Festival Varilux 2021 traz importantes nomes do cinema francês

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Começou nesta semana a 12ª edição do Festival Varilux de Cinema Francês, a maior e tradicional celebração da cinematográfica francesa no Brasil, começa dia 25 de novembro a 08 de dezembro, mantendo assim o seu compromisso de levar presencialmente – (seguindo todos os protocolos de segurança) – à várias cidades do nosso país levando melhor da Sétima Arte francesa.

Nesta edição de 2021, os organizadores se inspiraram na comédia Adeus, Idiotas (2020) para a criação da identidade visual. Note que tanto o cartaz quanto as demais peças gráficas criadas para o Varilux deste ano reproduzem a imagem estilizada, de um casal correndo em disparada. Dirigida por Albert Dupontel, Adeus Idiotas ganhou sete dos 13 prêmios César ao qual foi indicado, o Oscar da França. A comédia estrelada por Virginie Efira, Albert Dupontel e Nicolas Marié levou mais de um milhão de espectadores aos cinemas franceses.

Em 2020 devido a pandemia de COVID-19 o festival aconteceu online e ultrapassou um milhão de espectadores em 35 mil sessões de cinema, sendo exibidos 50 filmes, que ficaram disponíveis temporariamente para serem assistidos gratuitamente e online no Looke, substituindo inicialmente a edição anual que era apresentada nos cinemas. No final do mesmo ano, foi apresentada uma nova edição, mas presencial e com dezessete filmes novos em alguns cinemas do Brasil que apresentavam protocolos de segurança para exibir o festival.

Neste ano de 2021, a 12ª edição será em formato hibrido (presencial e online), e o homenageado é o ator Jean-Paul Belmondo, que também foi homenageado no ano anterior na identidade visual do evento ao lado de Jean Seberg em Acossado, que tinha completado 60 anos. O primeiro filme anunciado pelo evento, foi Adieu les cons (Adeus, Idiotas), que inspirou a identidade do festival no ano. Além de mais quatro filmes que terão sessões gratuitas presenciais em São Paulo, com alguns dos atores e membros das produções participando dos debates: Sami Outalbali, de Une histoire d’amour et de désir (Uma História de Amor e Desejo); Benjamin Voisin, de Illusions perdues (Ilusões Perdidas); Philippe Le Guay, de L’homme de la cave (Um Intruso no Porão); e Olivier Rabourdin, de Boîte Noire (Caixa Preta).

A programação estão obras premiadas e participantes de festivais como Cannes, Toronto, Veneza e San Sebastian. Como acontece em todos os anos, uma delegação francesa veio para São Paulo, apresentar seus filmes e conversar um pouco sobre eles. Como o diretor francês, Philippe Le Guay, que já veio ao Brasil em 2016, volta ao festival para promover seu novo trabalho “Um Intruso no Porão”, uma história que se passa na capital parisiense, em que um casal decidem em vender o porão do imóvel onde vivem, mas eles são conturbado pelo homem que compra, se instalando sem aviso prévio, mudando toda a vida do casal. Um filme com suspense e drama, e um intruso totalmente fora do normal, que ocasionalmente flerta com uma fantasia polanskiana e oferece uma reflexão perturbadora sobre o negacionismo, muito raramente encenado no cinema.

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O longa conta com no elenco com François Cluzet como Jacques Fonzic, Bérénice Bejo como Hélène Sandberg, Jérémie Renier como Simon Sandberg e Laëtitia Eïdo como Maître Vasquez. “Um Intruso no Porão” no porão já está em cartaz nos cinemas brasileiros de São Paulo e do Rio de Janeiro, que em sua sua estreia, com contou com presença de Le Guay, que ganhou bastante notoriedade no Brasil, em Normandia Nua, uma comédia agrícola em que este interpreta um prefeito determinado a salvar sua aldeia na Normandia.

Outro diretor que também marcou o Festival de Cinema Varilux 2021, foi o Olivier Rabourdin, que veio ao evento promover o longa “Caixa Preta”, o ator e diretor que já contracenou com Liam Neeson e foi nomeado para um prêmio César na categoria de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel de Christophe no filme Homens e Deuses, traz aos telonas o vilão Victor Pollock, em um enredo paranóico, mas extremamente eficaz.

“Caixa Preta”, refere-se sobre um terrível voo de Dubai-Paris, que antes de bater no maciço alpino, o técnico da BEA, autoridade responsável pelas investigações de segurança na aviação civil, Mathieu Vasseur é o investigador principal desse desastre aéreo sem precedentes. Mas essa falha técnica causaram grandes problemas, pois uma análise minuciosa das caixas pretas fará com que Mathieu conduza secretamente a sua própria investigação, em que ainda não sabe até onde vai a sua busca pela verdade.

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O longa do cineasta francês, já está disponível e assim como Phellipe, Oliver Rabordin também estava presente na abertura no maior festival de cinema francês do Brasil. Olivier tem 62 anos e apareceu em mais de 70 filmes, em 1999 ele interpretou o Duc de Richemont no Joana D’Arc de Luc Besson e no ano de 2004, ele é o parceiro de Isabelle Huppert no filme Minha Mae. Agora ele está lançando seu novo projeto como diretor, a drama história do filme “Caixa Preta”.

Além dos diretores os atores Samir Outalbali, conhecido por sua participação na série Sex Education da Netflix, esteve presente para divulgar seu mais novo trabalho, no longa “Um Conto de Amor e Desejo”, que vem sendo muito bem recebido pelo público e já garantiu alguns prêmios. O ator Ahmed, um jovem francês de origem argelina, que cresceu nos subúrbios parisiense.

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Em sua trajetória ele conhece Farah, uma jovem tunisiana cheia de energia que acaba de chegar de Túnis. Ao descobrir uma coletânea de literatura árabe sensual e erótica da qual ele nunca soube, Ahmed apaixona-se perdidamente por esta jovem e, apesar de literalmente inundado de desejo, ele vai tentar resistir. Ahamed é um personagem bem diferente de Samir, ele é frio e calculista, totalmente introvertido, não dialoga muito com sua família ou se aproxima das pessoas. Até seu modo de andar é diferente, é pra dentro. As roupas me ajudaram muito a me locomover menos solto, já que elas eram um pouco apertadas, faziam com que eu me mexesse menos.

Benjamin Voisin, assim como Samir também esteve pela primeira vez no Brasil, divulgando seu trabalho em “Ilusões Perdidas”, um drama inspirado no romance homônimo de Honoré de Balzac e dirigido por Xavier Giannoli. A história é sobre o jovem poeta da França do século XIX, Lucien, que tem grandes esperanças em escolher seu destino.

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Lacien larga a gráfica de sua província natal para tentar a sorte em Paris, nos braços de sua protetora. Logo deixado por conta própria na fabulosa vila, o jovem rapaz vai descobrir os bastidores. Benjamin se entregou de corpo e alma em seu primeiro papel como protagonista e sua preparação para interpretar Lucien foi bem próxima à equipe. Além de incorporá-lo até mesmo fora do set de gravação, em que ele usava as roupas em casa para poder sentir o personagem e também visitei alguns teatros para me identificar um pouco mais com Lucien e sentir a energia de viver em pleno século 19.

Benjamin é conhecido por sua atuação em “Verão de 85”, que foi exibido no Festival Varilux no ano passado, e neste ano ele veio ao evento prestigiar e promover seu novo trabalho. Sempre bem descontraído e muito alegre, prometendo voltar outras vezes ao país.

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Festival Varilux de Cinema Francês é um evento criado pela Unifrance como apoio da Embaixada da França no Brasil e da Delegação das Alianças Francesas. Fora da França, tornou-se em 2017 o maior festival de cinema francês do mundo, e é produzido pela Bonfilm e apresentado anualmente nos cinemas de várias regiões do Brasil. Desde 2010 já passaram mais de um milhão de pessoas, neste ano de 2021 o evento acontece de forma hibrida (online e nos cinemas), mas sempre mantendo a segurança e proteção de seus visitantes. Nos cinemas participantes do projeto em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O festival teve sua inauguração na quinta-feira (25) e vai até o dia 8 de dezembro, trazendo o melhor da sétima arte francesa. Os ingressos estão disponível no site da Ingressos.com e nas bilheterias das redes de cinemas participantes.

Para mais sobre Festival Varilux 2021, acesse os endereços abaixo:

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Por Priscila Visconti feat Bruna Vidal

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