[CANTINHO LITERÁRIO] 12ª edição da Flip 2014

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Nesta semana começa a festa literária mais badalada de todo o mundo, que é a FLIP – Feira Literária Internacional de Paraty, que empeçar nessa quarta-feira (30) e vai

até domingo (03), realizando a sua 12ª edição com a tradição literária, trazendo grandes autores e homenageando escritores e poetas, que já se foi, mas que  deixaram suas obras para continuar eternizada na terra, como os autores Ubaldo Ribeiro, Rubem Alves e Ariano Suassuna, que já foram homenageado em outras edições da Flip e provavelmente terá uma celebração à eles, em alguma mesa ou espaço da feira.

Mas a festa este ano conta com mais de 40 convidados inéditos em sua história e show de abertura gratuito da cantora Gal Costa. Entre os diversos recortes da programação estão humor, arquitetura, ciência, pensamento indígena e crítica ao poder, característica do homenageado Millôr Fernandes.

Além da presença de autores mundialmente respeitados, como Julian Barnes, Don DeLillo, Eric Hobsbawm e Hanif Kureishi, a primeira Festa Literária Internacional de Paraty, realizada em 2003, inseriu o Brasil no circuito dos festivais internacionais de literatura. Ao longo de suas edições seguintes, a Flip ficou conhecida como um dos principais festivais literários do mundo, caracterizada não só pela qualidade dos autores convidados, mas também pelo entusiasmo do público e pela hospitalidade da cidade.

Nos cinco dias de festa, a Flip realiza cerca de 200 eventos, que incluem debates, shows, exposições, oficinas, exibições de filmes e
apresentações de escolas, entre outros, distribuídos em Flip . A programação principal, como FlipMais, FlipZona e Flipinha.

Flip 2014 – Festa Literária Internacional de Paraty
Dias: 30 de julho a 3 de agosto de 2014
Onde: Paraty/RJ

Mais informações:
Autores convidados: www.flip.org.br/flip2014.php?opcao=Autores
Programação principal: www.flip.org.br/flip2014.php?opcao=mesas_literarias
Informações de ingressos: www.flip.org.br/ingressos2014.php

Contatos:
E-mail: flip@flip.org.br
Website: http://www.flip.org.br
Facebook: https://www.facebook.com/flip.paraty
Twitter: https://twitter.com/flip_se

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] A ABL está ficando cada dia mais vazia…

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Assim como no post passado, nesta semana nossa embarcação está de luto, pois no último dia 23 de julho mais um mestre da literatura nos deixou.

b1553d206bcabe60dc69692e63b5dd5d457Ariano Suassuna, um grande preeminente defensor da cultura nordestina brasileira, além de ser um idealizador do Movimento Armorial e autor de obras icônicas nacionais, como Auto da Compadecida e O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.

Paraibano de nascimento, mas pernambucano de coração, já que o escritor se mudou ainda criança para Recife com sua família, e foi na infância que assistiu suas primeiras peças de mamulengo e a um desafio de viola, qual o influenciou muito em seu jeito de escrever e improvisar, sendo umas de suas marcas registradas em suas obras produzidas posteriormente.

No final da década de 1940, ingressou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro Estudante de Pernambuco, lugar que escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol, e desde então foram uma peça por ano, entre elas Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte.
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Formou-se na faculdade em 1950, e também recebeu o Prêmio Martins Pena, pelo Auto de João da Cruz, regressou à Taperoá – interior da Paraíba, qual o escritor viveu sua adolescência até início da fase adulta – para curar-se de uma doença pulmonar. Durante sua volta, escreveu montou a peça Tortura de um Coração (1951), e no ano seguinte não se conteve e voltou a morar em Recife.

A partir deste ano dedicou sua vida a advogar, mas sem abandonar da literatura, das artes e do teatro. Foi nesta época que foram criadas as obras, O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.

ariano-suassuna-microfoneFoi professor na de Estética na Universidade Federal de Pernambuco, e durante este período foi encenada a sua peça O Casamento Suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O Santo e a Porca, foi encenada a sua peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna, A Pena e a Lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.

Sua parceria com Hermilo Borba Filho era tão forte, que juntos fundaram o Teatro Popular do Nordeste, e na montaram as peças, Farsa da Boa Preguiça e A Caseira e a Catarina. No início da década de 1960 interrompe sua carreira de dramaturgo, e dedica-se plenamente às aulas na UFPE. Onde defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Aposenta-se como professor em 1994.Ariano Suassuna, escritor e Secretario da Cultura de Pernambuco

Foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967), nomeado pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado em Recife, em 18 de outubro de 1970, com o concerto “Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial” e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).

Ariano_Suassuna1Escreveu prosas de ficção, entre elas o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”.

No início de 1990, Suassuna ingressou ao seleto grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras e também, à Academia Pernambucana de Letras, em 2000 assumiu a cadeira 35 na Academia Paraibana de Letras, além de ser nomeado como Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
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Homenageado em diversos nichos da arte, Ariano Suassuna sempre honrou sua nacionalidade e defendendo com unhas e dentes as produções nacionais, mostrando que o Brasil é sim refujo de bons artistas e boas obras, só precisa se pôr no mesmo patamar das peças estrangeiras, visada a cultura brasileira e principalmente a nordestina, o sertão a riqueza mais custoso a ser propagado, por isso ele utilizava-se bastante deste cenário em suas produções.

Viveu 87 anos, sendo que no mínimo 70 dedicados plenamente a literatura, respirando a arte de produzir e escrever até mesmo após sua aposentadoria.

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Mas, como ninguém está aqui para viver eternamente, no dia 23 de julho de 2014 um Acidente Vascular Cerebral (AVC), causou a morte do escritor e dramaturgo, fazendo com que sua matéria corporal fosse embora, mas sua obra e o que ele deixou em vida, permanece para sempre na literatura nacional, e também em todos os países que suas obras já foram levadas.

Por: Patrícia Visconti

[CANTINHO LITERÁRIO] LUTO NA LITERATURA BRASILEIRA

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A literatura brasileira perdeu dois grandes escritores da literatura brasileira, este final de semana, os autores Ubaldo Ribeiro e Rubem Alves.

O escritor baiano, mais que morava à tempos no Rio de Janeiro, Ubaldo Ribeiro, que tinha 73 anos,  faleceu na madrugada de sexta-feira (18), vítima de uma embolia pulmonar.

Ubaldo Ribeiro era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), desde 1994 e ocupava a cadeira 34, na qual era de Carlos Castello Branco. O escritor era Jornalista e Cientista Político e tem mais de 20 livros publicados em cerca de 16 países.

suas principais obras estão Sargento Getúlio (1971), Viva o Povo Brasileiro (1984) e O Sorriso do Lagarto (1989). João Ubaldo Ribeiro recebeu, em 2008, o Prêmio Camões, concedido pelos governos de Portugal e do Brasil, para autores que contribuem para o enriquecimento da língua portuguesa.

Ribeiro também venceu, por duas vezes, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Em 1972, conquistou o Jabuti de Melhor Autor, por Sargento Getúlio.  Em 1984, venceu na categoria Melhor Romance, por Viva o Povo Brasileiro.

No mesmo final de semana, no domingo (20), morreu o filósofo e pedagogo, Rubem Alves, vítima de uma pneumonia, em Campinas, interior de São Paulo. Alves era de uma família de protestante, estudou teologia no seminário Presbiteriano do Sul, tendo sido pastor de uma comunidade presbiteriana no interior de Minas.

Era cronista, pedagogo, poeta, filósofo, contador de histórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, autor de livros infantis e até psicanalista.

Vítima de perseguição durante a ditadura militar,exilou-se então com a família e foi estudar para a Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, onde se doutorou.

A sua tese foi publicada em 1969 com o título “‘A Theology of Human Hope” (“Teologia da Esperança Humana”), foi autor de diversas obras infantis como “A volta do pássaro encantado” e “A pipa e a flor”.

Rubem é autor de “Tempus fugit”, “O quarto do mistério”, “A alegria de ensinar”, “Por uma educação romântica” e “Filosofia da ciência” e um texto biográfico inserido no seu site oficial, e mencionado pela Globo, pode ler-se o que pensaria da morte: “Eu achava que a religião não era para garantir o céu depois da morte, mas para tornar esse mundo melhor, enquanto estamos vivos”.

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Literatura Marginal – A literatura em sua forma simples e popular

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A literatura popular, é o conjunto de formas simples da arte verbal do povo, aos autores e seus contributos teóricos, esta literatura também é apresentada com outras denominações: literatura oral, literatura tradicional, etno-literatura ou literatura marginal.

O principal defensor do nome “literatura popular” é, sem dúvida, Viegas Guerreiro, que afirma preferi-lo por ser o de “de mais extenso significado”, já que “cabe nele toda a matéria literária que o povo entende e de que gosta, da sua autoria ou não”.

A denominação de literatura popular, em face da ambiguidade do termo “popular”, tem levantado as objecções de alguns teóricos, como é o caso de Victor Aguiar e Silva, para quem esta literatura exprime, de modo espontâneo e natural, na sua profunda genuinidade.

O espírito nacional de um povo, tal como aparece modelado na particularidade das suas crenças, dos seus valores tradicionais e do seu viver histórico.

Os textos são considerados contos populares, lendas, mitos, provérbios, ditos populares, apodos, adivinhas, lengalengas,
orações, rezas, fórmulas de superstições e de mezinhas, esconjuros, orações com escárnio, pragas, agouros ou profecias, galanteios ou piropos, quadras, autos populares, romanceiros, cancioneiros, excelências, entre outros.

Principais Autores:

No Brasil: Ferréz (Capão pecado), Plínio Marcos (Dois perdidos numa noite suja), Maurício Mirisola (Azul do Filho Morto), Eduardo Alves da Costa (No Caminho com Maiakovsky), Roberto Piva (Paranóia), José Agripino (Panamérica).

No Mundo: Henry Miller, Charles Bukovsky, Ferlinguetti, Pedro Juan Gutiérrez, e o espetacular Venedikt Erofeev, um russo absolutamente marginal, autor de Moscou-Petushky.

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Flip traz Millôr Fernandes como homenageado nesta edição

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A 12ª edição de Festa Literária de Paraty (FLIP), está chegando, e neste ano o homenageado da vez será o dramaturgo, editor, tradutor, artista gráfico, uma das figuras mais marcantes da imprensa brasileira, Millôr Fernandes, porém neste ano por função do Mundial de futebol, a festa será realizada entre os dias 30 de julho a 3 de agosto.

145Millôr que faleceu em agosto de 2012, aos 88 anos e trazia toda irreverência do humor em seus textos, reunindo várias áreas do conhecimento em seus trabalhos, traduzindo de obras shakesperianas, cartum, jornalismo e o hai-kai, rompendo fronteiras e propagando a ponte entre as artes.

Este ano será a primeira vez que a Flip homenageia um autor contemporâneo, que presenciou em diversas edições anteriores e foi um dos convidados da primeira festa em 2003.

Essa edição terá curadoria do editor e jornalista Paulo Werneck. E terá Gal Costa na abertura do evento, levando à Paraty músicas de seu último trabalho, que mistura MPB, rock, eletrônico e dub-step, criado por Caetano Veloso. Canções como “Folhetim” e “Barraco Total” fazem parte do line up do show de abertura da Flip.

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Os ingressos já estão a venda pela internet, no site da Tickets for Fun, pelo telefone 4003-5588 e nos pontos de venda credenciados (a lista completa dos pontos de venda está disponível no site ticketsforfun.com.br). O preço dos ingressos da sessão de abertura e das mesas da programação é de R$ 46 (inteira)/ R$ 23 (meia).
Para mais informações acesse o site oficial da Flip e fique ligado nas novidades que acontecerão na festa: www.flip.org.br.

Por: Patrícia Visconti