[Total Flex] Colecionável não brinquedo!

Algumas semanas atrás a internet parou para presenciar a ‘treta’ do tal colecionável, em que uma criança de sete anos, queria brincar, mas a dona da action não permitiu que ela brincasse, pois essa peça é uma de suas favoritas, além de custar um valor um pouco expansivo, a peça era o Gavião Arqueiro, integrante de Os Vingadores.

A jovem de 28 anos, Natália Freitas, que mora em Santos, litoral paulista acabou tendo uma discussão com a mãe do menino, via Whatsapp, pois a ‘treta’ rolou logo depois das parentes da tia da moça, que reclamou que seu seu filho não pudesse mexer no boneco.  Mas Natália explicou para a criança que aquilo não era brinquedo e sim, uma peça de colecionador e cara, até então a criança entendeu de boa, mas logo depois de mãe e filho irem embora, começou essa discussão.

Referindo sobre o assunto, fomos falar com alguns colecionadores para ver o que eles acharam da história, além de recebermos um artigo do CEO da Iron Studios, a primeira empresa brasileira na produção de itens voltado para colecionadores, Renan Pizii, em que ele fala sobre o assunto e explica a diferença entre brinquedo e colecionável.

O valor afetivo é outro diferencial. Sempre há uma história a ser contada sobre cada artigo, como, por exemplo, a dificuldade em sua aquisição, sua tiragem ou de onde foi inspirada. Além disso, a beleza e a alta fidelidade na reprodução transformam estátuas e réplicas em verdadeiras peças de exposição e decoração, ao contrário dos brinquedos, que ficam guardados em um baú quando não são utilizados.” –   disse o CEO da Iron Studios, Renan, que além de trabalhar com colecionáveis, também é colecionador e um dos CEO do maior evento geek do planeta, a Comic Con Experience.

Ambos chamam bastante atenção, porém são bem diferentes, pois uma action figures, como os colecionadores chamam são peças frágeis, não articuladas e com custo bem mais caro, diferente do brinquedo, que é maleável e qualquer criança pode brincar, além de ser bem mais barato. Essas action figures são raramente peças exclusivas, desenhada a partir do conceito original do filme ou desenho, seus moldes são esculpidos com alto nível detalhamento, além da reprodução fiel do personagem ou acessório, e também essas figures são peças pintadas à mão.

Basicamente, um brinquedo é um objeto focado para criança, na maioria das vezes é barato, descartável e datado, geralmente é a reprodução de personagens ou objetos de desenhos animados ou filmes. Porém, existem diferentes brinquedos, seja para a idade a qual se destina ou pelo material empregado na sua produção. Mas um objeto, mesmo que barato, mesmo que descartável e datado, passa a ser um colecionável quando se estabelece uma relação afetiva com aquele item que marcou sua infância, e você passa a conservá-lo mesmo na sua vida adulta, ou compre outro nos sites de leilão e brinquedos usados, caso não o tenha mais.” – comentou Fábio Ribeiro, CEO da Santos Comic Expo e um dos grandes influentes de cultura nerd e geek da baixada santista, pois além da SDCC, ele promove diversos eventos por Santos e região da baixada.

Porém essa história de brinquedo e colecionáveis, e de mexer ou não, é algo como a educação à criança, como disse o colecionador, morador de Gotham City e fã do Homem Morcego, Marcio Escoteiro, que já coleciona há quase 30 anos, que refere tudo que ele tem como colecionável, desde as action figures (ou os bonequinhos, como ele mesmo fala) e seu quadrinhos, que não são poucos.

Acho que ela fez certo. Conversou com a criança e a mãe. Não tem porque mexer. Você não vai a um museu ou na casa dos outros e mexe nas peças. Não importa se é brinquedo, colecionável, louça ou outra coisa. Chama-se educação e tem que ser dada desde pequeno.  A criança não entende, lógico, mas os pais ou responsáveis devem saber disso. Meus sobrinhos sempre me obedeceram desde pequenos e hoje tem suas próprias coleções, nunca ficaram “traumatizados”. Com minha neta de 1 ano e meio, minha enteada já coloca limites sem eu dizer nada.

Esses colecionáveis são ‘brinquedos’ de adultos com mais de 30 e 40 anos, que querem apenas guardar suas peças favoritas, sendo um objeto afetivo, na qual é marcado pela sua infância, em que você passa a conservar na vida adulta, por mais que há alguns seres humanos, que não entende isso, pois acreditam que depois que deixa de ser criança, a pessoa não pode mais ter esse tipo de artefato como itens colecionáveis, pois para algumas pessoas, passou de 12 anos e ainda compram esses ‘bonequinhos’ é um idiota, que não teve infância.

Mas a história é diferente, pois colecionador é aquela ser que quer ter o objeto, seja ele uma peça colecionável ou um brinquedo, mas porque é fã de cultura pop ou então quer ter algo afetivo do que marcou sua infância, que a partir do brinquedo, começa a querer conhecer e descobri cada vez mais sobre o personagem, adquirindo não só em peças, mas em material em papel, como os quadrinhos, que também é outro objeto que algumas pessoas vê para o público infantil, mas que na verdade, as revistas de histórias em quadrinhos, são para todos que gostam de ler, guardar e o foco maior, curte Cultura Pop.

Fazendo das palavras as mesma, o agente da Chiaroscuro Studios e CEO da CCXP, Ivan Costa – “Essa mãe que vá aprender a educar o filho!

Por Priscila Visconti

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s