[Total Flex] Um bombardeio de arte experimental invade a Casa das Caldeiras neste domingo

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Misturando as cenas do universo experimental paulista, acontece neste domingo (28), o 1°Festival de Cultura Experimental, a partir das 15h30 na Casa das Caldeiras, na zona oeste de São Paulo.

O evento é um projeto do coletivo Invisibilidade, que visa apresentar a arte sonora com foco nas narrativas, arquitetura e no imaginário urbano. Mesclando música eletrônica, eletroacústica, ruído e paisagem sonora, o grupo propõe improvisos, instalações e composições através de pesquisa e experimentação de linguagens.

Nesta primeira edição o festival conta com música acústica, elétrica, eletrônica e eletroacústica, exposição de imagens no túnel das caldeiras, esculturas no jardim e instalações sonoras na passarela dos trens. Também haverá uma feira de arte & impressos, gastronomia e moda durante todo evento.

As performances ficam por conta do grupo Música Viva – IA/UNESP apresenta obras do repertório da música de invenção contemporânea, e Felipe Vilasanchez, artista-residente da Casa das Caldeiras, mostra parte de sua mini-ópera eletrônica.

Além de outras atrações, como a comemoração do 3º aniversário do NME,apresentando uma instalação sonora, o concerto do chá e o lançamento da sua revista impressa. E para fechar a noite, Maurício Takara e Puro Osso, lançam seu novo disco no evento.

O festival ainda, exposição das ilustrações de Marcelo Delamanha e as esculturas dos tecno-orixás de Valter Nu.

Primeiro Festival de Cultura Experimental from Felipe Macedo on Vimeo.

SERVIÇO

1°Festival de Cultura Experimental
Data: 28/09/2014
Horário: a partir 15h30
Local: Casa das Caldeiras
End: Avenida Francisco Matarazzo, 2000 – Agua Branca; SP/ SP
Entrada: GRÁTIS

Por: Patrícia Visconti

[Total Flex] Revelando SP comemora 18 anos propagando a cultura caipira na capital

Revelando São Paulo - Capital 2013.

Foto por: Giovana Meneguim

O Revelando São Paulo entra em sua maioridade, são 18 anos com 54 exibições deste evento que visa apresentar e propagar a cultura caipira de todo o Estado, com grupos de comunidades tradicionais, artesanato, culinária, cortejos e carros de bois.

Revelando São Paulo - Capital 2013.

Foto por: Reinaldo Meneguim

Catira, caiapó, cavalhada, cururu, jongo,chiba, reiada, batelão, fandango, moçambique e batuque, são diversas atrações de várias cidades da maior cidade do Brasil, além da própria capital, uma riqueza cultural, manifestada em culturais tradicionais e religiosas, que mostra que costumes mais simplórios ainda se mantêm vivos em pleno século 21, em folguedos, danças, festas, artesanato e culinária.

Trazendo a capital a aproximação deste Patrimônio Imaterial da Cultural, como uma maneira de promover essas manifestações e preservá-las às futuras gerações, sendo cultivada de forma significativa para a população como cultura viva.

Revelando São Paulo Vale do Ribeira - Iguape 2013

Foto por: Reinaldo Meneguim

O evento acontece de 12 a 21 de setembro, toda esta riqueza estará concentrada em um só local: o XVIII Festival da Cultura Paulista Tradicional. Mais de um milhão de pessoas são esperadas ao longo dos 10 dias de programação no Parque Vila Guilherme Trote, localizado na zona norte de São Paulo.

Além do mais, haverá o espaço Verdejando, um espaço dedicado a educação ambiental com exposições de plantas, flores, hortas, arvores frutíferas. Diariamente vão ter rodas de conversa e exposição de flores, passeios de Carros de Bois e Charretes, haverá a transreligiosidade, será uma uma grande cerimônia com a presença de representantes de várias religiões – afro-brasileiras, evangélicas, católica, budista, entre outras – culmina com a chegada da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

E por falar em religião, nesta edição a imagem da Mãe Divina Peregrina será acolhida pela Capela São José, localizada na avenida Nadir Dias de Figueiredo, 1804, que fica a 100 metros da entrada do parque. A imagem chegará na Capela no dia 13/09, conduzida pelo cortejo Ubuntu, para a visitação de todos que desejarem.

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Foto por: Reinaldo Meneguim

SERVIÇO

XVIII Revelando São Paulo

Data: 12 a 21 de setembro
Horário: das 9h às 21h
Local: Parque Vila Guilherme/Trote e Mart Center
Endereço: Avenida Nadir Dias de Figueiredo s/n – Vila Guilherme
Estacionamento no local
Entrada franca
Mais Info: www.revelandosaopaulo.org.br
Haverá transmissão ao vivo do evento pela internet;
Twitter: @revelandosp | Facebook: revelandosaopaulo | Instagram: @revelandosp

Por: Patrícia Visconti

[Total Flex] A Bienal do Livro compartilha o conhecimento em São Paulo

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Há uma semana atrás – dia 22 de agosto – começou a maior feira de livros do Brasil, a 23ª Bienal do Livro de São Paulo, que acontece até domingo (31), no Pavilhão de Exposição do Anhembi, sediado no Parque Anhembi, na zona norte da capital paulista.

São milhares de estandes, com diferentes gêneros da escrita nacional e mundial, além de autores revelações e outros já consagrados, muitas pessoas já passaram pela Bienal e tantas outras ainda passarão neste fim de semana. Uma festa da literatura na maior cidade do país.

Estudantes, professores, profissionais da mídia, escritores, nerds, músicos, atores, etc. Haverá muita gente reunida para debater, compartilhar e agregar cada dia mais, um conhecimento único e oportuno para suas vidas, trocando experiências profissionais e até mesmo, pessoais, dando nuances distintas em um mundo onde todos apenas visam para a ganância, soberba e arrogância.

O evento traz aos seus frequentadores essa maneira de entreter e aflorar seus conhecimentos mais íntimos, ou seja, aqueles que apenas demonstramos em nosso quarto, com nosso próprio pensamento. Um acontecimento que apresenta algo novo e compartilha permeando com o clássico, não discriminando nenhuma forma culta de aquinhoar a literatura brasileira, que é tão jovem e ainda, há muito para ser desbravada.

Para aqueles que ainda não foram à Bienal poderão conferir neste sábado e domingo, respectivamente dias 30 e 31 de Agosto – últimos dias do evento -, qual terá encontros com os autores, palestras, conversas, workshops, lançamentos, musicais, entre outros acontecimentos exclusivos para este fim de semana, que das 10h às 22h, com exceção no domingo que a bilheteria fechará às 19h e o evento encerra com sua super festa literária às 21h. Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente através o site bienaldolivrosp.com.br.

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Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] Os cinemas de rua estão de volta ao circuito cultural paulistano

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Na semana que sucedeu a reinauguração do Cine Belas Artes, na Rua da Consolação, região central de São Paulo, a prefeitura notificou de que irá revitalizar outros três cinemas de rua da cidade, sendo eles Cine Ipiranga, Art Palácio e Cine Marrocos, todos localizados na região da Cinelândia, também no centro. Como anunciou o prefeito Fernando Haddad e o secretário de Cultura Juca Ferreira na última quinta-feira (17).

A região conhecida como Cinelândia Paulista teve seu êxito nas décadas de 1930 e 1950, principalmente nas regiões do Largo Paissandu e Praça Júlio Mesquita, onde funcionava cerca de 30 até os anos de 1960, por isso a região ficou afamado por este nome.

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Foto: Família Müller

Haviam também salas de exibição, vários estabelecimentos e instituições que faziam parte da vida cultural e agitada daquela região. A Avenida São João e transversais tinham diversos salões de dança, já na Avenida Ipiranga e imediações, concentravam-se os cabarés e boates. Nas localidades do Theatro Municipal e na Biblioteca Mário de Andrade, o Colégio Caetano de Campos, o Museu de Arte de São Paulo (MASP), teatros, bares, restaurantes, confeitarias, leiterias, livrarias, hotéis, estúdios das principais emissoras de rádio da cidade e redações de jornais.

Era uma época onde a indústria cinematográfica estava em ascensão, as salas de cinema eram elegantes, e estavam prontos para receber o público, a maioria elite e pessoas aculturadas.

Um dos primeiros cinemas a ser construídos, especialmente por essa função foi o Cine Ufa Palace, depois rebatizado de Cine Art Palácio, na Avenida São João, em frente ao Largo do Paissandu. Inaugurado em 1936, apropriava o térreo de um edifício de seus andares, arquitetado por Rino Levi, possuí linhas modernistas, onde funcionava também o Plaza Hotel.

Além do grande cinema do centro, o Cine Marracos, na na Rua Conselheiro Crispiniano, no térreo de um edifício de escritórios.

O ano era 1951, e o projeto era assinado pelos engenheiros João Bernardes Ribeiro e Nelson Scuracchio, o Marracos tinha em sua decoração interna cenas inspiradas na história “As Mil e Uma Noites”, considerada, na época, a sala mais imponente e luxuosa do Brasil.

Ipiranga2013Porém, ao final da década de 1950, o centro de São Paulo começou a sofrer sinais de deterioração. A Avenida Paulista recebia os primeiros edifícios e conjuntos comerciais, atraindo toda a atenção do público, já que lá concentrava-se escritórios, consultórios médicos, lojas e cinemas, antes situados no Centro Novo. Anos mais tarde, na década de 1970, o Elevado Costa e Silva, o Minhocão foi construído, afastando ainda mais os antigos frequentadores do cinemas de rua, levando-os a região da Avenida Paulista, buscando cultura e diversão. Fazendo com que os cinemas nas localidades centrais exibissem filmes pornográficos, para que não fossem fechadas as salas, outros, encerraram suas atividades e alugaram destinaram seus estabelecimentos a outras vertentes comerciais, como estacionamentos, igrejas e bingos. O único que resistiu bravamente a sétima arte, foi o Cine Ipiranga, que até o ano de 2005 exibia longas do circuito cultural.

Por isso, o Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo), reconhecendo o valor histórico e arquitetônico deste espaços, os Cines Art Palácio, Dom José, Ipiranga, Marabá, Marrocos, Metrópole e Paissandu foi tombado pela Resolução 37/92.

Desde então, as ações de revitalizações da região central há sido empreendidas pela iniciativa privada, governo e organizações não-governamentais. Recuperando assim antigos cinemas da região da Cinelândia Paulista, vitalizando e dando mais cultura a uma região que já foi marcada como a envergadura cultural não apenas paulistana, mas nacional.

Por: Patrícia Visconti