Com direção de Dustin Daniel Cretton e roteiro de Erik Summers e CrisKenna, Homem-Aranha: Um Novo Dia é o quarto filme da franquia protagonizada por Tom Holland.
A trama acompanha Peter Parker, na versão mais solitária possível após os eventos de “Sem Volta para Casa”, vivendo uma angústia profunda, enquanto combate o crime na cidade de Nova York. Enquanto ele também lida com o corpo e os poderes entrando numa espécie de evolução, que o faz perder o controle sobre si, o obrigando a ir em busca de orientação para criar um aparelho capaz de inibir essa transformação.
Essa falta de controle parcial dos poderes o coloca em dúvida sobre as consequências disso, enquanto luta para continuar mantendo seus sentimentos em segundo plano, já que devido aos eventos de cinco anos atrás, ninguém lembra que Peter Parker é o Homem-Aranha.
Mesmo inserido no universo compartilhado, o filme trabalha bem sozinho e sem nenhuma amarra aos eventos do próximo longa desse conglomerado de histórias da Marvel, a única ponte necessária é a própria franquia e suas escolhas narrativas.
Apesar de esquecido, ele é uma referência de combate ao crime na cidade de Nova York, mas o custo pelo anonimato é alto o suficiente para cobrar sua mente o tempo inteiro. Se não bastasse, uma nova figura começa a agir para entrar numa determinada agência de inteligência, algo fora do comum de um vilão qualquer.
O roteiro amarra as pontas e segue uma linha bem acentuada, numa única direção, a resolução dos conflitos do protagonista. Não é uma história de herói e vilão, pelo menos não da forma como é feita normalmente, essa quarta parte do Homem-Aranha é evolutiva e distante de tudo que foi construído nessa franquia.
Outro ponto positivo é que a produção é muito mais polida nos efeitos e transições, seja nas lutas entres os personagens, ou quanto ele usa a cidade como parte fundamental da vivência do herói.
Sob a direção de Dustin Daniel Cretton, Tom Holland faz dessa interpretação do herói, a melhor versão em live-action desde a inserção do personagem em Capitão América: Guerra Civil. Até os encaixes de outros personagens são bem alinhados no roteiro para não haver furos, costurando tudo pela justificativa de necessidade de explicação, tal como a participação do Mark Ruffalo como Hulk, ou o Justiceiro de Jon Bernthal, até mesmo a quase vilã Jean Grey interpretada pela Sadie Sink.
Um Novo Dia se agarra no simples de fazer o herói superar seus conflitos, enquanto toma decisões para consertar os desentendimentos e fazer a coisa certa. Por fim, Homem-Aranha: Um Novo Dia é uma surpresa agradável, emocional e visceral. O filme chega aos cinemas brasileiros a partir do dia 29 de agosto nos cinemas.
por Daniel Guimarães


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