CCSP faz homenagem ao Dia Nacional do Rap com grandes nomes do cenário musical do hip hop

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Nesta terça-feira (6), foi celebrado o Dia Nacional do Rap, um estilo de música da periferia e que por muito anos foi marginalizado pela sociedade, mas que atualmente está fazendo com que minorias tenham voz no cenário cultural. Apesar de muitas pessoas terem a visão errada do rap, ele ajuda muita gente a sair da criminalidade e do descaso social, levando uma mensagem certa aos que precisam.

hiphop2O propósito de se comemorar essa data no Brasil, surgiu há 10 anos atrás, em 2009, aprovada por meio de lei na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, vêm ganhando a cada ano que passa, mais representatividade dentro da sociedade e comunidade nacional, tendo um dia para ser lembrado e comemorado no Brasil. O rap tem letras contundentes e acessíveis, embalando em uma sonoridade única e intensa, que é apoiada pro diferentes formas de expressões artísticas, como a dança e as artes plásticas, no qual propões desde seus primórdios uma reflexão sensível do dia-a-dia das comunidade periféricas do país.

karol-conkaO rap é um discurso rítmico com rimas e poesias, que surgiu no final do século XX entre as comunidades Afro-descendentes nos Estados Unidos. É um dos cinco pilares fundamentais da cultura hip hop, de modo que se chame de forma imprecisa, hip hop. Um estilo música com improvisação poética sobre a batida no tempo rápido e
frenquentemente só acompanhada pelo som do baixo, ou então sem acompanhamento, tendo um estilo musical bastante raro, já que seu texto é de suma importância a música, sendo um canto gregoriano, em que a música era monodia homofônica, marcada pelo ritmo e a melodia religiosamente não podia nunca sobressair o texto litúrgico.

O rap não usa melodias e motivos decorativos e harmônicos com arranjos elaborados dos instrumentos, mas vale-se somente em quão rápido o cantor narra a sua “fala” com muito pouca musicalidade adicionada a sua poesia.

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A origem do rap é jamaicana, a partir da década de 60, quando surgiram os sistemas de som que eram colocados nas ruas dos guetos da Jamaica para animar a população. Mas se popularizou mesmo na década de 70, quando foi comercializado para os Estados Unidos, desenvolvendo dentro da cultura hip hop. Nesta época muitos jovens jamaicanos estavam migrando para os EUA, devido a crise econômica e social em seu país.

32c15c4b6bea328b1a6fb1d436a483e2-500x375x1Esses bailes que tinham nas periferias de Nova York, cidade em que o estilo musical ganhou mais destaque serviam de fundo para os mestres de cerimônia comentar sua intervenções, assuntos como a violência das favelas de Kingston e a situação política da Ilha, sem deixar de falar, é claro, de temas mais prosaicos, como sexo e drogas.

Para celebrar essa data tão importante no meio do hip hop nacional, o Centro Cultural São Paulo vai trazer diversos shows de rap, para homenagear grandes nomes dessa cultural música que surgiu nos guetos e que hoje é tocada em diversos locais, apesar de ainda muita gente ter preconceito com o estilo, mas atualmente é bem menos do que a 50/60 anos atrás, em que não tocava rap em lugar algum.

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O CCSP trará diversos shows de rap todo esse de agosto com grandes nomes do cenário nacional como Criolo, Tássia Reis, Emicida, Karol Conká e Rashid já se apresentaram na Sala Adoniran Barbosa, tornando o equipamento uma referência para a cultura Hip Hop. Além de artistas como Rico Dalasam, Z’Àfrica Brasil e Hot & Oreia, dupla mineira que se apresenta pela primeira vez no Centro Cultural São Paulo. O Dia Nacional do Rap é um dia bastante evidenciado por fãs, admiradores e profissionais do gênero musical.

Confira a programação completa:

MARV + Alex Antunes & Death Disco Machine – 8/8
Comemorando os 60 anos do letrista, vocalista e produtor Alex Antunes, o quarteto de improviso livre MARV e o trio Alex Antunes & Death Disco Machine sobem no mesmo palco. A primeira banda é formada por Alex, Miguel Barella, Rodrigo Gobbet e Vitor Trindade. O grupo converge à cultura ancestral e aos cantos e ritmos afro-brasileiros com as linguagens do improviso livre e da manipulação eletrônica e lançam seu primeiro disco. Já o Death Disco Machine é formado por Alex e os produtores Wendl V e Fê Pinatti.
quinta, às 21h – Sala Adoniran Barbosa
R$25,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (de terça a sábado, das 13h às 21h30, e domingos, das 13h às 20h30).

Jacintho – 9/8
O cantor e compositor paulista apresenta seu primeiro álbum, Tropical Desespero, em primeira mão no Centro Cultural São Paulo. O disco será produzido por Felipe Cordeiro e Rafael Barone, misturando música latina com uma leitura pop.
sexta, às 19h – Sala Adoniran Barbosa
entrada gratuita – a bilheteria será aberta duas horas antes do início da apresentação para a retirada de ingressos, que não estarão disponíveis na internet – cada pessoa poderá retirar um par.

Supervão + JP- 10/8
O trio gaúcho lança seu primeiro álbum, Faz Party, e traz ao palco do CCSP sua psicodelia dançante, que mistura de shoegaze com música eletrônica e MPB. A noite conta ainda com um live PA do músico mineiro JP.
sábado, às 19h – Sala Adoniran Barbosa
entrada gratuita – a bilheteria será aberta duas horas antes do início da apresentação para a retirada de ingressos, que não estarão disponíveis na internet – cada pessoa poderá retirar um par.

Carne Doce 11/8
O quarteto goiano, que este ano tocou no palco principal do Lollapalooza e se prepara para a primeira turnê internacional, apresenta seu álbum mais recente, Tônus. O grupo mescla referências de rock alternativo com MPB, em canções pop.
domingo, às 18h – Sala Adoniran Barbosa
R$25,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (de terça a sábado, das 13h às 21h30, e domingos, das 13h às 20h30).

Holydrug Couple + Atalhos – 15/8
Dupla chilena formada há dez anos, já lançou discos pela gravadora norte-americana Sacred Bones e tem uma carreira internacional com passagens por Estados Unidos e Europa. O grupo traz seu tom psicológico cerebral a um conjunto particularmente melódico de músicas. A abertura da noite fica por conta da dupla Atalhos, que está sendo produzida por um dos integrantes da dupla chilena.
quinta, às 21h – Sala Adoniran Barbosa
R$40,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (de terça a sábado, das 13h às 21h30, e domingos, das 13h às 20h30).

Wallace Oliveira Trio – 16/8
Criado com a proposta de explorar a sonoridade da guitarra portuguesa em novas abordagens musicais para além do fado, o trio apresenta músicas de seu álbum de estreia, Nova, além de releituras com interpretações virtuosísticas que combinam diversos gênero, indo de Pixinguinha e Hermeto Pascoal a Fontes Rocha e até Freddie Mercury.
sexta, às 19h – Sala Adoniran Barbosa
entrada gratuita – a bilheteria será aberta duas horas antes do início da apresentação para a retirada de ingressos, que não estarão disponíveis na internet – cada pessoa poderá retirar um par.

Norbert Möslang – 17/8
O luthier experimental suíço é um dos pioneiros no uso de técnicas de arte sonora na música improvisada ao vivo. Integrou a dupla Voice Crack, ao lado de Andy Guhl, gravando com instrumentos feitos a partir de sucatas eletrônicas modificadas que remetiam às obras de artistas visuais como o da dupla Peter Fischli & David Weiss, flertando com o pós-industrial e o noise, caminhando para a improvisação eletro-acústica, onde Möslang se estabeleceu.
sábado, às 19h – Sala Adoniran Barbosa
R$30,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (de terça a sábado, das 13h às 21h30, e domingos, das 13h às 20h30).

Hot & Oreia – 18/8
Dupla mineira formada a partir dos encontros de MCs em Belo Horizonte. Fazem parte do coletivo DVtribo, que, desde 2014, vem se estabelecendo como um dos principais nomes do rap mineiro. Lançam seu primeiro álbum, Rap de Massagem.
domingo, às 18h – Sala Adoniran Barbosa
R$25,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (de terça a sábado, das 13h às 21h30, e domingos, das 13h às 20h30).

Músicas de Superfície + Bruno E e Coletivo Superjazz – 22/8
Criada há 20 anos, a dupla Músicas de Superfície, formada por Fabiana Lian e Vladimir Safatle, finalmente lança seu primeiro disco, gravado nos anos 1990. São músicas que exploram a estrutura do piano acompanhado para voz. O coletivo de músicos e DJs Superjazz, criado por Dudão Melo e Bruno E., também participa da apresentação, trazendo referências do nu jazz.
quinta, às 21h – Sala Adoniran Barbosa
R$25,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (de terça a sábado, das 13h às 21h30, e domingos, das 13h às 20h30).

Rico Dalasam – 24/8
Cantor, compositor e protagonista do movimento queer rapper no Brasil, o MC realiza uma das últimas apresentações de seu projeto 70 Semanas, que tem este nome por marcar o tempo em que ficou sem lançar músicas novas. Prestes a lançar seu segundo disco, ele finalmente mostra suas novas composições, entre elas o single Braille, apresentado pela primeira vez no CCSP.
sábado, às 19h – Sala Adoniran Barbosa
R$25,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (de terça a sábado, das 13h às 21h30, e domingos, das 13h às 20h30).

Z’África Brasil – 25/8
O tradicional grupo paulistano comemora o lançamento em vinil de seu clássico álbum Antigamente Quilombos, Hoje Periferia, marco do rap nacional do início do século, por sua estética inovadora baseada na cultura afro-brasileira. Fundado na metade da década de 1990, o grupo trouxe questões políticas e raciais rimadas com a legitimidade de quem conhece as periferias da cidade.
domingo, às 18h – Sala Adoniran Barbosa
R$25,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (de terça a sábado, das 13h às 21h30, e domingos, das 13h às 20h30).

Marina Melo – 30/8
A cantora e compositora paulistana prepara o lançamento de seu segundo álbum, previsto para este semestre, com produção musical do experiente Chico Neves. Fruto de uma fase mais reflexiva da artista, o álbum passeia por composições que lidam com o cotidiano, as relações modernas, sem perder o viés sociopolítico característico de suas letras, com foco nas várias nuances que podem assumir as relações humanas: se de um lado há canções que revelam intimidade e afeto, de outro há uma perplexidade perante o sentimento de ódio e suas consequências nefastas.
sexta, às 19h – Sala Adoniran Barbosa
entrada gratuita – a bilheteria será aberta duas horas antes do início da apresentação para a retirada de ingressos, que não estarão disponíveis na internet – cada pessoa poderá retirar um par.

Lulina + Malu Maria – 31/8
Duas cantoras estabelecidas em São Paulo se apresentam juntas. A enigmática geográfica e musicalmente Lulina mostra a terceira e última apresentação da série Onde é Onde, em que mostra, em primeira mão, algumas das canções do próximo disco, num show em construção, que se transforma a cada performance, reunindo diversos músicos em diferentes e inusitadas formações. Malu Maria mostra o repertório de seu ótimo disco de estreia, Diamantes na Pista, em que trafega por diferentes ritmos, misturando rock, carimbó, MPB e disco music, numa atmosfera anos 1990.
sábado, às 19h – Sala Adoniran Barbosa
R$25,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (de terça a sábado, das 13h às 21h30, e domingos, das 13h às 20h30).

  • Os ingressos para as apresentação pagas estão disponíveis no site www.ingressorapido.com.br a partir de 30 dias antes do evento.

 

 

Por Priscila Visconti

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