
Recuperar um processo de fundição do gesso é demorado e, muitas vezes, impreciso. A proliferação das impressoras 3D trouxe um benefício inesperado: os dispositivos são perfeitos para criar próteses mais baratas e acessíveis para o público que necessita dos equipamentos.
O aparelho, que fabrica itens a partir de camadas sobrepostas de resina de plástico, se popularizou domesticamente nos últimos anos e tem seu uso estudado para a área de saúde. Alguns especialistas dizem que as próteses de impressoras 3D funcionam tão bem quanto ou melhor que dispositivos mais caros.
Já, quanto aos desafios do uso da nova tecnologia, destaca o médico e membro da Sorri-Bauru Instituição com o objetivo de proporcionar à pessoa com deficiência e/ou necessidades especiais maior independência por locomoção, Fabian Esterelli, o custo da impressora com precisão cirúrgica, de acordo com ele, não sai por menos de meio milhão de reais, e a demora para se obter certificação do Ministério da Saúde.
“A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem um freio saudável que ainda não permite a implantação de próteses impressas, por causa da segurança da resina utilizada. Isso gera um certo atraso para a área.

O médico também garante que a impressão 3D produz resultados melhores, pois a digitalização correta da parte desejada impede erros no formato final da prótese.
Por: Vanderléia Santana
