A História do Som, uma produção loquaz, comovente, que envolve o espectador através dos sentimentos mais puros e intrínsecos, aonde dois amigos, que se conheceram quando estavam na faculdade, une o amor pela música, principalmente a música folk estadunidense, que os conecta a cada dia. Ainda mais quando saem uma jornada pelo interior do estado de Maine, em busca de registros de uma cultura tradicional que pode desaparecer com o tempo.
O filme é ambientado no final da segunda década dos anos 1900, época que o mundo vivia o conflito eminente da Grande Guerra (Primeira Guerra Mundial). Lionel Worthing, um jovem nascido e criado, em uma fazenda no Kentucky. Muito próximo de sua família, ele sempre teve a música como referência para sua vida, tanto que vai estudar canto no Conservatório de Boston, onde lá, ele conhece David White, também estudante, que anseia em resgatar e guardar as músicas mais originárias dos povos interioranos, como a música folk. Desde então, a conexão, fazendo com que o entre encontro de David e Lionel se transforme, e uma grande amizade vira uma relação de afeto profundo que vai unir suas almas em um sentimento intenso e envolvente, que mudará suas vidas para sempre.
A História do Som é um drama, romântico, sutil e sensível, dirigido pelo cineasta sul-africano Oliver Hermanus, que capta com plena visceralidade a descoberta do amor em sua forma mais tênue e lídima, dialogando com temas distintos, que reconstrói o íntimo diante aos ambientes mais adversos, colocando a música como elemento central de uma paixão aliciante e fidedigna, que nem o tempo faz desaparecer, em uma essência vital imposta por memórias singulares de uma cultura repleta de histórias, emoções, melodias e sentimentos.
O longa teve sua première em 2025 durante o Festival de Cannes. Estrelado por Paul Mescal e Josh O’Connor se envolvem integralmente às suas performances, intensas e emocionais. Envolto de personagens complexos, sob uma narrativa marcada por silêncios, gestos e química imensurável, que dialoga com a trama e constrói o íntimo sem demasia e com muita naturalidade, fazendo com que as cenas sejam significativas e momentosas. A produção chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, com distribuição da Imagem Filmes.
por Patrícia Visconti



