Um crime real, que sensibilizou o país no começo na segunda década dos anos 2000, em um caso perturbador que levou a morte de um dos empresários mais promissores do Brasil.
A realidade que ganhou a ficção, e apresentou distinta nuance de um crime quase perfeito, aonde a vítima talvez nem fosse tão inocente assim, já que as agressões morais contra uma mulher, que queria sair da vida de prostituição e construir sua família, mas acabou sendo a vilã, diante das transgressões escrupulosas de status e poder, o desmerecimento de qualquer esforço valoroso que ela tentava, fazendo com que o herdeiro milionário não saísse ultrajado do caso.
Elize: Sombras de uma Mulher, a nova produção da Netflix. Dirigida por Felipe Vellas e escrito por Raphael Montes e Mariana Torres, baseado no assassinato de Marcos Matsunaga, conta com singularidade a trajetória de Elize Matsunaga, uma mulher de origem humilde que enfrenta diversas dificuldades até se casar com um rico empresário de São Paulo. Mostrando as divergências significativas da família perfeita e de um relacionamento marcado por embates, abusos e segredos, que transformou o amor apaixonado em uma guerra desonesta de um homem que apenas usava as mulheres para seu próprio prazer, mas não tinha nenhuma empatia e respeito por ninguém.
O longa traz referências aos fatos reais adicionados as tramas ficcionais, explorando a complexidade psicológica da protagonista diante a um dos casos criminais mais notórios que ressoou no Brasil, em um tormento visceral de proteção a si e aos abusos nocivos de uma relação imprópria, em que o poder e o dinheiro falavam mais alto, quando a autoridade excedia na vida conjugal.
Estrelado por Lorena Comparato, Henrique Kimura, Miwa Yanagizawa, Julia Shimura e Denise Weinberg, o filme é uma produção da Boutique Filmes, com distribuição nacional pela Netflix.
Uma produção que divide opiniões, diante de uma reflexão autêntica e profunda, sobre uma violência pujante que levou ao crime exorbitante e brutal praticado por Elize, levando ao pior desfecho, a sua condenação judicial e o afastamento permanente de sua única filha, que acabou ficando com a família Matsunaga.
por Patrícia Visconti

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