Arquivo da tag: periferia

Gabriel Jardim cria a Turma do Morro, uma releitura ao clássico do Mauricio de Sousa

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O jovem artista de nacionalidade alemã, mas criado nos costumes brasileiros, de João Pessoa, na Paraíba, o ilustrador Gabriel Jardim, de 24 anos, ganhou a internet nas últimas semanas ao publicar uma versão funkeira da Turma da Mônica. Continuar lendo Gabriel Jardim cria a Turma do Morro, uma releitura ao clássico do Mauricio de Sousa

Jovens brasileiros se reúnem em um projeto independente para propagar os quadrinhos nacional

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Divulgação

Um grupo de jovens quadrinistas independentes se juntaram para produzir uma paixão de todos os envolvidos no projeto, fazer quadrinhos. Os envolvidos são da periferia de São Paulo, Osasco e até do interior de Minas Gerais.

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[Caixa de Som] Rap Plus Size traz música e poesia para as mulheres com massa encefálica ativa

Já que hoje é dia internacional da mulher, e neste dia de hoje ainda temos muitas lutas e batalhas para enfrentar diante a uma sociedade machista quão vivemos, ainda mais aquela que está na periferia.

Visando nisso que as paulistanas Issa Paz e Sara Donato se uniu para criar a dupla Rap Plus Size, um destaque do RAP nacional, com elementos da música periférica brasileira, ofertando musicalidade sem perder a essência ‘old school’ do movimento, porém elas baseiam-se em argumentos que elas mesmas vivenciam em suas rotinas, mas sempre afirmando e valorizando sua autonomia. Continuar lendo [Caixa de Som] Rap Plus Size traz música e poesia para as mulheres com massa encefálica ativa

[CANTINHO LITERÁRIO] Cooperifa comemora 15 anos de poesia

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Foto: Divulgação

Fundada pelo escritor Sergio Vaz, o projeto leva poesia aos moradores da periferia da zona sul de São Paulo.

Aconteceu no ultimo domingo (13) o sarau Cooperifa em comemoração aos 15 anos de fundação. A iniciativa foi criada pelo mineiro de coração paulista Sergio Vaz, 51, o projeto busca levar poesia marginal aos moradores de periferia, representado o cotidiano desse grupo.

No 15° ano de sarau teve como convidado Benjamin Taubkin, combinando música e poesia com a apresentação de “PIANO QUE CONVERSA”, acompanhado pelos percursionistas Guilherme Kastrup e Pedro Ito (Sons da Sobrevivência) e os guitarristas Manoel e Felipe Cordeiro, pai e filho, representantes do ritmo guitarrada popular do estado do Pará.

Os saraus acontecem no bar do Zé Batidão, onde o autor trabalhou dos 12 aos 22 com o pai. O lugar é descontraído, apesar da temática pesada de algumas poesias, colabora para a criação artística. Hoje, o lugar abriga diversos poetas, atores e músicos que encontram na Cooperifa espaço tanto para disseminar ideias, quanto reivindicações através da literatura.

O movimento cultural tem como objetivo dar voz a realidade enfrentada pelos moradores dos bairros desassistidos “A poesia é isso, a pessoa se expressa politicamente, mas também com o coração, tem um amor naquilo e tem o ideal. O sarau é politica e resistência ao mesmo tempo”, diz Pâmela Araújo, 27, participante do sarau.

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Imagem: Divulgação

Mais informações sobre a Cooperifa e fundador da companhia Sergio Vaz

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Por Gabriela Alves

[Cabine da Pipoca] Cine Comunidade difunde a sétima arte nacional pelas periferias de São Paulo

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O cinema nacional é muito mais amplo do que os exibidos pela Globo Filmes, mas infelizmente nem sempre são propagados para a massa, que acaba tendo que digeri o que é transmitido na TV e não fica sabendo do que acontece fora dela.

Visando nisso, o Cine Comunidade, tem o objetivo de democratizar as produções audiovisual brasileira, formando um público para o cinema nacional e ocupando os espaços públicos e comunitários, criando um novo conceito de exibição.

O projeto foi criado em 2006 e idealizado pela Associação Cultural Simbora, uma organização não governamental, sem fins lucrativos, e realiza ações sócio-culturais no Brasil e no exterior através de projetos ligados ao audiovisual e temas relacionados à sustentabilidade.

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Os filmes escolhidos são todos brasileiros, de curta e longa metragem, com foco em filmes independentes e que são pouco conhecidos pela população.

O projeto conta o com apoio da Secretaria Estadual da Cultura do Estado de São Paulo, e a cada edição expande ainda mais a proposta, compartilhando a sétima arte do Brasil, para àqueles que só tem a TV aberta para se entreter, criando novos espectadores e divulgando novos produtores.

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Para conhecer mais sobre o projeto acesse: www.cinecomunidade.com.br, ou então no Facebook oficial.

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] Projeto divulga curta-metragens produzidos na periferia de SP

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Há sete anos o projeto Cine B propaga a sétima arte na periferia de São Paulo, levando sessões de cinema gratuitas com curta-metragens produzidos por moradores das comunidades e dos bairros longínquos do centro da metrópole.

Neste ano, o projeto que está lançando a 4ª edição do Selo CINEB, coletânea que reúne curtas-metragens independentes e nacionais. Pensando na importância que o formato tem no audiovisual, essa edição contemplará filmes produzidos na periferia.

295079_278676092207394_262692460_nO selo CineB nasceu como uma proposta de inserir o formato curta-metragem e geração de renda ao produtor, sendo que são selecionado cinco filmes para que fazem parte de um DVD, que são transmitidos em sessões do projeto a preços populares. Toda a renda é revertida entre os produtores dos filmes e a comunidade.

O projeto é reconhecido pelo Ministério da Cultura, qual foi reconhecido através do prêmio da Secretária de Economia Criativa. Além do mais, o selo é uma realização do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, e conta com a produção da Brazucah Produções.

Desde sua criação, o circuito alternativo de exibição de filmes já levou o cinema nacional para mais de 43 mil pessoas, em 333 sessões gratuitas espalhadas por comunidades e universidades de São Paulo.

Para conhecer mais do projeto acesse a página oficial do CineB, e ajude a compartilhar a cultura que das comunidades e difundi para todo o mundo, levando a essência da raiz humanitária e dos talentos brutos da periferia de uma grande cidade.

Por: Patrícia Visconti

[Cabine Flex] Fábrica da Cultura realiza seminários para propagar o cinema alternativo na periferia de São Paulo

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Como todos sabemos ontem foi o dia de cinema em nossa embarcação, porém sempre é bom propagar o que a grande mídia não pauta, além do mais os cinéfilos adoram um plus sobre a sétima arte.

Não é de hoje que a periferia e os bairros mais longínquos dos centros das grandes metrópoles é “carente” de cultura além da apresentada nos circuito comercial, como shopping centers ou filmes transmitidos pela TV aberta no horário nobre, porém há sempre aqueles que buscam agregar cultura fora da caixa, e transportar àqueles que não possuem esse discernimento desta erudição.

10418514_1455266901425157_8710547009901655769_nFoi o que a jornalista e moradora do bairro de Taipas, região norte de São Paulo, Jéssica Costa, 23, tentou trazer em um artigo (veja aqui) sobre a estreia do Cine Belas Artes para o Blog Mural, – afiliado ao site do jornal Folha de São Paulo – onde ela mesmo dita sobre as dificuldades que os amantes do cinema na periferia têm para acompanhar o que surgia de novo, fora do circuito comercial. Todavia a repercussão foi tão extrema que ela foi convidada pela Fábrica da Cultura para ministrar um seminário sobre “A aproximação do cinema à periferia“, que percorrerá por todo o mês de setembro por diversos bairros periféricos, como Belém, Sapopemba, Tiradentes, Itaim Paulista e Curuçá, despertando a reflexão e o estímulo do cinema como incentivo cultural, fazendo com que os participantes compreendam os elementos audiovisuais, interprete um roteiro, propague a discussão do conteúdo apresentado nos seminários, tornando os cinéfilos da periferia críticos convictos da sétima arte.

Nestes encontros serão mostrados um longa-metragem fora do circuito comercial, e após disso haverá debates e bate-papos sobre o mesmo, relatando a história do cinema, além do contexto histórico, dando novas diretrizes perceptivas ao espectador.

Essa ideia não surgiu apenas por este artigo, já que Jéssica sempre foi uma apaixonada por cinema e moradora de bairros longínquos do centro sempre buscou alternativa para conhecer filmes diferentes e fora daqueles exibidos nos cinemas dos shopping centers e também, daqueles apresentados na televisão, buscando e conhecendo mais sobre o assunto em sites especializados e em mostras na região central de São Paulo, e hoje visa essa oportunidade para compartilhar com outros adoradores desta arte, mas que não possuem as mesmas ferramentas que ela, mas contemplam a mesma ânsia em buscar o diferenciado e não convencional.

Cada encontro a jornalista apresentará um filme diferente, qual irá gerar um debate sobre o mesmo, e uma discussão sobre a produção, a arte e propagação destas obras junta à periferia.

Segue abaixo o dias e horários de quando acontecerá os seminários:

SERVIÇO

Fábrica da Cultura apresenta:
“Aproximação do Cinema à Periferia”

06/09/2014 – Parque Belém
Horário: 16h às 18h
Exibição do filme: “A Onda”
End: Av. Celso Garcia, nº 2.231 – Portaria 1 ou Rua Nelson Cruz – Portaria 2, na altura do nº 2.200 da Av. Celso Garcia, São Paulo/ SP.

06/09/2014 – Sapopemba
Horário: a partir das 19h30
Exibição do filme: “O Fabuloso destino de Amélie Poulain”
End: R. Augustin Luberti, 300 – Fazenda da Juta, São Paulo/ SP.

13/08/2014 – Tiradentes
Horário: a partir das 19h30
Exibição do filme: “A Viagem de Chihiro”
End: Rua Henriqueta Noguez Brieba, 281 – São Paulo/ SP.

20/09/2014 – Itaim Paulista
Horário: a partir das 19h30
Exibição do filme: “Clube dos Cinco”
End: R. Estudantes da China, 500 – Itaim Paulista, São Paulo/ SP.

23/09/2014 – Curuçá
Horário: a partir das 19h30
Exibição do filme: “Clube da Luta”
End: Rua Pedra Dourada, 65. Próximo a Avenida Nordestina (altura do nº 5800), São Paulo/ SP.

Os ingressos são gratuitos, porém limitados e devem ser retiradas uma horas antes do evento na recepção;

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] A música e poesia em um único “Movi…mento”

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Influenciada pela poesia e literatura brasileira, Lika Rosa lançou seu primeiro álbum em 2012, intitulado “Movi…mento”, um disco com 13 faixas de uma mescla de suas influências somadas ao diversos ritmos musicais, entre eles a MPB, Maracatu, Samba, Jazz, Bolero, Pop Rock, Hip Hop e Eletrônico.

Lika é uma artista nata de música e palco969287_521885621209486_1572998850_n, pois ela interpreta e musica seus poemas com mistura ritmada e encenações únicas e exclusivas, interagindo diretamente com o público que contempla suas performances, dedicando- se de corpo e alma em suas apresentações, além de mostrar uma verdade distinta das ruas e da periferia, onde a mídia convencional não traz essa mesma visão humana e verídica.

Iniciou sua carreira através do projeto desenvolvido pela Cia Estável, surgindo mais tarde duas contemplações do projeto do VAI (valorização de iniciativa culturais) de criação de um espetáculo e desenvolvimento de aulas com foco em interpretação, circo solo, aéreo e musica, com dois grupos seguidos dos Projeto Amigos da Multidão: Mentecorpos do Balaio, com espetáculo “Numa Roda” e “Colcha de Retalho” com contos infantis entre outros.

6325_493688547362527_1991655902_nDesde então, ela busca agregar conhecimento e musicalidade a cada performance, obtendo êxito passo-a-passo em uma carreira promissora e gratificante quando atingido o objetivo, mas tão difícil de chegar neste desenlace almejado, em que todos o admiram hoje, mas amanhã se não tiver um alicerce forte, ninguém o reconhece mais.

Conheça uma pouco quem é Lika Rosa, uma cantora, compositora, poeta e interpretadora da autêntica arte que mescla ritmos e estilos em um, mas nunca perdendo a sua própria essência.

Mais info: Facebook | Twitter | SoundCloud | Youtube

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Gesin: Música, amor e união em uma única palavra

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Rap, família, periferia, essas são alguns adjetivos da dupla do Itaim Paulista, região leste de São Paulo, Gesin, que coincidentemente quer dizer família, em africano, algo que o casal Adilson e Ana Paula cultua e preza bastante, pois eles estão sempre unidos e apoiando um ao outro, juntos a sete anos, mas profissionalmente estão a três, sempre motivando e incentivando a filha deles de três anos a entrar no clima musical.

Influenciados pelo rap estadunidense da costa leste e com uma pegada e ginga brasileira, o casal segue independente mostrando seu som por quer que eles passam, propagando-o em festivais, festas de rua e shows realizados pela capital paulista. Um jornada nada fácil para quem está na batalha sozinho, mas a arte é isso, quem não corre atrás do que quer, tem de aguentar o que vier, seguindo as regras de quem mandar.69665_514261045293126_1974235009_n

Com letras que trazem a veracidade periférica, e principalmente apoiando o preconceito que os negros sofrem em pleno século 21, pois como eles mesmo citaram na página oficial deles: “Podemos ser bem sucedidos, honestos, e leais, mas se estivermos nos padrões que o populacho exige, AINDA somos meros neguinhos fazer ‘Pelô’ na Mente das PESSOAS. Então pra você que é negro, NÃO se envergonhe, se assuma, tenha orgulho de SUA negritude!”.

Esse é um pouco da Gesin, um dupla que preza a família, sua origem e sua essência, sem balelas em arquétipos estipulados pela sociedade, são eles por eles, fazendo e procriar seu trabalho.

Confira na íntegra o videoclipe da dupla “Meu Cabelo”:

Para conhecer mais sobre a dupla, confira abaixo os links para contato:

Site | Facebook | Twitter | Youtube

Por: Patrícia Visconti