[Cabine da Pipoca] Zé Trindade, o poeta do humor!

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Hoje não vamos falar de uma estreia da semana, ou de um filme clássico do cinema, mas sim de um personagem bastante conhecido para os cinéfilos e amantes do audiovisual nacional. Nossa pauta hoje é sobre o Milton da Silva Bittencourt, ou melhor, o Zé Trindade.

Zé iria completar em 15 de abril, 99 anos se estivesse vivo. Ele foi ator, músico e poeta brasileiro, fez comédia como ninguém, no rádio, no teatro, no cinema e na televisão.

Famoso por seus jargões, “Mulheres, Cheguei!” e “Meu Negócio é Mulher”, fez sua estreia nas telonas em 1947, no filme “O Malandro e a Granfina”, depois deste foi quase um por ano, somando 38 filmes na carreira, o seu último longa produzido em 1987, onde o artista fez uma ponta em “Um Trem para as Estrelas”.

Mas, sua trajetória artística começou um pouco antes disso, ou melhor, 12 anos antes, em 1935, quando Zé Trindade ingressou à Rádio Sociedade da Bahia, protagonizando um bêbado no programa Teatro Pelos Ares, dois anos depois, ele foi para o Rio de Janeiro integrar ao elenco de humoristas da Rádio Mayrink Veiga, tornando a partir daí o melhor programa cômico dos 15 anos seguintes.

Na televisão Zé Trindade participou pouco, atuou junto com outros mestres do humor, como Chico Anysio e Costinha, além da novela “Feijão Maravilha”, em 1980, Rede Globo, do programa humorístico “Balança, mas não cai”, (1982) e da minissérie “Memórias De Um Gigolô”, (1986).

Um multi artista, Trindade gravou 25 discos de música nordestina, afinal essa era sua origem, soteropolitano e muito orgulhoso de suas raízes, os álbuns continham trovas e pensamentos, entre alguns deles estão, “Só mamãe votou em mim/Frichilin” (1954), “Pega ladrão/Pro santo não” (1955), “Leilão na roça/Quadrilha francesa” (1959), “As filhas do Malaquias/Hoje à noite tem” (1963), “Marcha do divórcio/Tem que rebolar” (1963), entre outras. Em 2 de maio de 1990, o grande obreiro da arte faleceu, vítima de câncer aos 75 anos no Rio de Janeiro.

Zé Trindade é um mestre que não pode ser esquecido, pois toda a comédia vista hoje é inspirada na vivência deste ator, comediante, músico e poeta, um mestre que será lembrado por sua irreverência e sabedoria de improvisar e levar um jeito cômico do Brasil aos lares mais populares.

Por: Patrícia Visconti

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