[Total Flex] “Consertando Frank” apresenta a mente e suas várias nuances de manipulação

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A casa estava cheia, com cara de estreia e a expectativa estava a mil. O espetáculo aconteceu, e vai até o dia 26 de abril [veja aqui], no Teatro MuBE Nova Cultural, no Jardim Europa, ao lado do Museu de Imagem e Som.

“Consertando o Frank” poderia ser apenas mais um drama-cômico sobre a polêmica do momento a “cura gay”, mas trata de algo um pouco mais complexo e denso, pois fala sobre nossa mente, até quando podemos ser manipulada por opiniões contraditórias?

Frank Johnston é gay, jornalista e tem a missão que pode mudar as diretrizes de sua carreira monótona. Uma pessoa frágil de decisão e carente de afetos, que tem de investigar atese do psicológo Dr. Arthur Apsey, que acredita que já “converteu” vários homossexuais a virarem héteros, e nisso ele vai usar seu métodos mais a fundo pra mexer com a cabeça de Johnston.

Todavia, sua matéria pode afetar seu companheiro de uma vida, seu marido e também psicólogo, Dr. Jonathan Baldwin, que luta para que Apsey perca seu registro e pare com esse desfecho realizado dentro da cabeça das pessoas.

Uma peça de jogo e joguetes, onde a atuação principal é a mente humana. Um órgão tão incrível quão perverso, que transforma verdades em mentiras, moldado por apenas uma frase ou uma palavra, tornando-os fantoches nas mãos dos manipuladores, e constantemente destruindo aqueles que mais amamos, trancafiando nossas ideias essenciais, expondo suposições que saem de nossas bocas quando estamos com raiva ou repúdio, como vozes que falam em nossas cabeças e nos confessam a contradizer o que pensamos por autenticidade.

O contexto tão idêntico ao cotidiano que nem parece que esse texto foi escrito há mais de uma década, trazendo o público em uma plena reflexão sobre até que ponto a realidade é verídica e a manipulação, é factoide.

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] Cine Comunidade difunde a sétima arte nacional pelas periferias de São Paulo

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O cinema nacional é muito mais amplo do que os exibidos pela Globo Filmes, mas infelizmente nem sempre são propagados para a massa, que acaba tendo que digeri o que é transmitido na TV e não fica sabendo do que acontece fora dela.

Visando nisso, o Cine Comunidade, tem o objetivo de democratizar as produções audiovisual brasileira, formando um público para o cinema nacional e ocupando os espaços públicos e comunitários, criando um novo conceito de exibição.

O projeto foi criado em 2006 e idealizado pela Associação Cultural Simbora, uma organização não governamental, sem fins lucrativos, e realiza ações sócio-culturais no Brasil e no exterior através de projetos ligados ao audiovisual e temas relacionados à sustentabilidade.

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Os filmes escolhidos são todos brasileiros, de curta e longa metragem, com foco em filmes independentes e que são pouco conhecidos pela população.

O projeto conta o com apoio da Secretaria Estadual da Cultura do Estado de São Paulo, e a cada edição expande ainda mais a proposta, compartilhando a sétima arte do Brasil, para àqueles que só tem a TV aberta para se entreter, criando novos espectadores e divulgando novos produtores.

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Para conhecer mais sobre o projeto acesse: www.cinecomunidade.com.br, ou então no Facebook oficial.

Por: Patrícia Visconti

[Cantinho Literário] A garagem da literatura

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Foto por: naosoogato.com.br

Quem é leitor voraz e também colecionador sabe quão nossos livros vão ocupando espaço, tendo que chega a hora de termos de escolher entre nós e os livros dentro de casa. Porém, temos pena de nos desapegarmos deles, e a ânsia em comprar cada vez mais, é incontrolável, mesmo que eles fiquem apenas juntando poeira após termos lido.

Baseado nisso, o jornalista Ricardo Lombardi, 44, cansado da rotina e sem tempo para sua família, ele foi inspirado na frase da crítica e escritora Dorothy Paker sugerido para seu epitáfio: “Excuse my dust” – ou em português, “Desculpem minha poeira”. Então, ele resolveu juntar parte de seu acervo e vender.

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Foto por: Victor Sousa

No sebo “Desculpe a Poeira” há livros e revistas usados e em ótimo estado, e todos com um preço, para todos os bolsos.

O estabelecimento funciona de segunda a sábado, das 10h às 18h, na garagem de um dos “predinhos da Hípica”, construído entre as décadas de 1930 e 1950, no bairro de Pinheiros, próximo a Teodoro Sampaio e a rua Artur de Azevedo.

Um lugar simples e cheio de histórias para ler e conhecer, não só nas pratileiras, mas também o que cerca aquela rua charmosa na zona oeste da capital paulista.

Além do mais, o sebo conta com um acervo de vinis, CDs e DVDs, que para um bom garimpeiro da arte é um grande achado cultural.

Para conhecer mais sobre o Sebo, acesse o site oficial e também pela página no Facebook, ou então entre em contato com o próprio Ricardo através do Twitter.

Por: Patrícia Visconti

[Total Flex] Mais verde, menos concreto!

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Em 24 de dezembro de 2013, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sancionou a abertura do Parque Municipal Augusta, porém dias o próprio alegou de que não haveria verba para a reconstrução do mesmo, e de que o projeto não poderia dar continuidade.

Porém, a população não desanimou, e buscou meios e artifícios para que o Parque fosse novamente uma área lazer, com muito verde e ar puro para respirar.

Essa luta já dura 13 anos, onde já foram realizadas inúmeras atividades, atos de protestos, eventos lúdicos, manifestações de rua, oficinas, debates, piqueniques, assembleias, audiências públicas, etc. O caminho foi longo, árduo e cansativo, mas que resultou na criação do Projeto de Lei do Parque Augusta.

Diversas pessoas se envolveram no projeto, entre artistas, jornalistas, cidadãos de São Paulo e até de outras capitais, aderiram a campanha e enviaram em apoio à iniciativa.

Mas, um ano se passou e o parque foi novamente fechado, contrariando a cláusula pétrea na escritura de uso público do terreno. A solução financeira para a desapropriação foi encaminhada ao prefeito, mas mesmo assim ele insiste em ignorá-la para não tomar a decisão que contraria os interesses privados das construtoras.

Por isso, os idealizadores do projeto decidiu retomar a campanha “Parque Augusta Já!”, e convoca toda a sociedade para aderir e continuar propagar essa ideia, seja através de uma poesia, com uma história, empunhando seu cartaz, sozinho ou com seu pet, compondo uma música, desenhando uma charge ou, simplesmente compartilhando e repassando aos seus amigos o que for criado.

Portanto, se você for humano, contribua com essa campanha, pois o verde e o oxigênio vale mais do que o dinheiro ganho pelas construtoras, que apenas destroem o meio ambiente e enriquecem as custas do que é beneficio para a humanidade, criando crises ambientais e transformando a paz em caos social.

Para mais informações: Site | Facebook

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] “Estação Liberdade” mostra os dilemas de um sansei no Brasil

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Já que estamos próximos do aniversário de São Paulo, então nada mais justo do que falar de filmes nacionais, de preferência que trazem a capital paulista como plano de fundo aos tramas cinematográficos.

Baseado nisso, traremos uma resenha produzida pelo fotógrafo e colunista do Tela Larga, Pierre Cortes. Assista abaixo a crítica do Pierre:

Sinopse:

Mario Kubo, 35 anos, brasileiro e terceira geração de descendentes de japoneses (sansei), não tem nenhum contato com a cultura de seus avós. Não fala japonês, não segue filosofias orientais e quase não come sushi. Em crise no trabalho e no casamento com Elvira, neta de italianos, Mario não tem filhos nem planos. Totalmente ocidentalizado, o protagonista se depara com um dilema: não se sente brasileiro, muito menos japonês. No entanto, logo após o terremoto de 2011 que assolou o Japão com uma tsunami, Mario recebe uma carta. Toda escrita em ideogramas japoneses, o que o impede de saber seu conteúdo, ele a carrega a todo canto sem saber o motivo. Nesse momento, Mario parece despertar de um longo sono… Pensativo, ele encontra um universo fértil para sua busca de identidade que o levará até Tóquio, no Japão.

Por: Pierre Cortes