Cine Rosário promete revitalizar a cena cultural da cidade em um dos endereços mais icônicos de São Paulo

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Em recuperação a vida cultural no centro de São Paulo e aos cinemas de rua, outro ponto referente da cena cultural paulistana será reaberto. Um projeto auspicioso, em um dos endereços mais icônicos da cidade, o Edifício Martinelli, que reabrirá o Cine Rosário, um espaço dentro o prédio que serve de palco para espetáculos teatrais, cinema e outras apresentações.

A reabertura foi idealizada pelo Grupo Tokyo – um grupo de entretenimento e cultura de São Paulo que gerencia a famosa balada e centro cultural Tokyo (localizado na Vila Buarque, no centro da capital), além de liderar outras iniciativas que visam a revitalização de prédios históricos da cidade -, com um investimento de cerca de R$ 25 milhões aportados pelo grupo, que integra um grandioso projeto de revitalização do complexo, estimado em R$ 100 milhões.

A premissa em retomar o cinema de rua, e uma nova inauguração que busca utilizar o espaço de diferentes formas, fazendo com que ele seja palco para uma vasta expressão cultural.

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O Cine Rosário foi inaugurado pela primeira vez em setembro de 1929, engajado pelo filho de Giuseppe Martinelli, Ítalo e alguns pesquisadores. Todavia, ele não nasceu com o intuito de fazer parte do prédio, já que antes de fazer parte do Edifício Martinelli, pertencia ao prédio vizinho, que estava comprometendo suas estruturas por conta da imponência da construção do empresário italiano. Então, Martinelli decidiu comprar o imóvel para demoli-lo e incorporar ao seu Conjunto.

No começo, recebeu o nome de “Bloco do Cinema”, mas ao longo de suas temporadas recebeu um público considerado. Além de espetáculos teatrais e de dança, destacando como um espaço de grande prestígio, com sua estrutura luxuosa, decoração toda em pó de ouro e referências ao mármore de Carrara e lustres tchecos em seu piso.

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Entre os célebres do cinema que pisaram no Cine Rosário, está o empresário Walt Disney, que compareceu ao cinema para a pré-estreia do filme, Fantasia, em 1941, permanecendo pelo país por cerca de três semanas, com o propósito que ia muito além dos interesses comerciais. Mas, infelizmente o espaço foi fechado em 1955, permanecendo sem nenhuma atividade desde então, até o anúncio em 2026, feito pelo Grupo Tokyo, que promete reabrir em 2028.

O espaço trará curadoria própria, com lançamentos, sessões especiais, encontros com diretores e artistas, além de exibição de clássicos. Em uma nova estrutura, que promete remeter a que existia na sala em 1929, em projeto de recuperação assinado por Fábio Floriano, que pretende combinar fragmentos históricos com a modernização singular aos visitantes, como acústica, equipamentos, segurança e acessibilidade.

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A previsão de abertura deve ser para 2028, mas pode cambiar dependendo das aprovações necessárias para as obras.

por Patrícia Visconti

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