[CANTINHO LITERÁRIO] Cooperifa comemora 15 anos de poesia

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Foto: Divulgação

Fundada pelo escritor Sergio Vaz, o projeto leva poesia aos moradores da periferia da zona sul de São Paulo.

Aconteceu no ultimo domingo (13) o sarau Cooperifa em comemoração aos 15 anos de fundação. A iniciativa foi criada pelo mineiro de coração paulista Sergio Vaz, 51, o projeto busca levar poesia marginal aos moradores de periferia, representado o cotidiano desse grupo.

No 15° ano de sarau teve como convidado Benjamin Taubkin, combinando música e poesia com a apresentação de “PIANO QUE CONVERSA”, acompanhado pelos percursionistas Guilherme Kastrup e Pedro Ito (Sons da Sobrevivência) e os guitarristas Manoel e Felipe Cordeiro, pai e filho, representantes do ritmo guitarrada popular do estado do Pará.

Os saraus acontecem no bar do Zé Batidão, onde o autor trabalhou dos 12 aos 22 com o pai. O lugar é descontraído, apesar da temática pesada de algumas poesias, colabora para a criação artística. Hoje, o lugar abriga diversos poetas, atores e músicos que encontram na Cooperifa espaço tanto para disseminar ideias, quanto reivindicações através da literatura.

O movimento cultural tem como objetivo dar voz a realidade enfrentada pelos moradores dos bairros desassistidos “A poesia é isso, a pessoa se expressa politicamente, mas também com o coração, tem um amor naquilo e tem o ideal. O sarau é politica e resistência ao mesmo tempo”, diz Pâmela Araújo, 27, participante do sarau.

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Imagem: Divulgação

Mais informações sobre a Cooperifa e fundador da companhia Sergio Vaz

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Por Gabriela Alves

[Cantinho Literário] Literatura pelos ônibus da capital peruana

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Como já sabem, aqui no OBC, buscamos o que há de interessante, rentável e também barato para a sociedade, não importa quem seja e nem de onde é, o que vale é divulgar e falar sobre literatura. Nesta semana falaremos sobre um aplicativo peruano que inciativa a leitura nos ônibus da capital, é o “Chup de Mango”.

O projeto incentiva a leitura pelas cidades peruanas, pois o usuário dos coletivos só baixam em seua smartphones ou tablets o QR Code, e depois lê várias obras literárias espalhadas pelos ônibus. Afinal hoje em dia todo mundo vive em função do celular, então nada mais justo que unir algo que as pessoas não tira da mão, com o incentivo a leitura para que todos tenham o hábito de ler, mas sem precisar tirar o aparelho das mãos.

12745798_170657686644408_6306870979809106672_nEsse projeto é para conscientizar as pessoas da capital peruana a lerem, já que em Lima há poucas bibliotecas públicas e o hábito da leitura é baixo, então o coletivo “Chup de Mango” tomou a iniciativa para que as pessoas leiam mais, espalhando pelos ônibus da cidade, vários trechos de obras, para que os usuários vejam e leiam através de seus aparelhos eletrônicos.

O projeto já existe há um ano e meio e a intenção dele é trabalhar junto com as pessoas que querem mudar o país através da leitura, ainda o “Chup de Mango” não tem apoio da prefeitura da cidade, mas os organizadores estão correndo atrás, para que esse simples e humilde projeto se torne hábito em Lima. Também há algumas ONGs que ajudam o projeto, além dos voluntários espalhados pela cidade que promovem o projeto através dos ônibus.

Esse projeto é pioneiro no Peru, porém no metrô de Medellín, na Colômbia já tem alguns pontos do Chup de Mango.

O projeto conta com obras populares como “O Pequeno Príncipe”, “Madame Bovary”, “Drácula”, “Dom Quixote” e outras que são de domínio público podem agora ser lidas em smartphones e tablets nos ônibus de Lima, através de códigos QR, graças a um projeto de incentivo à leitura.

12717784_170657646644412_9027127298745402263_nOs organizadores não tem ideia de quantos downloads foram feitos em um ano e meio, mas eles só sabem que desse tempo para cá o número de pessoas que compartilham da ideia pela internet só aumentou, e que a toda semana há mais uma nova linha de ônibus que agrega ao projeto.

Quem sabe um dia o Brasil se una ao Peru e esse projeto chega à nosso país, afinal assim como Peru e a Colômbia, o Brasil também precisa ser incentivado a leitura, mas de uma forma natural e não forçada, como dita a grande mídia.

Vamos torcer para que o Brasil se une com o Peru e esse projeto, chegue logo em nossa nação, pois seria uma boa ideia ter QR Codes literários, espalhados pelas grandes capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre e Recife.

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Para conhecer mais sobre o projeto acesse, veja os endereços abaixo

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Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] A luta pela sobrevivência em “O Regresso”, de Michael Punke

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Já que não podemos falar diretamente sobre o Oscar, afinal aqui é a editoria de literatura, mas podemos falar um pouco indiretamente, ou seja, dos livros que foram inspirações aos filmes, que estavam concorrendo ao Oscar 2016, que aconteceu neste domingo, dia 28, em Los Angeles. Como o filme “O Regresso”, que estava concorrendo em 12 categorias e foi baseado no livro, de Michael Punke.

O filme estreou na primeira semana de fevereiro, no dia 4, e teve o ator Leonardo DiCaprio como o protagonista, mas uma pena que não podemos falar da emoção que sentimos ontem ao ver DiCaprio ganhando seu primeiro Oscar e também, levou na categoria de melhor diretor, para o cineasta e produtor mexicano, Alejandro Iñarritu. Mas, sem delongas e vamos focar no livro, afinal somos o Cantinho Literário e não o Cabine da Pipoca… hehe

Também fazia tempo que não falávamos de um livro por aqui, estávamos mais promovendo eventos e nos projetos literários, que também são bem legais e uteis para o nosso Cantinho, mas é sempre bom falar de uma obra literária, e ultimamente são poucos livros bons que viram filmes, como este em questão, que nos chamou bastante atenção.

“O Regresso” é baseado na vida do caçador Hugh Glass, aonde ele foi atacado brutalmente por um urso e abandonado por seus colegas, mas sobreviveu por seu desejo de vingança e pela sua sobrevivência. O caçador Glass, teve ferimentos graves por todo seu corpo, até mesmo no couro cabeludo quase separou seu crânio, cortes muito profundo nas costas e teve sua garganta quase toda aberta pelas garras do animal.

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O livro se refere de como o Hugh Glass superou o ataque pelo urso e sobreviveu pelo longo caminho que percorreu, e por ser deixado por seu grupo de expedição e ter que continuar a caçada sozinho, enfrentando até mesmo um ataque de um animal selvagem e quase ter morrido.

“O Regresso” mostra que por mais dificuldade que passamos, tudo pode ser superado, mesmo que esteja sozinho e seja atacado por animais selvagens, no livro era um urso, mas pode até ser o mosquito da dengue, mas se formos fortes, conseguimos superar tudo.

A narrativa do livro é toda em terceira pessoa, mas a dimensão da vida de Hugh Glass pode sentir como se fosse em primeira, pois é só a vingança de ter sido deixado para trás por seus colegas de expedição e a sua vontade de viver, eram maiores que tudo, então mesmo todo ferido e sozinho aquele homem conseguiu seguir seu caminho.

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Sinopse
Em 1823, os caçadores da Companhia de Peles Montanhas Rochosas desbravavam as terras inexploradas dos Estados Unidos, enfrentando diariamente o clima implacável, as feras selvagens e a ameaça constante de confronto com os índios, que defendiam suas terras da invasão dos homens brancos.

Em uma das missões da companhia, Hugh Glass, um dos melhores e mais experientes caçadores do grupo, fica frente a frente com um urso-cinzento, é atacado e termina gravemente ferido, claramente sem chances de sobreviver. Os homens que deveriam esperar sua morte e lhe oferecer um funeral apropriado o abandonam, levando consigo as armas e os suprimentos.

Entre delírios, Glass os observa fugindo e é tomado por um único desejo: vingança. Uma determinação cega que o torna capaz de atravessar quase cinco mil quilômetros de terras intocadas e selvagens, fugindo de predadores, sobrevivendo à fome e à agonia dos ferimentos mais terríveis, a fim de concluir seu objetivo.

Inspirado em fatos reais e escrito em uma prosa arrebatadora, O Regresso é uma notável história de obsessão, um romance sobre um homem cuja vida foi ao mesmo tempo salva e condenada pela sede de vingança.

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idioma: Português
encadernação: Brochura
formato: 16 x 23
páginas: 272
ano de edição: 2015
edição: 1ª
autor: Michael Punke
tradutor: Maria Carmelita Dias

Por Priscila Visconti

[Total Flex] Aurora: A ficção que te leva à emoção

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Na noite da última quinta-feira, 20, na Fnac da Paulista, em São Paulo, aconteceu a noite de autógrafos da primeira HQ do ator e escritor, Felipe Folgosi.

12787986_10205476587426748_961204449_nFelipe que é um fã convicto de quadrinhos, com inspirações de grandes nomes como Bob Kane, Frank Miller, Jerry Siegel, Joe Shuster, Stan Lee, Jack Kirby, Maurício de Sousa, entre outros, foi que inspirado neles, após seu regresso do curso de roteiro na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) e de uma conversa informal com sua atual namorada sobre seus sinais e pintas em seu corpo, “Aurora” seria idealizada.

Com pouco tempo e muita ânsia em escrever e produzir algo autoral, Folgosi se dividia entre seus projetos e o livro. Informações científicas, histórias que ele ouviu ou leu, bate-papos com amigos, foram o ápice para que sua história começasse a ganhar formas e nuances.

Equipe do AURORA na FIQ 2015.

Equipe do AURORA na FIQ 2015.

Em 2013, a história já estava bem desenvolvida, Felipe resolveu juntar todo esse material e publicar. O tema já estava definido, seria um thriller de ficção com astronomia, serviços e sociedades secretas, mas faltavam dados científicos reais, foi que no ano seguinte, ele estudou e embasou melhor sua pesquisa, fazendo com que cada linha escrita fosse factual, e não apenas achismo e suposições, porém Folgosi não queria publicar só um livro, então convidou quadrinistas de peso na cena nacional da atualidade para ingressar com ele neste projeto, foi então que ele convidou Leno Carvalho para fazer os desenhos, Nelson Pereira, para a arte final, um elenco extraordinário para as cores. Para edição, adaptação e layouts, Klebs Junior, Dario Chaves, como editor assistente e Flavio Soares, letras e diagramação. Um elenco de um grande projeto, independente e autoral, e claro, intensamente nacional, da criação, a produção até a finalização da obra.

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“Aurora” é uma história em quadrinhos, que traz uma história que se passa num vilarejo de pescadores chamado Gloucester, onde um jovem imigrante português sai junto com a tripulação em alto mar, entre coincidências e ligações, uma tempestade cósmica atinge a região e apenas um homem é atingido, sofrendo por mutações vitais em seu corpo, mostrando que apenas o amor e amizade dos que estão sempre ao seu lado pode te salvar, combatendo toda a destruição maligna que tenta dominar o ecossistema, fazendo com que os percalços fiquem mais leves e fácies de lidar. Uma história que pode ser clichê aos leitores de quadrinhos, mas muito real e próxima da sociedade atual, aonde os maus querem a dominação de tudo e todos, enquanto somos vítimas de um sistema burocrático e cético, porém o que somos em suma transmite aos nossos ancestrais.

Título: Aurora HQ
Autor: Felipe Folgosi
Ano: 2015
Editora: Instituto dos Quadrinhos
Preço de capa: R$39,90
Para mais info: Site | Facebook

Por: Patrícia Visconti

[Cantinho Literário] Umberto Eco deixa seu legado e livro novo a ser publicado

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Faleceu na última sexta-feira (19), o escritor, filósofo, linguista e bibliófilo italiano, Umberto Eco, aos 84 anos, o escritor morreu em sua casa, em Milão, na Itália, às 22h30 da noite. Eco era titular da cadeira de Semiótica de France da Escola Superior de Ciências Humanas, na Universidade de Bolonha, lecionou em diversas universidades, como as norte-americanas Yale e Havard, na Collège de France e na Universidade de Toronto, além de ser colaborador para diversos veículos acadêmicos, entre eles a revista semanal italiana L’Espresso, na qual escreveu sobre uma infinidade de temas.

nome-da-rosa-umberto-eco-livro-capaSeu livro de mais conhecimento e premiado foi “O Nome da Rosa”, lançado em 1980, lhe dando o Premio Strega, no ano de 1981, este livro foi traduzido para diversos idiomas e abrindo as portas da carreira literária para todo o mundo, sucedendo à outras obras como “O Pêndulo de Foucault”, “A ilha do dia antes”, “Baudolino”, “A misteriosa  chama da rainha Loana” e “O cemitério de Praga”.

No ano de 2010, Umberto Eco, junto com Jean-Claude Carrière, lançou “N’Espérez pas vous Débarrasser des Livres” (“Não Espere se Livrar dos Livros”, publicado aqui no Brasil como “Não contem com o fim do livro”).

um-baronete-das-bibliotecasSeu último livro escrito, será publicado nesta sexta-feira (26), na Itália, na mesma semana, em que será o funeral do escritor, o livro foi entitulado de “Pape Satan Aleppe”, que é um compilado de seus ensaios publicados desde 2000 no semanário italiano “L’Espresso”, ao qual o filósofo contribuía e o título do livro, retoma as palavras iniciais do canto VII do Inferno da Divida Comédia de Dante Alighieri. Este significado misterioso, deu lugar a muitas interpretações, mas para Umberto Eco, a expressão era suficiente para caracterizar a confusão do nosso tempo.

Confira abaixo a biografia de Umberto Eco

Romances

* O nome da rosa (Il nome della rosa, 1980) (Prêmio Médicis, livro estrangeiro na França);
* adaptação cinematográfica de Jean-Jacques Annaud, com Sean Connery e Christian Slater nos papéis principais;
* O Pêndulo de Foucault (livro) (Il pendolo di Foucault,1988);
* A ilha do dia anterior (L’isola del giorno prima, 1994);
* Baudolino (Baudolino, 2000);
* A misteriosa chama da rainha Loana (La misteriosa fiamma della regina Loana 2004);
* O Cemitério de Praga (Il cimitero di Praga), 2011
* O número zero (Numero zero), 2015.

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Ensaios

Obras nas áreas de filosofia, semiótica, linguística, estética traduzidas para a língua portuguesa:

* Obra aberta (1962)
* Diário mínimo (1963)
* Apocalípticos e integrados (1964)
* A definição da arte (1968)
* A estrutura ausente (1968)
* As formas do conteúdo (1971)
* Mentiras que parecem verdades (1972) (coautoria de Marisa Bonazzi)
* O super-homem de massa (1978)
* Lector in fábula (1979)
* A semiotic Landscape. Panorama sémiotique. Proceedings of the Ist Congress of the International Association for Semiotic Studies (1979) (coautoria de Seymour Chatman e Jean-Marie Klinkenberg).
* Viagem na irrealidade cotidiana (1983)
* O conceito de texto (1984)
* Semiótica e filosofia da linguagem (1984)
* Sobre o espelho e outros ensaios (1985)
* Arte e beleza na estética medieval (1987)
* Os limites da interpretação (1990)
* O signo de três (1991*) (coautoria de Thomas A. Sebeok)
* Segundo diário mínimo (1992)
* Interpretação e superinterpretação (1992)
* Seis passeios pelos bosques da ficção (1994)
* Como se faz uma tese (1995*)
* Kant e o ornitorrinco (1997)
* Cinco escritos morais (1997)
* Entre a mentira e a ironia (1998)
* Em que creem os que não creem? (1999*) (coautoria de Carlo Maria Martini)
* A busca da língua perfeita (2001*)
* Sobre a literatura (2002)
* Quase a mesma coisa (2003)
* História da beleza (2004) (direcção)
* La production des signes (2005 em francês)
* Le signe (2005; em francês)
* Storia della Brutezza (2007). Em Portugal, traduzido como História do feio, e, no Brasil, como História da Feiura.
* Dall’albero al labirinto. No Brasil, como Da Árvore ao Labirinto (2007)
* A vertigem das listas (2009)
* Não contem com o fim do livro (2010*) (co-autoria de Jean-Claude Carrière)
* História das Terras e Lugares Lendários (2013)

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Por Priscila Visconti