“Frankenstein 200” – Uma obra para homenagear um clássico da ficção científica, com histórias precisas e artes incomparáveis

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Em 2018 o clássico “Frankenstein”, escrito por Mary Shelley completou 200 anos, sem dúvida uma das obras mais famosas da literatura de terror em todo o mundo, sendo considerada a primeira obra de ficção científica da história, servindo de inspiração para que outros autores criem suas obras.

Os anos foram se passando, e o fascínio dos escritores em contar casos e fatos sobrenaturais e tramas ficcionais só aumentou, como no caso de “Frankenstein 200”, lançado em 2018, sob selo do Sebo Clepsidra, aonde 12 artistas, entre autores e ilustradores resolveram recontar a história da obra de Mary Shelley, mas cada um com seu jeitinho distinto e único em criar e se expressar, com temas singulares, mas todos engajadas na essência do livro de Shelley.

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Arte por Gio Guimarões

O álbum conta com seis historietas, recheadas de muito suspense, drama e terror, com artes igualáveis de nomes consagrados e artistas que estão começando na cena quadrinística autoral e independente, que fazem o leitor voltar a história para rever as páginas e apreciar os detalhes das ilustrações.

A organização do álbum fica por conta de três grandes autores da cena de ficção científica autoral e independente no Brasil, Jorge de Barros (Capanga!), Alex Mir (“O Mistério da Mula Sem Cabeça”; “Orixás – Do Orum ao Ayê”; “Orixás – O Dia do Silêncio”) e Hector Lima (“Mulheromem”), que também lançam histórias no álbum.

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Arte por Psicotikka

“Jurupari”, com roteiro de Ana Fiori e arte de Alex Genaro, que apresenta uma mulher que foi criada para servir de consolo aos homens, que descobre sua verdadeira essência e identidade nas artes cênicas; “A Noiva de Shelley”, tem roteiro de Hector Lima e arte de Gio Guimarães (que interpretou com artes lindamente impecáveis), mostra a liberdade e o empoderamento feminino em épocas em que as mulheres só tinham o direito de obedecer.

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Arte por Ton Albuquerque

Na sequência “You make me feel so young”, com roteiro de Jorge de Barros e arte de Psicotikka, traz a transformação de corpos e vidas, tomando forma e buscando seu espaço, contra um cientista que só queria fama e status. “O Raio, O Sol, Suspende a Lua”, de Lillo Parra e arte de Pri Wi; mostra um drama pela renovação e modernização, em que um antigo circo fica com medo das mudanças que o mundo transpassa.

Já em “Retalhos”, de Alex Mir com arte de Décio Ramirez; reflete que a descoberta do novo, pode ser perigoso e avassalador. E por fim, “Francis”, de Lexy Soares e arte de Ton Albuquerque, traz uma trama pela reconquista, que acaba se transformando em dor e devastação.

O prefácio é do editor, tradutor e pesquisador de cinema fantástico, Carlos Primati, que traduziu quatro contos de Mary Shelley sobre imortalidade para a edição do livro “Frankestein”, lançado em 2017, pela DarkSide.

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Arte por Pri Wi

“Frankenstein 200” traz uma narrativa envolvente, com temas contemporâneos, horrores minuciosos, muito sangue, mistério, drama, suspense, romance, dor e morte, mostrando uma maneira precisa e singular a arte de interpretação do terror e da fantasia. E por falar em interpretar, as artes estão divinamente sensacionais, não apenas complementando a narrativa, mas dando um olhar incomparável a cada história. Para saber mais sobre a obra acesse o site do Sebo Clepsidra.

Por Patrícia Visconti

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