[CAIXA DE SOM] LUCAS BÊ, ENTRE A ENGENHARIA E A MÚSICA

Lucas Bê é bem novo. Em seus 20 anos, já divide o tempo entre a faculdade de engenharia e a música. Pode-se dizer também que sua música acaba sendo feita com os mesmos recursos que os cálculos da universidade – muito cuidado, dedicação e arranjos certeiros pensados milimetricamente.

Este ano, o artista lançou sua estreia, “Hipergigante Azul”, com faixas que trazem histórias de amor e arte casadas com seu violão bem executado. Agora, ele se prepara para o segundo trabalho e lançamento do novo clipe. Tudo isso em 2018, misturando as referências que vão de Bach (o gosto pela música clássica o levou às aulas de violão erudito) a The Cure.

Recentemente, lançou um cover bastante diferente, com uma versão acústica para um estilo específico – o electroswing. “Eu amo Caravan Palace e electroswing e vi que não tem cover acústico desse estilo no Youtube. Aquela música é também uma das minhas favoritas!”, conta. Veja o resultado:

Toda essa miscelânea de influências vai se tornar um EP nos próximos meses. “No próximo trabalho, estou pensando em colocar algumas músicas que eu já havia feito antes e que eu acho que são muito legais, diferentes das do primeiro disco, mas que eu não pus porque o produtor achou que não fazia sentido dentro do projeto. Mas eu gosto muito delas, então resolvi colocar agora. É muito mais variado, elas são bem diferentes entre si. Eu vou trocar vários instrumentos, devo abusar mais dos solos e faixas instrumentais. Talvez tenham menos instrumentos nos arranjos, mas quero trabalhar com mais cuidado os que vou colocar, melhorar os solos”, explica.

Antes mesmo do álbum, um clipe novo feito literalmente à mão chega logo depois do carnaval. Literalmente porque Lucas Bê pegou tudo que você tem em um estojo escolar para a pré-produção. Canetas azul, preta e vermelha; borracha, lápis e branquinho. Seus “pincéis” aplicados sobre papel quadriculado e uma animação ganhando forma apenas com Movie Maker e Paint. “Eu pego um caderno quadriculado e desenho frame por frame. Uso os quadradinhos para me ajudar a não ficar tão tremido. Ainda fica um pouco, porque não uso a técnica tradicional de prender os papéis na mesa, e dá o efeito caseiro que eu gostaria de dar”, completa o cantor, que está ansioso pelo que há de vir.

Sobre o disco inédito, ele explica que vai trazer músicas que gosta muito e, porque questões relacionadas à produção, acabaram não entrando em seu debut. Isso deve dar uma cara bastante diversificada ao trabalho, além de cair mais pro lado do alternativo do que do pop.

Por Carol Tavares

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