“Holo, Meu Amor” – Nova série de drama da Netflix aborda o relacionamento de uma humana com uma Inteligência Artificial

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Holo, Meu Amor é uma série do gênero sci-fi narra a história de Han So-Yeon (Ko Sung-Hee), uma moça que sofre de prosopagnosia (cegueira facial), que impede que ela enxergue o rosto das pessoas. Devido a isso, So-Yeon passa a se distanciar das pessoas por não poder reconhecê-las. Porém, ao encontrar um par de óculos aparentemente normais, So-yeon tem acesso a um novo programa de assistência pessoal através de uma inteligência artificial chamada A.I. Holo.

A partir daí, So-yeon acaba se apegando a Holo em uma nível emocional, o que faz com que ela se torne um testador beta dessa nova tecnologia, ao mesmo tempo em que Holo descobre que está criando sentimentos reais por So-yeon. Ao lado dela, A.I. Holo percebe o desenvolvimento desses sentimentos ao mesmo tempo em que começa a perceber os limites para uma inteligência artificial.

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Entretanto, Holo vai muito além de um programa de assistência pessoal. Holo possui uma personalidade amigável e descontraída, que é totalmente diferente do seu desenvolvedor, com quem compartilha as mesmas feições, Ko Nan-do (Yoon Hyun-min).

Ko Nan-do é alguém que, por consequência do destino, vive isolado em casa enquanto sua irmã mais velha, Ko Yoo-jin, gerencia a empresa de tecnologia fundada por ele, a GIO LAB. Quando Nan-do começa a perceber que A.I. Holo está evoluindo seus sentimentos, chegando ao ponto de até mesmo amar alguém, Nan-do passa a acompanhar tudo o que se passa entre a inteligência artificial e sua testadora. Nesse meio tempo, Nan-do percebe que ao assistir So-Yeon e A.I. Holo, ele mesmo começou a sentir algo que nunca sentiu antes.

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Trabalhando com a ideia de um futuro próximo, “Holo, Meu Amor” também faz uma crítica ao modo como consumimos tecnologias, trazendo a tona assuntos como roubo de tecnologia, privacidade, e até mesmo dependência tecnológica.

Durante o desenrolar da história, o espectador acompanha o crescimento dos personagens, onde é possível ver o amadurecimento deles ao aprenderem a lidar com o outro e consigo mesmo.

O drama foge das receitas românticas que vem cercando a maior parte dos dramas produzidos pela netflix. São personagens que enfrentam não apenas as situações antagônicas de base, mas que tem suas próprias lutas diárias internalizadas dentro de si. Aqui, podemos ver protagonistas fortes, mas cheios de defeitos que enfrentam uma luta interna expressa pela solidão de cada um.

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Com uma trama leve e um roteiro bem trabalhado, a série consegue prender a atenção do espectador, mas sem tender para o melodrama cheios de fortes emoções.

Por fim, é possível fazer associações com produções já conhecidas, como “Her” (2013) e “O Homem Bicentenário” (1999), algo que torna-se inevitável ao longo da história. Com 12 episódios, a temporada completa já disponível na Netflix.

 

Por Victorya Batista

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