[Cantinho Literário] Flip 2017 – O ano marcado pelo ativismo, a resistência e a liberdade

Na última quarta-feira (26), o Centro Histórico de Paraty, a cidade virou a capital literária do país, e trouxe neste quatro dias de festa – com a 15ª Festa Literária Internacional de Paraty – Flip 2017 (domingo, dia 30) – aos amantes de literatura, escritores e pessoas influentes na área, um dessa arte fantástica dos livros, neste ano o homenageado foi o escritor carioca Lima Barreto.

Barreto foi jornalista e escritor, que escreveu diversos romances, sátiras, contos, crônicas e uma vasta obra em periódicos, principalmente em revistas populares ilustradas e anarquistas do início do século XX. Mas, sua maior obra foi a redescoberta e publicada em livro após sua morte por meio do esforço de Francisco de Assis Barbosa e outros pesquisadores, levando-o a ser considerado um dos mais importantes escritores brasileiros.

Neste ano a Festa Literária Internacional de Paraty (15ª Flip), teve bastante literatura, mas o ativismo, a resistência e a liberdade, foi debate das conversas, dos convidados no evento, em que na maioria eram negros e mulheres, nos quatro dias de festa, passaram cerca de dois mil pessoas por dia, pela ruas de paralelepípedos de Paraty.

Lázaro Ramos (um dos convidados da festa) com a galera na #Flip2017 – Foto de Iberê Périssé

As grandes editoras do Brasil como Editora do Brasil, Fundação SM / Edições SM, Globo Livros, Grupo Companhia das Letras, Editora Moderna / Editora Salamandra, Editora Nova Fronteira, Pallas Editora, Editora Panda Books e Piraporiando doaram livros para o Educativo da Casa Azul deste ano e parte destes compuseram, durante a Flip 2017, os pés-de-livros na Praça da Matriz, as demais doações foram encaminhadas para a Central Flipinha, que ficou aberta todos os dias.

Este acervo recolhido junto às editoras permite que a realização de ações voltadas ao incentivo à leitura, em especial junto ao público em situação de vulnerabilidade social, sendo um legado que a Flip deixa para o território onde acontece a Festa.

Pés-de-livros na Praça da Matriz – foto de Iberê Périssé

Além de grandes personalidades da história e da literatura brasileira, como os ex-escravos e as mulheres revolucionárias do século 19, permeiam este debate sobre vozes dissonantes e as técnicas de pesquisa e escrita que reúne uma romancista e um historiador da escravidão – a invenção da liberdade até chegar ao período do pós-abolição de Lima Barreto.

Sessão de encerramento da Flip 2017 – foto de Walter Craveiro

A Flip é um evento que mostra a multiculturalidade, que abre portas à importantes escritores e artistas literários, que motiva o incentivo à leitura, e a importância da literatura no Brasil, pois nós somos o país que mais vendemos livros, mas o que menos lê, esta festa pelo centro histórico de Paraty, mostra o qual essa ação é importante, para o conhecimento de novos autores, novas artes poéticas, e debates e palestras educativas e instruídas com pessoas que mostram a literatura como arte e não como consumo e objeto de status.

Contatos da Festa Literária Internacional de Paraty – [Flip]

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Sessão de abertura: “Lima Barreto: triste visionário”

 

Por Priscila Visconti

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