[Total Flex] Homens e mulheres juntos na produção e divulgação da nona arte

No ano de 1895 foi criada a primeira história em quadrinhos pelo artista norte-americanos Richard Outcault, se formos analisar podemos ver que as pinturas que hoje chamamos de HQ começou bem antes na época pré-histórica, aquelas figuras que eles desenhavam para se referir á uma história que queriam contar, os anos se passaram é hoje os quadrinhos se tornaram os queridinhos entre os brasileiros, não só para os homens, como as mulheres começaram dominar a arte.

Contrariando a lógica podemos acompanhar mulheres criando, desenhando e editando e com o passar do tempo o número vem crescendo. A internet ajuda em muitas coisas é uma delas é descobrir artistas, referência a esse crescimento tem a quadrinista Renata C B Lzz, 24, formada em Designer Gráfico, autora das HQs Escuridão, Morteu, Pimpão, Andarilha, Pintadas de Areia, além da página no Facebook Loucas Histórinhas que contêm tirinhas de suas produções.

Aos 9 anos a quadrinista começou a se interessar por HQs, lendo W.I.T.C.H, mangás, o interesse foi crescendo que ao chegar na sua adolescência não imaginava que iria poder escrever sua própria HQ, “Foi só lá pelos meus 16 anos que comecei a gostar realmente de fazer HQ, foi quando consegui finalizar uma por completo”revelou a desenhista. Seu primeiro HQ foi ilustrações de uma poesia que produziu para um trabalho escolar, assim nascia “Escuridão”, completou Renata.

Para os homens a semelhança em descobrir os quadrinhos na infância é mútua, as histórias que marcaram são bem conhecidas até os dias atuais, Turma da Mônica, Disney, entre outros, assim observamos o porque desse amor pelos quadrinhos atingir homens e mulheres, “Talvez esses caras sejam a minha maior referencia de HQ e o que sempre me chamou atenção é os enredos bem feitos, humor e o encaixe de ambos” confessa Michael Gomes, fã de HQ.

Atualmente a quadrinista está produzindo “Morteu por Andarilha”, na história as personagens Andarilha e Morgan se encontram após o final da HQ “Andarilha”, em todo tempo mantendo os traços de cada personagem, o que está deixando a história visualmente bem interessante.

Ao ser questionada sobre a possibilidade de preconceito por ser mulher fazendo quadrinhos ela foi categórica em afirmar “mulher fazendo quadrinhos não é difícil se achar, achar seu público é difícil para todos, o que dificulta para mulher é a barreira que muito leitor cria. O preconceito acaba vindo muito mais do público mesmo, é uma diferença gigante quando percebem que você é a autora e não a namorada ou amiga do cara que está ao seu lado. Claro, isso não quer dizer que entre os artistas não há, mas é menos gritante”, ressaltou a quadrinista.

Porém, alguns fãs da nona arte não se importam se a história foi escrita por homens ou mulheres, pois, “quando você procura qualidade, indiferente se ela foi escrita por homem ou mulher, essa guerra do sexo só deprecia o consumidor final, como consumidores querem ler algo de qualidade, independente do sexo do autor”, explica Michael.

Em pleno século XXI podemos apreciar bastantes novidades e qualidades de desenhos produzidos por mulheres, o crescimento de autoras de HQs está com um porcentual bastante avançado e vemos a satisfação do consumidor seja em exposições, internet ou na compra das revistas.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Renata acesse:
Blog | Facebook | Instagram

Por Tailane Matos

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