[Cantinho Literário] Casa das Rosas oferece cursos para novos escritores com o CAE

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Depois de um final de semana bastante triste, que tivemos, com a morte do mestre Don Chespirito, estamos aqui, demorou um pouco para ver uma pauta, pois estava um pouco sem tempo, devido a correria que estamos tendo com o frila fixo que fazemos.

Mas, para não deixar nossa tripulação na mão, segue aqui mais uma publicação do nosso Cantinho mais literário de todo cyber sete mares da Web. Então, entra em nossa tripulação e sejam bem-vindos à mais uma viagem a literatura.

Essa é uma singela dica para os novos escritores que querem publicar seu primeiro livro e não tem apoio e nem ideia de como começar esse processo literário, então a Casa das Rosas, que é um dos grandes centros de literatura, aqui em São Paulo, criou o CAE – Centro de Apoio ao Escritor, que contribui para a criação literária em todas as etapas e gêneros.

A proposta do CAE é proporcionar aos escritores iniciantes e também às pessoas que queiram escrever e publicar suas obras literárias, com capacitação técnica e recursos de profissionais.

No CAE são oferecidas diversas atividades gratuitas ao longo do ano:

. Oficinas de Criação
. Curso Livre de Preparação de escritores: CLIPE ANUAL e CLIPE JOVEM (semestral – 14 a 18 anos)
. Palestras de especialistas em assuntos ligados ao livro
. Seminários
. Encontros de autores representativos do Estado de São Paulo
. Projetos de residência e intercâmbio literário
. Saraus
. Acesso ao Anuário de Poesia Brasileira
. Atendimento e orientação a escritores principiantes, estimulando a reflexão sobre a literatura na atualidade e
– Veja também neste Site: Circuitos literários, Concursos, Dicas de leitura, Links, Pequeno Manual do Escritor e faça o seu Cadastro para receber a
nossa programação.

PRÓXIMOS EVENTOS DO CAE:

– FÓRUM DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA PROJETOS CULTURAIS
Quinta-feira, 4 de dezembro, às 19h30
com Raphaela Melsohn e Leonardo Akio
No fórum serão debatidas alternativas para viabilização de projetos culturais por meio de financiamento colaborativo, com exemplos sobre as etapas para a realização de um projeto e a captação de recursos.

Veja mais em: http://www.casadasrosas.org.br/agenda/frum-de-captao-de-recursos-para-projetos-culturais-

– PEGUE LIVROS!
Sábado, 13 de dezembro – 12h
Na comemoração dos 10 anos da Casa das Rosas, o Centro de Apoio ao Escritor promove a doação de centenas de livros de diversos gêneros e autores, para leitores de todas as idades e gostos. Cada visitante poderá escolher e levar até 3 livros, gratuitamente.

Veja mais em: https://www.facebook.com/events/717793341639705/

Então para quem quiser ter sua obra literária publicada, esta é uma dica simples que nós O Barquinho Cultural, estamos apresentando à vocês, afinal nunca é de menos novos autores na literatura, pois os mais velhos estão indo e precisa de novas ideias ocupar o espaço vazio que vai ficando quando os grandes escritores se vão.

Isso ai boa semana à todos e até semana que vem, que prometemos fazer algo mais íncrivel e com mais tempo, já que atualmente estamos só na ‘pauleira’ da correria.

Até mais…

Por Priscila Visconti
Tkx: Casa das Rosas

[Cantinho Literário] Prêmio Jabuti 2014 – A premiação mais importante da literatura

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Salve salve galerinha, tudo bem… Não sei se estou precisando de férias, ou de um ajudante, porque não estou tendo cabeça para criar boas e novas pautas, para o Cantinho Literário, porque de que adianta ter milhões de colaboradores’ no site, se apenas duas fazem as coisas, mas um dia isso vai mudar e nós do OBC, vamos ter nosso legítimo valor.

Mas essa é outra história e vamos ao que interessa e vamos falar de literatura, que hoje vamos falar um pouco, do Prêmio de mais importância na literatura, que é o Prêmio Jabuti. Foi lançado em 1959, foi idealizado por Edgard Cavalheiro quando presidia a Câmara Brasileira do Livro.

Desde a primeira premiação, o Jabuti foi se aprimorando e, ao longo dos anos, foi ganhando novas categorias. Hoje contempla desde romances a livros didáticos e desde livros de ilustração a projetos gráficos. O escritor a receber mais vezes o prêmio foi Dalton Trevisan, tendo sido premiado quatro vezes na categoria Conto, em 1960, 1965, 1995 e 2011.

Desde o ano de 2012, o conselho curador do evento, que é composto por notáveis das áreas de literatura, ciências humanas e área científica e tem a função de acompanhar as etapas do Prêmio de analisar e deliberar sobre casos omissos. Além de ser responsável pela formação do corpo de jurados.

Neste ano integram o Conselho de Curadores de 2014, Marisa Lajolo, Antônio Carlos de Moraes Sartini, Frederico Barbosa, Luis Carlos de Menezes e Márcia Lígia Guidin.

A Professora Marisa Lajolo, é a única mulher, escolhida como curadora do Prêmio Jabuti, deste ano, ela é mestre e doutora pela USP, tem Pós doutorado na Brown University. É professora de Literatura na Universidade Presbiteriana Mackenzie e na Unicamp. Publicou vários livros – geralmente sobre escritores & livros alguns dos quais receberam prêmios.

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Segue abaixo as categorias de premiação de 2014:
Capa
Concepções e desenvolvimentos gráficos de capas ou sobrecapas de livros como elementos autônomos.
Ilustração
Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
Ilustrações de obras destinadas a crianças, pré-adolescentes ou adolescentes.
Arquitetura e Urbanismo
Pesquisas, ensaios, textos profissionais, acadêmicos ou científicos sobre temas relacionados a Arquitetura e Urbanismo.
Artes e Fotografia
Biografia
Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
Ciências Humanas
Ciências Naturais
Ciências da Saúde
Comunicação
Contos e Crônicas
Didático e Paradidático
Direito
Economia, Administração e Negócios
Educação
Gastronomia
Infantil
Juvenil
Poesia
Psicologia e Psicanálise
Reportagem
Romance
Teoria / Crítica Literária
Projeto Gráfico
Tradução
Tradução de Obra de Ficção Inglês-Português

Mais informações sobre o Prêmio Jabuti de Literatura:
Site: http://jabuti.hospedagemdesites.ws/
Facebook CBL: https://www.facebook.com/camaradolivro
Twitter CBL: https://twitter.com/CBL_oficial

Por Priscila Visconti (precisando de férias)

[Cantinho Literário] Os 10 grandes jornalistas literário dos últimos tempos

lit Estava um pouco perdida, sem ideia de pauta e também com preguiça de criar uma pauta exclusiva de algumas ideias que já tenho selecionada para publicar aqui no site, então resolvi pegar algo ‘meio que pronto’. Sabe, nesta segunda-feira não estou muito legal. Mas, como vocês sabem meu amor imenso pelo jornalismo e estou sempre buscando tudo sobre essa área.

Então fuçando, fuçando e fuçando, encontrei o site Jornalismo Literário e vi uma pesquisa um tanto que interessante, que tem diversos jornalistas de grande importância no mundo, como o Gay Talese, Raymond Mungo e o incrível Truman Capote e claro. Por isso, tinha que passar isso à vocês, amantes de literatura e também do jornalismo, afinal o que seria jornalismo sem a arte literária, não haveria o romantismo que une as letras, transformando em belas palavras e destrinchado na notícia, reportagem ou então em uma bela crítica.

Confira abaixo os 10 jornalistas literários segundo o Prof. Dr. Silvio Demétrio, que é jornalista e Doutor em Ciências da comunicação, pela Escola de Comunicações e Artes – ECA/USP: “Organizado pelo Prof. Dr. Silvio Demétrio, o texto a seguir apresenta uma rápida introdução e biografia de grandes nomes do Jornalismo Literário no mundo. A pesquisa foi realizada durante uma Oficina de Jornalismo Literário realizada em Cascavel (PR). Segundo Demétrio, ”obviamente a lista não se pretende exaustiva – ela é apenas uma introdução a alguns dos principais nomes do JL”.” – pelo site Jornalismo Literário.

Tom Wolfe Tom Wolfe logo cedo manifestou sua inclinação para oTom-Wolfe-travels-in-transemdia jornalismo ao escrever sozinho uma biografia de Napoleão Bonaparte com apenas 8 anos de idade. Sua carreira no jornalismo começa em 1957. Enquanto escrevia sua tese de doutorado na Universidade de Yale, Wolfe foi contratado como repórter do Springfield Union, na cidade de Springfield, Masschussets.

Em 1959 Wolfe já está trabalhando como repórter do Washington Post. Vai para Nova York em 1962 para trabalhar no New York Herald Tribune. Ao cobrir como free lancer uma corrida de automóveis em pista de terra no interior dos EUA para a revista Squire, Wolfe passou uma noite inteira datilografando em fluxo contínuo suas impressões da pista de corrida. Enviou o material bruto para o editor Byron Dobell, que simplesmente publicou as anotações de Wolfe na íntegra. Foi a entrada de Wolfe para o estrelato como dândi do que mais tarde ele mesmo iria batizar de New Journalism. A seguir Wolfe vai publicar The Eletric Coll-Aid Acid Test – uma reportagem de fôlego profundo sobre o escritor Ken Kesey e o grupo de artistas performáticos que ficou conhecido como os Merry Pranksters. Em 1974 organiza em parceria com Edward Warren Johnson a coletânea de narrativas de não-ficção “The New Journalism” – uma grande amostra de textos de vários jornalistas que tinham em comum um estilo que fundia reportagem jornalística com técnicas de narração literárias.

610_capote_introTruman Capote Famoso e freqüentador das altas rodas da sociedade nova- iorquina, Truman Capote é quem inaugurou o New Journalism com A Sangue Frio (In Cold Blood). Prodígio e precoce, Capote escrevia disciplinadamente por no mínimo três horas por dia desde os 11 anos de idade. Outra dado peculiar sobre sua personalidade era a capacidade aguçada de memorizar diálogos. Ingressou muito cedo no jornalismo.

Com apenas 17 anos Capote já publicava suas matérias na Harper’s Bazaar. Sua fama vem com a ficção Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo), que mais tarde será adaptado para o cinema impulsionando a fama de seu autor. Numa manhã de novembro de 1959 Capote se depara com uma nota sobre o assassinato de uma família inteira no interior do Kansas. Ao se deslocar para as paisagens desoladas das plantações do Kansas, Capote vai produzir durante os próximos 5 anos um trabalho jornalístico exaustivo na investigação da chacina.

O resultado é In Cold Blood – livro-reportagem publicado em quatro partes pela New York e que vai dar origem ao estilo da prosa de não-ficção mais tarde batizada por Tom Wolfe de New Journalism.

MTE5NTU2MzE2Mzg3NTA5NzcxHunter Thompson De longe a figura mais instigante, irreverente e encantadora de toda a aventura do New Journalism.

Hunter Thompson foi a própria contracultura traduzida numa forma de escrita absolutamente livre no jornalismo. Thompson foi o criador do chamado Gonzo Journalism – um estilo de jornalismo que se constitui por negar qualquer forma pré-definida do que possa vir a ser considerado como jornalismo.

O Gonzo Journalism é a subversão total das convenções jornalísticas, além da liberdade absoluta que o repórter se inclui no próprio relato e também de abrir digressões labirínticas em qualquer direção. Tudo isto é possível desde que se tenha o gênio de Hunter Thompson para encontrar numa corrida de cavalos no Kentucky material suficiente para compor um retrato da decadência da sociedade do sul dos EUA.

Depois desta primeira reportagem, a revista Rolling Stone o contratou para uma série de reportagens sobre gangues de motoqueiros. A experiência produziu duas coisas, em primeiro lugar a coletânea dessas reportagens deu origem ao livro “Hell”s Angels – Uma Estranha e Terrível Saga” – no qual Thompson escreve num estilo típico do New Journalism.

Em segundo lugar a reportagem resultou numa série de hematomas e machucados decorrentes da surra que Thompson levou quando alguns integrantes da gangue começaram a discordar da publicidade que as matérias estavam projetando sobre os motoqueiros por todo o país. Em seguida Thompson vai lançar Fear na Loathing in Las Vegas (traduzido na edição brasileira por Las Vegas na Cabeça) – seu livro-reportagem mais conhecido e adaptado já na década de 90 para as telas de cinema sob a batuta do diretor Terry Gillian.

O pai do Gonzo Journalism suicidou-se em fevereiro de 2005 depois de uma série de cirurgias na região da bacia e que não conseguiram eliminar as fortes dores que vinha enfrentando já há alguns anos. Em função dessa dores Thompson tinha um jeito muito particular de caminhar e que acabou marcando suas últimas aparições em público. Além de Hell’s Angels, Medo e Delírio em Las Vegas, também foram lançados no Brasil seus A Grande Caçada aos Tubarões, Rum Diary – O Diário de um Jornalista Bêbado e Screw Jack.

610_mailer_aboutNorman Mailer: Morto recentemente em novembro do ano passado, Mailer foi ganhador por duas vezes do prêmio Pulitzer com reportagens desenvolvidas segundo as convenções do New Journalism.

O primeiro Pulitzer veio em 1968 com a publicação de Os Exércitos da Noite (Armies of the Night) – uma grande reportagem desenvolvida em forma de livro que narra a aventura do próprio Mailer na grande passeata que tinha como plano protestar contra a guerra do Vietnan e que aconteceu em outubro daquele ano.

Os participantes da Marcha Sobre o Pentágono cercaram de mãos dadas o prédio central do comando do exército americano. Mailer foi um dos personagens que articulou essa marcha juntamente com os integrantes da SDS (Students for a Democratic Society), os Weathermen (grupo de ativistas radicais que irá entrar logo depois para a cladestinidade) e a banda Fugs, que tinha como integrantes os poetas Ed Sanders e Tuli Kupfberg. Nessa grande reportagem literária Mailer cria o “terceiro ponto de vista” que consiste em projetar-se enquanto jornalista como personagem da própria reportagem.

Mailer se torna personagem de Mailer ao se referir a si mesmo em terceira pessoa- o efeito é da ordem do estranhamento, logo do distanciamento crítico do leitor decorrente da exposição auto-referente dos artifícios de linguagem por parte do jornalista.

O segundo prêmio Pulitzer – premiação máxima da imprensa americana – vem com A Canção do Carrasco ( The Executioner’s Song). Grande parte de seus livros-reportagem foi editada no Brasil. Mailer também foi fundador de um dos ícones do jornalismo alternativo na américa, o Village Voice, publicação voltada para cultura e política editada em Nova York.

stephen-crane-jornalismo-literc3a1rio-blogStephen Crane: Jornalista e escritor americano que morreu muito jovem (28 anos) no final do século XIX. Sua morte aconteceu em decorrência de uma pneumonia que arruinou o estado de saúde de Crane depois de sua mais famosa experiência como repórter do New York World – jornal que pertencia ao mega- empresário da comunicação americana de então, William Randolf Hearst. Neste trabalho como correspondente da guerra de Cuba contra o domínio espanhol no final do século XIX, Stephen Crane se ofereceu para trabalhar na tripulação de uma embarcação que iria levar armas para os revoltosos cubanos. Eis que navegando em direção à ilha o Commodore, embarcação na qual estava Crane, é alvejado por uma esquadra espanhola. O Commodore naufraga e Crane fica à deriva durante mais de trinta horas num barco salva-vidas junto com mais três outros sobreviventes do naufrágio.

Do incidente Crane lavra “The Open Boat”, uma reportagem publicada pelo jornal no qual era correspondente. Pouco tempo depois o mesmo relato vai parar numa coletânea de contos de Crane, fazendo com que grande parte da recepção de sua matéria a tomasse como um conto. As qualidades da prosa de Crane são literárias mas voltadas para a representação de um evento real. Esse compromisso é o fundamento principal do jornalismo literário.

sontagSusan Sontag: Nascida em Nova York, assim como Norman Mailer, Susan Sontag também se graduou em Harvard. Sua participação no jornalismo americano dos anos 60 principalmente foi intensa e estrondosa.Tais características a colocaram como musa da nova esquerda militante naquela época e também do movimento feminista.

A publicação de “O Que Está Acontecendo em Hanoi” toda sua verve crítica se volta para a denúncia dos abusos e da insanidade da participação americana no conflito do Vietnam. Uma boa compilação de seus escritos de não-ficção está em “Radical Will”, cuja tradução (A Vontade Radical) saiu pela editora Cia das Letras no Brasil. No final da década de 70, depois de viver as dificuldades de um câncer, saiu vitoriosa para escrever A Doença Como Metáfora – ensaio jornalístico no qual Sontag se supera.

Uma década depois, já nos anos 80, ela vai escrever aquilo que é será expansão dos mesmos argumentos de seu livro sobre o câncer, agora voltados para a questão da Aids e Suas Metáforas.

Sontag aborda em ambos os ensaios a dimensão simbólica das doenças que são vistas de forma estigmatizada pelo senso comum.

gay-talese-015Gay Talese: Outro grande nome gerado pelas experiências estilísticas do New Journalism é, sem dúvida, o desse ex-aluno do curso de Jornalismo da Universidade do Alabama.

Talese começou ainda na década de 50 como redator na sessão de obituários do New York Times. Eventualmente conseguia publicar algumas reportagens ainda sem assiná-las, como a que fez sobre o aniversário da Times Square, ao entrevistar o responsável pela projeção dos letreiros eletrônicos com as manchetes dos jornais que existia na famosa praça de Nova York.

Hoje Talese é professor de jornalismo na Universidade do Sul da Califórnia. Seu artigo mais importante foi o que escreveu sobre Frank Sinatra, no qual narra as dificuldades em conseguir uma entrevista com o cantor. A reportagem com o título de Frank Sinatra Está Resfriado é uma síntese das principais técnicas empregadas pelos novos jornalistas. Um dos artifícios mais característicos de Talese são as cenas in medias res, expressão que em latim siginifica “no meio das coisas”. Abre-se uma narrativa inserindo o leitor diretamente para dentro da ação e, aos poucos, a narrativa passa a desvelar os significados que tornam possível sua compreensão num nível mais aprofundado.

Raymond Mungo: No estudo realizado por Michael Johnson publicado em 1971, o New Journalism é apontado como um estilo específico de litraymond-mungo-jornalismo-literc3a1rio-blogeratura de não-ficção desenvolvido tanto por figuras como Tom Wolfe e Norman Mailer, que são vultos da grande imprensa americana, como também por um tipo de jornalismo que se desenvolveu em meios alternativos, especialmente na imprensa universitária.

Michael Johnson assim inclui como vertente do New Journalism o Jornalismo Underground, fenômeno que em alguns traços se aparenta com a efervescência brasileira da imprensa nanica durante os anos da ditadura.

Nos EUA a imprensa Underground tinha como foco a luta contra a guerra do Vietnam. Raymond Mungo foi o principal jornalista dessa vertente. Fundador do Underground Press Syndicate e da Liberation News Service, é autor de um dos mais bem construídos retratos dessa geração: Famous Long Ago.

IF. Stone: Santo padroeiro de toda a rebeldia que animou o que de melhor se produziu no jornalismo americano do século XX. De isidore-feinstein-stone-jornalismo-literc3a1rio-blogorigem judaica, Isidore Feinstein Stone é o exemplo do self made man americano. Publicou durante muito tempo seu IF Stone Weekly, jornal que era referência obrigatória no meio de toda cultura de contestação desde os anos que precederam a II Guerra Mundial até as lutas pelos direitos civis dos negros nos anos 60, chegando a se colocar como uma das poucas vozes de dissonância diante do desprezo yuppie pelas causas sociais durante os amargos anos Reagan na década de 80.

Stone morreu em 1989 e acumulou um grande número de prêmios internacionais de imprensa. No Brasil foi editada a tradução de O Julgamento de Sócrates e também um de seus artigos numa coletânea de textos publicados pela revista da nova esquerda americana The Nation. Sua voz lendo um de seus artigos sobre a crise de Cuba nos anos 60 pode ser ouvida no álbum Howl, do vanguardista conjunto de cordas Kronos Quartet.

Michael Herr: Quem assistiu a Apocalipse Now de Francis Ford Coppola já michael_herr_01teve algum contato com uma narrativa desse correspondente de guerra da revista Esquire, a cidadela de papel do New Journalism.  Escreveu os monólogos narrativos do personagem vivido por Martin Sheen no filme foi Herr.

Ele é o autor do premiado Dispatches, de 1977, no qual narra suas memórias do tempo em que foi correspondente na guerra do Vietnam. Sua proximidade com o cinema também o levou a escrever em conjunto com Stanley Kubrik o roteiro de Full Metal Jacket. Evidentemente sua prosa tem como característica uma forte habilidade em evocar imagens a partir de impressões subjetivas. Claro que isso é só uma mostra e é segundo o Prof. Silvio Demétrio, pois existem diversos jornalistas, da área de literatura, que faltou nessa lista, como o grande, maravilhoso e poderoso Machado de Assis, entre outros que somaram e somam a cada dia no jornalismo.

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Até semana que vem com mais literatura aqui na nossa embarcação!
Por Priscila Visconti
Tkx: Jornalismo Literário

[Cantinho Literário] 100 anos da morte do poeta Augusto dos Anjos

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Não é só na Casa das Rosas que irá homenagear o poeta, escritor e professor Augusto dos Anjos, aqui no OBC, também terá homenagem a este grande poeta de brasileiro, de Cruz do Espírito Santo, que sempre identificou do simbolista ou parnasiano, que era movimentos entre a era pré-moderna e o modernismo.

Augusto dos Anjos era um dos poetas mais críticos da sua época e sua obra ainda é bastante admirada por críticos literários atuais e também leigos, em relação a literatura.

A poesia brasileira estava dominada por simbolismo e parnasianismo, dos quais o poeta paraibano herdou algumas características formais, mas não de conteúdo. A incapacidade do homem de expressar sua essência através da “língua paralítica” (Anjos, p. 204) e a tentativa de usar o verso para expressar da forma mais crua a realidade seriam sua apropriação do trabalho exaustivo com o verso feito pelo poeta parnasiano. A erudição usada apenas para repetir o modelo formal clássico é rompida por Augusto dos Anjos, que se preocupa em utilizar a forma clássica com um conteúdo que a subverte, através de uma tensão que repudia e é atraída pela ciência.

Sua obra pode ser dividida não com rigor, em três fases, a primeira sendo muito influenciada pelo simbolismo e sem a originalidade que marcaria as posteriores. A essa fase pertencem Saudade e Versos Íntimos.

A segunda possui o caráter de sua visão de mundo peculiar. Um exemplo dessa fase é o soneto Psicologia de um Vencido. A última corresponde à sua produção mais complexa e madura, que inclui Ao Luar.

Augusto foi o patrono da cadeira número 1 da Academia Paraibana de Letras, que teve como fundador o jurista e ensaísta José Flósculo da Nóbrega e como primeiro ocupante o seu biógrafo Humberto Nóbrega, sendo ocupada, atualmente, por José Neumanne Pinto e patrono da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.

Augusto dos Anjos
Nascimento: 20 de abril de 1884
Sapé, Paraíba
Morte: 12 de novembro de 1914 (30 anos)
Leopoldina
Nacionalidade: Brasileiro
Ocupação: Poeta e professor
Escola/tradição: Pré-modernismo, Modernismo

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Para quem conhecer mais sobre as obras de Augusto dos Anjos e está na capital paulista, pode ir até a Casa das Rosas e prestigiar abertura da Exposição Esdruxúlo! 100 anos da morte de Augusto dos Anjos.

Que terá cinco espaço dedicado ao poeta brasileiro, contando um pouco de sua história de vida, sobre sua carreira como literário, além de informações e curiosidades, apresentando também seus poemas como Versos íntimos; Budismo Moderno; As cismas do destino; Idealismo; Monólogo de uma sombra; Os doentes; A ideia; O Deus-verme; O Lamento das coisas; Poema negro, Psicologia de um vencido, Soneto, Último credo, entre outros. A exposição tem curadoria do Júlio Mendonça e expografia de Ivanei Silva e arte de Angela Kina. E o melhor a entrada é gratuita!

Data: Abertura (12/11/2014)
Horas: 19h
Local: Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista,37 – Bela Vista – São Paulo-SP
Telefone: (11) 3285-6986

Mais informações acesse a página de eventos no Facebook;

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Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Verão, Piscina e Literatura para toda tribulação

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Vamos ao que interessa e começar a distribuição de ideias no mundo da literatura, pois temos diversas pautas para repassar à nossa tripulação e o ano já está acabando.

Então vamô, que vamô, porque não podemos enrolar, pois estamos com dois escritores que irão agradar bastante à todos, principalmente o público juvenil e os jovens-adultos, pois são dois autores começaram escrever para as crianças, mas viram que o grande ápice em suas vidas, eram os adolescentes e jovens.

O primeiro livro é da norte-americana Sarah Ockler, com o livro “Vinte Garotos no Verão”, que trata de como as pessoas lidam de quando alguém morre, buscando afirmações de que o outro está bem e qual apreciação e preocupação delas, para elas descobrirem de que a vida continua. Que na verdade, as coisas não vão embora. Elas se transformam em algo diferente, com algo mais bonito.

SinopseVinte Garotos no Verão 2
Quando alguém que você ama morre, as pessoas perguntam como você está, mas não querem saber de verdade. Elas buscam a afirmação de que você está bem, de que você aprecia a preocupação delas, de que a vida continua.

Em segredo, elas se perguntam quando a obrigação de perguntar terminará (depois de três meses, por sinal. Escrito ou não escrito, é esse o tempo que as pessoas levam para esquecer algo que você jamais esquecerá).

As pessoas não querem saber que você jamais comerá bolo de aniversário de novo porque não quer apagar o sabor mágico de cobertura nos lábios beijados por ele. Que você acorda todos os dias se perguntando por que você está viva e ele não.

Que na primeira tarde de suas férias de verdade você se senta diante do mar, o rosto quente sob o sol, desejando que ele lhe dê um sinal de que está tudo bem.

Para mais informações sobre outros livros da Sarah, basta acessar seu site oficial www.sarahockler.com;

O próximo livro é o “Piscina Já”, do carioca, Luiz Antonio Aguiar, que trata das épocas da ditadura,que eram épocas de chumbo grosso e o Brasil vivia na escuridão total.

Mas mesmo assim havia uma garotada que só queria se divertir e foi a luta contra a repressão, atrás de aventuras inesquecíveis, que fará qualquer um voltar ao tempo e ver várias maneiras que as pessoas faziam pela sua liberdade.

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Era um Brasil bem diferente. Um país debaixo de Ditadura. Tem gente que não conheceu esses tempos e nem imagina como foi.

Era dureza, chumbo grosso. O Brasil estava um breu na época. E mesmo assim a garotada do Condomínio da Colina partiu para a briga contra a repressão. E foi uma aventura dessas que quem viveu nunca esquece! Como foi? No que deu?…

Está contado aqui… em Piscina Já! Uma viagem para um tempo em que gente como a gente lutou – de várias maneiras – pela liberdade!

Mais informações sobre o escritor Luiz Aguiar, clique em seu site oficial www.luizantonioaguiar.com.br
e veja mais de seu trabalho;

Até semana que vem, com mais literatura aqui na nossa embarcação.

Por Priscila Visconti