Em 2025 um dos movimentos culturais que mais mobilizou a geração Baby boomer, celebra 60 anos, compartilhando sucessos notáveis que atravessaram gerações, e reproduziram talentos que seguem até hoje fazendo música e esbanjando carisma. A Jovem Guarda surgiu agosto de 1965, e trazia em sua pauta uma mistura de música, comportamento e moda, já influenciando a maneira significativa do jovem daquela época em se vestir e portar no Brasil.
Com plena alegria e descontração o movimento transformou jovens artistas em fenômenos nacionais, embasados pela rock and roll do final da década de 1950 e início dos anos de 1960, suas letras empunhavam temáticas sobre relacionamentos, envolto de amores e rebeldias adolescentes, seguindo a tendência da qual percorria no mundo, alguns artistas da época até faziam versões do rock britânico e norte-americanos, entre esses o soul da gravadora Motown.
Para comemorar com precisão e energia, o Museu de Imagem e Som de São Paulo, vai realizar uma “festa de arromba” em uma exposição significativa para homenagear esse movimento que foi infundiu aos jovens da época, tornando icônicos os talentos emblemáticos que representam a esfervescência que foi a Jovem Guarda em uma época em que o Brasil vivia uma Ditadura Militar, e eles só queriam aproveitar a vida e viver intensamente sua juventude.
A exposição Jovem Guarda 60 anos tem curadoria do diretor-geral do MIS, André Sturm, que coonta com materiais diversos como álbuns, pôsteres, fotografias, capas de revistas e matérias de jornais do acervo pessoal do Washington Morais, além de itens pessoais de alguns membros do movimento, fazendo o público se transportar para aquela época e deixar levar pelos embalos dos sucessos memoráveis e perene lançados da Jovem Guarda, que conquistaram até as novas gerações.
“Não podíamos deixar passar esta data e celebrar os 60 anos desse movimento que marcou tanto a cultura brasileira, a Jovem Guarda”, afirma Sturm. “Tivemos a sorte de ter acesso a um acervo maravilhoso do Washington Morais, que nos permitiu oferecer ao público uma viagem no tempo, de volta ao coração desse momento tão dinâmico e eletrizante“.
Ao longo dos sete espaços, o público irá se visitar e se realocar ao movimento, a partir de itens que marcaram a geração, entre esses a raridade do primeiro disco de Roberto Carlos, que contém o hit Splish-Splish. A exposição ainda apresenta trechos de vídeos e cartazes de filmes e apresentações, mostrando a estética geral da Jovem Guarda, além de entrevistas exclusivas e fotos dos personagens que influenciaram uma geração e marcando esse movimento autêntico e visceral.
A exposição Jovem Guarda 60 anos estreou nesta quinta-feira (27), com ingressos a partir de R$ 15,00 (meia-entrada), e que o mesmo dará acesso à exposição Ney Matogrosso, que acontece no primeiro andar do museu. Lembrando que, às terças-feiras a é entrada gratuita, com retirada apenas na bilheteria física do MIS no momento da visita.
por Patrícia Visconti




