[Caixa de Som] Gaúchos da Acústico & Valvulados traz impacto ao novo disco da banda

Acusticos & Valvulados PROMO 2014 Foto: Doni Maciel/Divulgação

Após quatro anos desde o último álbum lançado, o aclamado – “Grande Presença!” -, os gaúchos do Acústicos & Valvulados lança seu mais novo projeto, “Meio Doido e Vagabundo – O Fino do Rock Mendigo”, o sétimo disco da banda e o primeiro difundido no formato digital.

Banda influenciada pelo estilo Rockabilly, rock, punk e “CAcusticos & Valvulados PROMO 2014 Foto: Doni Maciel/Divulgaçãohalaça Total” – gíria criada pela própria banda -, A&V traz riffs de guitarra a todo vapor, com bateria afiada, como em suas letras, com ditam sobre o cotidiano e a vivência diária das ruas, dos bares, da cidade e daqueles que vêem o mundo numa visão diferenciada do senso comum. Dando relevância sempre à música, sendo o combustível dos grupo na hora de compôr e tocar, sem seguir modas ou rótulos, sendo apenas uma banda que ama e vive música 24 horas por dia.

E há 23 anos o A&V e uma bagagem de um pouco mais de 1.500 shows, a banda faz parte de um seleto grupo de resistência do Rock Brasileiro, defendendo essa bandeira “nem que seja mendigando”, conforme brincam os integrantes do grupo. Desde cedo sempre explorando um universo de sons obscuros tirados de LPs e K7s que poucos conheciam ou tinham interesse em conhecer, pérolas da Sun Records, bolachões importados dos mestres Chuck Berry, Bu10514488_802011143164612_3242791375320003372_nddy Holly, Eddie Cochran, Jerry Lee Lewis, entre outros tantos.

Isso que eles apresentam em esse novo disco, algo grandioso, impactante nos timbres e arranjos. Produzido pela própria banda, mixado e masterizado pelo uruguaio Sebastian Carsin, no Estúdio Hurricane, em Porto Alegre, o grupo preservou dinâmica de usar bases “ao vivo”, e incrementou a poção valvulada com peso e força.

Experimente dar volume, nem que seja nos fones de ouvido, pra sentir na pele a essência rock punk de viver!

Meio Doido e Vagabundo - O Fino do Rock Mendigo

Confira abaixo o resultado dessa essência under e muito Rock Punk, no primeiro single “Efeito”, do novo álbum da Acústico & Valvulados:

Integrantes:

Rafael Malenotti – Vocal
Alexandre Móica – Guitarra e Vocal
Paulo James – Bateria
Daniel Mossmann – Guitarra
Diego Lopes – Baixo e Vocal
Luciano Leães – Teclado

Canais Oficiais:

Facebook | Twitter | Youtube | Site oficial | Instagram

Para saber mais sobre o novo trabalho do A&V, e até mesmo fazer o download de “Meio Doido e Vagabundo – O Fino do Rock Mendigo”, acesse o OneRPM e baixe na íntegra ou faixa a faixa, do disco da banda.

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Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] SMF traz 12 horas de muito Rock n’ Roll!

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Há cinco anos atrás um festival reunia diversas bandas do cenário hard core que ganharam êxito extremo em todo o BGrasil, entre elas estão, Fresno, CPM 22, Strike, Restart, Gloria, Forfun, entre outros. Desde então, novos grupos se apresentam, intercalados com bandas novas e outras, já conhecidas.

O Sampa Music Festival está na 11ª edição, sempre mostrando e propagando a cultura alternativa, é considerado hoje o maior festival de música independente de rock do país, sempre trocando experiências de bandas já renomadas, com outras que ainda estão começando e reunindo fãs de todas as tribos e lugares de São Paulo.

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Neste ano, o festival acontece no dia 8 de junho, no Espaço Victory, em São Paulo, e traz um line up apresenta bandas de peso e notoriedade, a nata do rock e hard core do país, como Forfun, Fresno, Rancore, Gloria, Project46, Johnwayne e mais 13 atrações que mostrarão em dois palcos com equipamentos de primeira, assim como o som, pois serão 12 horas ininterruptas de música de qualidade. Além disso, a maior vitrine de bandas novas da atualidade, irá levar uma revelação subir no palco do SMF, para participar os grupos devem seguir as instruções abaixo:

1 – Faça uma imagem que contenha: Foto e logotipo da sua banda e logotipo do Sampa Music Festival (baixar AQUI);
2 – Poste a imagem pelo Face da sua banda com a frase: Eu também quero ver a “NOME DA SUA BANDA” no @Sampa Music Festival 11 (com @, marcando a página do evento). (Abaixo pode escrever o que mais quiser, no post).
3 – Peça para seus amigos e fãs compartilharem esta imagem!
4 – Envie o link do post para producao@sampamusicfestival.com.br até quinta-feira (05/06) às 16 horas.

A banda que alcançar o maior número de compartilhamentos se apresentará no Sampa Music Festival 11!

IMPORTANTE:
* Posts que tiverem mais de 1 compartilhamento feito pela mesma pessoa ou compartilhamentos feitos por perfis fakes serão DESCLASSIFICADOS da promoção. Salvo exceções quando o dono do post, ao enviar o link, comunicar a produção os compartilhamentos que devem ser desconsiderados.

Simples e objetivo: Está ligado no movimento, abraçou a oportunidade, se empenhou, fez o corre mais monssstro??? TOCOU NO SAMPA MUSIC FESTIVAL 11!!!

RESULTADO: Quinta-feira às 20h na fanpage oficial do festival (@Sampa Music Festival)

Os ingressos estão à venda no site oficial, e em diversos pontos espalhados pela capital paulista, São Bernardo do Campo, Santo André e Guarulhos.

O line up oficial do Sampa Music Festival 11 é o seguinte:

– Forfun
– Fresno
– Rancore
– GloriaSampaMusicFestivall11-600x500
– Project46
– Johnwayne
– Protozóides
– Saint Dogs
– UP
– Lakamy
– Suavemente
– Faith
– Intervibe
– Espólios (RJ)
– Delunes
– Maieuttica (RJ)
– Botitle
– Slide Up
– Valense

SERVIÇO

SAMPA MUSIC FESTIVAL 11

Data: 8 de junho de 2014
Local: Espaço Victory
End: Rua Major Ângelo Zanchi, 825 – Penha (ao lado do Metrô Penha)
Hora: das 10 às 23 horas
Ingressos: R$ 40 a R$ 100
Classificação: Menores de 12 anos somente acompanhados do responsável
Abertura da casa: 1h antes do início do evento
Acesso para deficientes.
Site e para compras online: www.sampamusicfestival.com.br
Telefone para informações: (11) 5061-5878
– Não será permitida a entrada de pessoas portando qualquer tipo de alimento, bebidas e objetos cortantes. Chapelaria: R$ 5,00

PISTA: 1º lote: R$40,00 (Até 31/05) | 2º Lote: R$50,00 (Até 06/06) | Na porta: R$60,00.
VIP PREMIUM: R$100,00 (apenas 70 ingressos – com acesso ao backstage do Palco 2)

Pontos de venda:

São Paulo
Galeria do Rock – Loja 255: 1 andar – Fone: 3361.6951
Augusta – Sick N Silly: Rua Augusta, 2056 – Fone: 3081.3899
Santo Amaro – Black Blue: Shopping Boa Vista – Fone:2609.5351
Penha – Ska Skate: R. Capitão João Cesário, 79 – Fone: 2305.7000
Tatuapé – Black Blue: Rua Itapura, 1240 – Fone: 2609.5351

Guarulhos:
Loja Sense 1: Felicio Marcondes, 262 – Centro – Fone: 2440.8356
Loja Sense 2: Cerqueira Cesar, 48 – Centro – Fone: 2409.4456
Loja Sense 3: Joao Gonçalves, 32 – Centro – Fone: 2408.4469
Loja Sense 4: Shooping Bonsucesso – Fone: 2498.4612

São Bernardo: Age Of Deams: Marechal Deodoro, 1574 – fone: 9 7616.6861
Santo André: Metal CDs: Dona Eliza Flaquer, 184 – fone: 4994.7565

Ingresso online: www.sampamusicfetival.com.br
Infoline: 11 5061.0972

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Neto Lobo e a Cacimba canta a essência do nordeste, com uma pitada de música popular

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Quando mistura-se rock com uma pitada de ritmos interioranos do nordeste, só pode dar música original e de qualidade, afinal o novo sempre cativa aos ouvidos mais apuradas e as mentes abertas. Essa é a tendência da banda Neto Lobo e a Cacimba.

neto_cacimba 2O grupo já segue esse compasso desde 2001, e eles são abertos a todos os estilos, ritmos e inspirações, viajando da poesia a literatura, indo até a longevidade da seca nordestina, qual inspirou também outros autores e poetas, como descreve-se na escrituras literárias brasileiras.

A poesia cantando a efervência nordestina, propagando essa cultura tão rica que há no país, misturando com linguagens do pop, rock, heavy metal e africanas. Uma salada musical com cadência e melodia.

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O primeiro disco da banda foi lançando em 2012, reunindo um apanhado de 11 anos do grupo, com letras que ditam o cotidiano nordestino, entre outras viagens e adversidades frequentada pelos integrantes, embaladas por um sotaque forte regional e pela voz marcante e cativante de Neto Lobo, que canta a alma do povo do nordeste. Confira abaixo o single ‘A peleja do diabo com a flor‘, parte do primeiro álbum do grupo:


Agora, a banda segue a trajetória preste a lançar o segundo álbum, ‘Meu Pé de Umbu’, título dado com base na citação do escritor Euclides da Cunha, no livro ‘Os Sertões’, quando se refere ao umbuzeiro como árvore sagrada do sertão.

O disco traz ainda mais forte as raízes nordestinas afloradas na essência da banda, mostrando quão as origens valem mais do que qualquer modismo, visando a propagação da cultura regional e efervescendo a baianidade, a resistência das tradições e o lado poético-positivo da realidade vista e vivida no interior nordestino.

1798371_444363542362887_2025076249_nNeto e a Cacimba mostra quão rica é mesclar essas tradições culturais, com ritmos populares da industria fonográfica, transformando o regional em algo novo e original.

Agora é aguardar pelo lançamento de ‘Meu Pé de Umbu’, e atribuir mais da cultura nordestina em nós, cativando o regionalismo e a originalidade de somar a outros estilos e ritmos musicais.

Mais informações sobre Neto Lobo e a Cacimba:
Site | Facebook | SoundCloud

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Ricardo Stoco apresenta as nuances do Rock ‘n Roll

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Como todos sabemos a maioria dos músicos começam sua trajetória musical na adolescência, mas essa influência vem bem antes, ainda na infância, uns influenciados pelos pais, familiares, amigos, outros por ídolos, mas cada um tem a sua história para relatar com almejado o sucesso.

Nosso artista da vez também começou muito cedo, aos 12 anos ele já arranhava sozinho em seu violão e com 14, ingressou em sua primeira banda, e desde então já arriscava em dedilhar e compôr suas próprias canções.

Ricardo Stoco, um paulista que adora o universo do rock, tanto que suas principais influências são as bandas Ramones e Toy Dolls, mas ele escuta de tudo, sem julgar estilo ou gênero, apenas visando a originalidade, soando verdadeiro e atingindo-o seus ouvidos diretamente, sem muitos efeitos e cópias. Além do mais, o músico adora compor, um de seus hobbies favoritos, e esses empenhos ajudam muito Stoco a escrever, especialmente a sonoridade e timbre.

Stoco gosta de ouvir novidades, e experimentar novos sons, porque assim ele aprende cada vez mais, conhecendo novos timbres, novos ritmos e novas músicas, saindo um pouco da zona de conforto e adentrando a algo novo e nunca ouvido antes. Como ele mesmo diz: “Não me apego só a o que ouço em casa para compor.

E sempre ouvindo novidades Ricardo pretende em breve lançar seu primeiro EP – ainda em pré-produção -, recentemente ele lançou o single ‘Desabafo’, e têm curtido a repercussão do público, que mostrou interesse ao trabalho do músico e estão sempre buscando em conhecer mais sobre ele, tanto que em breve ele lançará sua segunda canção, ainda sem título definido, afinal ele compõe, produz, grava e divulga quase que tudo sozinho, então às vezes o processo demora um pouco.ricardostoco

Mas, seu intuito principal é ganhar o público e conquistá-los com sua música, e para isso Stoco busca sempre se aprimorar como profissional e ser conhecido como tal, um músico que ama o que faz, e faz o que ama, sem restrições de estilos e visando sempre o seu objetivo, apoderar-se da sua música e fazê-la dela seu passaporte para o tão almejado sucesso.

OUÇA AQUI!

Ouça o primeiro single de Stoco, ‘Desabafo’, uma canção que relata as vivências de um alguém que quer seguir um rumo, mas ainda não decidiu para onde seguir. Confira abaixo:

Mais informações: Site | Facebook | SoundCloud

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] O rock nacional está cochilando…

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A primeira vez em que o Brasil teve contato com um rock mais contestador, agressivo e de grande sucesso popular foi com os Secos & Molhados, em 1973. Tudo bem que o trio vocal formado por Ney Matogrosso, Gerson Conrad e João Ricardo pode ser considerado muito mais roqueiro por suas atitudes do que pela música em si. A própria figura de Ney e trechos como “eu não sei falar na hora de falar / então eu escuto” já causavam incômodos aos militares que governavam o país e erguiam a bandeira da “moral e dos bons costumes”.

Mas o tempo passou. Os brasileiros passaram um tempo sem ter contato com um rock contestador, até que chegou a década de 1980. Com ela, vieram o movimento pelas “Diretas Já”, o Rock in Rio (que impulsionou o rock a virar moda por aqui), o enfraquecimento da ditadura e o tão esperado fim da censura, que, embora tenha demorado um pouquinho para desaparecer de fato, deu um ar de mais liberdade, inclusive ao rock nacional.

Por conta disso, o Ultraje a Rigor pôde chamar àqueles de mereciam de “Filha da p…” (em claro desafio à censura), o Paralamas do Sucesso teve a oportunidade de lançar o seu mais bem-sucedido álbum de estúdio “Selvagem?”- um disco contestador por natureza, que chama a atenção para a desigualdade e exclusão social no sucesso, “Alagados” e alerta para o futuro das crianças em “Teerã”, segunda faixa do disco que leva o nome da capital do Irã. Até mesmo o RPM, grupo de maior sucesso da década, falava em revolução e convidava o público a fazer parte dela em “Rádio Pirata”.
Tudo ia bem, até que chegaram os anos 1990. Como são comuns, as tendências mudam e o rock acabou sendo engolido pelo sertanejo, que virou febre entre o público. Naquele momento, algumas bandas acabaram e outras caíram para a chamada “segunda divisão”, ou seja, não deixaram de existir, mas, sem espaço, acabaram sendo deixadas de lado pela mídia e grande público.

A partir da segunda metade da década de 90, o sertanejo acabou perdendo um pouco de sua força e, neste período, novas bandas apareceram. Nesta fase, apareceram Raimundos – misturando hard core com influências nordestinas. Apesar de não ter tido o compromisso de tocar o dedo em questões sociais, a banda brasiliense merece créditos por causa de suas letras politicamente incorretas e transgressoras. Surgiu nesta época também o Charlie Brown Jr., que, em músicas como “Não é sério”, chamou a atenção para a forma como os jovens são tratados no Brasil.

Mas aí entramos nos anos 2000. Uma leva de bandas apareceu. E o movimento do qual tais grupos apareceram tem nome: Emocore. O que se viu a partir daí foi o retrato mais fiel da “dor de cotovelo”. Para os ouvidos do grande público, chegavam músicas melosas, superficiais, que falavam em sua maioria de amores malsucedidos e abandonos. Até então, nenhuma guitarra havia sido tão chorosa.

E como consequência disso, o rock nacional deixa, a cada dia que passa, de ser transgressor. Hoje ele vive comodamente em um ambiente limitado, deixando de olhar para o que acontece em sua volta. Enquanto os amores perdidos são retratados, desvios políticos acontecem e pessoas continuam passando fome. E, além de questões sociais, também há outros assuntos relevantes para tratar. Basta ter força de vontade, e que o rock nacional desperte do seu cochilo, ou pelo menos abra os olhos para o que acontece ao seu redor.

Por: Rodrigo Almeida