[Caixa de Som] Os “Primos Distantes” mais próximos da música

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Eles não são primos, tampouco distantes, são apenas dois amigos que se conheceram há 13 anos atrás, quando tinham uma banda na época do colégio, e por intermédio dela as influências musicais os uniram, a partir dai a parceria foi crescendo e proliferando em forma de sons e ritmos.

Caio Costa e Juliano Costa se conheceram em 2001, e desde então 971016_455302237893900_1309347552_nsempre fazendo música e compartilhando suas ideias relacionadas no mundo musical, apesar do projeto da dupla se tornar oficial apenas em 2013 e o primeiro álbum – homônimo a banda – só em 2014 .

A banda que tem influências pop, rock, mpb, mas eles não se focam apenas nesses estilos, pois adoram mixar com outros gêneros, já que no próprio som dos garotos podemos ouvir uma sonoridade meio folk, indie e até soul. Mas, é basicamente essa a essência do grupo, não se rotular e deixar que o público defina seu estilo.

269200_420901814667276_444991967_nAlém do mais, Caio e Juliano compõem suas próprias canções, e conta com grandes músicos os acompanhando na instrumentalização e também nas parceria das composições, entre eles estão Thales Othón, Renato Medeiros, Victor Chaves e Rafael Castro, que também produziu e masterizou o primeiro compacto da dupla.

Um som autêntico e sagaz, com letras originais que remetem ao cotidiano, a sociedade, relacionamentos, a rotina de uma pessoa comum que apenas quer viver e ser feliz, mas da sua própria maneira, e não da forma que querem impôr à ela.

Assista abaixo um pouco do recado da dupla no videoclipe do single “Dragão”:

Para conhecer mais sobre a Primos Distantes acesse:
Site | Facebook | SoundCloud | Youtube

Para fazer o download gratuito o primeiro disco da Primos Distantes, acesse o site oficial da dupla e ouça um pouco mais os garotos.

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Emblues Beer Band: Da mesa do bar, para as ruas da grande cidade

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Foto por: Priscila Requena

Eles começaram nas ruas de Embu das Artes, durante o carnaval de 2013, mas apenas em maio, que eles se oficializaram como banda. Com uma sonoridade que vai do jazz ao funk, eles propagam esse ritmo pouco difundido na cultura popular brasileira.

11022627_419565914881210_6220567284256238101_nEmblues Beer Band tem forte influência das bandas de rua de Nova Orleans, como uma mistura da cultura caipira e região paulista e brasileira. Se apresentando nas ruas, levando ao público ao redor muita alegria, ritmo e diversão, com suas letras espontâneas e peculiares, que nascem de uma mesa de bar sobre cotidiano, relacionamentos, além de cantarem o amor a música e a arte.

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Foto por: Ellen Ricarte

Tocando nas ruas, a banda pode não só divulgar seu som gratuitamente ao seu público, como dar mais musicalidade a megalópole inquietante e estressante, que quase não tem tempo para parar e observar os sons, as cores e os momentos. E por isso, a Emblues Beer Band convida a todos para mais uma apresentação na praça.

A banda se apresenta nesta sexta-feira (10), na Praça Coronel Custódio Fernandes Pinheiro, mais conhecida como Praça do Pôr do Sol no Alto de Pinheiros, às 17h28, com um setlist exclusivo para começar o fim de semana com muita luz, música, alegria e canções que vão do jazz ao rock, blues, funk e um pouco e regionalidade para aquele momento.

Assista abaixo uma das apresentações da EBB pelas ruas de São Paulo:

SERVIÇO

Emblues Beer Band na Praça do Pôr do Sol
Data: 10/ Abril/2015
Hoário: 17h28
Local: Praça do Pôr do Sol
End: Pça. Coronel Custódio Fernandes Pinheiros, s/n – São Paulo/ SP
Ingresso: GRÁTIS! Basta apenas levar sua canga, seu cooler e a contribuição do chapéu do artista, afinal é da sua diversão e alegria que eles sobrevivem.

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Além do mais, nesta sexta-feira a banda fará uma pré-venda da nova cerveja do Emblues Beer Band. Uma Red Lager de 6,2% produzida pela a Microcervejaria Embu. São apenas 10 garrafas e com o rótulo antigo. Sem reservas e encomendas, apenas amanhã na Por do Sol, o valor por unidade é de R$25.

Conheça mais sobre a Emblues Band Beer em:
Facebook | Youtube

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Quem disse que Bahia é só axé? Shalin e os Attemporais

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Eles levam um balanço muito dançante, pulsante, com raízes soul, funk, pegadas rock, mais outros ritmos que bebem nas fontes africanas, como o ijexá, o samba, o jazz, o reggae e ainda transitam pela embolada, o maracatu, chula, ragga, dub, capoeira, enfim, a proposta é não se fixar em um só estilo, reproduzindo o caldeirão cultural que existe na Bahia – que tem muito mais do que o axé e o arrocha dos carnavais.
bloga_shaShalin Way, nascida em Salvador em 1977, é filha de Jacks Wu, cantor e compositor, parceiro da patota de Tim Maia e seus Velhos Camaradas (Hyldon, Cassiano, Fábio, entre outros), que a influenciou a seguir a linha soul music. É de Wu a música “Deus, a Natureza e a Música”, que dá nome ao segundo disco de Hyldon, de 1976. Shalin estudou canto erudito na Universidade Federal da Bahia e, em 1998, estreou como solista do coral Acbeu, sob a regência do maestro
Cícero Alves Filho.

Integrou como cantora, de 1995 a 1999, a banda Naum, que atuava no circuito alternativo de Salvador. Em 2005, cantou a faixa “Talismã”, de Alexandro Videro, no projeto Balaio Atemporal, pela gravadora carioca Guitarra Brasileira, dirigido por Renato Piau. O CD tem participações, além de seu pai, de Tim Maia, Luiz Melodia, Armandinho, Fábio, Léo Gatti e Fernanda Morais e um time de músicos e arranjadores da pesada.

bloga_tavisNo mesmo ano, com o instrumentista e diretor musical Tavis “Black” Magalhães, concebe a banda Attemporais (nome inspirado no CD do Balaio), com o qual se apresenta desde então. Já se apresentou em diversos espaços pela Bahia e outros estados. Segundo diz, o som da Attemporais tem “uma concepção bem brasileira, mas com uma linguagem universal com identidade e personalidade construída ao longo do tempo”.

Tavis Black começou a estudar violão clássico aos 13 anos na Federal da Bahia, onde aprimorou o conhecimento musical e instrumental em diversos cursos e workshops. Concluiu o curso técnico de música em 1998, mas, apesar da formação erudita, pendeu para a música popular, produzindo outros artistas no estúdio Tríade, de sua propriedade. Por ali passaram nomes como Léo Gandelman, Luiz Melodia, Nico Assumpção, Márcio Montarroyos, Arthur Maia, Peninha, Beto Guedes, entre outros, que forneceram a bagagem diversificada que hoje imprime nas músicas e produções do Attemporais.

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Neste sábado (28), Shalin e os Attemporais estreiam novo show, o “Viagens Attemporais”, que será realizado na Livraria e Espaço Cultural Porto dos Livros, em Salvador. Além do pocket-show, o evento terá exposição do artista visual Edson Ferrer e o relançamento do livro “Quando o amor faz feliz”, de Cymar Gaivota. O show começa às 20h, com ingressos a R$ 15. O Porto dos Livros fica no Largo Porto da Barra, loja 2.

Neste vídeo, Shalin e os Attemporais cantam “Bahia com H”, de Hyldon e Jacks Wu, gravada por Hyldon em seu disco “Soul Brasileiro”, lançado em 2009:

Enquanto Shalin e os Attemporais não pintam por aqui, conheça o trabalho deles pelos seus canais no Youtube e no Soundcloud.

YouTube | SoundCloud | Facebook

Ouça aqui o disco “Balaio Atemporal”!

Por: Carlos Mercuri, do Blog por Bloga

[Caixa de Som] Heloisa Lucas: A voz rouca e uma atitude louca!

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Ela é negra, linda e tem uma voz incansável de se ouvir. Heloisa Lucas, sempre foi uma apaixonada por música, principalmente o pop, o jazz, o rock e o soul, tanto que suas grandes influências são grandes divas da cena musical internacional, como Whitney Houston, Etta James, Mariah Carey, Stevie Wonder, Gladys Knight, e também nacional entre eles Tim Maia e Elis Regina. Mas, esse anseio surgiu quando a cantora tinha apenas 13 anos, influenciada pela grande diva do pop, Mariah Carey.

543941_10202062194581843_1039849565_nUma artista independente que luta para conquistar seu lugar, num mercado tão acirrado e defasado, com músicas sem letras e melodias, a batida perfeita e a intonação adequada fazem a diferença na hora da apresentação, deixando qualquer padrão exigido pela indústria fonográfica descartado, quando o talento e carisma são ápice da arte. Porque como a Heloisa mesmo acredita: “Para quem tem personalidade, discernimento e humildade o sucesso não irá deixar influenciar”.

Atualmente a cantora segue se apresentando pelas noites e às vezes pelo dia na grande São Paulo, com suas duas bandas, qual ela faz vocal, sendo elas “Heloisa Lucas & Quarteto Groove” e a “Mesa do Rock”. Bandas que Helo conheceu através de amigos dos amigos que os apresentaram, enquanto a “Mesa do Rock” já conhecia os integrantes faziam um bom tempo pelas andanças na cena alternativa paulistana.1450243_10202639949065344_701931432_n

Heloisa canta com a alma e a perseverança de que seu público será atingido pela sua música, sua obra e sua arte, algo que ela preserva muito, e isso hoje em dia é raro encontrar em cantoras que não apenas visam a vaidade e o egocentrismo, como ela mesmo diz compartilhar música com peculiaridade e originalidade, pois esse é seu desejo como cantora e como artista.

“Meu plano é continuar cantando sempre. Sempre mais e mais. Propagar sempre a música boa e de qualidade”.

Confira uma apresentação da artista no espaço Armazém Cultural em São Paulo:

 

Para quem quiser assistir mais vídeos da cantora, acesse seu canal no Youtube, ou então acesse a página do Quarteto Groove no Facebook.

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Alaídenegão, de Manaus, mescla rock com carimbó, reggae e muita alegria

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Foto: Divulgação

A banda Alaídenegão, de Manaus, lança seu primeiro CD, “Senoide Sensual” (Deck Disc), com previsão de estar no mercado dia 17 de março. São 14 faixas, todas de autoria dos integrantes e de parceiros do grupo: Agenor Vasconcelos (baixo e voz), Rafael Angelo (guitarra), Davi Escobar (guitarra e voz), AJ (bateria) e Markito Rock (trompete). No dia 28, uma versão Deluxe, com duas faixas a mais, será lançada na internet.

Mas quem é Alaídenegão? É uma banda de rock de Manaus, mas não apenas de rock. Suas músicas têm toques de carimbó, reggae, zuqui, maracatu e outros ritmos regionais lá de cima.

423062_372071196147234_1678771176_nFormada em 2010, a banda tem se apresentado intensamente em diversas cidades do Norte e Nordeste. Grande fã do mangue bit, o Alaídenegão gravou em 2010, em Olinda, o EP “Uns todo mundo, outros tudo bem”. Depois, participou do CD “Som do Norte 2011” (da Prefeitura de Manaus, com a faixa “Tecendo o Som”). Em 2013, teve o videoclipe de “Rodar na Bica” exibido na MTV Brasil.

Mas, por que Alaídenegão? Conta-nos Agenor: “O nome da banda é uma criação, uma imagem que se inventou a partir de histórias do centro da cidade de Manaus. Ele é muito doido. Sem gênero. Sem noção na real. Mas o efeito no público e entre os produtores é fantástico, fomos deixando e tomou um corpo. Agora no meio independente somos conhecidos como os ‘Alaídes’. A ideia pegou aqui em Manaus”.

A ideia da banda veio de Agenor e do guitarrista Davi, colegas do curso de Filosofia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Gravaram algumas 10686921_805860569434959_5872120770627889653_nfaixas para apresentar na festa de despedida do curso. Outros amigos se incorporaram e a dupla cresceu, virou um quarteto de rock com um balanço “acarimbolado”, com adição de um trompete. Começaram a tocar em bares e casas noturnas e ganharam projeção com a gravação dos EPs e ficando conhecidos nos
meios alternativos de Manaus.

Segundo Agenor, em um show no Sesc Pompeia, em São Paulo, conheceram, por intermédio de Ilsom, da banda Zefirina Bomba, de João Pessoa, o produtor Rafael Ramos, da Deck Disc. A partir desse contato, veio a proposta da gravação do “Senoide Sensorial”. Sobre a banda, diz Rafael: “Contratamos o grupo por ser uma das bandas mais originais que tem por aí. E eles fazem qualquer um dançar”.

Certamente, a banda é uma das boas surpresas dos meios independentes que pipocam pelo país. “Temos as dificuldades básicas de se viver de música no Brasil. Enquanto trabalhamos, produzimos e ensaiamos, precisamos conviver com empresários que se utilizam da cultura como mercadoria barata, para promoção e benefício próprio”, comenta o baixista e cantor Agenor, apontando uma das razões de muitos partirem para esquemas fora do chamado “mainstream”.

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Enquanto não aporta por aqui, a banda prossegue em seu circuito e produz um evento semanal junto com a Estação Arte e Fato, casa do centro da cidade de Manaus, parceira da Alaíde já há algum tempo.

Ficha técnica do CD “Senoide Sensual”:

Foto por: Rakel Caminha

 

Produzido por: Rafael Ramos.
A & R: João Augusto. Gravado ao vivo por Chuck Hipolitho no Estúdio Costella (SP).
Gravações adicionais por Jorge Guerreiro no Estúdio Tambor (RJ). Mixado por Vitor Farias no Estúdio Tambor (RJ). Masterizado por Fabio Roberto no Tambor Master (RJ).
Músico especialmente convidado: Jessé Sadoc – trompete e flugelhorn.
Todas as faixas editadas por: Deck.
Arte e Design: Flavio
Flock. Foto: Rakel Caminha.

Uma amostra do que está no CD foi postada no Youtube há poucos dias. A faixa “Caia em Si”:


Mais informações, vídeos e músicas em streaming nesta página: alaidenegao.tnb.art.br

Por:  Carlos Mercuri, do Blog por Bloga