‘Top Gun: Maverick’ – Uma continuidade inerente de técnica e emoção, permeado de referência e excelência ímpares

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Existe no cinema mundial alguns filmes intocáveis devido a ótima qualidade técnica empregada neles, Top Gun: Ases Indomáveis, certamente é um deles. E para todo filme excelente existe um diretor competente disposto a arriscar a reputação e prosseguir contando novamente a história já conhecida, trazendo elementos novos e incrementando outros para trazer nostalgia aos fãs do passado e barganhando um misto de emoções com os novos.

Assim nasce, Top Gun: Maverick, 36 anos após o lançamento do aclamado Top Gun: Ases Indomáveis, tendo na direção, Joseph Kosinski, e trazendo na produção um quarteto formado por Tom Cruise, Christopher McQuarrie, Jerry Bruckheimer e David Ellison, sob o embalo de uma trilha sonora feita na medida por outro time com nomes consagrados composto por, Hans Zimmer, Lady Gaga, Harold e Lorne Balfe, um grupo técnico de estrelas para compor um filme sobre liberdade e perdão em momentos de tensão.

O filme abre fazendo referência ao clássico de 1986, abrindo com o mesmo design, paleta de cores e fonte das letras, trazendo já nos primeiros minutos da abertura uma enxurrada de menções e grandiosidade. Após isso, é mostrado Pete Maverick, ainda ativo no trabalho dentro da marinha mercante dos Estados Unidos, e o quanto ele é lendário como piloto de caça aéreo mesmo sendo uma rebelde dentro da corporação.

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A fama de bom piloto junto de acontecimentos do passado propulsor da reputação que o afastou das atividades do Top Gun, são os mesmos motivadores da necessidade do retorno de Marverick, pela experiência em combate e fama do esperado, como piloto da marinha. No entanto, a volta do grande e renomado piloto acontece de maneira diferente da expectativa criada por ele, visto que, esse retorno se deve pela necessidade de treinamento de uma equipe nova, selecionada entre os melhores para entrar numa missão quase impossível de sair vivo.

O diretor Joseph Kosinski, foi corajoso ao pegar um clássico e fazer uma sequência em tempos onde acertos nesse segmento de continuar histórias de filmes já consagrados, não tem dado certo. Kosinski, trouxe no filme excelentes cenas de rotinas e conflitos sob uma trilha sonora constante para contar um história relativamente simples, afinal, Top Gun: Maverick não tem nada de grandioso, mas a forma como cada detalhe é filmado, como cada enquadramento é posto na tela, faz esse filme ser um ponto fora da curva das diversas continuações do cinema.

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É importante fazer uma observação sobre as aeronaves usadas na produção, isso porque a maioria daquelas acrobacias de encher os olhos feitas pelos atores no papel de piloto dos caças durante o filme, foram filmadas dentro de um jato F18 Super Hornet. A ideia do diretor é mostrar a verdadeira reação de alguém ao pilotar uma aeronave dessas, Joseph usou seis câmeras em diferentes posições para captar as imagens reais dos atores durante o período de gravação.

O filme ainda traz uma grata surpresa, o astro de Missão Impossível, Tom Cruise, reprisando o papel e entregando uma atuação à altura da reputação de excelente ator, mostrando como ele tá em forma e ainda consegue entregar ação e muita emoção durante todo o filme. E quando se fala em emoção, não se engane, são diversos os momentos onde o espectador vai ficar com nó na garganta e olhos marejados pela situação colocada na história. Não é modéstia afirmar sobre como cada camada é bem construída e deixa o acesso segura para a troca de atos fazendo o filme sem bom do início ao fim, abrindo o caminho para terminar a qualquer momento porque ele consegue dar importância a tudo que é mostrado.

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Para bem ou mal, Top Gun: Maverick, tem a excelência da competência em todos os quesitos, não é uma produção pronta para concorrer ao Oscar, mas consegue entregar uma boa fotografia com belas paisagens, entregar uma boa jogada de câmera com objetivo de submergir o telespectador em relação as acrobacias feitas pelos pilotos da aeronave, tem planos abertos onde é possível vem tudo em redor, faz uso do enquadramento mais fechado quando a cena requer uma extração de reação mais pontual.

Além de tudo isso, o filme entrega um humor sob medida e cenas de conflito bem empregadas, capazes de fazer o público ficar realmente emotivo pela situação estabelecida. Como dito acima, não é um filme difícil de ver nem de compreender, ele consegue entregar a boa e velha receita de trazer um misto de sentimentos inexistentes antes da sessão.

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Top Gun: Maverick, é aquela produção onde o público sai satisfeito com tudo. Tal como saí da sala de cinema, com um sentimento bobo e estupefato, olhando para o nada e pensando como seria vida caso fosse um marinheiro igual ao Pete Maverick, e de quebra pedindo por mais sentimentos como aquele gerado pela experiência de ver um filme gostoso do início ao fim.

Em suma, posso afirmar que esse ano Top Gun: Maverick entra no hall seleto de melhores do ano, porque ele é nostálgico, eletrizante e pontual na medida para não cair no clichê de ser mais do que deve ser. O filme chega nas salas de cinema do Brasil no próximo dia 26 de maio.

por Daniel Guimaraes

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