CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL RECEBE MÚMIA EGÍPCIA DE 3.500 ANOS

Egito-Antigo

Foi inaugurado na última quarta-feira (19), no Centro Cultural Banco do Brasil, a mostra Egito Antigo: Do Cotidiano à Eternidade. A exposição que já passou por terras cariocas, bateu recorde de audiência no CCBB no Rio Janeiro, somando um milhão e quatrocentos mil visitantes.

À frente da exposição está o curador holandês Pieter Thomas Tjabbes, responsável por uma das mostras mais vistas no mundo, e por trazer Mondrian e Basquiat ao CCBB.

Quando era pequeno, seu avô que não sabia fazer brincadeiras de criança, sempre o contava histórias sobre gregos, romanos e egípcios, e assim surgiu seu grande interesse pelo assunto.

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Foto por Geovana Miranda

A mostra ficará em São Paulo até o dia 11 de maio, e tem a intenção de ser uma exposição para todos. Pieter conta que o CCBB possui tradição de querer atingir novos públicos, e que a mostra traga felicidade ao invés do sentimento de não pertencimento àquele ambiente ao visitante. Já na entrada, nos deparamos com uma grande pirâmide, que não faz parte das peças expostas, mas aproxima o visitante com o tema e faz com que desperte interesse.

Um dos focos do “Egito Antigo: Do Cotidiano à Eternidade” é desassociar o Egito antigo a ideia da morte. A exposição mostra que os egípcios apreciavam muito viver, e por isso gostariam tanto de perpetuar a vida para toda a eternidade, como por exemplo, as mulheres eram enterradas junto de suas jóias e perfumes para chegarem com o corpo inteiro na eternidade e assim, dar uma continuação a vida.

A exposição começa do quarto andar, e de lá o visitante desce as para as outras salas. Cada sala possui uma cor diferente, que possui relação com o que está ali sendo exposto. A segunda sala é verde, que é a cor do deus Osíris, e é escura pois é o local do templo. Já na sala onde estão expostas as múmias e tumbas, é azul, pois é a cor da eternidade. A mostra conta com 140 peças, 137 originais e 3 réplicas.

As obras expostas são originárias do Museu de Turim, na Itália, que fica atrás apenas do Museu do Cairo em relação ao número de acervo relacionado ao Egito Antigo. As peças mostram o dia-a-dia dos egípcios e a maneira em que eles celebravam a religião e a pós-vida.

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Foto por Geovana Miranda

A grande preocupação do egípcio era como ele iria perpetuar a boa vida que ele tinha na terra, o que justifica as comidas e objetos que eram enterrados junto aos corpos.

A exposição fica em cartaz de 19 de fevereiro a 11 de maio, todos os dias, exceto às terças-feiras, das 9 às 21 horas, no Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado, 112, Centro, em São Paulo, próximo à estação São Bento do Metrô). A visitação é gratuita mas é necessário o agendamento pelo site.

Por Geovana Miranda

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