[Cantinho Literário] “Afogados no Nevoeiro” – O primeiro livro psicótico do escritor Hugo Simões

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Mais uma semana começa e mais um Cantinho Literário abre as portas da cultura por aqui no OBC, tentando trazer o melhor da cultura pop alternativa espalhada pelos becos, vielas e ruas de São Paulo, do Brasil e do mundo, para que nossa tripulação fique por dentro do que está rolando no submundo cultural, que particularmente, está bem melhor que a cultura da massa convencional,  ou seja, aquela que as grandes mídias infectam por ai, defecando em seus computadores, televisões e rádios.

Mas, vamos o que interessa, porque o resto não tem pressa, já dizia Paulo Cintura, da Escolhinha do Professor Raimundo.

Hoje é dia literatura, bebê! E é isso que vamos falar, de um livro, que para quem curte ficção com um pouco de terror, vai curtir essa obra que está na lista dos top seis mais vendidos na Bertrand Online, uma das maiores redes de livrarias de Portugal.

Escritor de Afogados no Nevoeiro, Hugo Simões

O entitulado de “Afogado no Nevoeiro”, do português, nascido em Lisboa, mas que atualmente vive em Nîmes, na França, Hugo Simões. Esse é sua primeira obra literária, que mostra um pouco de como o escritor é, cheio de questões querendo saber o porque das coisas, quem somos e qual a missão de cada um neste mundo, deixando o leitor curioso com a história, querendo ir mais além com com ela.

A história de “Afogados no Nevoeiro” é um thriller psicótico, um gênero da literatura que utiliza suspense, tensão e excitação como principais elementos, que através do terror, o autor consegue segurar o leitor da primeira até a última página, fazendo com que o leva o sentido do questionamento de sua própria existência.

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Não vamos entrar muito na história por não queremos dar nenhum spoiler do livro, mas o acreditamos que o autor dever ter tido um pouco de inspiração no primeiro filme da “Bruxa Blair”, em que alguns jovens estudantes, se perdem na floresta e eles encontram coisas estranhas, como gritos, choro de crianças, entre outros acontecimentos inexplicáveis, além de pilhas de pedras e galhos amarrados em árvores pela caminho.

No livro de Simões, grupo de amigos vão para um abrigo na montanha lutar pela sobrevivência, mas no desenrolar da história, eles veem coisas estranhas que se aproximam da casa onde eles estão.

Foi o que achamos um pouco da história, pelo pouco que lemos, afinal é bom dar uma modificada de gênero, dando vez a publicações de terror com suspense, para prender mais o leitor, mas do que o romance com drama. Não estamos querendo menosprezar os outros gêneros literário, afinal toda obra que prende o leitor, é um bom livro.

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Capa do livro

Confira a sinopse abaixo e veja um pouco de Afogados no Nevoeiro
Quando dois casais de amigos, Patrício e Jéssica e Jimmy e Rita, terminam os cursos superiores, decidem tirar uns dias num abrigo de montanha, para descansar e preparar os novos desafios profissionais que se avizinham. Mas as expectativas de descanso dos jovens depressa de dissipam, à medida que um estranho nevoeiro se vai acercando do abrigo e os vai envolvendo, originando comportamentos estranhos que os levarão ao limite da luta pela sobrevivência. Afogados no Nevoeiro é um thriller psicótico onde, através do horror, o autor agarra do leitor e o leva a questionar o sentido da sua própria existência.

Para quem se interessou e quem conhecer mais sobre a primeira obra de Hugo Simões, confira os endereços abaixo e veja onde comprar o livro, que ainda não achamos  em sites e nem livrarias brasileiras, apenas nas portuguesas, mas esperamos que em breve, venha para o Brasil.

Afogados no Nevoeiro – Fanpage
Hugo Simões – Facebook

Disponível para compra em:
Capital Book | Bertrand Online | Wook

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Por Priscila Visconti

Capa do livro Rosa Vermelha

Capa do livro Rosa Vermelha

A autora deseja publicar o livro na 24a Bienal Internacional do livro de São Paulo, datada para de 26 de Agosto a 04/de Setembro, mas não é algo concreto.

A paulistana Brendali Sorgon Bego, 18, divide o tempo entre o curso de farmácia na Universidade Federal São João Del Rei (UFSJ), em Minas Gerais e a finalização do livro Rosa Vermelha, iniciado em 2012, quando começou cursar o técnico em química integrado ao ensino médio na ETEC Getúlio Vargas.

“No ensino médio era junto com um curso técnico, então meu tempo foi bem escasso” e continua “Agora na faculdade a vida é outra (risos) moro sozinha em outro estado para estudar, o tempo é quase inexistente”, explica o motivo para ir devagarinho com o livro.

Escritora Brendali Sorgon

Escritora Brendali Sorgon

A autora passou a escrever com base o momento de transição que vivia “Entrar em uma escola nova, ir para o mundo do ensino médio, mundo diferentes na mente de uma garota. Fiz os 10 primeiros capítulos quando tinha 14 anos, mas fazem 2 anos e meio de escrita efetiva” esclarece.

O enredo do livro passa por uma remontagem da história da branca de neve dos Grimm, uma garota chamada Bianca dando início no ensino médio, encontra o seu príncipe encantado, o Fera, no entanto conforme o leitor mergulha no livro encontra a verdadeira bruxa má.

Além das pequenas referências aos diversos contos de fadas encontradas no decorrer do livro. “É um daqueles romances fofo, mas tem drama e as vezes chega a dar um pouco de medo”, comenta.

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A música é uma grande influência para Brendali

A música é uma característica na construção da história dos personagens, o playlist selecionado pela autora para acompanhar a leitura vai de Taylor Swift-Love Story a Bruno Mars-Mary You, entre outras adiantadas por ela na página oficial do livro.

Ao longo do tempo dedicado a escrita do livro Brendali tomou como referência a escritora Carina Rissi e outros escritores do gênero ‘Young adults’ (subgênero da literatura de fantasia focada no público entre 14 e 21 anos) e check list (livros considerados para mulheres) pelo mundo a fora.

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Trecho postado na página do livro

 

Serviço

Bienal do Livro de São Paulo 2016
Previsão de lançamento: 26\08 a 04/09
Pavilhão de exposições do Anhembi
Endereço: Av. Olavo Fontoura 1.209
Santana-São Paulo/SP
Preço estimado:R$30,00

Livro: Rosa Vermelha
Autora: Brendali Sorgon
Quantidade de páginas: 350
Editora: Ainda não definida

* Em breve aqui no Cantinho Literário, teremos mais informações sobre o lançamento do livro Rosa Vermelha, da jovem escritora Brendali Sorgan.

Por Gabriela Alves

[Cantinho Literário] Rosa Vermelha – O Primeiro livro de Brendali Sorgon

[CANTINHO LITERÁRIO] Poetas Ambulantes espalham poesia pelos transportes públicos da cidade

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Os poetas acreditam que faz parte da natureza do artista ser um provocador.

Por volta das 19h do dia 11, uma sexta feira, um grupo de pessoas se reunia próximo às catracas da Estação Butantã, linha 4 – Amarela, carregando livros, poesia e vontade de difundir arte para quem estivesse por ali. São os Poetas Ambulantes iniciando mais uma intervenção urbana. O coletivo existe desde setembro de 2012, quando a primeira saída foi realizada. Ele surgiu a partir da iniciativa de duas amigas, Luz Ribeiro e Carol Peixoto, frequentadoras de saraus, que sentiram a necessidade de levar poesia para outros cantos da cidade.

Inspirados nos vendedores ambulantes, presentes diariamente nos transportes públicos, o coletivo percorre diferentes linhas de trens, ônibus e metrôs, declamando poesias e entregando livros aos passageiros que aceitam participar da intervenção.

Mas, antes de iniciar a ação, o coletivo se reúne em círculo para realizar uma espécie de oração e relembrar as principais instruções da intervenção. Ao final dessa reunião, os participantes entoam a frase lema do coletivo: “Uma vez Poetas Ambulantes e nada será como antes”. 

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Passageira ganha livro após declamar poesia.

O coletivo em si é composto por seis integrantes fixos, responsáveis por organizar as saídas, mas, como elas são abertas ao público, qualquer um pode participar. “Quanto mais gente puder vir e somar nesses dias, melhor”, explica a integrante Mel Duarte, 27.

Os encontros acontecem uma vez ao mês e as datas são divulgadas através das redes sociais do grupo. Embora alguns passageiros ironizem a ação, a maioria se agrada com a intervenção. “Por serem apresentações abertas, as pessoas se sentem muito à vontade”, diz o professor e também integrante do coletivo, Jefferson Santana, 27.

A respeito da crise política, social e econômica que o país enfrenta, eles reforçam a importância da poesia como forma de expressão. “Precisamos estar o tempo todo em debate e utilizar as palavras ao nosso favor, porque as pessoas têm muita dificuldade de encará-las. Elas sabem apontar, mas não sabem argumentar. A poesia tem um espaço muito positivo para ajudar nisso”, explica Mel.

Assuntos que estão em pauta no cotidiano, como redução da maioridade penal, foram temas de algumas saídas do coletivo para que os passageiros sejam provocados a refletir.  “A poesia é uma arma de combate”, finaliza Jefferson.

Acompanhe o coletivo pelas redes sociais:

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Texto e fotos por: Fernanda Pereira

[CANTINHO LITERÁRIO] Cooperifa comemora 15 anos de poesia

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Foto: Divulgação

Fundada pelo escritor Sergio Vaz, o projeto leva poesia aos moradores da periferia da zona sul de São Paulo.

Aconteceu no ultimo domingo (13) o sarau Cooperifa em comemoração aos 15 anos de fundação. A iniciativa foi criada pelo mineiro de coração paulista Sergio Vaz, 51, o projeto busca levar poesia marginal aos moradores de periferia, representado o cotidiano desse grupo.

No 15° ano de sarau teve como convidado Benjamin Taubkin, combinando música e poesia com a apresentação de “PIANO QUE CONVERSA”, acompanhado pelos percursionistas Guilherme Kastrup e Pedro Ito (Sons da Sobrevivência) e os guitarristas Manoel e Felipe Cordeiro, pai e filho, representantes do ritmo guitarrada popular do estado do Pará.

Os saraus acontecem no bar do Zé Batidão, onde o autor trabalhou dos 12 aos 22 com o pai. O lugar é descontraído, apesar da temática pesada de algumas poesias, colabora para a criação artística. Hoje, o lugar abriga diversos poetas, atores e músicos que encontram na Cooperifa espaço tanto para disseminar ideias, quanto reivindicações através da literatura.

O movimento cultural tem como objetivo dar voz a realidade enfrentada pelos moradores dos bairros desassistidos “A poesia é isso, a pessoa se expressa politicamente, mas também com o coração, tem um amor naquilo e tem o ideal. O sarau é politica e resistência ao mesmo tempo”, diz Pâmela Araújo, 27, participante do sarau.

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Imagem: Divulgação

Mais informações sobre a Cooperifa e fundador da companhia Sergio Vaz

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Por Gabriela Alves

[Cantinho Literário] Literatura pelos ônibus da capital peruana

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Como já sabem, aqui no OBC, buscamos o que há de interessante, rentável e também barato para a sociedade, não importa quem seja e nem de onde é, o que vale é divulgar e falar sobre literatura. Nesta semana falaremos sobre um aplicativo peruano que inciativa a leitura nos ônibus da capital, é o “Chup de Mango”.

O projeto incentiva a leitura pelas cidades peruanas, pois o usuário dos coletivos só baixam em seua smartphones ou tablets o QR Code, e depois lê várias obras literárias espalhadas pelos ônibus. Afinal hoje em dia todo mundo vive em função do celular, então nada mais justo que unir algo que as pessoas não tira da mão, com o incentivo a leitura para que todos tenham o hábito de ler, mas sem precisar tirar o aparelho das mãos.

12745798_170657686644408_6306870979809106672_nEsse projeto é para conscientizar as pessoas da capital peruana a lerem, já que em Lima há poucas bibliotecas públicas e o hábito da leitura é baixo, então o coletivo “Chup de Mango” tomou a iniciativa para que as pessoas leiam mais, espalhando pelos ônibus da cidade, vários trechos de obras, para que os usuários vejam e leiam através de seus aparelhos eletrônicos.

O projeto já existe há um ano e meio e a intenção dele é trabalhar junto com as pessoas que querem mudar o país através da leitura, ainda o “Chup de Mango” não tem apoio da prefeitura da cidade, mas os organizadores estão correndo atrás, para que esse simples e humilde projeto se torne hábito em Lima. Também há algumas ONGs que ajudam o projeto, além dos voluntários espalhados pela cidade que promovem o projeto através dos ônibus.

Esse projeto é pioneiro no Peru, porém no metrô de Medellín, na Colômbia já tem alguns pontos do Chup de Mango.

O projeto conta com obras populares como “O Pequeno Príncipe”, “Madame Bovary”, “Drácula”, “Dom Quixote” e outras que são de domínio público podem agora ser lidas em smartphones e tablets nos ônibus de Lima, através de códigos QR, graças a um projeto de incentivo à leitura.

12717784_170657646644412_9027127298745402263_nOs organizadores não tem ideia de quantos downloads foram feitos em um ano e meio, mas eles só sabem que desse tempo para cá o número de pessoas que compartilham da ideia pela internet só aumentou, e que a toda semana há mais uma nova linha de ônibus que agrega ao projeto.

Quem sabe um dia o Brasil se una ao Peru e esse projeto chega à nosso país, afinal assim como Peru e a Colômbia, o Brasil também precisa ser incentivado a leitura, mas de uma forma natural e não forçada, como dita a grande mídia.

Vamos torcer para que o Brasil se une com o Peru e esse projeto, chegue logo em nossa nação, pois seria uma boa ideia ter QR Codes literários, espalhados pelas grandes capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre e Recife.

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Para conhecer mais sobre o projeto acesse, veja os endereços abaixo

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Por Priscila Visconti