Em tempos corridos, em que todos vivem numa correria sem fim, e quase ninguém nota o outro. As pessoas neurodivergentes tem que se adaptar e mascarar as próprias lutas e angústias, traduzidas em medos e silêncios para abafar o caos que conjura dentro da sua cabeça, fazendo com que perca até mesmo a própria essência particular de ser autêntica e se aceitar como se é verdade.
Acompanhando essa ideia intensa e incomum para quem é neurodivergente, o casal Vicky Tokio e Tiago Delfini, lançaram uma história em quadrinhos que vai levar o leitor a uma viagem introspectiva de um personagem que só quer ser aceito a partir de seus próprios problemas, sem ser incluído por ter um transtorno, mas sim por quem ele é, com seu jeito peculiar e atípico que o faz ser único.
A HQ Muffin e a Cidade Fantasma apresenta uma narrativa envolvente, em que o personagem principal vive seus sentimentos mais inerentes em um ambiente de angústias e percepções distintas sobre si, vivendo o dramas existenciais que o fazem sentir desorientado pela sociedade que o cerca, faz com que se sinta excluído, por não se encaixar devido a sua solitária condição emocional.
Uma obra que fala sobre a saúde de mental e como afeta as pessoas no mundo de hoje, em que os problemas neurológicos afetam a maneira em que as pessoas se relacionam e expressam suas emoções, tornando-os sozinhos em um mundo em que se aceitar é perder a própria natureza, e não ter alguém para apoiar verdadeiramente, pode ser o início de uma jornada de solidão, agonia e desalento para enfrentar os seus fantasmas internos, expressado de um jeito singular, poético e humano, aonde qualquer um vai se identificar e prestar mais atenção ao seu redor.
O quadrinho é um projeto autoral e independente, lançado em novembro de 2025, ele encontra-se em formato físico e ebook na Amazon pelo valor de R$ 5,99, e ainda tem opção para download gratuito nos dispositivos do Kindle, no pacote Kindle Unlimited.
por Patrícia Visconti


