[Cantinho Literário] Os 10 grandes jornalistas literário dos últimos tempos

lit Estava um pouco perdida, sem ideia de pauta e também com preguiça de criar uma pauta exclusiva de algumas ideias que já tenho selecionada para publicar aqui no site, então resolvi pegar algo ‘meio que pronto’. Sabe, nesta segunda-feira não estou muito legal. Mas, como vocês sabem meu amor imenso pelo jornalismo e estou sempre buscando tudo sobre essa área.

Então fuçando, fuçando e fuçando, encontrei o site Jornalismo Literário e vi uma pesquisa um tanto que interessante, que tem diversos jornalistas de grande importância no mundo, como o Gay Talese, Raymond Mungo e o incrível Truman Capote e claro. Por isso, tinha que passar isso à vocês, amantes de literatura e também do jornalismo, afinal o que seria jornalismo sem a arte literária, não haveria o romantismo que une as letras, transformando em belas palavras e destrinchado na notícia, reportagem ou então em uma bela crítica.

Confira abaixo os 10 jornalistas literários segundo o Prof. Dr. Silvio Demétrio, que é jornalista e Doutor em Ciências da comunicação, pela Escola de Comunicações e Artes – ECA/USP: “Organizado pelo Prof. Dr. Silvio Demétrio, o texto a seguir apresenta uma rápida introdução e biografia de grandes nomes do Jornalismo Literário no mundo. A pesquisa foi realizada durante uma Oficina de Jornalismo Literário realizada em Cascavel (PR). Segundo Demétrio, ”obviamente a lista não se pretende exaustiva – ela é apenas uma introdução a alguns dos principais nomes do JL”.” – pelo site Jornalismo Literário.

Tom Wolfe Tom Wolfe logo cedo manifestou sua inclinação para oTom-Wolfe-travels-in-transemdia jornalismo ao escrever sozinho uma biografia de Napoleão Bonaparte com apenas 8 anos de idade. Sua carreira no jornalismo começa em 1957. Enquanto escrevia sua tese de doutorado na Universidade de Yale, Wolfe foi contratado como repórter do Springfield Union, na cidade de Springfield, Masschussets.

Em 1959 Wolfe já está trabalhando como repórter do Washington Post. Vai para Nova York em 1962 para trabalhar no New York Herald Tribune. Ao cobrir como free lancer uma corrida de automóveis em pista de terra no interior dos EUA para a revista Squire, Wolfe passou uma noite inteira datilografando em fluxo contínuo suas impressões da pista de corrida. Enviou o material bruto para o editor Byron Dobell, que simplesmente publicou as anotações de Wolfe na íntegra. Foi a entrada de Wolfe para o estrelato como dândi do que mais tarde ele mesmo iria batizar de New Journalism. A seguir Wolfe vai publicar The Eletric Coll-Aid Acid Test – uma reportagem de fôlego profundo sobre o escritor Ken Kesey e o grupo de artistas performáticos que ficou conhecido como os Merry Pranksters. Em 1974 organiza em parceria com Edward Warren Johnson a coletânea de narrativas de não-ficção “The New Journalism” – uma grande amostra de textos de vários jornalistas que tinham em comum um estilo que fundia reportagem jornalística com técnicas de narração literárias.

610_capote_introTruman Capote Famoso e freqüentador das altas rodas da sociedade nova- iorquina, Truman Capote é quem inaugurou o New Journalism com A Sangue Frio (In Cold Blood). Prodígio e precoce, Capote escrevia disciplinadamente por no mínimo três horas por dia desde os 11 anos de idade. Outra dado peculiar sobre sua personalidade era a capacidade aguçada de memorizar diálogos. Ingressou muito cedo no jornalismo.

Com apenas 17 anos Capote já publicava suas matérias na Harper’s Bazaar. Sua fama vem com a ficção Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo), que mais tarde será adaptado para o cinema impulsionando a fama de seu autor. Numa manhã de novembro de 1959 Capote se depara com uma nota sobre o assassinato de uma família inteira no interior do Kansas. Ao se deslocar para as paisagens desoladas das plantações do Kansas, Capote vai produzir durante os próximos 5 anos um trabalho jornalístico exaustivo na investigação da chacina.

O resultado é In Cold Blood – livro-reportagem publicado em quatro partes pela New York e que vai dar origem ao estilo da prosa de não-ficção mais tarde batizada por Tom Wolfe de New Journalism.

MTE5NTU2MzE2Mzg3NTA5NzcxHunter Thompson De longe a figura mais instigante, irreverente e encantadora de toda a aventura do New Journalism.

Hunter Thompson foi a própria contracultura traduzida numa forma de escrita absolutamente livre no jornalismo. Thompson foi o criador do chamado Gonzo Journalism – um estilo de jornalismo que se constitui por negar qualquer forma pré-definida do que possa vir a ser considerado como jornalismo.

O Gonzo Journalism é a subversão total das convenções jornalísticas, além da liberdade absoluta que o repórter se inclui no próprio relato e também de abrir digressões labirínticas em qualquer direção. Tudo isto é possível desde que se tenha o gênio de Hunter Thompson para encontrar numa corrida de cavalos no Kentucky material suficiente para compor um retrato da decadência da sociedade do sul dos EUA.

Depois desta primeira reportagem, a revista Rolling Stone o contratou para uma série de reportagens sobre gangues de motoqueiros. A experiência produziu duas coisas, em primeiro lugar a coletânea dessas reportagens deu origem ao livro “Hell”s Angels – Uma Estranha e Terrível Saga” – no qual Thompson escreve num estilo típico do New Journalism.

Em segundo lugar a reportagem resultou numa série de hematomas e machucados decorrentes da surra que Thompson levou quando alguns integrantes da gangue começaram a discordar da publicidade que as matérias estavam projetando sobre os motoqueiros por todo o país. Em seguida Thompson vai lançar Fear na Loathing in Las Vegas (traduzido na edição brasileira por Las Vegas na Cabeça) – seu livro-reportagem mais conhecido e adaptado já na década de 90 para as telas de cinema sob a batuta do diretor Terry Gillian.

O pai do Gonzo Journalism suicidou-se em fevereiro de 2005 depois de uma série de cirurgias na região da bacia e que não conseguiram eliminar as fortes dores que vinha enfrentando já há alguns anos. Em função dessa dores Thompson tinha um jeito muito particular de caminhar e que acabou marcando suas últimas aparições em público. Além de Hell’s Angels, Medo e Delírio em Las Vegas, também foram lançados no Brasil seus A Grande Caçada aos Tubarões, Rum Diary – O Diário de um Jornalista Bêbado e Screw Jack.

610_mailer_aboutNorman Mailer: Morto recentemente em novembro do ano passado, Mailer foi ganhador por duas vezes do prêmio Pulitzer com reportagens desenvolvidas segundo as convenções do New Journalism.

O primeiro Pulitzer veio em 1968 com a publicação de Os Exércitos da Noite (Armies of the Night) – uma grande reportagem desenvolvida em forma de livro que narra a aventura do próprio Mailer na grande passeata que tinha como plano protestar contra a guerra do Vietnan e que aconteceu em outubro daquele ano.

Os participantes da Marcha Sobre o Pentágono cercaram de mãos dadas o prédio central do comando do exército americano. Mailer foi um dos personagens que articulou essa marcha juntamente com os integrantes da SDS (Students for a Democratic Society), os Weathermen (grupo de ativistas radicais que irá entrar logo depois para a cladestinidade) e a banda Fugs, que tinha como integrantes os poetas Ed Sanders e Tuli Kupfberg. Nessa grande reportagem literária Mailer cria o “terceiro ponto de vista” que consiste em projetar-se enquanto jornalista como personagem da própria reportagem.

Mailer se torna personagem de Mailer ao se referir a si mesmo em terceira pessoa- o efeito é da ordem do estranhamento, logo do distanciamento crítico do leitor decorrente da exposição auto-referente dos artifícios de linguagem por parte do jornalista.

O segundo prêmio Pulitzer – premiação máxima da imprensa americana – vem com A Canção do Carrasco ( The Executioner’s Song). Grande parte de seus livros-reportagem foi editada no Brasil. Mailer também foi fundador de um dos ícones do jornalismo alternativo na américa, o Village Voice, publicação voltada para cultura e política editada em Nova York.

stephen-crane-jornalismo-literc3a1rio-blogStephen Crane: Jornalista e escritor americano que morreu muito jovem (28 anos) no final do século XIX. Sua morte aconteceu em decorrência de uma pneumonia que arruinou o estado de saúde de Crane depois de sua mais famosa experiência como repórter do New York World – jornal que pertencia ao mega- empresário da comunicação americana de então, William Randolf Hearst. Neste trabalho como correspondente da guerra de Cuba contra o domínio espanhol no final do século XIX, Stephen Crane se ofereceu para trabalhar na tripulação de uma embarcação que iria levar armas para os revoltosos cubanos. Eis que navegando em direção à ilha o Commodore, embarcação na qual estava Crane, é alvejado por uma esquadra espanhola. O Commodore naufraga e Crane fica à deriva durante mais de trinta horas num barco salva-vidas junto com mais três outros sobreviventes do naufrágio.

Do incidente Crane lavra “The Open Boat”, uma reportagem publicada pelo jornal no qual era correspondente. Pouco tempo depois o mesmo relato vai parar numa coletânea de contos de Crane, fazendo com que grande parte da recepção de sua matéria a tomasse como um conto. As qualidades da prosa de Crane são literárias mas voltadas para a representação de um evento real. Esse compromisso é o fundamento principal do jornalismo literário.

sontagSusan Sontag: Nascida em Nova York, assim como Norman Mailer, Susan Sontag também se graduou em Harvard. Sua participação no jornalismo americano dos anos 60 principalmente foi intensa e estrondosa.Tais características a colocaram como musa da nova esquerda militante naquela época e também do movimento feminista.

A publicação de “O Que Está Acontecendo em Hanoi” toda sua verve crítica se volta para a denúncia dos abusos e da insanidade da participação americana no conflito do Vietnam. Uma boa compilação de seus escritos de não-ficção está em “Radical Will”, cuja tradução (A Vontade Radical) saiu pela editora Cia das Letras no Brasil. No final da década de 70, depois de viver as dificuldades de um câncer, saiu vitoriosa para escrever A Doença Como Metáfora – ensaio jornalístico no qual Sontag se supera.

Uma década depois, já nos anos 80, ela vai escrever aquilo que é será expansão dos mesmos argumentos de seu livro sobre o câncer, agora voltados para a questão da Aids e Suas Metáforas.

Sontag aborda em ambos os ensaios a dimensão simbólica das doenças que são vistas de forma estigmatizada pelo senso comum.

gay-talese-015Gay Talese: Outro grande nome gerado pelas experiências estilísticas do New Journalism é, sem dúvida, o desse ex-aluno do curso de Jornalismo da Universidade do Alabama.

Talese começou ainda na década de 50 como redator na sessão de obituários do New York Times. Eventualmente conseguia publicar algumas reportagens ainda sem assiná-las, como a que fez sobre o aniversário da Times Square, ao entrevistar o responsável pela projeção dos letreiros eletrônicos com as manchetes dos jornais que existia na famosa praça de Nova York.

Hoje Talese é professor de jornalismo na Universidade do Sul da Califórnia. Seu artigo mais importante foi o que escreveu sobre Frank Sinatra, no qual narra as dificuldades em conseguir uma entrevista com o cantor. A reportagem com o título de Frank Sinatra Está Resfriado é uma síntese das principais técnicas empregadas pelos novos jornalistas. Um dos artifícios mais característicos de Talese são as cenas in medias res, expressão que em latim siginifica “no meio das coisas”. Abre-se uma narrativa inserindo o leitor diretamente para dentro da ação e, aos poucos, a narrativa passa a desvelar os significados que tornam possível sua compreensão num nível mais aprofundado.

Raymond Mungo: No estudo realizado por Michael Johnson publicado em 1971, o New Journalism é apontado como um estilo específico de litraymond-mungo-jornalismo-literc3a1rio-blogeratura de não-ficção desenvolvido tanto por figuras como Tom Wolfe e Norman Mailer, que são vultos da grande imprensa americana, como também por um tipo de jornalismo que se desenvolveu em meios alternativos, especialmente na imprensa universitária.

Michael Johnson assim inclui como vertente do New Journalism o Jornalismo Underground, fenômeno que em alguns traços se aparenta com a efervescência brasileira da imprensa nanica durante os anos da ditadura.

Nos EUA a imprensa Underground tinha como foco a luta contra a guerra do Vietnam. Raymond Mungo foi o principal jornalista dessa vertente. Fundador do Underground Press Syndicate e da Liberation News Service, é autor de um dos mais bem construídos retratos dessa geração: Famous Long Ago.

IF. Stone: Santo padroeiro de toda a rebeldia que animou o que de melhor se produziu no jornalismo americano do século XX. De isidore-feinstein-stone-jornalismo-literc3a1rio-blogorigem judaica, Isidore Feinstein Stone é o exemplo do self made man americano. Publicou durante muito tempo seu IF Stone Weekly, jornal que era referência obrigatória no meio de toda cultura de contestação desde os anos que precederam a II Guerra Mundial até as lutas pelos direitos civis dos negros nos anos 60, chegando a se colocar como uma das poucas vozes de dissonância diante do desprezo yuppie pelas causas sociais durante os amargos anos Reagan na década de 80.

Stone morreu em 1989 e acumulou um grande número de prêmios internacionais de imprensa. No Brasil foi editada a tradução de O Julgamento de Sócrates e também um de seus artigos numa coletânea de textos publicados pela revista da nova esquerda americana The Nation. Sua voz lendo um de seus artigos sobre a crise de Cuba nos anos 60 pode ser ouvida no álbum Howl, do vanguardista conjunto de cordas Kronos Quartet.

Michael Herr: Quem assistiu a Apocalipse Now de Francis Ford Coppola já michael_herr_01teve algum contato com uma narrativa desse correspondente de guerra da revista Esquire, a cidadela de papel do New Journalism.  Escreveu os monólogos narrativos do personagem vivido por Martin Sheen no filme foi Herr.

Ele é o autor do premiado Dispatches, de 1977, no qual narra suas memórias do tempo em que foi correspondente na guerra do Vietnam. Sua proximidade com o cinema também o levou a escrever em conjunto com Stanley Kubrik o roteiro de Full Metal Jacket. Evidentemente sua prosa tem como característica uma forte habilidade em evocar imagens a partir de impressões subjetivas. Claro que isso é só uma mostra e é segundo o Prof. Silvio Demétrio, pois existem diversos jornalistas, da área de literatura, que faltou nessa lista, como o grande, maravilhoso e poderoso Machado de Assis, entre outros que somaram e somam a cada dia no jornalismo.

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Até semana que vem com mais literatura aqui na nossa embarcação!
Por Priscila Visconti
Tkx: Jornalismo Literário

[Cantinho Literário] Verão, Piscina e Literatura para toda tribulação

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Vamos ao que interessa e começar a distribuição de ideias no mundo da literatura, pois temos diversas pautas para repassar à nossa tripulação e o ano já está acabando.

Então vamô, que vamô, porque não podemos enrolar, pois estamos com dois escritores que irão agradar bastante à todos, principalmente o público juvenil e os jovens-adultos, pois são dois autores começaram escrever para as crianças, mas viram que o grande ápice em suas vidas, eram os adolescentes e jovens.

O primeiro livro é da norte-americana Sarah Ockler, com o livro “Vinte Garotos no Verão”, que trata de como as pessoas lidam de quando alguém morre, buscando afirmações de que o outro está bem e qual apreciação e preocupação delas, para elas descobrirem de que a vida continua. Que na verdade, as coisas não vão embora. Elas se transformam em algo diferente, com algo mais bonito.

SinopseVinte Garotos no Verão 2
Quando alguém que você ama morre, as pessoas perguntam como você está, mas não querem saber de verdade. Elas buscam a afirmação de que você está bem, de que você aprecia a preocupação delas, de que a vida continua.

Em segredo, elas se perguntam quando a obrigação de perguntar terminará (depois de três meses, por sinal. Escrito ou não escrito, é esse o tempo que as pessoas levam para esquecer algo que você jamais esquecerá).

As pessoas não querem saber que você jamais comerá bolo de aniversário de novo porque não quer apagar o sabor mágico de cobertura nos lábios beijados por ele. Que você acorda todos os dias se perguntando por que você está viva e ele não.

Que na primeira tarde de suas férias de verdade você se senta diante do mar, o rosto quente sob o sol, desejando que ele lhe dê um sinal de que está tudo bem.

Para mais informações sobre outros livros da Sarah, basta acessar seu site oficial www.sarahockler.com;

O próximo livro é o “Piscina Já”, do carioca, Luiz Antonio Aguiar, que trata das épocas da ditadura,que eram épocas de chumbo grosso e o Brasil vivia na escuridão total.

Mas mesmo assim havia uma garotada que só queria se divertir e foi a luta contra a repressão, atrás de aventuras inesquecíveis, que fará qualquer um voltar ao tempo e ver várias maneiras que as pessoas faziam pela sua liberdade.

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Era um Brasil bem diferente. Um país debaixo de Ditadura. Tem gente que não conheceu esses tempos e nem imagina como foi.

Era dureza, chumbo grosso. O Brasil estava um breu na época. E mesmo assim a garotada do Condomínio da Colina partiu para a briga contra a repressão. E foi uma aventura dessas que quem viveu nunca esquece! Como foi? No que deu?…

Está contado aqui… em Piscina Já! Uma viagem para um tempo em que gente como a gente lutou – de várias maneiras – pela liberdade!

Mais informações sobre o escritor Luiz Aguiar, clique em seu site oficial www.luizantonioaguiar.com.br
e veja mais de seu trabalho;

Até semana que vem, com mais literatura aqui na nossa embarcação.

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] O Prêmio Nobel de Literatura 2014 vai para o francês Patrick Modiano

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Antes de continuarmos a saga de promoção e divulgação de novos escritores, livros e obras literárias, temos que noticiar o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 2014, que aconteceu no começo do mês de outubro, no dia 9, na sede da Academia Sueca em Estocolmo, na Suécia.

O 15º autor eleito pela Academia, sucedendo a canadense Alice Munro, foi o escritor e roteirista francês Patrick Modiano, de 69 anos, que é autor de Missing Person (1978), escreveu um argumento de Lacombe Lucien (1974) com co-autoria com o realizador Louis Malle e venceu em 1972 o Grande Prêmio de Romance da Acadêmia Francesa, com os livros Les Boulevards de ceinture, e em 1978 o Prémio Goncourt com o livro Rue des boutiques obscures.

No ano de 2010, foi distinguido com o Prêmio Mundial Cino Del Duca, atribuído pelo Instituto de França, e dois anos depois, em 2012, venceu o Prêmio Austríaco de Literatura Europeia.

As obras de Modiano são centradas a se aproximar de uma forma de auto-ficção pela busca da juventude perdida, contando a vida de indivíduos desconhecidos confrontados aos horrores da história, com cenários na maioria das vezes da Segunda Guerra Mundial e a ocupação na França, pela Alemanha nazista, atribuindo os destinos humanos e a vida do mundo depois da ocupação alemã.

Patrick Modiano é francês, nascido nos subúrbios de Paris, filho de um comerciante judeu e uma atriz da Flandres, que ambos se conheceram na ocupação alemã na França. Mas ele viveu com seus avós e depois foi para o internato, onde viveu sua infância por lá, passando por uma barra dura, aos 10 anos, que foi a morte de seu irmão, isso foi um choque para Patrick.

Modiano vai receber da Acadêmia Sueca, pelo Prêmio de Literatura de 2014, oito milhões de coroas suecas (878,000 euros, 1,1 milhão de dólares). As obras dele são centradas em temas como a memória, o esquecimento, a identidade e a culpa.

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Confira abaixo as obras de Patrick Modiano
La Place de l’Étoile (1968)
La Ronde de nuit (1969)
Les Boulevards de ceinture (1972) (Grand prix du roman de l’Académie française);
Lacombe Lucien (1974); roteiro coescrito com Louis Malle;
Villa triste (1975)
Livret de famille (1977)
Rue des boutiques obscures (1978) (Prix Goncourt);
Une Jeunesse (1981)
Memory Lane
De si braves garçons (1982)
Quartier Perdu (1984)
Dimanches d’août (1986)
Catherine Certitude (1988) (Ilustrado por Sempé);
Remise de Peine (1988)
Vestiaire de l’enfance (1989)
Voyage de noces (1990)
Fleurs de Ruine (1991)
Un Cirque passe (1992)
Chien de printemps (1993)
Du plus loin de l’oubli (1995);
Dora Bruder (1997);
Des inconnues (1999)
La Petite Bijou (2001)
Accident nocturne (2003)
Un pedigree (2004)
Dans le café de la jeunesse perdue (2007)
L’Horizon (2010)
L’Herbe de nuit (2012)
Pour que tu ne te perdes pas dans le quartier (2014)

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Resenha do livro “Desolada”

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Salve salve tribulação, tamô na área com mais um Cantinho Literário, trazendo sempre um novo escritor, para enriquecer cada vez mais e mais a literatura não só do boletim OBC, mas também a brasileira.

Esta semana será uma resenha do livro “Desolada”, no qual já falamos aqui, mas dessa vez não será só uma resenha crítica, mas sim do próprio livro, para ajudar ainda mais na divulgação do livro, que segundo a autora, Agatha de Assis, está indo muito bem, pois toda semana ela tem um ‘pilha’ de livros para entregar à seus leitores.

Então nós do boletim cultural, mas suburbano do Brasil, estamos aqui para promover esses autores, que estão começando na carreira, assim como a gente. Por isso, se liga na resenha literária, feita pela nossa repórter de literatura, escrita a próprio punho, ou som do jovem cantor curitibano Rapha Moraes, que estava fazendo um pocket show, com seus fãs lá no Centro Cultural São Paulo, na região central da Vergueiro, na cidade de São Paulo.

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Resenha literária do livro “Desolada”, de Agatha de Assis:

Na cidade de São Paulo há uma linda garota de 17 anos, com cabelos negros da cor da noite, os olhos azuis da cor do mar e a pele tão branca quanto neve, que seus pais a chamava de Branca de Neve. Seu nome era Dakota, ou como sua melhor amiga Aline a chamava Dakie.

Um certo dia a garota, teve um sonho com uma moça ruiva, muito bonita, e sedutora e bastante misteriosa, que a deixou um pouco apavorada.

Mas, esse sonho que ela estava tendo, era coisa de outro mundo, típico sobrenatural, que a deixava assustada, pois não era só a moça ruiva que aparecia, mas também um jovem homem, que parecia ser um anjo de asas negras, que caíam de seu corpo e o transformava em um demônio.

Mas nem tudo são flores, pois de tanto a garota viver esse sonho sobrenatural, pois até mesmo os mais sonhadores têm de deixar suas vidas e seguir um outro caminho, mesmo que seja inevitável em nossos planos terrestres, para àqueles que sempre demonstraram sentimentos e carinhos pela vossa pessoa, nunca a esquecerá.

Aliás, a autora de “Desolada” esta fazendo uma super promoção, de ‘Halloween’, que é um concurso cultural, que irá premiar a melhor ideia, que as três melhores ficarão em seu site e a melhor, além de ficar até no site, também ganhará um livro autografado pela Agatha.

Confira mais informações da promoção “Helloween Cultural”, clicando aqui, para concorrer à um super livro, com uma história que junta amor, amizade, sedução, coisas sobrenaturais e tudo que sua imaginação criar.

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Veja mais sobre o livro “Desolada”, aqui no site, da escritora carioca Agatha de Assis;

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Livros, livros e mais livros…

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Essa semana no Cantinho Literário, irá continuar a saga dos muitos livros que recebemos na Bienal do Livro de 2014, que são muitos e de diversos gêneros, tipos e para todas as idades. Nesta semana serão três obras em um post, de três jovens autores, que apresenta em seus livros, sonhos, medos e claro, amor.

belleville_1.jpg.1000x1353_q85_cropA obra é do carioca, mas que vive em São Paulo, Felipe Colbert, “Belleville – Há Sempre uma Palavra que nos une” é uma volta ao passado para ajudar a jovem Anabelle a realizar um sonho de seu pai e também a ajudar a moça a resolver os seus problemas, como o de resistir à violência de seu tio Lino.

Toda essa troca de ajuda da Lucius, é feita através de cartas, com a antiga moradora da casa onde se mudou e esta relação fica tão forte, que a menina acaba ajudando a jovem, para que ela realiza o sonho de seu e também resolva os seus piores problemas.

O autor do livro Felipe Colbert é palestrante e coach literário, tem diversos trabalhos publicados no Brasil e na Europa. Ele iniciou sua carreira escrevendo thrillers.

Mas Colbert já idealizou projetos de literaturas que beneficiaram vários autores e seus livros chegaram a ficar por 10 dias consecutivos na lista dos mais vendidos nas livrarias brasileiras, alcançando o 17º lugar entre os romances nacionais e internacionais.

Sinopse:
Se pudesse, Lucius aterrissaria em 1964 para ajudar Anabelle a realizar o grande sonho do seu falecido pai! De quebra, ajudaria a moça a enfrentar alguns problemas muito difíceis, entre eles resistir à violência do seu tio Lino.

Claro que conhecer de perto os lindos olhos verdes que ele viu no retrato não seria nenhum sacrifício… Sem conseguir explicar o que está acontecendo, Lucius inicia uma intensa troca de correspondência com a antiga moradora da casa para onde se mudou.

Uma relação que começa com desconfiança, passa pelo carinho e evolui para uma irresistível paixão – e para um pedido de socorro…

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O próximo livro é da bailarina, que sempre sonhava em ser artista, mas se perdeu no caminho e foi para a àrea empresarial, a escritora ou como ela mesmo se denominou “escrevedora”. Christine M., com sua obra “Enquanto a Chuva caía”.

O livro trata de uma históra de amor de um garoto que busca pela garota dos seus sonhos, que para encontrá-la ele irá viver em busca de adrenalina e de uma grande força para cumprir as tarefas obscuras.

Seu nome é Erik, ele irá correr riscos, até mesmo fugir para o exterior e viver disfarçado de cidadão comum, trabalhando como advogado de uma grande empresa.

Mas depois de muitos riscos que Erik passará na história, ele vai perceber que não tem mocinho nem herói, além de ser atraído por Marina, filha de um grande empresário, que administra a fortuna de seu pai, desde quando ele descobriu ter Alzheimeir. A paixão dos dois é tão incontrolável, que seus segredos vem a tona de uma hora para a outra, colocando os lados opostos na balança.

Esse é o livro da Christine, que graças a arte, ela conseguiu mudar sua vida, a fazendo mais feliz e sempre persistir e resistir pelos seus sonhos.

capa Enquanto a Chuva CaiaSinopse:
Erik não procura mais a garota dos seus sonhos. Vive em busca de adrenalina e de uma razão para continuar cumprindo tarefas obscuras. Ele sabe que é muito bom no que faz e não vê nada que possa ser melhor do que os seus dias repletos de perigo.

O que Erik não esperava é que sua paixão por correr riscos seria a sua ruína. Ameaçado, ele precisa fugir para o exterior e viver disfarçado de cidadão comum, trabalhando como advogado em uma grande empresa. Marina comanda o império da família depois de seu pai ter sucumbido ao mal de Alzheimer. Precisa suportar ver os pais tombarem diante da ação implacável do tempo, enquanto ainda carrega a ferida provocada pela morte do jovem marido.

Com o comando das empresas nas mãos, ela percebe que nem todas as atividades da corporação obedecem aos manuais de boa conduta. Quando ambos se encontram, presente e passado se misturam, dando início a um mistério arrebatador que os atrai a uma paixão incontrolável.

No entanto, os segredos, cedo ou tarde, virão à tona e os colocarão em lados opostos da balança. Nenhum dos dois é inocente, mas será que eles aceitarão as verdades que tanto se empenham em esconder? É possível construir um futuro mesmo depois de descobrir que nesta história não há mocinha nem herói?

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9788581630120Por fim o livro da irlandesa Cecelia Ahern, com o livro “A Vez da Minha Vida”, que conta a história de amor de uma mulher seu nome é Lucy Silchester, ela larga tudo e foge com seus amigos e evitando sua família.

Lucy é uma jovem – mulher, de quase 30 anos, que tem uma vida bagunçada, ela não gosta do seu emprego,
mora em apartamento minusculo com um gato e evita qualquer contato com sua família e sem contar que sua vida amorosa é um caos.

Mas para piorar tudo, Lucy esconde isso de todos, pois ela acredita muito no que todos irão dizer sobre ela, por isso ela constrói uma vida de mentiras, para que todos achem que ela está bem e isso acaba recebendo uma intimação da sua própria vida, fazendo com que ela cumpra o compromisso com si mesma.

A autora e jornalista formada pelo Griffith College Dublin, tem uma irmã mais velha Georgina Ahern e é casada com o músico Nicky Burne, da banda pop irlandesa Westlife. Cecelia já fez parte de um grupo pop na Irlanda, no ano 2000 e também já participou do Festival Eurovisão, no qual ela acabou ficando em terceiro lugar.

Além do livro “A Vez da Minha Vida”, Cecelia também escreveu seu primeiro best-seller, PS. Eu Te amo, que foi um dos livros mais vendidos em todo mundo também teve uma adaptação para o cinema em uma super produção dirigida por Richard LaGravenese. Hoje a autora continua escrevendo contos em livros editados por organizações beneficienres sem fins lucrativos.

Sinopse:
Certo dia, quando Lucy Silchester volta do trabalho, há um envelope de ouro no tapete. E um convite dentro dele para se encontrar com a Vida. Sua vida. Pode soar peculiar, mas Lucy leu sobre isso em uma revista.

De qualquer forma, ela não pode ir ao encontro: está muito ocupada desprezando seu emprego, fugindo de seus amigos e evitando sua família. Mas a vida de Lucy não é o que parece. Algumas das escolhas que fez — e histórias que contou — também não são o que parecem.

Desde o momento em que ela conhece o homem que se apresenta como sua vida, suas meias-verdades são reveladas totalmente a não ser que ela aprenda a dizer a verdade sobre o que realmente importa. Lucy Silchester tem um compromisso com sua vida e ela terá de cumpri-lo.

E por hoje é só, até semana que vem, com mais literatura aqui na nossa embarcação!!!

Por Priscila Visconti