[Total Flex] “Consertando Frank” apresenta a mente e suas várias nuances de manipulação

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A casa estava cheia, com cara de estreia e a expectativa estava a mil. O espetáculo aconteceu, e vai até o dia 26 de abril [veja aqui], no Teatro MuBE Nova Cultural, no Jardim Europa, ao lado do Museu de Imagem e Som.

“Consertando o Frank” poderia ser apenas mais um drama-cômico sobre a polêmica do momento a “cura gay”, mas trata de algo um pouco mais complexo e denso, pois fala sobre nossa mente, até quando podemos ser manipulada por opiniões contraditórias?

Frank Johnston é gay, jornalista e tem a missão que pode mudar as diretrizes de sua carreira monótona. Uma pessoa frágil de decisão e carente de afetos, que tem de investigar atese do psicológo Dr. Arthur Apsey, que acredita que já “converteu” vários homossexuais a virarem héteros, e nisso ele vai usar seu métodos mais a fundo pra mexer com a cabeça de Johnston.

Todavia, sua matéria pode afetar seu companheiro de uma vida, seu marido e também psicólogo, Dr. Jonathan Baldwin, que luta para que Apsey perca seu registro e pare com esse desfecho realizado dentro da cabeça das pessoas.

Uma peça de jogo e joguetes, onde a atuação principal é a mente humana. Um órgão tão incrível quão perverso, que transforma verdades em mentiras, moldado por apenas uma frase ou uma palavra, tornando-os fantoches nas mãos dos manipuladores, e constantemente destruindo aqueles que mais amamos, trancafiando nossas ideias essenciais, expondo suposições que saem de nossas bocas quando estamos com raiva ou repúdio, como vozes que falam em nossas cabeças e nos confessam a contradizer o que pensamos por autenticidade.

O contexto tão idêntico ao cotidiano que nem parece que esse texto foi escrito há mais de uma década, trazendo o público em uma plena reflexão sobre até que ponto a realidade é verídica e a manipulação, é factoide.

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Buscai a Coroa: Músicas para tocar na alma do mundo!

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Já que estamos nas prosperidades natalinas, onde todos rementem seus pensamentos a paz, amor e união, nada mais justo do que compartilhar músicas que nos permita uma reflexão sobre tal. E justamente isso a banda de pop-rock Buscai a Coroa tenta mostrar em suas canções.

De princípio achamos que é apenas uma banda de igreja, como tantas que existem por aí, mas os garotos que vivem de música e fazem disso o seu ganha pão, apenas utiliza-se do nome de Jesus para propagar e transmitir paz e o amor, e não apenas para divulgar igreja A ou B.

Afinal, paz, amor e união estão tão escassos atualmente, em um mundo onde cada um olha para seu próprio umbigo e apenas procura o outro quando já está submerso sobre seu próprio ego e arrogância.

10574337_1507299829509186_8820753567358184845_nFormada em Itaquera, zona leste de São Paulo e liderada por Andersonn Lopes, e integrada pelos músicos Israel Allan, Leandro Brisa e Diógenes Lemos (Dó), a Buscai a Coroa faz músicas que trazem paz a alma, reflexão sobre o mundo atual, compartilhando o amor e a esperança.

No começo de novembro, o grupo lançou o single oficial, intitulado “Esperança”, e estará no primeiro compacto da BAC, ainda sem previsão de estreia.

Mas, enquanto não chega o CD, confira abaixo a primeira música de trabalho dos garotos;

Para conhecer mais sobre a Buscai a Coroa, acesse o Facebook oficial da banda e confira as novidades sobre lançamentos, shows, além de aforar músicas que remetem a reflexão do mundo, e não apenas visa a alienação e imodéstia.

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Por: Patrícia Visconti

[Cabine Flex] Fábrica da Cultura realiza seminários para propagar o cinema alternativo na periferia de São Paulo

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Como todos sabemos ontem foi o dia de cinema em nossa embarcação, porém sempre é bom propagar o que a grande mídia não pauta, além do mais os cinéfilos adoram um plus sobre a sétima arte.

Não é de hoje que a periferia e os bairros mais longínquos dos centros das grandes metrópoles é “carente” de cultura além da apresentada nos circuito comercial, como shopping centers ou filmes transmitidos pela TV aberta no horário nobre, porém há sempre aqueles que buscam agregar cultura fora da caixa, e transportar àqueles que não possuem esse discernimento desta erudição.

10418514_1455266901425157_8710547009901655769_nFoi o que a jornalista e moradora do bairro de Taipas, região norte de São Paulo, Jéssica Costa, 23, tentou trazer em um artigo (veja aqui) sobre a estreia do Cine Belas Artes para o Blog Mural, – afiliado ao site do jornal Folha de São Paulo – onde ela mesmo dita sobre as dificuldades que os amantes do cinema na periferia têm para acompanhar o que surgia de novo, fora do circuito comercial. Todavia a repercussão foi tão extrema que ela foi convidada pela Fábrica da Cultura para ministrar um seminário sobre “A aproximação do cinema à periferia“, que percorrerá por todo o mês de setembro por diversos bairros periféricos, como Belém, Sapopemba, Tiradentes, Itaim Paulista e Curuçá, despertando a reflexão e o estímulo do cinema como incentivo cultural, fazendo com que os participantes compreendam os elementos audiovisuais, interprete um roteiro, propague a discussão do conteúdo apresentado nos seminários, tornando os cinéfilos da periferia críticos convictos da sétima arte.

Nestes encontros serão mostrados um longa-metragem fora do circuito comercial, e após disso haverá debates e bate-papos sobre o mesmo, relatando a história do cinema, além do contexto histórico, dando novas diretrizes perceptivas ao espectador.

Essa ideia não surgiu apenas por este artigo, já que Jéssica sempre foi uma apaixonada por cinema e moradora de bairros longínquos do centro sempre buscou alternativa para conhecer filmes diferentes e fora daqueles exibidos nos cinemas dos shopping centers e também, daqueles apresentados na televisão, buscando e conhecendo mais sobre o assunto em sites especializados e em mostras na região central de São Paulo, e hoje visa essa oportunidade para compartilhar com outros adoradores desta arte, mas que não possuem as mesmas ferramentas que ela, mas contemplam a mesma ânsia em buscar o diferenciado e não convencional.

Cada encontro a jornalista apresentará um filme diferente, qual irá gerar um debate sobre o mesmo, e uma discussão sobre a produção, a arte e propagação destas obras junta à periferia.

Segue abaixo o dias e horários de quando acontecerá os seminários:

SERVIÇO

Fábrica da Cultura apresenta:
“Aproximação do Cinema à Periferia”

06/09/2014 – Parque Belém
Horário: 16h às 18h
Exibição do filme: “A Onda”
End: Av. Celso Garcia, nº 2.231 – Portaria 1 ou Rua Nelson Cruz – Portaria 2, na altura do nº 2.200 da Av. Celso Garcia, São Paulo/ SP.

06/09/2014 – Sapopemba
Horário: a partir das 19h30
Exibição do filme: “O Fabuloso destino de Amélie Poulain”
End: R. Augustin Luberti, 300 – Fazenda da Juta, São Paulo/ SP.

13/08/2014 – Tiradentes
Horário: a partir das 19h30
Exibição do filme: “A Viagem de Chihiro”
End: Rua Henriqueta Noguez Brieba, 281 – São Paulo/ SP.

20/09/2014 – Itaim Paulista
Horário: a partir das 19h30
Exibição do filme: “Clube dos Cinco”
End: R. Estudantes da China, 500 – Itaim Paulista, São Paulo/ SP.

23/09/2014 – Curuçá
Horário: a partir das 19h30
Exibição do filme: “Clube da Luta”
End: Rua Pedra Dourada, 65. Próximo a Avenida Nordestina (altura do nº 5800), São Paulo/ SP.

Os ingressos são gratuitos, porém limitados e devem ser retiradas uma horas antes do evento na recepção;

Por: Patrícia Visconti