O filme A Freira, tem direção de Michael Chaves com roteiro de Ian Goldemberg e Richard Naing, baseado no personagem criado na franquia Invocação do Mal. A história apresenta uma freira lutando contra um demônio que possui o corpo de um homem para conseguir um artefato sagrado.
Em 2018, quando foi lançado o primeiro filme de A Freira, spin off da franquia Invocação do Mal, muito se levantou sobre como foi montado a sequência de cenas em cima de um roteiro nitidamente fraco. Apesar da maior bilheteria de um filme desse universo, a qualidade não foi algo propulsor desse sucesso de público.
Cinco anos depois, em 2023, novamente uma trama em cima do personagem é lançada. Em A Freira 2, há uma nítida preocupação com a trama e efeitos visuais, pois é possível notar um nítido melhoramento em relação ao antecessor, isso porque aqui há sentido tudo que a história se propõe a contar.
Em suma, o filme teve um trabalho bem nítido. A montagem é melhor por sugerir uma quebra na força e potencializar o terror ao colocar cenas grotescas quando é necessário, assim fazendo quem assiste ter a leve sensação de terror raiz, outro artifício bem colocado é o jump scare, usado da forma correta quando necessário.
Outro ponto passível de questionamento era a montagem, visto que o antecessor tinha cenas sem sentido dentro da trama. Aqui esse questionamento caiu por terra, porque teve um nítido trabalho polido pela produção e direção na montagem, o filme segue um linha bem executa nesse quesito, fechando qualquer possibilidade de criar falácias sobre cenas sem sentido por falta de atenção na continuidade.
Claro, tudo isso é um acerto, não significa a ausência de furos de roteiros e conveniências durante a execução da história, afinal, esse universo funciona pelo artifício da simplicidade dos acontecimentos, novamente é interessante falar da preocupação da produção em deixar a trama o mais palatável possível.
E fazendo isso, consegue trabalhar os dois núcleos por tempo suficiente para desenvolver os personagens separados pela história. Enquanto há um foco na freira e a noviça que investigam os rastro do demônio, na outra frente, o demônio se move para achar o artefato sagrado, até a chegada do momento onde haverá a colisão e resolução da trama.
Dentro dessas duas margens têm acontecimentos secundários bem plausível no desenvolvimento da trama, isso fica mais interessante quando o filme promove as passagem entre os atos, ao explicar motivos e razões pela quais os eventos seguem acontecendo, assim como dando sentido para os personagens entrarem em colisão, não é cem por cento amarrado mas o funcionamento é bem executado.
Portanto, há sim chance desse filme conseguir repetir o sucesso do primeiro, não pela curiosidade, mas sim pela qualidade, entregando uma produção sequencial polida e enxuta. Sem contar o efeito universo de Invocação do Mal e o apelo do público por conta do sucesso dos filmes anteriores. A Freira 2 estreia nesta quinta-feira 7 nos cinemas de todo o Brasil.
por Daniel Guimaraes





