“DC Pride #1: Dreamer in ‘Date Night'” – Uma trama sagaz e significativa para representar os leitores trans nas páginas dos quadrinhos

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A série de Supergirl finaliza seu ciclo entre os heróis da Warner/ DC em 2021, mas ainda iremos ter alguns “spin-offs” de personagens icônicos e representativos, como a fofa a Nia Nal, a super-heroína, Dreamer, interpretado no seriado pela atriz, Nicole Maines, que durante sua trajetória junta a Garota de Aço, pensou em viabilizar nuances distintas sobre a personagem, criando uma história autoral e simples às páginas dos quadrinhos.

A HQ foi a primeira a ser lançada da série DC Pride, que irá reunir diferentes personagens, gays, lésbicas, trans, bissexuais, etc, agregando e dando visibilidade à todos os gêneros, mostrando o quão o ato heroico vale mais do que qualquer preconceito.

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O primeiro número trará a aliada da Supergirl, em “Dreamer in Date Night“, onde a heroína estará lindando com uma liga de vilões barra pesada, que são a Liga das Sombras, mas para não preocupar Kara, ela apenas irá comentar que está lidando com um assalto a banco. Todavia, este encontro de Nia com seus inimigos, na verdade se trata sobre a liberdade em relação as pessoas que defendem a liberdade e o movimento LGBTQ+, trazendo de forma leve e despretensiosa, uma trama envolvente e repleta de reviravoltas, mostrando o melhor dos super-heróis, fazendo o seu melhor, sorrindo e tendo êxito em seus planos contra seus arquinimigos.

Na história Nia Nal leva toda sua bondade, inteligência, estranheza e responsabilidade como heroína a cada instante, fazendo com que o leitor trans possa se identificar diretamente com ele, e aquele não é, passe entender o lado de Dreamer, com seus dramas e dilemas vividos diante da nossa sociedade, contando uma história clara e objetiva, diante a tantas outras sem representatividade, ou desconexa em relação ao assunto.

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Uma história em quadrinho curta, com muitas referências e bom humor, com arte de Rachel Stott e cores da Enrica Eren Angiolini, em que ambas captam a essência e a sagacidade da escrita de Nicole, que se entrega tanto quanto à interpretá-la como para escrever, levando leveza e perspicácia ao enredo, expandindo as ideias aos leitores trans, buscando inspirá-los e a se sentirem representados e refletido nesta mistura tênue e divertida, como uma leitura em quadrinho deve ser, ensinar, mas sendo imperceptível e prática.

por Patrícia Visconti

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