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[Caixa de Som] Yumi Kurosawa traz a paz cultural do oriente para o ocidente

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Sei que hoje nossa Caixa de Som chegou um pouco atrasada, mas porque buscando uma atração do outro lado do mundo, lá da terra do Sol poente, e que possuí um instrumento bem peculiar e tradicional daquele país, o Koto Player, qual Yumi Kurosawa domina muito bem.

11951213_414180755373938_3346042123176153031_nYumi é nascida e crida no Japão, começou a tocar o instrumento quando era bem pequena, aos três anos de idade, com os ensinou a tocar foi seus pais, Kazuo e Chikako, depois disso ela só se aprofundou e agregou o Koto à sua vida, que anos mais tarde ela começou a compôr e a improvisar s canções.

A artista ganhou diversos prêmios, nacionais e internacionais, desde o primeiro a “Competição Nacional Japonesa de Koto”, em 1989 e 1992 e anos mais tarde, em 1998 conseguiu uma bolsa de estuda da Agência de Assuntos Culturais do Japão e neste mesmo ano, Yumi fez sua primeira apresentação com Praga Cello Ensemble no Suntory Hall em Tóquio, sendo destaque no NHK produzido GENJI MONOGATARI Wakana como solista principal, tocando Koto entre um tudo corda conjunto ocidental.1653828_284432908348724_897708699_n

Em 2002, chegou ao ocidente, entrando em Nova Iorque e propagando a cultura tradicional, clássica e contemporânea japonesa, sempre abordando algo novo e inovador em suas composições, autorais e originais, mixando com elementos de jazz moderno e eletrônico.

Já lançou dois álbuns, o primeiro “Beginning of a Journey”, de 2009 com uma melodia original, mixada com outros gêneros mundiais, além de incluir violiono, cello, trombone e sons eletrônicos, abrangendo culturas tradicionais e contemporâneas no mundo. E em abril de 2015, Yumi lançou seu segundo compacto intitulado “Haru”, com participações dos gêmeos franceses Laurent and Larry Bourgeois, os Les Twins e Yumi aperfeiçoando ainda mais seu estilo único em compartilhar uma cultura milenar ao mundo ocidental.

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Todos os álbuns de Yumi podem ser encontrados em plataformas digitas na íntegra, além de vídeos no Youtube, em que a artista divulga um pouco de suas produções, mas também de sua essência nacional japonesa.

Confira abaixo um pouco desta essência nipônica, que já conquistou o norte da América, e pode trazer a paz do oriente à terras latinas.

Para conhecer mais sobre Yumi Kurosawa acesse:
Site oficial | Facebook | Youtube | Instagram | Twitter

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] Cinemateca Brasileira realiza retrospectiva cinematográfica ao ar livre

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As décadas de 50, 60 e 70 o Brasil estava borbulhante de novas ideias e projeções na cena artística do país, movimentos era criados e artistas eram consagrados. Principalmente porque o Brasil passava por um época de transição social, da população da zona rural para a zona urbana, e a indústria se consolidava na sociedade.

Oscar Niemeyer e Lucio Costa davm um novo ar à arquitetura nacional, João Guimarães Rosa, publicava o “Grande Sertão: Veredas” e João Cabral de Melo Neto, “Morte e Vida Severina”, e no teatro, Vinicius de Moraes estreava “Orfeu da Conceição”, com músicas de Tom Jobim, enquanto João Gilberto lançava o disco, “Chega de Saudade”.

Uma época onde a arte era renovava e renascia a cada ano, com algumas influências extremamente nacionais, mostrando o tempero e jeitinho brasileiro, só nós temos.

Desta leva de novos artistas, escritores e poetas, surgiu um grupo de cineasta influenciados pelos filmes Rio 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos e O grande momento, de Roberto Santos, pela nouvelle vague, e atentos à movimentação cultural que acontecia, começa a dar forma ao Cinema Novo. Um ápice da cinematografia moderna brasileira, uma nova linguagem dos filmes, e gravações com equipamentos mais leves dos que os habituais.

Desde então, novos facetas foram surgindo e mostrando uma nova maneira de projetar películas no Brasil, entre eles estão, Glauber Rocha, Paulo César Saraceni, Carlos Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Gustavo Dahl, David Neves, entre outros, realizaram obras-primas do cinema brasileiro moderno.

E assim, essas obras são cultuadas e assistidas até hoje, como um marco e referência ao cinema – de qualidade -atual. Baseado nessa propagação deste movimento, a Cinemateca Brasileira, em parceria com a Unifesp, apresenta uma sessão especial de uma das obras-primas de nosso cinema.

Várias películas retomam as telonas com apresentação gratuita na Cinemateca Brasileira. E o longa-metragem deste sábado (23), a partir das 20h30, é a obra de Glauber Rocha, “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de 1964.

Tragam suas esteiras, cangas, almofadas e sacos de dormir, cobertores, etc, pois será uma sessão especial ao ar livre curtindo clássicos de movimentos artísticos históricos do Brasil.

A Retrospectiva Cinema – Mostra e Exposição começou no dia 30 de abril e vai até, 14 junho, sempre no mesmo horário e no mesmo lugar. Apenas, a exibição de um filme diferente.

SERVIÇO

c0976_-_p_ster_deus_e_diabo_na_terra_do_solRetrospectiva Cinema – mostra e exposição
Cinemateca ao ar livre: Deus e o Diabo na Terra do Sol

Data: 23/ maio/ 2015
Horário: 20h30
Local: Cinemateca Brasileira
End: Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino/ SP.
Entrada Franca
Mais info: www.cinemateca.gov.br

Por: Patrícia Visconti