam as salas, consertaram os encanamentos, mexeram na fiação e decoraram os ambientes de modo bastante cultural e despojado, fazendo com que a vizinhança do Ouvidor não apenas se incomode com o barulho,
mas faça parte desse grande movimento cultural criado em São Paulo, integrando a capital à cultura de rua.

A programação do prédio é voltada para todos aqueles que tem interesse cultural e social, é sempre afixada na entrada do prédio, que não há um porteiro ou recepcionista, basta entrar, subir e conferir10308295_690907117641581_8702340626420828671_n a programação do dia – divulgada também na página no Facebook. Dentre essas programações há oficinas (de dança, vídeo ou bambolê), apresentações performáticas, dramáticas e musicais, exposições artísticas, exibições cinematográficas, entre outras atividades. Além do mais, o imóvel ainda serve de moradia, como foi dito acima, para que os artistas, possam desenvolver e planejar melhor seus projetos em questão.

Um projeto que mobilizou até mesmo o prefeito Fernando Haddad que ficou interessado em conhecer a ideia do projeto e também pelo que eles fazem por lá, já que isso inspira para que novos grupos floresçam seus pensamentos e dão diretriz em suas visões políticas. Transformando ideias em realizações, cimento em cultura e arte em soluções para desenvolvimento solidário e humano na cidade.

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Para mais informações sobre oficinas, apresentações ou até mesmo para visitar por curiosidade, acesse o Facebook do coletivo, que lá sempre traz novidades sobre o acontece no edifício.

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] Os cinemas de rua estão de volta ao circuito cultural paulistano

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Na semana que sucedeu a reinauguração do Cine Belas Artes, na Rua da Consolação, região central de São Paulo, a prefeitura notificou de que irá revitalizar outros três cinemas de rua da cidade, sendo eles Cine Ipiranga, Art Palácio e Cine Marrocos, todos localizados na região da Cinelândia, também no centro. Como anunciou o prefeito Fernando Haddad e o secretário de Cultura Juca Ferreira na última quinta-feira (17).

A região conhecida como Cinelândia Paulista teve seu êxito nas décadas de 1930 e 1950, principalmente nas regiões do Largo Paissandu e Praça Júlio Mesquita, onde funcionava cerca de 30 até os anos de 1960, por isso a região ficou afamado por este nome.

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Foto: Família Müller

Haviam também salas de exibição, vários estabelecimentos e instituições que faziam parte da vida cultural e agitada daquela região. A Avenida São João e transversais tinham diversos salões de dança, já na Avenida Ipiranga e imediações, concentravam-se os cabarés e boates. Nas localidades do Theatro Municipal e na Biblioteca Mário de Andrade, o Colégio Caetano de Campos, o Museu de Arte de São Paulo (MASP), teatros, bares, restaurantes, confeitarias, leiterias, livrarias, hotéis, estúdios das principais emissoras de rádio da cidade e redações de jornais.

Era uma época onde a indústria cinematográfica estava em ascensão, as salas de cinema eram elegantes, e estavam prontos para receber o público, a maioria elite e pessoas aculturadas.

Um dos primeiros cinemas a ser construídos, especialmente por essa função foi o Cine Ufa Palace, depois rebatizado de Cine Art Palácio, na Avenida São João, em frente ao Largo do Paissandu. Inaugurado em 1936, apropriava o térreo de um edifício de seus andares, arquitetado por Rino Levi, possuí linhas modernistas, onde funcionava também o Plaza Hotel.

Além do grande cinema do centro, o Cine Marracos, na na Rua Conselheiro Crispiniano, no térreo de um edifício de escritórios.

O ano era 1951, e o projeto era assinado pelos engenheiros João Bernardes Ribeiro e Nelson Scuracchio, o Marracos tinha em sua decoração interna cenas inspiradas na história “As Mil e Uma Noites”, considerada, na época, a sala mais imponente e luxuosa do Brasil.

Ipiranga2013Porém, ao final da década de 1950, o centro de São Paulo começou a sofrer sinais de deterioração. A Avenida Paulista recebia os primeiros edifícios e conjuntos comerciais, atraindo toda a atenção do público, já que lá concentrava-se escritórios, consultórios médicos, lojas e cinemas, antes situados no Centro Novo. Anos mais tarde, na década de 1970, o Elevado Costa e Silva, o Minhocão foi construído, afastando ainda mais os antigos frequentadores do cinemas de rua, levando-os a região da Avenida Paulista, buscando cultura e diversão. Fazendo com que os cinemas nas localidades centrais exibissem filmes pornográficos, para que não fossem fechadas as salas, outros, encerraram suas atividades e alugaram destinaram seus estabelecimentos a outras vertentes comerciais, como estacionamentos, igrejas e bingos. O único que resistiu bravamente a sétima arte, foi o Cine Ipiranga, que até o ano de 2005 exibia longas do circuito cultural.

Por isso, o Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo), reconhecendo o valor histórico e arquitetônico deste espaços, os Cines Art Palácio, Dom José, Ipiranga, Marabá, Marrocos, Metrópole e Paissandu foi tombado pela Resolução 37/92.

Desde então, as ações de revitalizações da região central há sido empreendidas pela iniciativa privada, governo e organizações não-governamentais. Recuperando assim antigos cinemas da região da Cinelândia Paulista, vitalizando e dando mais cultura a uma região que já foi marcada como a envergadura cultural não apenas paulistana, mas nacional.

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Sampa mostra sua essência cultural no centro da cidade

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São Paulo é uma cidade pluralmente cultural, muitos espetáculos, show, além de restaurantes e eventos acontecendo ao mesmo. São multi gêneros e para todas as idades e classes sociais.

Mas, o que faltava na cidade era uma atração que remetesse a essência da cidade e também do país, estava escassa, insuficiente para uma metrópole tão erudita e rica quão São Paulo.

Todavia, desde outubro de 2013 foi inaugurada a casa de espetáculo Terra da Garoa. Sediada no centro histórico da capital paulista, o estabelecimento oferece uma atração diferenciada e com os clássicos da música popular brasileira em evidência, além de um experiências gastronômicas, como o cardápio oferecido no Musical permanente da casa, “SAMPA – O MUSICAL”.

O musical é exclusivo da casa, criado por Ulysses Cruz, e faz referência a cidade paulistana do início do século 20, enfatizando o cenário cultural daquela época, principalmente a Semana de Arte Moderna de 22, mostrando uma reunião da MP com os versos de Oswald de Andrade, brilhantemente interpretado pelo ator José Rubens Chachá.

A apresentação é oferecido todas as sextas e sábados, e o cardápio foi criado pelo chef André Boccato fazendo uma surpreendente leitura do jantar oferecido pela tradicional família Prado, aos modernistas na Semana de Arte de 1922.

SERVIÇO

“SAMPA – O MUSICAL”
Local: Terra da Garoa
End: Avenida São João, 555 – Centro
São Paulo – SP

Entrada: quintas, R$ 120. Sextas e sábados, R$ 190.

Sextas-feira:
Abertura – 19h
Espetáculo – 21h45
Sábados:
Abertura – 20h
Espetáculo – 22h30

Tel: 11 3361-3538
Site: www.terradagaroa.com.br

Por: Patrícia Visconti