[Cabine da Pipoca] Mostra Mundo Árabe aproxima o oriente do ocidente há dez anos

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Neste ano a Mostra Mundo Árabe completa dez anos propagando a cultura árabe no Brasil, e dentre essas artes outras são agregadas a ela, como como a literatura, a música e o teatro, sendo o grande ápice da mostra que começou no último dia 12 de agosto e vai até 2 de setembro no Centro Cultural São Paulo, no Matilha Cultural e no Centro Cultural Banco do Brasil.

TheebUma realização do Instituto da Cultura Árabe (ICArabe), em parceria do CineSesc-SP, o Sesc-Espírito Santo, o Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo, o Centro Cultural Banco do Brasil – Belo Horizonte, o Centro Cultural São Paulo e a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

Neste ano a mostra será a maior realização de todas as demais edições, com uma programação com mais de 30 filmes, além de diversas atividades para o público, dentre elas debates com convidados nacionais e internacionais, encontro musicais e exposição fotográfica.cena_do_filme_lavoura_arcaica83010

A literatura também estará presente na mostra, como parte fundamental nas produções das obras, assim como a música, que tem relevância substancial nos longas, mostrando a dinâmica nas produções contemporâneas no mundo árabe.

Um evento que a cada ano contribui para o dialogo da sociedade brasileira em conhecer mais a fundo a cultura árabe do presente, apresentar as questões sociais, antropológicas, sociológicas, políticas, geopolíticas e econômicas. Aproximando a América Latina ao Oriente Médio.

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Confira abaixo algumas atividades da 10ª Mostra Mundo Árabe de Cinema em São Paulo:

27 de agosto, quinta-feira, 21h, no Centro Cultural Banco do Brasil 
Debate “A presença árabe na obra de Jorge Amado”, com Jair Marcatti e Jesse Jorge.
Após a exibição do filme “Paraíso dos anjos caídos” (19h30), filme baseado na obra “A morte e a morte de Quincas Berro D´água”, de Jorge Amado, o Professor Jair Marcatti falará ao público, com comentários do Professor Jesse Jorge.

O filme:
Paraíso dos anjos caídos
(Fallen Angels Paradise)
Egito | 1999| 80 min. – 16 anos
Gênero: Ficção
Direção: Luiz Fernando Carvalho
Idioma: Árabe com legendas em português
Um homem sem-teto morre de overdose em um popular bairro do Cairo. Ele foi um marido ideal e representava a segurança da sua família. Então, um dia, tudo mudou. Logo após sua morte, seus amigos do submundo arrastaram seu corpo por todo lado para uma noite inteira de loucura, bebedeira e situações alucinantes. Um jogo com a morte em que o morto torna-se mais vivo do que os vivos e onde os anjos caídos vivem de acordo com suas próprias regras, leis e desejos no caos da capital egípcia. O filme é baseado na obra “A morte e a morte de Quincas Berro D´água”, de Jorge Amado.

O convidado:
Jair Marcatti
Sociólogo e historiador, professor do curso de Relações Internacionais da ESPM. Pesquisador da cultura brasileira em suas várias e diferentes manifestações, com destaque especial para as expressões literárias e musicais brasileiras, Coordenador do Observatório de Economia Criativa (O.E.C.) da ESPM. Curador do projeto Imagens do Brasil Profundo, que se realiza na Biblioteca Mario de Andrade em São Paulo.

27 de agosto, quinta-feira, 19h, na Matilha Cultural
Abertura de “Nosoutros”: exposição fotográfica com vídeo instalação
Projeções audiovisuais : de 27 a 30 de agosto, quinta a domingo, das 19h às 21h:
Visitação: de 27 de agosto a 11 de setembro
A exposição “Nosoutros” é resultado do mais recente trabalho do fotógrafo Rogério Ferrari, nascido em Ipiaú, Bahia. Com fotos em lambe-lambe e projeções audiovisuais, Nosoutros retrata seu olhar-ponte sobre os campos de refugiados palestinos em 2002 e 2008, relacionando-os com os bairros periféricos de Salvador, Bahia, em 2014. A exposição conta também com o trabalho audiovisual “Eloquência do sangue”, realizado a partir de fotos feitas na Palestina ocupada em 2002 e do som ambiente registrado neste período. As palavras do autor repercutem a força das imagens ao propor “que a arte assuma o lugar que lhe corresponde: o de aquecer a rebeldia”.

27 de agosto, quinta-feira, 20h, na Matilha Cultural
Exibição do filme “Muros”, com presença dos diretores Camele Queiroz e Fabricio Ramos, realizadores independentes em Salvador, Bahia.
Muros
Brasil| 2015| 25 min.
Gênero: Documentário
Direção: Camele Queiroz e Fabricio Ramos. Com a participação do fotógrafo Rogério Ferrari.
Idioma: Português
A precariedade urbana e arquitetônica de favelas brasileiras é colocada em questão por Rogério Ferrari, fotógrafo brasileiro que conviveu e fotografou o povo palestino em Gaza, na Cisjordânia e em campos de refugiados. Resistência e afirmação da vida num encontro entre cinema e fotografia.

29 de agosto, sábado, 21h30, na Matilha Cultural
Conversa com o ativista e cineasta palestino americano Amin Hussain – “O papel do cinema sobre o retrato da questão palestina”
O ativista e cineasta palestino americano Amin Hussain tem uma conversa com o público por Skype, após a exibição de “Área Livre + A ira da tartaruga”.
Amin. Hussain (Palestina/EUA – por skype)
Palestino-americano, é advogado, artista visual e ativista baseado em Nova York. Em 2011, ele deixou um emprego de advogado em uma grande companhia para se tornar um dos membros de destaque do movimento Occupy Wall Street. Agora, tem um projeto de filme, “On the horizon of a dead sea”, na Palestina, como produtor e diretor, no qual o ICArabe é parceiro.

02 de setembro, quarta-feira, às 19h30, no Centro Cultural São Paulo
10 anos da Mostra Mundo Árabe e a importância de Edward Said, com Soraya Smaili
A reitora da Unifesp e idealizadora da Mostra Mundo Árabe de Cinema faz um balanço dos 10 anos do evento, após a exibição do filme “Selves and others – Um Retrato de Edward Said”, produção que integrou a primeira edição da Mostra e que aborda as reflexões do intelectual palestino que inspirou a criação do Instituto da Cultura Árabe.

Soraya Smaili
Reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Graduada pela USP, fez mestrado e doutorado pela Unifesp, na Escola Paulista de Medicina, e pós-doutorado na Thomas Jefferson University e no National Institutes of Health, EUA. Foi também secretária Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), junto à qual atuou em várias atividades científicas e culturais. Participou da fundação do Instituto da Cultura Árabe (ICArabe), tendo sido a primeira presidente. Ali, desde 2005, organizou e realizou a curadoria das Mostras de cinema do ICArabe.

SERVIÇO

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo – Cinema (70 lugares)
Rua Álvares Penteado 112, Centro – São Paulo (próximo às estações do metrô Sé e São Bento)
Telefone: (11) 3113.3651/52
Funcionamento: quarta a segunda, das 9h às 21h
Ingressos: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia)
Site: www.bb.com.br/cultura
Twitter: @ccbb_sp
Facebook: /ccbbsp

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 | Paraíso
11.3397-4002
Sala Paulo Emilio Salles Gomes (99 lugares)
R$1,00 (taxa de manutenção, sem direito a meia-entrada) – a bilheteria será aberta somente no dia do evento, em seu horário de funcionamento (terça a sábado, das 13h às 21h30; e domingos, das 13h às 20h30) – os ingressos não estarão disponíveis pela internet
Site: www.centrocultural.sp.gov.br

Matilha Cultural
R. Rêgo Freitas, 542 | República
11.3256-2636

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] 2 Coelhos: Um projeto que reúne música e espontaneidade na mesma harmonia

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Quando dois amigos bem humorados e apaixonados por música se juntam, só pode dar um encontro musical e espontâneo, com criações originais e peculiares, com letras que remetem a rotina diária de uma grande cidade, com seus amores e desamores. Surgindo desde então, o projeto 2 Coelhos.

10341877_642018935891178_8960291750168406498_nA 2 Coelhos é uma banda formada pelos músicos brasiliense, Jim Dom e Regnaldo Neto, e meses depois ingressaram a trupe, Danilo Lins e Renata Goulart, trazendo novas influências e autenticidade ao grupo, que faz uma mistura de gêneros e estilos, que vão do Folk a Bossa Nova, da MPB a música country. Com instrumentos afiados e consolidados na mesma sintonia, unindo o ritmo, poesia e melodia, tudo em uma única harmonia.

Canções que você que elevam a refletir sobre si, o mundo e seus amores, um ritmo diferenciado das músicas tocadas nas rádios hoje em dia, com letras que fazem sentido a qualquer pessoa que saiba interpretar e contemplar uma música qualidade. Falando de amor e de um cotidiano de uma grande cidade, como Brasília, São Paulo ou Rio de Janeiro, apenas traduzindo em poesia traspassamento mundano. Ou como a banda mesmo diz; “Quase uma jovem-guarda da cracolândia”.

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Conheça um pouco mais sobre o 2 Coelhos, no videoclipe de “Sete Dias”:



Para saber mais sobre o projeto acesse: Facebook | Youtube

Por: Patrícia Visconti

[Cantinho Literário] ÔNIBUS-BIBLIOTECA – Literatura acessível para todos

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Essa semana no Cantinho Literário, vamos fala de um projeto que já existe há mais de 70 anos e foi criado pelo escritor Mario de Andrade, quando era  diretor do Departamento de Cultura, naquela época.

Esse projeto que leva livros, periódicos, saraus, oficinas literárias, entre diversão e entretenimento, é o projeto Ônibus-Biblioteca, que passa todos os dias, menos as segundas-feira que eles trabalham, em 72 bairros da cidade de São Paulo, com o objetivo de fomentar a leitura, enquanto um direito, e disseminar o livro, ambos essenciais à prática da cidadania.

A Secretaria Municipal de Cultural de São Paulo, tratou de manter esse projeto vivo, para tornar a literatura acessível à toda população em que não tem acesso há bibliotecas físicas.

Em toda a cidade são 12 ônibus equipados com um acervo de 1.000 livros infanto-juvenis e adultos de diversos gêneros, além de jornais e revistas, percorrem os extremos paulistanos.

Os moradores podem pegar exemplares emprestados e devolver ou renovar na semana seguinte, quando o ônibus faz uma nova parada.
Cada ônibus cumpre seis roteiros diferentes por semana, de terça a domingo, das 10hs às 16hs. E geralmente vêm acompanhados de alguma atração cultural.

Por isso quem quiser levar o ônibus para seu bairro, ou então quer conhecer mais sobre o projeto, confiram as informações abaixo e veja um pouco sobre esse Projeto Ônibus-Biblioteca.

Aliás, quem quiser fazer doação de livros para o ÔNIBUS-BIBLIOTECA, eles também aceitam qualquer tipo de livros, revistas, quadrinhos e outras coisas, pois qualquer forma de promover a literatura e a cultura, é bem vinda nesse projeto.

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História do Projeto Ônibus-Biblioteca

Segundo a Prefeitura de São Paulo, o primeiro ônibus surgiu há mais de 70 anos, quando o escritor e primeiro diretor do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, Mário de Andrade, justificou ao então Prefeito Fábio Prado a necessidade de viabilizar o projeto de implantação de uma unidade móvel para levar livros à população: a Biblioteca Circulante.

A Ford construiu e doou um modelo de caminhonete-biblioteca que passou a visitar periodicamente lugares como o Largo da Concórdia, Jardim da Luz e a Praça da República, proporcionando aos frequentadores o contato com os livros. Este serviço foi interrompido em 1942 devido à necessidade de racionamento de
combustível na II Guerra Mundial.

Em 1979, por meio de convênio com o Instituto Nacional do Livro, o serviço foi retomado com uma perua Kombi adaptada. Em novembro de 2008 o projeto tomou um novo fôlego com a doação de veículos feita pela Secretaria Municipal dos Transportes (SPTRANS) e quatro novos veículos de cor amarela, com uma fotografia do primeiro carro-biblioteca estampado no vidro traseiro, passaram a circular na cidade de São Paulo. Além da caracterização dos novos veículos, foi contratada a Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) para fornecer motoristas e uma programação mensal de encontro com autores.

CONTATOS
Sede
Rua Taquari, 549 – Mooca
CEP: 03166-000
São Paulo/SP.

Coordenador dos Serviços de Extensão
João Batista de Assis Neto
(11) 2291-5763

Contatos e sugestões
smb_onibusbiblioteca@yahoo.com. br
jneto@prefeitura.sp.gov.br

Mais informações
Site e Facebook do projeto ÔNIBUS-BIBLIOTECA

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Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] Azizam apresenta um Irã distinto e poético, do que aquele mostrado pela mídia Ocidental

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O Irã ou “Irã de Persis” – “terra dos persas”, como os historiadores o chamava, devido aos escritos históricos por eles mesmos.

Uma terra que já foi o principal poder cultural e político dominante na região, além de apresentar ao mundo durante a Idade de Ouro Islâmica diversos cientistas, acadêmicos, artistas e pensadores influentes.

Já hoje é uma potência média e regional, possuindo uma relevante influência na segurança energética internacional e na economia mundial através de suas reservas fósseis, além de ter a maior oferta de gás natural e a quarta maior reserva petrolífera no mundo.

O país é altamente multicultural e inclui grupos éticos e linguísticos por todo o país, e também na região islâmica.

Visando em toda essa evolução, mas pensando no lado poético, as diretoras de cinema Andrea Mendonça e Mirelli Fernandes projetaram o documentário, “Azizam Filme”, retratando essa pluralidade na visão de duas brasileiras (Andrea Mendonça e Mirelli Fernandes Rosa) e duas iranianas (Roya Fallahi e Sara Najar), mostrando outro lado que a grande mídia ocidental não pauta, desmistificando alguns conceitos e expressando um novo olhar ao continente.

Pois, assim como no ocidente, as mulheres islâmicas são livres e independentes para ir e vir quando bem entendem, independente dos costumes e vestimentas que usem. Apenas retrata a uma visão cultural, que para o mundo ocidental é um pouco estranho e distante, mas é extremamente normal no Oriente Médio.

Todavia, a equipe tem um empecilho para dar continuidade na produção, principalmente por ser independente e não conter verbas federais, estaduais ou municipais. Então, eles contam com o apoio das mentes abertas e distintas, que vivem fora da caixa que nos empurra para a alienação.

Para saber mais sobre o projeto acesse a página oficial do projeto, onde há mais informações sobre o documentários e também sobre recompensas para os futuros apoiadores.

Assista abaixo o teaser do longa-metragem:

Mais info: Facebook

Por: Patrícia Visconti