O autor, ilustrador e quadrinista Orlandeli, lançou em 2015, a tira O Mundo de Yang, com sua história fechada e reflexiva, repleto de percepções distintas e emoções variadas, com um discurso extremista, armamentista, intolerante e preconceituoso começava a circular livremente com ares de razão inquestionável.
A narrativa trouxe ao autor momentos significativos sobre o personagem principal, trazendo diferenciações de como ele se via diante das adversidades mundanas, colocando os medos diante das obscuridades da consciência e no âmago entre a bravura e a coragem.
“Isso acabou afetando a forma como enxergava o personagem. Lembrando de outros momentos na história, em que o mundo também parecia se perder na própria sombra, imaginei Migou como uma entidade que se aproveita do desequilíbrio no universo e instala o medo no lugar mais escuro da sua alma, gerando uma onda de irracionalidade“, comenta Orlandeli.
As tiras ganharam notoriedade e passaram que ganharam outros meios, além das redes sociais do autor, elas passaram a ser publicadas aos domingos nas páginas do Diário da Região, e em 2020, o quadrinista reuniu algumas numa histórias fechada e lançou o primeiro livro, em uma leitura leve, bem-humorada e muito reflexiva, traz sátiras envolventes entre os conflitos e confusões inerentes envolto de uma simbologia da cultura oriental, que visa ampliar o pensamento, diante as aventuras enfrentadas na jornada de Yang.
Todavia, essa obra deixou um final em aberto, e Orlandeli então lançou em 2022, a continuação, com O Mundo de Yang – Rumo ao Sul, colocando o protagonista da trama buscando aperfeiçoar suas habilidades, explorando novas nuances dessa jornada em busca de enfrentar o mal que assola a humanidade e reconstruir a paz interior, da qual todos almejam, apresentando novos personagens, engajando e incentivado o leitor a se deleitar na profundidade da energia do universo, em plena reflexão sobre os pontos primordiais da filosofia oriental.
Ambas as obras trazem em suas páginas os traços característicos de Orlandeli, levando a leveza em cada quadro, mas com a precisão irônica em atingir diretamente o leitor, com sitações irônicas e divertidas, expressadas em formas distintas em relação à realidade, e que cada um é individual, seja nas ações, atitudes ou decisões, tendo o respeito e sapiência de a nossa escolha e não a escolha dos outros.


