Cantinho Literário

Vamos continuar o especial Jornalismo Literário, pois ainda temos algumas semanas para acabar, já que este neste mês será totalmente em especial aos jornalistas da literatura brasileira.

Então para seguir, vamos continuar com um jornalista, que não viveu as épocas de chumbo da imprensa, mas mesmo assim conseguiu deixar sua marca no Jornalismo, na literatura e no mundo. 
Estamos falando de um jovem jornalista, o Daniel Piza, paulistano, do dia 28 de março de 1970, amava o que fazia e com diversos livros escrito, apesar de se formado em Direito, pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco da USP, seu amor pelo jornalismo era tanto, que na metade do curso, ele ingressou no Estado de São Paulo (1991-92), cobrindo especialmente a editoria de Cultura, onde foi repórter do Caderno2 e editor-assistente do Cultura. Trabalhou em seguida na Folha de S. Paulo (1992-95), como repórter e editor-assistente da Ilustrada, cobrindo especialmente as áreas de livros e artes visuais. 
Foi editor e colunista do caderno Fim de Semana da Gazeta Mercantil (1995-2000). Em maio de 2000, retornou ao Estado como editor-executivo e colunista cultural; desde 2004 assinou também uma coluna sobre futebol. 
Traduziu seis títulos, de autores como Herman Melville e Henry James, e organizou seis outros, nas áreas 
de jornalismo cultural e literatura brasileira e também escreveu a biografia do grande autor Machado de Assis, qual houve boas críticas pela grande imprensa.

Daniel, era casado com a também jornalista Renata Piza, mas no final de 2011 (30/Dezembro), ele faleceu devido problemas cardíacos, mas neste pouco tempo que viveu no jornalismo e no mundo, escrevendo obras com grande valor no Jornalismo Literário.
Pois Piza, foi um grande jornalista na área da cultura e seu legado será levado para o todo sempre, no caminho do Jornalismo, pois bons jornalistas, vão só em corpo, pois suas almas são eternizadas por longos anos. 

Abaixo segue suas principais obras:
1996 – As Senhoritas de Nova York – Descoberta de Pablo Picasso – FTD
2000 – Questão de Gosto – Ensaios e Resenhas – Record
2001 – Mundois – Bei
2003 – Ora, Bolas – Da Copa de 98 ao Pent – Nova Alexandria
2003 – Leituras do Brasil -Talent
2003 – Jornalismo Cultural – Contexto
2003 – Ayrton Senna – O Eleito – Ediouro
2003 – Academia Brasileira de Letras – Histórias e Revelações – Dezembro Editorial
2004 – Paulo Francis – Brasil na Cabeça – Relume Dumará
2004 – Perfis & Entrevistas – Contexto
2005 – Mistérios da Literatura – Poe, Machado, Conrad e Kafka – Mauad
2005 – Machado de Assis – Um Gênio Brasileiro – Imprensa Oficial
2007 – Contemporâneo de Mim –Dez Anos da Coluna Sinopse Bertrand Brasil
2008 – Aforismos sem Juízo – Bertrand Brasil
2010 – Amazônia de Euclides – LeYa

Site Oficial do Daniel Piza
Twitter de sua esposa Renata Piza – @Renata_Piza 
Bom é isso, espero que estejam curtindo este especial Jornalismo Literário..
Boa semana a todos

Cantinho Literário: Especial Jornaliterário

Para dar um diferencial dos diversos sites e blogs, sobre literatura e não cair na mesmice de dicas e resenhas de livros, como nós d’O Barquinho nos propusemos um especial sobre alguns escritores-jornalistas. Então não há nada mais proveitoso em homenagear esses escritores que também de alma jornalista.
Afinal, o dom e arte de escrever, vem de pessoas de mente aberta, coração puro e uma cabeça cheia de ideias.
Esperamos que curta está dica, e que a paixão pela literatura se aflore a cada dia, e o hábito pela leitura seja algo primordial nas vidas de todos.
Pois uma leitura bem aproveitada pode te levar a mundos mágicos e de extrema importância em suas vidas..

Bom divertimento na primeira semana do especial Jornaliterário, que vamos começar com o grande escrito Nelson Rodrigues, que nasceu em Pernambuco, mas cresceu e viveu toda a sua vida na cidade maravilhosa Rio de Janeiro, que foi lá que começou sua carreira jornalística, no jornal de seu pai, A Manhã, foi repórter policial durante longos anos, de onde acumulou uma vasta experiência para escrever suas peças a respeito da sociedade. 
Curtam um pouco da história e a vida jornaliterária de Nelson Rodrigues…
so enjoy in the literary!!!

“Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico(desde menino)”. — Nelson Rodrigues

Nascido na capital de Pernambuco e quinto de quatorze irmãos, Nelson Rodrigues mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança, onde viveria por toda sua vida. Seu pai, o ex-deputado federal e jornalista Mário Rodrigues, perseguido politicamente, resolveu estabelecer-se na então capital federal em julho de 1916, empregando-se no jornal Correio da Manhã, de propriedade de Edmundo Bittencourt.
Segundo o próprio Nelson em suas Memórias, seu grande laboratório e inspiração foi a infância vivida na Zona Norte da cidade. Dos anos passados numa casa simples na rua Alegre, 135 (atual rua Almirante João Cândido Brasil), no bairro de Aldeia Campista, saíram para suas crônicas e peças teatrais as situações provocadas pela moral vigente na classe média dos primeiros anos do século XX e suas tensões morais e materiais.
Sua infância foi marcada por este clima e pela personalidade do garoto Nelson. Retraído, era um leitor compulsivo de livros românticos do século XIX. Nesta época ocorreu também para Nelson a descoberta do futebol, uma paixão que conservaria por toda a vida e que lhe marcaria o estilo literário.
Na década de 1920, Mário Rodrigues fundou o jornal A Manhã, após romper com Edmundo Bittencourt. Seria no jornal do pai que Nélson começaria sua carreira jornalística, na seção de polícia, com apenas treze anos de idade. Os relatos de crimes passionais e pactos de morte entre casais apaixonados incendiavam a imaginação do adolescente romântico, que utilizaria muitas das histórias reais que cobria em suas crônicas futuras. Neste período a família Rodrigues conseguiria atingir uma situação financeira confortável, mudando-se para o bairro de Copacabana, então um arrabalde luxuoso da orla carioca.
Apesar da bonança, Mário Rodrigues perderia o controle acionário de A Manhã para o sócio. Mas, em 1928, com o providencial auxílio financeiro do vice-presidente Fernando de Melo Viana, Mário fundou o diário Crítica.
Como cronista esportivo, Nelson escreveu textos antológicos sobre o Fluminense Football Club, clube para o qual torcia fervorosamente. A maioria dos textos eram publicados no Jornal dos Sports. Junto com seu irmão, o jornalista Mário Filho, Nelson foi fundamental para que os Fla-Flu tivessem conquistado o prestígio que conquistaram e se tornassem grandes clássicos do futebol brasileiro. Nelson Rodrigues criou e evocava personagens fictícios como Gravatinha e Sobrenatural de Almeida para elaborar textos a respeito dos acontecimentos esportivos relacionados ao clube do coração. 
Nelson seguiu os seus irmãos Mílton, Mário Filho e Roberto integrando a redação do novo jornal. Ali continuou a escrever na página de polícia, enquanto Mário Filho cuidava dos esportes e Roberto, um talentoso desenhista, fazia as ilustrações. Crítica era um sucesso de vendas, misturando uma cobertura política apaixonada com o relato sensacionalista de crimes. Mas o jornal existiria por pouco tempo. Em 26 de dezembro de 1929, a primeira página de Crítica trouxe o relato da separação do casal Sylvia Serafim e João Thibau Jr. Ilustrada por Roberto e assinada pelo repórter Orestes Barbosa, a matéria provocou uma tragédia. Sylvia, a esposa que se desquitara do marido e cujo nome fora exposto na reportagem invadiu a redação de Crítica e atirou em Roberto com uma arma comprada naquele dia. Nelson testemunhou o crime e a agonia do irmão, que morreu dias depois.
Mário Rodrigues, deprimido com a perda do filho, faleceu poucos meses depois. Sylvia, apoiada pelas sufragistas e por boa parte da imprensa concorrente de Crítica, foi absolvida do crime. Finalmente, durante a Revolução de 30, a gráfica e a redação de Crítica são empastelados e o jornal deixa de existir. Sem seu chefe e sem fonte de sustento, a família Rodrigues mergulha em decadência financeira.
Foram anos de fome e dificuldades para todos. Pouco afinados com o novo regime, os Rodrigues demorariam anos para se recuperarem dos prejuízos causados pela tuberculose.
Ajudado por Mário Filho, amigo de Roberto Marinho, Nélson passa a trabalhar no jornal O Globo, sem salário. Apenas em 1932 é que Nélson seria efetivado como repórter no jornal. Pouco tempo depois, Nelson descobriu-se tuberculoso. Para tratar-se, retira-se do Rio de Janeiro e passa longas temporadas em um sanatório na cidade de Campos do Jordão. Seu tratamento é custeado por Marinho, que conquistou a gratidão de Nélson pelo resto de sua vida. Recuperado, Nelson volta ao Rio e assume a seção cultural de O Globo, fazendo a crítica de ópera.
No O Globo, foi editor do suplemento O Globo Juvenil, além de editar Nelson roteirizou algumas história em quadrinhos para o suplemento, dentre elas uma versão de O fantasma de Canterville de Oscar Wilde.
Em 1940 casou-se com Elza Bretanha, sua colega de redação.
A partir da década de 1940, Nelson divide-se entre o emprego em O Globo e a elaboração de peças teatrais. Em 1941 escreve A mulher sem pecado, que estreou sem sucesso. Pouco tempo depois assina a revolucionária Vestido de noiva, peça dirigida por Zbigniew Ziembinski e que estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com estrondoso sucesso.
O teatrólogo Nelson Rodrigues seria o criador de uma sintaxe toda particular e inédita nos palcos brasileiros. Suas personagens trouxeram para a ribalta expressões tipicamente cariocas e gírias da época, como “batata!” e “você é cacete, mesmo!”. Vestido de noiva é considerada até hoje como o marco inicial do moderno teatro brasileiro.
Em 1945 abandona O Globo e passa a trabalhar nos Diários Associados. Em O Jornal, um dos veículos de propriedade de Assis Chateaubriand, começa a escrever seu primeiro folhetim, Meu destino é pecar, assinado pelo pseudônimo “Susana Flag”. O sucesso do folhetim alavancou as vendas de O Jornal e estimulou Nelson a escrever sua terceira peça, Álbum de família.
Em fevereiro de 1946, o texto da peça foi submetido à Censura Federal e proibido. Álbum de família só seria liberada em 1965. Em abril de 1948 estreou Anjo negro, peça que possibilitou a Nelson adquirir uma casa no bairro do Andaraí e em 1949 Nelson lançou Doroteia.
Em 1950 passa a trabalhar no jornal de Samuel Wainer, a Última Hora. No jornal, Nélson começa a escrever as crônicas de A vida como ela é, seu maior sucesso jornalístico. Na década seguinte, Nelson passa a trabalhar na recém-fundada TV Globo, participando da bancada da Grande Resenha Esportiva Facit, a primeira “mesa-redonda” sobre futebol da televisão brasileira e, em 1967, passa a publicar suas Memórias no mesmo jornal Correio da Manhã onde seu pai trabalhou cinquenta anos antes.

Nos anos 70, consagrado como jornalista e teatrólogo, a saúde de Nélson começa a decair, por causa de problemas gastroenteorológicos e cardíacos de que era portador. O período coincide com os anos da ditadura militar, que Nelson sempre apoiou. Entretanto, seu filho Nelson Rodrigues Filho torna-se guerrilheiro e passa para a clandestinidade. Neste período também aconteceu o fim de seu casamento com Elza e o início do relacionamento com Lúcia Cruz Lima, com quem teria uma filha, Daniela, nascida com problemas mentais. Depois do término do relacionamento com Lúcia, Nelson ainda manteria um rápido casamento com sua secretária Helena Maria, antes de reatar seu casamento com Elza. 

Nelson faleceu numa manhã de domingo, em 1980, aos 68 anos de idade, de complicações cardíacas e respiratórias. Foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo. No fim da tarde daquele mesmo dia ele faria treze pontos na Loteria Esportiva, num “bolão” com seu irmão Augusto e alguns amigos de “O Globo”. Dois meses depois, Elza atendia ao pedido do marido — de, ainda em vida, gravar o seu nome ao lado do dele na lápide de seu túmulo, sob a inscrição: “Unidos para além da vida e da morte. E é só”.


Estreias das peças (todas no Rio de Janeiro)
A mulher sem pecado – 1941 – Direção: Rodolfo Mayer
Vestido de noiva – 1943 – Direção: Zbigniew Ziembinski
Álbum de família – 1946 – Direção: Kleber Santos
Anjo negro – 1947 – Direção: Zbigniew Ziembinski
Senhora dos Afogados – 1947 – Direção: Bibi Ferreira
Doroteia – 1949 – Direção: Zbigniew Ziembinski
Valsa nº 6 – 1951 – Direção: Milton Rodrigues
A falecida – 1953 – Direção: José Maria Monteiro
Perdoa-me por me traíres – 1957 – Direção: Léo Júsi
Viúva, porém honesta – 1957 – Direção: Willy Keller
Os sete gatinhos – 1958 – Direção: Willy Keller
Boca de ouro – 1959 – Direção: José Renato
O beijo no asfalto – 1960 – Direção: Fernando Torres
Bonitinha, mas ordinária – 1962 – Direção Martim Gonçalves
Toda nudez será castigada – 1965 – Direção: Zbigniew Ziembinski
Anti-Nélson Rodrigues – 1974 – Direção: Paulo César Pereio
A serpente – 1978 – Direção: Marcos Flaksman

Romances

Meu destino é pecar – 1944
Escravas do amor – 1944
Minha vida – 1944
Núpcias de fogo – 1948
A mulher que amou demais – 1949
O homem proibido – 1959
A mentira – 1953
Asfalto selvagem – 1959 (também conhecido como Engraçadinha)
O casamento – 1966
[editar]Contos
Cem contos escolhidos – A vida como ela é… – 1972
Elas gostam de apanhar – 1974
A vida como ela é — O homem fiel e outros contos – 1992
A dama do lotação e outros contos e crônicas – 1992
A coroa de orquídeas – 1992

Crônicas

Memórias de Nélson Rodrigues – 1967
O óbvio ululante: primeiras confissões – 1968
A cabra vadia – 1970
O reacionário: memórias e confissões – 1977
Fla-Flu…e as multidões despertaram – 1987
O remador de Ben-Hur – 1992
A cabra vadia – Novas confissões – 1992
A pátria sem chuteiras – Novas Crônicas de Futebol – 1992
A menina sem estrela – memórias – 1992
À sombra das chuteiras imortais – Crônicas de Futebol – 1992
A mulher do próximo – 1992
Nélson Rodrigues, o Profeta Tricolor – 2002
O Berro impresso nas Manchetes – 2007
O quadrúpede de vinte e oito patas
Telenovelas
Baseadas na obra de Nélson Rodrigues
A morta sem espelho – TV Rio – 1963
Sonho de amor – TV Rio – 1964
O desconhecido – TV Rio – 1964
O homem proibido – TV Globo – 1982
Meu Destino É Pecar – TV Globo – 1984
Engraçadinha… Seus Amores e Seus Pecados – TV Globo – 1995
A Vida Como Ela É – TV Globo – 1996

Filmes
Baseados na obra de Nélson Rodrigues
Somos dois – 1950 – Direção: Milton Rodrigues
Meu destino é pecar – 1952 – Direção: Manuel Pelufo
Mulheres e milhões – 1961 – Direção: Jorge Ileli
Boca de ouro – 1963 – Direção: Nelson Pereira dos Santos
Meu nome é Pelé – 1963 – Direção: Carlos Hugo Christensen
Bonitinha mas ordinária – 1963 – Direção: J.P. de Carvalho
Asfalto selvagem – 1964 – Direção: J.B. Tanko
A falecida – 1965 – Direção: Leon Hirzman
O beijo – 1966 – Direção: Flávio Tambellini
Engraçadinha depois dos trinta – 1966 – Direção: J.B. Tanko
Toda nudez será castigada – 1973 – Direção: Arnaldo Jabor
O casamento – 1975 – Direção: Arnaldo Jabor
A dama do lotação – 1978 – Direção: Neville d’Almeida
Os sete gatinhos – 1980 – Direção: Neville d’Almeida
O beijo no asfalto – 1980 – Direção: Bruno Barreto
Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Rezende – 1981 – Direção: Braz Chediak
Álbum de família – 1981 – Direção: Braz Chediak
Engraçadinha – 1981 – Direção: Haroldo Marinho Barbosa
Perdoa-me por me traíres – 1983 – Direção: Braz Chediak
Boca de ouro – 1990 – Direção: Walter Avancini
Traição – 1998 – Direcão: Arthur Fontes, Cláudio Torres e José Henrique Fonseca
Gêmeas – 1999 – Direção: Andrucha Waddington
Vestido de noiva – 2006 – Direção de Joffre Rodrigues
Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Rezende – 2009

Feliz Ano Novo pessoal!
(porque o ano só funciona depois do Carnaval aqui no Brasil.. hehe)
texto e captura das obras por: @pii_littrell

Cantinho Literário

90 anos da Semana que revolucionou a arte no Brasil

A semana de Arte Moderna de 22, que aconteceu em São Paulo, no ano de 1922, nos dias 13, 15 e 17 de Fevereiro, no Teatro Municipal da cidade, marcou a arte brasileira no país, rompenso o padrão estético da época.


Os artistas da época queriam mostrar a arte de uma forma mais livre e mais popular e não como era no século passado, em que a arte era elitizada e isso levou a uma nova visão das artes no Brasil.

As artes apresentadas nesta Semana 22, foi a literatura, música e artes plásticas e os grandes artistas da época participaram da Semana nomes consagrados do modernismo brasileiro, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade,Víctor Brecheret, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos, Tarsila do Amaral, Tácito de Almeida, Di Cavalcanti entre outros, e como um dos organizadores o intelectual Rubens Borba de Moraes que, entretanto, por estar doente, dela não participou.

A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda, para o modernismo.

O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos.
O adjetivo “novo” passou a ser marcado em todas estas manifestações que propunha algo no mínimo curioso e de interesse.

Naquela época, a Semana de 22 não foi muito bem aceita, pois era algo novo para a população da época, corre um boato de Heitor Villa Lobos, se apresentou de chinelo no Teatro Municipal, isso foi um choque para sociedade.

Eles achavam que isso era moderno demais, e não podia entrar no Teatro Municipal da cidade de chinelo ou usando roupas extravagantes, mas o que era de verdade, é que o artista, tinha uma joanete no pé, e estava infeccionado e por isso o uso do chinelo, mas com o passar dos anos, a semana de arte de 22, começou a ser a aceita e hoje, grande maioria dos artistas da literatura, música e artes plásticas, tem grande inspiração e admiração nos artistas da época  por isso, este ano de 2012, está data é lembrada por todos os amantes da arte, com muita devoção e inspiração.

Ingresso  (folder) da Semana de Arte Moderna de 1922

Por: @pii_littrell 

Cantinho Literário – especial Carnaval

O carnaval é uma cultura totalmente brasileira, mas graças aos meios de comunicação de massa, está cultura está se tornando algo mundial, ou seja, o carnaval está deixando de ser só uma festa popular e virando um produto do capitalismo, em que dinheiro, glamour e luxúria, ficam mais evidentes na festa.
Por isso que há diversas pessoas que se enclausuram em casa, pois não curte esse tipo de carnaval capitalista, então nós d’O Barquinho Cultural, estamos aqui para ajudar essas pessoas que não curte samba, carnaval e bundas na TV (hehe), para animar e não passar o carnaval dormindo ou dando o famoso F5 no Twitter e Facebook.
Pois como sabemos, nem todas as pessoas podem viajar neste feriado, ou por motivos financeiro ou então por falta de tempo, porque não vai pegar recesso no trabalho ou escola/faculdade e por causa desse motivo que nós d’O Barquinho selecionamos alguns livros, de diversos gêneros para repassar a todos vocês, leitores do blog.

Então fica a dica logo abaixo, pois elas serão o passaporte para o carnaval de todos os amantes da leitura, para viajar e se divertir muito na maior festa popular do Brasil.


CHAPLIN – UMA BIOGRAFIA DEFINITIVA
Formato: Livro
Autor: ROBINSON, DAVID
Baseado vida/obra: CHAPLIN, CHARLIE
Editora: NOVO SECULO
Assunto: BIOGRAFIAS – CINEMA

AVENTURAS DE TINTIM, AS – O SEGREDO DO LICORNE E O TESOURO DE RACKHAM, O TERRIVEL 
Formato: Livro
Autor: HERGE
Tradutor: BRANDAO, EDUARDO
Editora: QUADRINHOS NA CIA
Assunto: HQS/COMICS/MANGÁS/QUADRINHOS/GRAPHIC NOVEL


LITERATURA BRASILEIRA EM QUADRINHOS – O CORTIÇO
Autor: Azevedo, Aluísio
Editora: Escala Educacional
Categoria: Artes / Pintura e Desenho

ADELE
Autor: Newkey-Burden, Chas
Editora: Leya Brasil
Categoria: Literatura Estrangeira / Biografias e Memórias
Mas quem é ela? Existe, de fato, a suposta vida turbulenta que tanto inspira suas músicas tristes? Como ela superou os desafios que ameaçaram acabar com a sua carreira? Este emocionante livro narra a história da cantora, desde a sua infância em Londres, onde começou a cantar aos quatro anos de idade, até os nossos dias, em que Adele tornou-se ícone da música…

1984
Autor: Orwell, George
Editora: Companhia das Letras
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance
Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico.
Por: @pii_littrell (atrasada, mas aqui estou! rs)

Cantinho Literário

O Natal chegou, data de felicidade e renascimento. Momento de estar com a família e amigos querido que nos amam de verdade.
A luz entrando em nossas casas e refletindo nossos sonhos e lembranças, lembranças aquelas que refletem a verdade que está em nosso peito, enchendo nossos olhos de lágrimas e verdades, como o sorriso de uma criança na noite de Natal.
E com essas palavras deixamos um poema de Vinicius de Moraes, extraído livro “Antologia Poética”, Editora do Autor – Rio de Janeiro, 1960, pág. 147.

Poema de Natal
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
É isso ai pessoal, até semana que vem e um Natal iluminado e cheio de paz, harmonia e felicidade a todos.
Marry Christmas!