[Cabine da Pipoca] O Roubo da Taça estreia nos cinemas brasileiros

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Nesta quinta-feira (8), chegou às telonas o filme O Roubo da Taça, que explora com certa ficção o mistério o caso da taça Jules Rimet, que foi roubado da sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro em 1983.

100816-jpg-c_215_290_x-f_jpg-q_x-xxyxxA trama se inicia na noite de 19 de dezembro de 1983, aonde o troféu mais importante do futebol mundial até então, a taça Jules Rimet, foi roubado da sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro. Era o fim abreviado da posse definitiva do Brasil sobre a taça, obtida em 1970, após o tricampeonato mundial (1958, 1962 e 1970). As circunstâncias do crime, suas motivações, todos os envolvidos e, sobretudo, o que aconteceu com a taça são fatos até hoje não completamente esclarecidos.

O filme trabalha com inúmera possibilidades, que chega ser cômico e surreal. Dois malandro do subúrbio carioca invade com a maior calma a sede da CBF e consegue roubar a taça original, sendo que a réplica está guardada no cofre, com a intenção de derreter o ouro, daí para frente se começa toda a confusão com desfecho inesperado.

Foto por Renata Porto
Foto por Renata Porto

Durante a conversa com jornalistas, que aconteceu na segunda-feira (5), com a presença do elenco, roteirista, diretor e produtores do longa-metragem, eles falaram um pouco desse processo de produção, e dos diversos finais para escolher o mais apropriado. “O que ficou mal esclarecido é o que aconteceu com a Jules Rimet”, afirma Ortiz o diretor do filme.

Foto por Renata Porto
Foto por Renata Porto

Nesse filme contamos com a volta de Taís Aráujo ao cinema e Mc Catra estreando como ator, ambos tem participações importantes para desvendar o desfecho da história um tanto surpreendente e perspicaz. Taís Araújo dá vida a mulata Dolores até então casada com o Peralta – o ladrão da taça interpretado pelo ator Paulo Tiefenthaler -, um malandro carioca, viciado em jogo e por dentro da CBF e corretor de seguros, um cara do bem, porém muitos chegaram a duvidar dele ser o mentor desse crime que causou impacto e escândalo na época. Representante do Atlético Mineiro na CBF, fez isso – para pagar uma dívida de jogo. Ladrões fajutos, “gente torta”, como define o diretor.

Foto por Renata Porto
Foto por Renata Porto

O diretor garante que acha importante essa nova geração ter conhecimento desse caso que movimentou o país nesta década dos anos 80, que mesmo sem as tecnologias atuais, o futebol que esteve em uma boa fase, essa rasteira com repercussão mundial de um roubo com muita facilidade do troféu mais importante do futebol.

Com apelo de comédia, o filme que facilmente poderia ser um drama, traz aos telões a história contada de uma forma engraçada sem perder sua essência. Até a parte que diz que a Argentina não aceitou a perda da taça e um argentino a comprou e derreteu o ouro, também é um fato não esclarecido. Até hoje ninguém sabe ao certo o que aconteceu…

Foto por Divulgação
Foto por Divulgação

Além da Jules Rimet, outros três troféus foram roubados da sede da CBF naquela noite de 1983. Um vigia foi rendido, amarrado e vendado. Quatro dos envolvidos (Sérgio Peralta, Chico Barbudo, Luiz Bigode e o argentino Juan Carlos Hernandez) foram condenados em 1988, mas passaram poucos anos presos. Hoje, segundo o diretor, estão todos mortos. E, desde 1986, uma réplica da Jules Rimet criada após o roubo é mantida pela CBF no Rio.

O filme traz um elenco de peso com Paulo Tiefenthaler, Taís Araújo, Danilo Grangheia, Milhem Cortaz, Stepan Nercessian, Fabio Marcoff, Mr. Catra, Leandro Firmino, Grace Passô e direção de Caito Ortiz, escrito por Lusa Silvestre e Caito Ortiz, produção de Francesco Civita e Beto Gauss.

Sobre a história real que motivou o filme:

Roubo da taça Jules Rimet em 1983 foi o roubo do troféu conquistado na Copa do Mundo de 1970 na noite do dia 19 de dezembro de 1983,a Taça Jules Rimet. O roubo aconteceu no prédio da CBF na Rua da Alfândega, 70, centro do Rio de Janeiro. Antes disso, já havia sido roubada no ano de 1966490050 em Londres e foi achada dias depois por um cachorro, Pickles. O caso foi de grande impacto para a população, pois a Taça era um dos maiores símbolos do “orgulho e nacional”. A Polícia Federal foi mobilizada para a procura do objeto, que tinha aproximadamente 3,8 quilos de ouro e na época o objeto poderia valer até 18 milhões de cruzeiros, o que nos dias de hoje equivale a mais de R$ 189 mil.. O caso teve uma grande repercussão. Jornais, tanto nacionais quanto internacionais, noticiavam com assombro o roubo do símbolo do tricampeonato.

Trailer:

Por Renata Porto

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