[Cyber Cult] A segurança em apenas um toque!

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Atualmente é cada dia mais comum as tradicionais senhas serem substituídas por intervenções biométricas, seja pelos olhos, na palma da mão, pelos dedos, a retina, a íris, até mesmo pela voz, entre outras partes do corpo humano, tornando mais eficaz para a segurança do individuo. Até mesmo nas eleições brasileiras já foi utilizado essa técnica, para melhor identificação e bular a falsificação de dados pessoais.

A biometria já está mais em nosso meio do que possamos imaginar, basta lembrarmos dos filmes e seriados de ficção científica ou de investigação, onde alguns personagens utilizam-se deste mecanismo para abrir cofres ou desvendar segredos top secretos.

Por mais que essas técnicas parecem novas, esse método já é antigo, na China no ano de 800 d.C era comum os comerciantes identificarem seus clientes através de suas digitais.

Afinal, o termo biometria significa medição biológica, ou seja, o estudo de identificação física ou comportamental de cada pessoa, tornando uma “senha” única e intransferível, retirada do seu próprio corpo. E para que essa técnica seja aplicada, necessita de algum meio para que a identificação seja feita, antes utilizava-se a almofada de carimbo, e hoje com a alta tecnologia artifícios ofertados pelo cinema estão se tornando cada vez mais presentes em nossa rotina diária.

Scanners copiam as digitais, enquanto softwares biométrico lêem e extraem as características de cada pessoa, salvando tudo em um banco de dados e facilitando a identificação futura, até mesmo para transferir dados via internet.

Conheça a seguir os principais sistemas de leitura biométrica:

Impressão digital – Captação das linhas da impressão digital por meio de um leitor biométrico que impulsiona o sistema a compará-lo com seu banco de dados.
Reconhecimento facial – Realiza a leitura dos traços do rosto de um indivíduo.
Veias – Realiza a captação de informações baseados nos volumes de veias aparentes do corpo de uma pessoa.
Identificação pela íris – Fotografia da íris do olho realizada sob uma iluminação infra-vermelha.
Identificação pela retina – Informações são coletadas por meio de um foco de luz.
Geometria da mão – Envolve a identificação do tamanho, da estrutura e da posição da palma da mão de uma pessoa.
Reconhecimento de voz – Analisa a sonoridade, a gravidade e os sinais agudos de uma voz. Pode falhar, visto que existem pessoas que sofrem mudanças na estrutura oral.

Mas, uma coisa é fato a biometria está cada vez mais presente em nossa rotina, até mesmo a identificação por DNA cientistas já estudam, assim a segurança das informações será únicas, rápidas e precisas, tornando o dia em que as senhas habituais serão extintas da nossa sociedade, e o reconhecimento biométrico será a forma mais eficaz na humanidade.

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] “A Pedra de Paciência” – A força e ternura da mulher afegã

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“A Pedra de Paciência” retrata uma mulher que, por meio de sua força, pode ser dona de suas próprias escolhas, e assim alcançar a liberdade.

No Cabine da Pipoca de hoje vamos adentrar na cultura Afegã, através de uma mulher que por trás de sua burca mostra muita braveza, valentia, mas sem perder sua ternura. O filme “Pedras de Paciência – a mulher por trás da burca”, com direção de Atiq Rahimi, que revela na trama a força da mulher em uma sociedade machista e conservadora.

O longa mostra uma cortina azul com desenhos de pássaros, criando uma sensação de liberdade. Porém, o som de uma explosão quebra este momento e somos levados para a realidade, onde a protagonista, interpretada pela sempre bela Golshifteh Farahani (que já havia me encantado em “Frango com Ameixas”), cuida do marido (Hamid Djavadan) em coma. Uma tarefa que fortalece a prisão que é o casamento dela, contrastando com a sensação de liberdade no início.

A história é a típica de uma mulher afegã, que está sempre ao lado do marido, mas que nessa ela também faz as terapias que seu esposo faz, devido ao ataque ele teve em uma guerra, ai ela o ajuda contando seus segredos, principalmente de como ele nunca foi presente como amante e tudo que precisou fazer para manter o casamento. É interessante ver que quanto mais ela conta e se torna independente, o marido vai sendo escondido (e esquecido) no próprio cenário.

A terapia não é algo fácil de acompanhar, pois o ritmo que o diretor Atiq Rahimi escolhe para desenvolver a história é lento, e em certos momentos pode se tornar tedioso para um público acostumado aos blockbusters norte-americanos. Contudo, é uma escolha certeira que aumenta a angústia e solidão que a esposa vive.

O diretor também renega ao máximo inserir músicas para não cair no melodrama, investindo em sons ambientes, e aqui temos um ótimo trabalho da equipe de som que, intercalando com os monólogos, nos faz perceber o perigo da guerra ao redor da casa, com explosões e tiros que, mesmo soando distantes, sempre estão presentes.

Os personagens não recebem nomes, pois, naquela situação, eles não representem indivíduos, e sim uma maioria que
tem os mesmos problemas. A protagonista representa todos os medos que uma mulher muçulmana pode ter, além de uma grande personalidade que espera ser revelada atrás da burca. E como não poderia deixar de ser, a principal atração é a atuação de Golshifteh Farahani. A atriz conduz bem a mudança de sua personagem, desde o medo que ela tem do marido até uma mulher dona de si.

Assista o trailer do filme:

 

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Sinopse:
No Afeganistão, uma linda mulher cuida de seu marido em um quarto decadente. Ele é um herói de guerra e está em estado vegetativo, após um levar um tiro no pescoço. Abandonado pelos companheiros do Jihad e por seus irmãos, sua mulher o observa e começa uma confissão solitária, falando sobre sua infância, seus sofrimentos, sua solidão e seus sonhos. Por meio de suas palavras para o marido, ela procura um caminho para recomeçar a vida.

 

ONDE ASSISTIR:
São Paulo: Reserva Cultural
Brasília: Cine Liberty
Salvador: Cinema do Museu

Por Priscila Visconti

[Cyber Cult] Instagram: Socializando fotos, compartilhando ideias

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A rede social do momento é sem duvida o Instagram, agora as fotos e os vídeos dos usuários não são mais os mesmo, e ganham curtidas e comentários, e ainda podem ser aplicado filtros digitais melhorando ou deixando as imagens com um cara diferente. Além do mais, usa-se a essa rede para propagar campanhas sociais e divulgar marcas.

Criado pelos designers Kevin Systrom e Mike Krieger, em 2010, o Instagram começou sem qualquer capital ou investimento de negócios.

Antes apenas uma marca exclusiva para iPhone, que rendeu nesta brincadeira quase 10 milhões de usuários, tendo apena suma equipe de seis funcionários.

Mas o êxito era tanto, que dois anos depois, em 3 de abril de 2012, a marca agregou aos aplicativos da Google, e entrou na plataforma Android, aumentando seus downloads para um milhão no Google Play, mas como nem todo mundo se felicita com os aplicativos, os usuários de Windows ficaram extremamente descontente, pelo fato de não poderem ingressar na rede.

Porém, o sucesso do Instagram ultrapassava os milhões de dólares para a empresa, já que no mesmo dia do seu lançamento para Google, a marca levantou US$ 50 milhões, tendo um capital de risco para uma parcela que chegava a US$ 500 milhões, e seis dias depois com a compra pelo Facebook, o índicio chegava a 1 bilhão de dólares.

Hoje o Instagram conta com mais de 100 milhões de usuários ativos e participativos diariamente, além de abrir nos aplicativos iOS e Android, clientes do Windows 8 já podem ter acesse a rede, que tem mobilizado não apenas fotos e vídeos pessoais, mas campanhas sociais e de conscientização à população, como lutas contra o câncer e anorexia, além de revelações de novos métodos de apresentar o mundo na visão de si mesmo.

E por falar em mostrar o mundo, nosso boletim também entrou nesta onda do Instagram, agora também estamos conectados através de imagens que rondam o mundo inteiro.

Quem quiser nos seguir, e companhar nessa jornada nesta rede que está mexendo com a cabeça de muita gente, basta acessar AQUI, e curtir nossas novidades em cliques instantâneos.

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Essa pauta foi sugestão da nossa repórter ‘foquinha’, Amanda Albuquerque, que em breve trará novidades, toda sexta-feira, sobre o mundo do entretenimento.

Por: Patrícia Visconti

[Cantinho Literário] A adolescente que compartilha e influencia outras crianças na leitura

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Ela tem apenas 17 anos, mas já é uma escritora premiada de prestígio e influencia outras crianças à leitura e a escrita.

Adora Svitak, a jovem escritora e palestrante nascida em Springfield, Oregon é uma criança prodígio, que aos sete anos já havia lançado seu primeiro livro, “Flying Fingers” – em português intitulado “Dedos voadores”, e mesmo com a pouca idade já influenciava outras crianças a ânsia na leitura, sendo até avançada de sala durante este período, incentivando ainda mais pessoas, para que conheçam melhor quem é Adora, fazendo com que os leitoras saiba mais o que há embaixo da manga desta garota. Seus objetivos, seus anseios, suas virtudes, sua duvidas e certezas.

8361_10151612599247704_1623074684_nComeçou a ler aos três anos e meio, e também foi considerada a pessoa influente mais jovem do mundo – The Century for Young People – no meio literário, recebendo a comanda das mãos de Peter Jennings, e ainda com os dizeres do próprio de que ela é o futuro.

Em 2007, ganhou um laptop de sua mãe e o que fascinava a garota era dissertar seus textos do Word. Após disso, seus tios mostraram outras funções na máquina, e ela ficou bastante ansiosa para experimentar e descobrir as outras ferramentas. Com a ajuda dos programas “JumpStart Typing for Kids” e DK’s “Creative Writing”, Adora já digitava 60 palavras por minuto.

Desde então, sua paixão pela escrita só aumentou, assim ela já poderia redigir sozinha cada programa instalado em seu laptop, além do mais, aprendeu novas palavras, enriquecendo seus textos fazendo-os que ficassem mais conjuntos e emocionantes.534135_10151611875387704_1340455852_n

Recentemente a jovem escritora e educadora começou a trabalhar em seu novo livro ‘History Tips for Kids‘ – “Dicas de histórias para crianças”. Um projeto que ajudará outras crianças a perceberem que a leitura pode ser mais legal, do que elas imaginam.

Seus livros favoritos são sobre batalhas e armas, de preferência que estejam recheados de ação e história, e essa essência que Adora pretende passar para as crianças de hoje.

Adora Svitak new children in the worldAlém do mais, a garota é editora do jornal da sua escola, escreve sobre ficção contemporânea, e está terminando seu épico pirata intitulado ‘The Ship Danger‘ – previsto para ser lançado em Outubro, que reúne um compilado de histórias de Adora emparelhados com seus próprios exercícios de aprendizagem e dicas de escrita.

O mais válido e ideal de Adora, é que a escritora apoia em suas próprias ideias, em seu estilo rebelde, sua escrita é impulsionada por um desejo de compartilhar com outros, fazendo-o com que elas pensam sobre a pauta em questão, formando suas próprias personagens femininas tem a tornado libertadora e educativa.

Além do mais, a criação de uma personagem própria, sendo ela a protagonista e no futuro ser ‘inteligente, forte, carinhosa e compassiva, e mais tarde involuntariamente escaninhos si mesma quando ela admite uma inclinação natural que tem atormentado os escritores ao longo dos séculos; “Muitas vezes eu dou os meus protagonistas minhas próprias características.

adora_12Transformando sua imaginação fértil e criativo, para capacitar a destilação de sua vasta erudição em prosa dinâmica, a coragem para explorar diferentes gêneros, com sabedoria e maturidade para aceitar com as críticas, e um desejo incansável para melhorar seu ofício, escrevendo e revisando todos os dias. Uma grande escritora, mas antes de tudo, um gênio na literatura no século 21.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Adora, acesse suas redes na web, desfrute um pouco desta menina, que mesmo com pouca idade, já disseminou sua breve sabedoria a outras crianças.

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Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] O rock nacional está cochilando…

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A primeira vez em que o Brasil teve contato com um rock mais contestador, agressivo e de grande sucesso popular foi com os Secos & Molhados, em 1973. Tudo bem que o trio vocal formado por Ney Matogrosso, Gerson Conrad e João Ricardo pode ser considerado muito mais roqueiro por suas atitudes do que pela música em si. A própria figura de Ney e trechos como “eu não sei falar na hora de falar / então eu escuto” já causavam incômodos aos militares que governavam o país e erguiam a bandeira da “moral e dos bons costumes”.

Mas o tempo passou. Os brasileiros passaram um tempo sem ter contato com um rock contestador, até que chegou a década de 1980. Com ela, vieram o movimento pelas “Diretas Já”, o Rock in Rio (que impulsionou o rock a virar moda por aqui), o enfraquecimento da ditadura e o tão esperado fim da censura, que, embora tenha demorado um pouquinho para desaparecer de fato, deu um ar de mais liberdade, inclusive ao rock nacional.

Por conta disso, o Ultraje a Rigor pôde chamar àqueles de mereciam de “Filha da p…” (em claro desafio à censura), o Paralamas do Sucesso teve a oportunidade de lançar o seu mais bem-sucedido álbum de estúdio “Selvagem?”- um disco contestador por natureza, que chama a atenção para a desigualdade e exclusão social no sucesso, “Alagados” e alerta para o futuro das crianças em “Teerã”, segunda faixa do disco que leva o nome da capital do Irã. Até mesmo o RPM, grupo de maior sucesso da década, falava em revolução e convidava o público a fazer parte dela em “Rádio Pirata”.
Tudo ia bem, até que chegaram os anos 1990. Como são comuns, as tendências mudam e o rock acabou sendo engolido pelo sertanejo, que virou febre entre o público. Naquele momento, algumas bandas acabaram e outras caíram para a chamada “segunda divisão”, ou seja, não deixaram de existir, mas, sem espaço, acabaram sendo deixadas de lado pela mídia e grande público.

A partir da segunda metade da década de 90, o sertanejo acabou perdendo um pouco de sua força e, neste período, novas bandas apareceram. Nesta fase, apareceram Raimundos – misturando hard core com influências nordestinas. Apesar de não ter tido o compromisso de tocar o dedo em questões sociais, a banda brasiliense merece créditos por causa de suas letras politicamente incorretas e transgressoras. Surgiu nesta época também o Charlie Brown Jr., que, em músicas como “Não é sério”, chamou a atenção para a forma como os jovens são tratados no Brasil.

Mas aí entramos nos anos 2000. Uma leva de bandas apareceu. E o movimento do qual tais grupos apareceram tem nome: Emocore. O que se viu a partir daí foi o retrato mais fiel da “dor de cotovelo”. Para os ouvidos do grande público, chegavam músicas melosas, superficiais, que falavam em sua maioria de amores malsucedidos e abandonos. Até então, nenhuma guitarra havia sido tão chorosa.

E como consequência disso, o rock nacional deixa, a cada dia que passa, de ser transgressor. Hoje ele vive comodamente em um ambiente limitado, deixando de olhar para o que acontece em sua volta. Enquanto os amores perdidos são retratados, desvios políticos acontecem e pessoas continuam passando fome. E, além de questões sociais, também há outros assuntos relevantes para tratar. Basta ter força de vontade, e que o rock nacional desperte do seu cochilo, ou pelo menos abra os olhos para o que acontece ao seu redor.

Por: Rodrigo Almeida